"o meu olhar é nítido como um girassol"
Trabalho de português
Aluna: Luana Soares nº8Professora: Ana Braz Silva Módulo: Análises de Poema Fernando Pessoa Disciplina: Português Escola Secundária D.Inês de Castro Ano Letivo: 2023/2024
Índice
1.
5.
Introdução
Análise métrica
2.
6.
Poema
Recurso expressivo
3.
7.
Biografia do Autor
Vídeo de explicação
4.
8.
Estrutura interna
Conclusão
Introdução
A realização deste trabalho prende-se com o desenvolvimento e conhecimento da vida, e obra quer do ortónimo de Fernando Pessoa , mais concretamente do heterónimo "Alberto Caeiro" pretende-se apresentar um dos poemas do ortónimos " O amor é uma companhia", onde irei fazer a respetita análise para a sua melhor compreensão.
Biografia de Alberto Caeiro
Alberto Caeiro é um dos heterónimos mais conhecidos do poeta português Fernando Pessoa. Caeiro é um personagem literário criado por Pessoa e lhe é atribuída a autoria de uma série de poemas que representam uma filosofia poética particular. Ao contrário de outros heterónimos de Pessoa, como Álvaro de Campos ou Ricardo Reis, Alberto Caeiro é apresentado como um indivíduo simples e rural, um camponês que vive em contato próximo com a natureza. Embora Alberto Caeiro seja uma criação literária de Fernando Pessoa, os seus poemas foram amplamente estudados e apreciados na literatura portuguesa e influenciaram gerações posteriores de poeta.
Caraterísticas da Escrita de Alberto caeiro
- Sensacionismo
- Poeta das sensações tal como elas são;
- Poeta do olhar (observação)
- Predonomio das sensações visuais e auditivas;
2. Poema
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... Creio no Mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender... O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo… Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe porque ama, nem o que é amar... Amar é a eterna inocência, E a única inocência é não pensar...
video
3. Recursos expressivos
Recursos expressivos
Expressões
A. Comparação - Compara os sentidos à forma de como vê a realidade, dando importância à visão como forma de conhecimento da realidade; B. Metáfora - Atribuição da expressão "eterna novidade" ao mundo, ou seja, está constantemente a fazer descobertas sobre o mesmo; C. Comparação - O sujeito poético acredita na realidade comparando-a a um malmequer; D. Metáfora - Rejeita o pensamento, não conseguindo usufruir do mundo pelos sentidos;
A. "O meu olhar é nítido como um girassol." (v. 1)
B. "Sinto-me nascido a cada momento / Para a eterna novidade do mundo..." (vv. 11-12)
C. "Creio no mundo como um malmequer" (v. 13)
D. "(Pensar é estar doente dos olhos)" (v. 17)
3. Recursos expressivos
Explicação
Estrutura interna parte I
A. "O meu olhar é nítido como um girassol." (v. 1)
B. "tenho o costume de andar pelas estradas olhando para a direita e para a esquerda e de vez em quando olhando para trás.." C. e o que vejo a cada momento é aquilo que nunca antes eu tinha visto, e eu sei dar por isso muito bem... sei ter o pasmo essencial que tem uma criança se, ao nascer, reparasse que nascera deveras... sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do Mundo...
A.preferência dos sentidos em detrimento da razão; B. introspeção pelo passado; C. eterna novidade das coisas
3. Recursos expressivos
Explicação
Estrutura interna parte I
D. "Creio no mundo com um malmequer" porque o vejo, mas não penso por ele" E. " Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo..."
