Relação Mente-corpo:
Descartes e António Damásio
Epistemologia e História da Psicologia
Índice
8.
Perspetiva de António Damásio
Introdução
1.
8.1.
Relação ente cérebro, corpo e mente
Objetivos
2.
8.2.
A importância das emoções pela perspetiva de Damásio
Obras estudadas
3.
8.2.1.
Tomada de decisões (Marcador somático)
4.
Biografia de Descartes
8.2.2.
Perceção
8.2.3.
Aprendizagem e formação de memórias
5.
Biografia de Damásio
8.3.
O “Self” neural
6.
O problema da Relação mente-corpo
8.4.
Homeostase
7.
Perspetiva de Descartes
8.5.
Estudo de caso: Phineas Gage
7.1.
Dualidade entre o corpo e a mente
9.
Perspetiva de
Descartes vs António Damásio
7.2.
Mente e corpo são substâncias distintas
9.1.
Diferenças
7.3.
Teoria do Ato Reflexo
9.2.
Semelhanças
7.4.
A glândula pineal
9.3.
O que poderá corrigir o erro de Descartes?
Conclusão
10.
7.5.
Ponto de vista de que mente e corpo estão interligados
Referências
11.
01
Introdução
A relação entre a mente e o corpo é um dos maiores enigmas da filosofia. Duas perspetivas notáveis sobre esse tema vêm de René Descartes e António Damásio. Descartes, no século XVII, defendeu o dualismo mente-corpo, enquanto Damásio, um neurocientista contemporâneo, propõe uma visão mais integrada. Este trabalho explora as principais ideias de ambos ao examinar como os seus pontos de vista moldaram o entendimento que temos dessa relação.
02
Objetivos
01
04
Investigar a biografia de René Descartes, bem como contribuições para a filosofia e ciência.
Analisar a perspetiva e argumentos de Descartes sobre a relação mente-corpo, corpo e mente como entidades distintas e interligadas
02
05
Explorar a biografia de António Damásio, destacar a sua importância na área da neurociência e identificar quais foram as principais contribuições do neurocientista para o entendimento da relação mente-corpo.
Investigar a perspetiva de António Damásio relativamente à relação mente-corpo, tendo em conta a sua teoria do marcador somático e a forma como ele entende a influência do corpo nas emoções, sentimentos, cognição e consciência.
03
06
Compreender o problema mente-corpo de forma geral, incluindo a definição, o contexto histórico do debate filosófico, a dificuldades de sustentar uma teoria e as principais abordagens teóricas.
Comparar e contrastar as perspetivas de Damásio e Descartes, identificando semelhanças e diferenças entre as suas abordagens teóricas.
03. Obras estudadas
"O erro de Descartes: Emoção, razão e cérebro humano"
"História da Psicologia Moderna"
Biografia de Descartes
04. Biografia de René Descartes
(1596-1650)
Quem foi Descartes?
- Foi um filósofo, matemático e cientista francês, considerado o fundador da filosofia moderna e um dos pensadores mais influentes do século XVII;
- A sua vida e obra tiveram um impacto profundo nas áreas da filosofia, matemática, ciência e epistemologia.
Nascimento e educação:
- Descartes nasceu a 31 de março de 1596, na cidade de La Haye, na França;
- Recebeu uma educação clássica.
04. Biografia de René Descartes
(1596-1650)
Busca pela verdade:
- Descartes procurou desenvolver um método sólido para alcançar o conhecimento verdadeiro e fundar uma filosofia indubitável. "Cogito, Ergo Sum" ("Penso, logo existo");
- Afirmou que o ato de duvidar da própria existência servia como prova da realidade da própria mente.
Morte:
- Descartes faleceu a 11 de fevereiro de 1650, em Estocolmo (Suécia) devido a complicações causadas por pneumonia;
- As suas obras permanecem a ser objetos de estudo, sendo reconhecido como um dos pensadores mais influentes na história da filosofia.
Biografia de António Damásio
05. Biografia de António Damásio
(1944)
Um dos principais nomes da
Neurociência no cenário internacional, dedicando-se à pesquisa de importantes questões
relacionadas à Mente e ao Comportamento Humano.
Estudos:
Nascimento:
- Lisboa
- 25 de fevereiro de 1944
- Licenciou-se e doutorou-se na Universidade de Lisboa
Trabalhos:
Obras e prémios:
- 1977- pesquisas sobre doenças como Alzheimer e Parkinson;
- Fundamental para romper com a dicotomia entre o corpo e a mente
- "O Erro de Descartes" (1994);
- "O Sentimento de Si" (1999).
