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A Mensagem parte I-Brasão
Elaine Ningoso
Created on October 10, 2023
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Transcript
Português
A MENSAGEM
PRIMEIRA PARTE / BRASÃO
12ºA
Índice
1. Brasão.......................................................
2. D. JOÃO I....................................................
3. SéTIMO: D. JOÃO O PRIMEIRO............
4. PRIMEIRO: ULISSES...............................
5. Segundo: O DAS QUINAS.....................
6. Terceiro: O CONDE D. HENRIQUE......
Brasão
A primeira parte da obra “Mensagem” de Fernando Pessoa é intitulada “Brasão”. Nesta parte, o autor faz referência a mitos e figuras históricas que remontam à origem, à fundação e à constituição de Portugal. O brasão português é composto por sete castelos e cinco quinas, que representam as conquistas dos portugueses durante a Reconquista e as vitórias na batalha de Ourique, respectivamente.
D. João I
Monarca português, filho bastardo de D. Pedro I e de Teresa Lourenço, dama galega, nasceu em 1357, em Lisboa, onde faleceu em 1433. Décimo rei de Portugal (1385-1433), foi o fundador da dinastia de Avis ou Joanina, sendo conhecido pelo cognome "de Boa Memória".
É no reinado de D. João I que têm início as conquistas no Norte de África e que começa a gesta dos Descobrimentos, pela ação do Infante D. Henrique. Em 1412 associou ao governo do reino o seu filho D. Duarte, que lhe sucederia. D. João I faleceu em 1433 e encontra-se sepultado no Mosteiro da Batalha.
SÉTIMO: D. JOÃO O PRIMEIRO
Sete Castelos
Este poema de Fernando Pessoa, intitulado “D. João o Primeiro”, é o sétimo poema da primeira parte da obra “Mensagem”. O poema é uma homenagem ao rei D. João I, o fundador da dinastia de Avis, que reinou em Portugal entre 1385 e 1433.
O poema é caracterizado por uma linguagem grandiosa e solene, que reflete a importância histórica do rei D. João I. Alguns dos recursos expressivos utilizados no poema incluem:
SÉTIMO: D. JOÃO O PRIMEIRO
Sete Castelos
Metáfora
“Templo que Portugal foi feito ser” (verso 1) - a nação portuguesa é comparada a um templo, que foi construído por D. João I.
Hipérbato
“Teu nome, eleito em sua fama” (verso 11) - a inversão da ordem natural das palavras ajuda a criar um ritmo poético mais interessante.
Assonância
“fama… interna… chama… eterna…” (versos 9-10) - a repetição do som das vogais “a” e “e” cria um efeito sonoro agradável e ajuda a enfatizar as palavras.
Anáfora
“Que Portugal foi feito ser” (verso 2) - a repetição da expressão “que Portugal foi feito ser” enfatiza a importância do rei na construção da nação portuguesa.
SÉTIMO: D. JOÃO O PRIMEIRO
Sete Castelos
3 Estrofes
O homem e a hora são um só Quando Deus faz e a história é feita O mais é carne, cujo pó A terra espreita. Mestre, sem o saber, do Templo Que Portugal foi feito ser, Que houveste a glória e deste o exemplo De o defender, Teu nome, eleito em sua fama, É, na ara da nossa alma interna, A que repele, eterna chama, A sombra eterna.
4 Versos
Recuros Expressivos
Sete Castelos
Metáfora: “Templo que Portugal foi feito ser” (verso 1) - a nação portuguesa é comparada a um templo, que foi construído por D. João I.
Anáfora: “Que Portugal foi feito ser” (verso 2) - a repetição da expressão “que Portugal foi feito ser” enfatiza a importância do rei na construção da nação portuguesa.
Assonância: “fama… interna… chama… eterna…” (versos 9-10) - a repetição do som das vogais “a” e “e” cria um efeito sonoro agradável e ajuda a enfatizar as palavras.
Hipérbato: “Teu nome, eleito em sua fama” (verso 11) - a inversão da ordem natural das palavras ajuda a criar um ritmo poético mais interessante.
PRIMEIRO: ULISSES
Cinco quinas
3 Estrofes
O mito é o nada que é tudo. O mesmo sol que abre os céus É um mito brilhante e mudo – O corpo morto de Deus, Vivo e desnudo. Este, que aqui aportou, Foi por não ser existindo. Sem existir nos bastou. Por não ter vindo foi vindo E nos criou. Assim a lenda se escorre A entrar na realidade, E a fecundá-la decorre. Em baixo, a vida, metade De nada, morre.
5 Versos
Segundo: O DAS QUINAS
Cinco quinas
3 Estrofes
Os Deuses vendem quanto dão. Compra-se a glória com desgraça. Ai dos felizes, porque são Só o que passa! Baste a quem baste o que lhe basta O bastante de lhe bastar! A vida é breve, a alma é vasta: Ter é tardar. Foi com desgraça e com vileza Que Deus ao Cristo definiu: Assim o opôs à Natureza E Filho o ungiu.
4 Versos
Recurso Estilístico
Cinco quinas
Paradoxo - (Paradoxo ou oximoro é uma figura de linguagem caracterizada pela expressão de uma ideia contrastante e contraditória)-"Os Deuses vendem quando dão.”
Antítese - (A antítese é uma figura de pensamento que acontece por meio da aproximação de palavras com sentidos opostos, por exemplo: o ódio e o amor andam de mãos dadas)-“Compra-se a glória com desgraça.”
Aliteração - (A aliteração é uma figura de linguagem que consiste na repetição de fonemas consonantais ou sílabas)-“A vida é breve, a alma é vasta”
Terceiro: O CONDE D. HENRIQUE
Cinco quinas
2 Estrofes
Todo começo é involuntáario. Deus é o agente. O herói a si assiste, vário E inconsciente. À espada em tuas mãos achada Teu olhar desce. «Que farei eu com esta espada?» Ergueste-a, e fez-se.
8 Versos
Realizado por: Beatriz Almeida Tatiana Melany Elaine Carolina Daniela Esmeralda