negação da utilidade do pensamento F. "Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso"
D. preferência dos sentimentos em detrimento da razão"; E.negação da utilidade do pensamento; F. relação de harmonia com a natureza que assume valor essencial;
4. Análise métrica
Métrica: Apesar da ausência de um esquema de rima regular, a métrica predominante é o decassílabo, com uma ênfase na simplicidade e na clareza da linguagem. Caeiro usa uma linguagem direta e descomplicada para expressar seus sentimentos em relação à natureza. Tema: O poema aborda a visão do poeta em relação à natureza e à sua própria existência. O eu lírico compara seu olhar com a nitidez de um girassol, o que sugere uma ligação profunda com a natureza e a busca pela autenticidade e simplicidade na vida. Figuras de linguagem: O poema é relativamente livre de figuras de linguagem, com exceção de uma comparação (metáfora) entre o olhar do eu lírico e a nitidez de um girassol. Essa comparação ressalta a clareza e a intensidade da visão do poeta em relação à natureza.
Análise métrica
Estrofes: O poema é formado por uma única estrofe. Versos: O poema é composto por oito versos, que podem ser classificados como decassílabos (com dez sílabas poéticas) em sua maioria. Rima: O poema não segue um esquema de rima regular. No entanto, há algumas rimas internas e consonâncias, como "nítido" e "girassol" ou "invisível" e "intocável".
7. State of play
Relação entre o sujeiro poético e a natureza
O sujeito poético estabelece uma relação de afeição e amor com a natureza, pois, o próprio, aceita-a incondicionalmente tal como é, deixando de parte o pensamento e a racionalidade, associando assim o amor a uma inconsciência
8. Conclusão
Conclusão
Neste trabalho abordamos a análise do poema " o meu olhar é nítido como um girassol", de Alberto Caeiro uma exploração vívida e apaixonada da simplicidade da vida e da observação atenta da natureza. O eu lírico se apresenta como alguém que, como um girassol, está sempre voltado para o sol, absorvendo a luz e a energia da existência. Através desse olhar claro e despretensioso, o poeta celebra a beleza intrínseca da vida e a conexão íntima entre o homem e a natureza. No mesmo cumpri os objetivos todos propostos pela Professora Ana Braz . em suma com este trabalho foi importante para a melhor compreensão deste tema,
Obrigado!!
Trabalho de português
Luana de Oliveira Soares
Created on October 11, 2023
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"o meu olhar é nítido como um girassol"
Trabalho de português
Aluna: Luana Soares nº8Professora: Ana Braz Silva Módulo: Análises de Poema Fernando Pessoa Disciplina: Português Escola Secundária D.Inês de Castro Ano Letivo: 2023/2024
Índice
1.
5.
Introdução
Análise métrica
2.
6.
Poema
Recurso expressivo
3.
7.
Biografia do Autor
Vídeo de explicação
4.
8.
Estrutura interna
Conclusão
Introdução
A realização deste trabalho prende-se com o desenvolvimento e conhecimento da vida, e obra quer do ortónimo de Fernando Pessoa , mais concretamente do heterónimo "Alberto Caeiro" pretende-se apresentar um dos poemas do ortónimos " O amor é uma companhia", onde irei fazer a respetita análise para a sua melhor compreensão.
Biografia de Alberto Caeiro
Alberto Caeiro é um dos heterónimos mais conhecidos do poeta português Fernando Pessoa. Caeiro é um personagem literário criado por Pessoa e lhe é atribuída a autoria de uma série de poemas que representam uma filosofia poética particular. Ao contrário de outros heterónimos de Pessoa, como Álvaro de Campos ou Ricardo Reis, Alberto Caeiro é apresentado como um indivíduo simples e rural, um camponês que vive em contato próximo com a natureza. Embora Alberto Caeiro seja uma criação literária de Fernando Pessoa, os seus poemas foram amplamente estudados e apreciados na literatura portuguesa e influenciaram gerações posteriores de poeta.
Caraterísticas da Escrita de Alberto caeiro
2. Poema
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... Creio no Mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender... O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo… Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe porque ama, nem o que é amar... Amar é a eterna inocência, E a única inocência é não pensar...