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O problema da relação mente-corpo
06. Problema da relação mente-corpo
- O problema da relação entre mente e corpo é antigo e tem sido objeto de diferentes abordagens ao longo da história;
- Desafios na compreensão da relação mente-corpo devido a dificuldades em observar e mensurar aspetos mentais (consciência e a identidade pessoal);
- Enquanto os aspetos físicos do corpo são observáveis e mensuráveis, os aspetos mentais são mais abstratos e difíceis de serem objetivamente analisados.
Abordagens mais conhecidas:
Perspetiva de Descartes
7.1. Dualidade entre o corpo e a mente
Corpo e Mente
Uma substância pensante não estendida no espaço
Logicamente físico e uma substância extensa composta de matéria
Substâncias diferentes , mas interligadas
“a substância material
do corpo — é dotada de extensão (ou seja, ocupa espaço) e opera de acordo com os
princípios mecânicos. A mente, no entanto, é livre, isto é, não possui extensão nem
substância física.”
7.2. Mente e corpo são substâncias distintas
Argumentos de Descartes
O corpo e a mente têm identidades diferentes
Baseiado no "penso logo existo"
Argumento da divisibilidade
Argumento Modal
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7.3. Teoria do Ato Reflexo
Percebe que o corpo humano não se difere muito dessa conceção, contudo é bastante mais complexo
Observação de máquinas que se movimentavam através de estímulos externos bastante específicos
O corpo pode mover-se:
- a partir dos mesmos estímulos das máquinas;
- a partir de reflexos (ocorrem sem necessidade de envolvimento consciente).
Surge a Teoria do Ato Reflexo
7.4. A glândula pineal
Apesar de elementos diferentes, o filósofo reconheceu que a mente e o corpo interagem e que estão interligados, através da glândula pineal,
Visto
que de facto, o corpo não tendo consciência, necessita na grande maioria das vezes da
deliberação e reflexão consciente da mente.
Glândula pineal
“na teoria da interação mente-corpo de Descartes, a mente influenciava o corpo, mas a influência deste sobre a mente era maior do que se acreditava. A relação não era apenas unilateral, mas mútua.”
7.5. Ponto de vista de que mente e corpo estão interligados
Ponto B: ponto de entrada da informação sensorial no corpo humano. Essa mesma informação vai de seguida para a glândula pineal (local onde a mente influência o corpo).
Consequente movimento do braço que aponta para o ponto destacado.
Perspetiva de António Damásio
08. Perspetiva de Damásio
Damásio explora a interconexão entre o cérebro, o corpo e a mente, desafiando a visão dualista que Descartes propôs
Argumenta
Emoções
Mente
Homeostase
Corpo
8.1. Relação entre cérebro, corpo e mente
Fundamental para a experiência humana e a consciência, uma vez que permite a formação da consciência, das emoções e para a regulação de diversos processos fisiológicos
Interconexão entre o cérebro, o corpo e a mente
Corpo
Mente
Cérebro
Relação
8.2. A importância das emoções pela perspetiva de Damásio
Para Damásio, as emoções desempenham um papel crucial na nossa adaptação e sobrevivência, sendo fundamentais em diversas áreas:
- decisões;
- perceção;
- aprendizagem;
- formação de memórias.
8.2.1. Tomada de decisões
As Hipóteses do marcador somático:
As emoções desempenham um papel fundamental no processo de tomada de decisões.
Reações corporais automáticas que ajudam a sinalizar o valor emocional das diferentes situações, orientando assim as nossas escolhas e direcionando o nosso comportamento.
Emoções
Mas como é que este processo funciona?
Exemplo:
8.2.2.
Perceção:
Pessoa sem medo de cobras
Pessoa com medo de cobras
Damásio salienta o papel das emoções na perceção.
- Argumenta que as emoções moldam a nossa perceção e interpretação do mundo ao nosso redor.
As informações sensoriais relacionadas à cobra podem não ser tão salientes ou relevantes, pois não há uma valência emocional negativa associada
As emoções (o medo) tornam a cobra uma informação mais saliente e relevante na sua perceção.
+ info
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Consolidação da memória
8.2.3.
Em resumo
Atenção
Aprendizagem e formação de memórias:
Emoções
Damásio argumenta que as emoções influenciam e afetam:
- as nossas decisões e comportamentos;
- a forma como aprendemos e retemos informações.
Motivação
8.3. O “Self” neural
O "self" é uma construção neural baseada em processos biológicos e cognitivos que nos permite ter uma experiência subjetiva de sermos um "eu" individual.
- Emerge do processamento contínuo de informações do corpo, cérebro e ambiente.
- Responsável pela identidade pessoal, memória autobiográfica e sensação de continuidade ao longo do tempo e espaço.
- O sentido de agência,ou seja, a percepção de sermos agentes ativos capazes de tomar decisões, é uma característica fundamental do "self".
- A sua formação é dinâmica e influenciada por fatores biológicos, emocionais, sociais, culturais e experiências individuais.
- É moldado ao longo do tempo pelas interações e experiências vividas e pode ser modificado por eventos traumáticos.
8.4. Homeostase
Fundamental para entender a regulação do corpo e a manutenção do equilíbrio interno necessário para a vida, através do processo de restauração e manutenção das condições internas estáveis e adequadas.
Aspetos Emocionais
Aspetos Físicos
Homeostase
Emoções
têm um papel importante na manutenção da Homeostase emocional
Emoções
- Crucial para o bem-estar e na tomada de decisões adequadas;
8.5.
Estudo de caso: Phineas Gage
Um dos casos mais famosos na história da neuro-ciência e contribuiu significativamente para a compreensão da relação entre o cérebro e o comportamento humano.
8.5.
Estudo de caso: Phineas Gage
- Phineas Gage sofreu uma lesão cerebral grave em 1848 após um acidente com uma barra de ferro.
- A lesão afetou regiões do cérebro relacionadas ao controlo das emoções e do comportamento.
- Surpreendentemente, Gage sobreviveu ao acidente, mas experimentou mudanças significativas na sua personalidade e comportamento.
- Era descrito como um trabalhador responsável e equilibrado, mas tornou-se impulsivo e irresponsável.
O caso de Gage é visto como evidência de que diferentes regiões do cérebro desempenham papéis específicos na regulação das emoções e do comportamento humano.
Perspetiva de Descartes vs António Damásio
9.1. Diferenças entre as perspetiva de Descartes e Damásio
Damásio
Descartes
Perspetiva integrada
Dualismo
Perspetiva
Mente e corpo estão intrinsecamente conectados
Mente e corpo são entidades separadas
Relação mente-corpo
Resultado das atividades do corpo e do cérebro
Entidade pensante e consciente
Mente
VS
Parte essencial da experiência e das emoções
Máquina material
Corpo
Experiências corporais que surgem das respostas do sistema nervoso
Separadas da mente e do corpo
Emoções
Componentes fundamentais das experiências emocionais
Não são centrais na análise
Sensações
Importante para a comunicação e interações sociais
Linguagem corporal
Não é enfatizada
9.2. Semelhanças entre as perspetiva de Descartes e Damásio
1. Reconhecimento da conexão mente-corpo: reconhecem que existe uma relação entre a mente e o corpo. Embora as suas conceções dessa relação sejam diferentes, ambos entendem que a mente e o corpo estão de alguma forma interligados. 2. Interesse na natureza da mente: Ambos estão interessados em compreender a natureza da mente humana e a sua relação com o corpo físico. Estes investigam como pensamos, sentimos e experimentamos o mundo em termos da conexão entre a mente e o corpo.
9.3. O que poderá corrigir o erro de Descartes?
- O erro de Descartes pode ser corrigido se, em vez de considerar a mente e o corpo como entidades separadas, reconhecer a interconexão entre eles, levando em conta as influências emocionais, sociais e biológicas.
- Importância de compreender a complexidade e singularidade humana, abraçando emoções, razão e conexão cérebro e corpo.
- Retirar o espírito do pedestal abstrato, preservando a sua dignidade e importância no contexto concreto.
- Corrigir o erro de Descartes envolve adotar uma abordagem integrada, reconhecendo a interdependência entre mente, corpo, emoções e a complexa natureza humana.
10. Conclusão
Web links
11
Referências
Link do livro online "História da Psicologia Moderna"
Bibliografia
Corpo e mente: psicanálise
Texto: Schultz, D. & Shultz, S. E. (1981). História da Psicologia Moderna (Tradução da 5ª Ed) (Cap. 2 As influências filosóficas na psicologia, pp.32-38). Editora CULTRIX
Texto: Damásio, A. R. (2005). O erro de Descartes: Emoção, razão e cérebro (24ª edição-publicações Europa-América), Cap. 10 – "O Cérebro dum corpo sem mente" , pp. 231-250)
Texto: Damásio, A. R. (2005). O erro de Descartes: Emoção, razão e cérebro (24ª edição-publicações Europa-América), Cap. 11 – Uma paixão pela razão, pp. 251-257)
- O medo associado às cobras pode fazer com que a pessoa perceba a cobra como ameaçadora, mesmo em situações em que a cobra não representa um perigo real.