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3. Recursos expressivos
Recursos expressivos
Expressões
A. Comparação - Compara os sentidos à forma de como vê a realidade, dando importância à visão como forma de conhecimento da realidade; B. Metáfora - Atribuição da expressão "eterna novidade" ao mundo, ou seja, está constantemente a fazer descobertas sobre o mesmo; C. Comparação - O sujeito poético acredita na realidade comparando-a a um malmequer; D. Metáfora - Rejeita o pensamento, não conseguindo usufruir do mundo pelos sentidos;
A. "O meu olhar é nítido como um girassol." (v. 1) B. "Sinto-me nascido a cada momento / Para a eterna novidade do mundo..." (vv. 11-12) C. "Creio no mundo como um malmequer" (v. 13) D. "(Pensar é estar doente dos olhos)" (v. 17)
3. Recursos expressivos
Explicação
Estrutura interna parte I
A. "O meu olhar é nítido como um girassol." (v. 1) B. "tenho o costume de andar pelas estradas olhando para a direita e para a esquerda e de vez em quando olhando para trás.." C. e o que vejo a cada momento é aquilo que nunca antes eu tinha visto, e eu sei dar por isso muito bem... sei ter o pasmo essencial que tem uma criança se, ao nascer, reparasse que nascera deveras... sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do Mundo...
A.preferência dos sentidos em detrimento da razão; B. introspeção pelo passado; C. eterna novidade das coisas
3. Recursos expressivos
Explicação
Estrutura interna parte I
D. "Creio no mundo com um malmequer" porque o vejo, mas não penso por ele" E. " Porque pensar é não compreender... O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo..." negação da utilidade do pensamento F. "Eu não tenho filosofia; tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso"
D. preferência dos sentimentos em detrimento da razão"; E.negação da utilidade do pensamento; F. relação de harmonia com a natureza que assume valor essencial;
4. Análise métrica
Métrica: Apesar da ausência de um esquema de rima regular, a métrica predominante é o decassílabo, com uma ênfase na simplicidade e na clareza da linguagem. Caeiro usa uma linguagem direta e descomplicada para expressar seus sentimentos em relação à natureza. Tema: O poema aborda a visão do poeta em relação à natureza e à sua própria existência. O eu lírico compara seu olhar com a nitidez de um girassol, o que sugere uma ligação profunda com a natureza e a busca pela autenticidade e simplicidade na vida. Figuras de linguagem: O poema é relativamente livre de figuras de linguagem, com exceção de uma comparação (metáfora) entre o olhar do eu lírico e a nitidez de um girassol. Essa comparação ressalta a clareza e a intensidade da visão do poeta em relação à natureza.
Análise métrica
Estrofes: O poema é formado por uma única estrofe. Versos: O poema é composto por oito versos, que podem ser classificados como decassílabos (com dez sílabas poéticas) em sua maioria. Rima: O poema não segue um esquema de rima regular. No entanto, há algumas rimas internas e consonâncias, como "nítido" e "girassol" ou "invisível" e "intocável".
7. State of play
Relação entre o sujeiro poético e a natureza
O sujeito poético estabelece uma relação de afeição e amor com a natureza, pois, o próprio, aceita-a incondicionalmente tal como é, deixando de parte o pensamento e a racionalidade, associando assim o amor a uma inconsciência
8. Conclusão
Conclusão
Neste trabalho abordamos a análise do poema " o meu olhar é nítido como um girassol", de Alberto Caeiro uma exploração vívida e apaixonada da simplicidade da vida e da observação atenta da natureza. O eu lírico se apresenta como alguém que, como um girassol, está sempre voltado para o sol, absorvendo a luz e a energia da existência. Através desse olhar claro e despretensioso, o poeta celebra a beleza intrínseca da vida e a conexão íntima entre o homem e a natureza. No mesmo cumpri os objetivos todos propostos pela Professora Ana Braz . em suma com este trabalho foi importante para a melhor compreensão deste tema,
Obrigado!!