- A pessoa interpreta os movimentos da cobra como mais rápidos ou agressivos do que realmente são, devido à valência negativa emocional associada ao medo.
Descartes defende o dualismo, a ideia de que a mente e o corpo são entidades separadas e distintas. Ele acreditava que a mente era uma substância pensante, enquanto o corpo era uma máquina material. Para Descartes, a mente não era física e não estava sujeita às leis da natureza como o corpo.
Valoriza a importância da linguagem corporal como um meio de comunicação e interações sociais. Para além disso, reconhece que a postura, os gestos e as expressões faciais desempenham um papel fundamental na comunicação não verbal.
- As informações sensoriais relacionadas à cobra podem não ser tão salientes ou relevantes, pois não há uma valência emocional negativa associada.
- Ela pode perceber a cobra de maneira mais neutra e objetiva.
Descreve o corpo como uma máquina material, um objeto físico regido por leis naturais, composto de partes mecânicas e não atribuía significado especial às sensações e experiências corporais.
Para Descartes, mente e corpo são entidades separadas. A mente é uma substância pensante que não está fisicamente vinculada ao corpo. Na sua perspetiva a mente exerce controle sobre o corpo e vice-versa
A linguagem corporal não é enfatizada na perspetiva de Descartes, visto que concentra principalmente na mente e no pensamento racional, deixando de lado as expressões corporais.
Ao comparar as perspetivas de Descartes e Damásio sobre a relação mente-corpo, com o apoios dos artigos referidos, percebemos uma evolução no entendimento desse enigma. Descartes defendeu a dualidade, enquanto Damásio promove uma visão mais integrada. Com a evolução da ciência e da neurociência, a abordagem de Damásio ganha relevância, ressaltando a interdependência entre mente e corpo. A harmonização dessas perspetivas desafia a dualidade cartesiana e enriquece toda a nossa compreensão da complexa relação mente-corpo, que continua a ser um tópico fascinante e em constante evolução na filosofia e na ciência.
Considera o corpo como uma parte essencial da experiência humana, influenciando as emoções, sensações e a consciência. Enfatiza a importância das sensações corporais para a perceção e experiência subjetiva.
Concebe a mente como uma entidade pensante e consciente, capaz de raciocinar e tomar decisões. O filósofo via a mente como exercendo controle sobre o corpo, através da glândula pineal, uma vez que eram entidades separadas.
Acreditava que as emoções eram entidades separadas da mente e do corpo, influenciando-os apenas indiretamente. Via-as como reações automáticas a estímulos externos.
- O valor emocional atribuído a uma tarefa/objetivo influencia a motivação e o empenho na aprendizagem.
- Uma conexão emocional positiva com uma atividade aumenta a motivação e a disposição para aprender e persistir nos esforços.
- Isso contribui para um processo de aprendizagem mais leve e motivador.
A mente:
é um conceito abstrato que engloba processos mentais, cognitivos e subjetivos.
- Emerge da atividade cerebral complexa e inclui aspectos como consciência, percepção, memória, pensamento e emoção.
- Influencia e é influenciada pelo corpo e pelo cérebro.
- "Mente" e "consciência" não são sinônimos; a consciência é um processo de nível superior que faz parte da mente.
A mente continua a existir mesmo na ausência da consciência, conforme descrito por Damásio (2004).
Com base na obra:
"História da Psicologia Moderna"
- As emoções são fundamentais em áreas como tomada de decisões, percepção, aprendizagem e formação de memórias.
- Fornecem sinais valiosos sobre o ambiente e o nosso estado interno, influenciando as nossas escolhas e moldando a nossa experiência consciente.
- Desempenham um papel essencial no nosso funcionamento cognitivo e adaptação ao mundo.
- Experiências emocionais são mais propensas a serem lembradas e retidas de forma duradoura.
- A emoção intensifica a consolidação das memórias
- Podem afetar o processo de aprendizagem, melhorando a retenção e a recordação das informações aprendidas.
A partir de 1977, Damásio envolveu-se em diversas pesquisas sobre o tema, abrangendo o
estudo de doenças como Alzheimer e Parkinson. O seu trabalho foi fundamental para romper com a dicotomia entre o corpo e a mente, além
de aproximar diferentes áreas de conhecimento, ao demonstrar que a compreensão dos
sistemas cerebrais, da cognição e do comportamento só pode ser alcançada quando se
integram fatos e teorias relacionados a todos os níveis de organização, desde o sistema
nervoso até o meio social.
Todas essas partes estão conectadas através de redes
neurológicas e processos bioquímicos complexos.
- O cérebro recebe informações do corpo e do ambiente, processa essas informações e gera respostas motoras e emocionais.
- Ao mesmo tempo, as experiências corporais e as respostas emocionais influenciam a atividade cerebral, o que molda a nossa perceção do mundo e impacta a mente.
“Do meu ponto de vista, o que se passa é que a alma e o espírito, em toda a sua dignidade e dimensão humana, são os estados complexos e únicos de um organismo. Talvez a coisa mais indispensável que possamos fazer no nosso dia-a-dia, enquanto seres humanos, seja recordar a nós próprios e aos outros a complexidade, fragilidade, finitude e singularidade que nos caracterizam. É claro que essa não é uma tarefa fácil: tirar o espírito do seu pedestal em algum lugar não localizável e colocá-lo num lugar bem mais exato, preservando ao mesmo tempo a sua dignidade e importância; reconhecer a sua origem humilde e vulnerabilidade e ainda assim continuar a recorrer à sua orientação e conselho. Uma tarefa indispensável e difícil, sem dúvida, mas sem a qual talvez seja melhor que o erro de Descartes fique por corrigir.” (p.257)
O cérebro
- Segundo Damásio, o cérebro processa continuamente informações sensoriais do corpo e do ambiente;
- As emoções são respostas automáticas a estímulos e situações, envolvendo alterações fisiológicas e atividade neural específica.
- Damásio destaca o papel crucial do córtex pré-frontal e do sistema límbico na interação entre mente, cérebro e corpo.
- O córtex pré-frontal: processamento das emoções, tomada decisões e controlo dos impulsos.
- O sistema límbico: papel central no processamento e na resposta emocional.
- É por meio das atividades cerebrais que as sensações somáticas são percebidas, as emoções são processadas e os processos cognitivos ocorrem.
Damásio propõe uma perspetiva integrada, na qual mente e corpo estão intrinsecamente conectados. Defende que a experiência mental emerge da interação entre o corpo, o sistema nervoso e o cérebro. Damásio nega a separação entre mente e corpo, argumentando que a mente é uma manifestação do funcionamento do corpo.
Argumenta que mente e corpo estão conectados. Vê a mente como resultado das atividades do corpo e do cérebro, incluindo as emoções, pensamentos e consciência. Para Damásio, a mente é um fenómeno emergente que surge da interação complexa dos sistemas biológicos do corpo.
Com base na obra:
"História da Psicologia Moderna"
- A mente emerge das atividades do corpo e do cérebro, e não pode ser separada dele.
- Damásio enfatiza que emoções, sentimentos e experiências mentais são produtos das atividades físicas e neurais do corpo.
- A abordagem de Descartes separou a mente e o corpo, influenciando a medicina ocidental.
- Houve um desequilíbrio na medicina, com as consequências psicológicas das doenças ignoradas e os efeitos dos conflitos mentais no corpo negligenciados.
- A relação mente-corpo na prática médica foi afetada pela divisão cartesiana, prejudicando a compreensão completa dessa relação.
“Metáfora da mente como programa de software” (p.255):
- A mente é comparada a um programa de software sendo executado no hardware do cérebro, mantendo a dualidade mente-corpo.
- Mente vista como algo distinto do corpo, mas funciona no cérebro, como um programa de computador que só abre num computador.
Tomada de decisão
- Experiências passadas negativas relacionadas a uma proposta de trabalho podem desencadear uma resposta emocional negativa, como ansiedade ou desconforto;
- A resposta emocional negativa é o marcador somático, um indicador para o cérebro de que a proposta pode não ser favorável com base em experiências passadas;
- As emoções influenciam nossas decisões;
Marcadores somáticos: respostas emocionais associadas a experiências passadas que fornecem sinais valiosos para o cérebro interpretar e guiar nossas escolhas na tomada de decisões conscientes.
Com base na obra:
"História da Psicologia Moderna"
As sensações não são centrais na análise de Descartes. Via-as como reações físicas a estímulos externos, refletindo apenas o funcionamento sensorial do corpo.
O corpo:
- É onde ocorrem as sensações somáticas e as respostas físicas às informações sensoriais
Enviam sinais ao cérebro que são interpretados como experiências corporais.
Sensações somáticas
Sistemas Sensoriais
Manifestação das emoções
Através das respostas fisiológicas, como batimentos cardíacos acelerados, tensão muscular, entre outros
Além de suas contribuições científicas, António Damásio é autor de duas obras de grande reconhecimento internacional: "O Erro de Descartes" (1994), que vamos usar para fundamentar o nosso trabalho e "O Sentimento de Si" (1999). Ao longo da sua carreira recebeu diversas distinções e prémios e foi homenageado com o título de Doutor Honoris Causa em dezembro de 2003
- As emoções têm o poder de direcionar e focar a nossa atenção em informações relevantes e significativas.
- Uma resposta emocional aumenta a probabilidade de prestarmos atenção e de nos envolvermos ativamente em uma experiência.
- A atenção direcionada pelas emoções facilita o processamento e assimilação eficaz da informação.
Enfatiza que as emoções surgem das respostas do sistema nervoso e são experiências corporais diretamente relacionadas à mente. Argumenta que as emoções têm um papel fundamental na tomada de decisões e no comportamento humano.
Considera as sensações corporais como componentes fundamentais das experiências emocionais e mentais. Destaca a importância das sensações na perceção do ambiente e na formação das emoções.
Relação mente-corpo: Descartes e António Damásio- Epistemologia
Beatriz Rodrigues
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Relação Mente-corpo:
Descartes e António Damásio
Epistemologia e História da Psicologia
Índice
8.
Perspetiva de António Damásio
Introdução
1.
8.1.
Relação ente cérebro, corpo e mente
Objetivos
2.
8.2.
A importância das emoções pela perspetiva de Damásio
Obras estudadas
3.
8.2.1.
Tomada de decisões (Marcador somático)
4.
Biografia de Descartes
8.2.2.
Perceção
8.2.3.
Aprendizagem e formação de memórias
5.
Biografia de Damásio
8.3.
O “Self” neural
6.
O problema da Relação mente-corpo
8.4.
Homeostase
7.
Perspetiva de Descartes
8.5.
Estudo de caso: Phineas Gage
7.1.
Dualidade entre o corpo e a mente
9.
Perspetiva de Descartes vs António Damásio
7.2.
Mente e corpo são substâncias distintas
9.1.
Diferenças
7.3.
Teoria do Ato Reflexo
9.2.
Semelhanças
7.4.
A glândula pineal
9.3.
O que poderá corrigir o erro de Descartes?
Conclusão
10.
7.5.
Ponto de vista de que mente e corpo estão interligados
Referências
11.
01
Introdução
A relação entre a mente e o corpo é um dos maiores enigmas da filosofia. Duas perspetivas notáveis sobre esse tema vêm de René Descartes e António Damásio. Descartes, no século XVII, defendeu o dualismo mente-corpo, enquanto Damásio, um neurocientista contemporâneo, propõe uma visão mais integrada. Este trabalho explora as principais ideias de ambos ao examinar como os seus pontos de vista moldaram o entendimento que temos dessa relação.
02
Objetivos
01
04
Investigar a biografia de René Descartes, bem como contribuições para a filosofia e ciência.
Analisar a perspetiva e argumentos de Descartes sobre a relação mente-corpo, corpo e mente como entidades distintas e interligadas
02
05
Explorar a biografia de António Damásio, destacar a sua importância na área da neurociência e identificar quais foram as principais contribuições do neurocientista para o entendimento da relação mente-corpo.
Investigar a perspetiva de António Damásio relativamente à relação mente-corpo, tendo em conta a sua teoria do marcador somático e a forma como ele entende a influência do corpo nas emoções, sentimentos, cognição e consciência.
03
06
Compreender o problema mente-corpo de forma geral, incluindo a definição, o contexto histórico do debate filosófico, a dificuldades de sustentar uma teoria e as principais abordagens teóricas.
Comparar e contrastar as perspetivas de Damásio e Descartes, identificando semelhanças e diferenças entre as suas abordagens teóricas.
03. Obras estudadas
"O erro de Descartes: Emoção, razão e cérebro humano"
"História da Psicologia Moderna"
Biografia de Descartes
04. Biografia de René Descartes
(1596-1650)
Quem foi Descartes?
Nascimento e educação:
04. Biografia de René Descartes
(1596-1650)
Busca pela verdade:
Morte:
Biografia de António Damásio
05. Biografia de António Damásio
(1944)
Um dos principais nomes da Neurociência no cenário internacional, dedicando-se à pesquisa de importantes questões relacionadas à Mente e ao Comportamento Humano.
Estudos:
Nascimento:
Trabalhos:
Obras e prémios:
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+ info
O problema da relação mente-corpo
06. Problema da relação mente-corpo
Abordagens mais conhecidas:
Perspetiva de Descartes
7.1. Dualidade entre o corpo e a mente
Corpo e Mente
Uma substância pensante não estendida no espaço
Logicamente físico e uma substância extensa composta de matéria
Substâncias diferentes , mas interligadas
“a substância material do corpo — é dotada de extensão (ou seja, ocupa espaço) e opera de acordo com os princípios mecânicos. A mente, no entanto, é livre, isto é, não possui extensão nem substância física.”
7.2. Mente e corpo são substâncias distintas
Argumentos de Descartes
O corpo e a mente têm identidades diferentes
Baseiado no "penso logo existo"
Argumento da divisibilidade
Argumento Modal
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7.3. Teoria do Ato Reflexo
Percebe que o corpo humano não se difere muito dessa conceção, contudo é bastante mais complexo
Observação de máquinas que se movimentavam através de estímulos externos bastante específicos
O corpo pode mover-se:
Surge a Teoria do Ato Reflexo
7.4. A glândula pineal
Apesar de elementos diferentes, o filósofo reconheceu que a mente e o corpo interagem e que estão interligados, através da glândula pineal,
Visto que de facto, o corpo não tendo consciência, necessita na grande maioria das vezes da deliberação e reflexão consciente da mente.
Glândula pineal
“na teoria da interação mente-corpo de Descartes, a mente influenciava o corpo, mas a influência deste sobre a mente era maior do que se acreditava. A relação não era apenas unilateral, mas mútua.”
7.5. Ponto de vista de que mente e corpo estão interligados
Ponto B: ponto de entrada da informação sensorial no corpo humano. Essa mesma informação vai de seguida para a glândula pineal (local onde a mente influência o corpo).
Consequente movimento do braço que aponta para o ponto destacado.
Perspetiva de António Damásio
08. Perspetiva de Damásio
Damásio explora a interconexão entre o cérebro, o corpo e a mente, desafiando a visão dualista que Descartes propôs
Argumenta
Emoções
Mente
Homeostase
Corpo
8.1. Relação entre cérebro, corpo e mente
Fundamental para a experiência humana e a consciência, uma vez que permite a formação da consciência, das emoções e para a regulação de diversos processos fisiológicos
Interconexão entre o cérebro, o corpo e a mente
Corpo
Mente
Cérebro
Relação
8.2. A importância das emoções pela perspetiva de Damásio
Para Damásio, as emoções desempenham um papel crucial na nossa adaptação e sobrevivência, sendo fundamentais em diversas áreas:
8.2.1. Tomada de decisões
As Hipóteses do marcador somático:
As emoções desempenham um papel fundamental no processo de tomada de decisões.
Reações corporais automáticas que ajudam a sinalizar o valor emocional das diferentes situações, orientando assim as nossas escolhas e direcionando o nosso comportamento.
Emoções
Mas como é que este processo funciona?
Exemplo:
8.2.2.
Perceção:
Pessoa sem medo de cobras
Pessoa com medo de cobras
Damásio salienta o papel das emoções na perceção.
As informações sensoriais relacionadas à cobra podem não ser tão salientes ou relevantes, pois não há uma valência emocional negativa associada
As emoções (o medo) tornam a cobra uma informação mais saliente e relevante na sua perceção.
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Consolidação da memória
8.2.3.
Em resumo
Atenção
Aprendizagem e formação de memórias:
Emoções
Damásio argumenta que as emoções influenciam e afetam:
Motivação
8.3. O “Self” neural
O "self" é uma construção neural baseada em processos biológicos e cognitivos que nos permite ter uma experiência subjetiva de sermos um "eu" individual.
8.4. Homeostase
Fundamental para entender a regulação do corpo e a manutenção do equilíbrio interno necessário para a vida, através do processo de restauração e manutenção das condições internas estáveis e adequadas.
Aspetos Emocionais
Aspetos Físicos
Homeostase
Emoções
têm um papel importante na manutenção da Homeostase emocional
Emoções
8.5.
Estudo de caso: Phineas Gage
Um dos casos mais famosos na história da neuro-ciência e contribuiu significativamente para a compreensão da relação entre o cérebro e o comportamento humano.
8.5.
Estudo de caso: Phineas Gage
O caso de Gage é visto como evidência de que diferentes regiões do cérebro desempenham papéis específicos na regulação das emoções e do comportamento humano.
Perspetiva de Descartes vs António Damásio
9.1. Diferenças entre as perspetiva de Descartes e Damásio
Damásio
Descartes
Perspetiva integrada
Dualismo
Perspetiva
Mente e corpo estão intrinsecamente conectados
Mente e corpo são entidades separadas
Relação mente-corpo
Resultado das atividades do corpo e do cérebro
Entidade pensante e consciente
Mente
VS
Parte essencial da experiência e das emoções
Máquina material
Corpo
Experiências corporais que surgem das respostas do sistema nervoso
Separadas da mente e do corpo
Emoções
Componentes fundamentais das experiências emocionais
Não são centrais na análise
Sensações
Importante para a comunicação e interações sociais
Linguagem corporal
Não é enfatizada
9.2. Semelhanças entre as perspetiva de Descartes e Damásio
1. Reconhecimento da conexão mente-corpo: reconhecem que existe uma relação entre a mente e o corpo. Embora as suas conceções dessa relação sejam diferentes, ambos entendem que a mente e o corpo estão de alguma forma interligados. 2. Interesse na natureza da mente: Ambos estão interessados em compreender a natureza da mente humana e a sua relação com o corpo físico. Estes investigam como pensamos, sentimos e experimentamos o mundo em termos da conexão entre a mente e o corpo.
9.3. O que poderá corrigir o erro de Descartes?
10. Conclusão
Web links
11
Referências
Link do livro online "História da Psicologia Moderna"
Bibliografia
Corpo e mente: psicanálise
Texto: Schultz, D. & Shultz, S. E. (1981). História da Psicologia Moderna (Tradução da 5ª Ed) (Cap. 2 As influências filosóficas na psicologia, pp.32-38). Editora CULTRIX
Texto: Damásio, A. R. (2005). O erro de Descartes: Emoção, razão e cérebro (24ª edição-publicações Europa-América), Cap. 10 – "O Cérebro dum corpo sem mente" , pp. 231-250)
Texto: Damásio, A. R. (2005). O erro de Descartes: Emoção, razão e cérebro (24ª edição-publicações Europa-América), Cap. 11 – Uma paixão pela razão, pp. 251-257)
Descartes defende o dualismo, a ideia de que a mente e o corpo são entidades separadas e distintas. Ele acreditava que a mente era uma substância pensante, enquanto o corpo era uma máquina material. Para Descartes, a mente não era física e não estava sujeita às leis da natureza como o corpo.
Valoriza a importância da linguagem corporal como um meio de comunicação e interações sociais. Para além disso, reconhece que a postura, os gestos e as expressões faciais desempenham um papel fundamental na comunicação não verbal.
Descreve o corpo como uma máquina material, um objeto físico regido por leis naturais, composto de partes mecânicas e não atribuía significado especial às sensações e experiências corporais.
Para Descartes, mente e corpo são entidades separadas. A mente é uma substância pensante que não está fisicamente vinculada ao corpo. Na sua perspetiva a mente exerce controle sobre o corpo e vice-versa
A linguagem corporal não é enfatizada na perspetiva de Descartes, visto que concentra principalmente na mente e no pensamento racional, deixando de lado as expressões corporais.
Ao comparar as perspetivas de Descartes e Damásio sobre a relação mente-corpo, com o apoios dos artigos referidos, percebemos uma evolução no entendimento desse enigma. Descartes defendeu a dualidade, enquanto Damásio promove uma visão mais integrada. Com a evolução da ciência e da neurociência, a abordagem de Damásio ganha relevância, ressaltando a interdependência entre mente e corpo. A harmonização dessas perspetivas desafia a dualidade cartesiana e enriquece toda a nossa compreensão da complexa relação mente-corpo, que continua a ser um tópico fascinante e em constante evolução na filosofia e na ciência.
Considera o corpo como uma parte essencial da experiência humana, influenciando as emoções, sensações e a consciência. Enfatiza a importância das sensações corporais para a perceção e experiência subjetiva.
Concebe a mente como uma entidade pensante e consciente, capaz de raciocinar e tomar decisões. O filósofo via a mente como exercendo controle sobre o corpo, através da glândula pineal, uma vez que eram entidades separadas.
Acreditava que as emoções eram entidades separadas da mente e do corpo, influenciando-os apenas indiretamente. Via-as como reações automáticas a estímulos externos.
A mente:
é um conceito abstrato que engloba processos mentais, cognitivos e subjetivos.
A mente continua a existir mesmo na ausência da consciência, conforme descrito por Damásio (2004).
Com base na obra:
"História da Psicologia Moderna"
A partir de 1977, Damásio envolveu-se em diversas pesquisas sobre o tema, abrangendo o estudo de doenças como Alzheimer e Parkinson. O seu trabalho foi fundamental para romper com a dicotomia entre o corpo e a mente, além de aproximar diferentes áreas de conhecimento, ao demonstrar que a compreensão dos sistemas cerebrais, da cognição e do comportamento só pode ser alcançada quando se integram fatos e teorias relacionados a todos os níveis de organização, desde o sistema nervoso até o meio social.
Todas essas partes estão conectadas através de redes neurológicas e processos bioquímicos complexos.
“Do meu ponto de vista, o que se passa é que a alma e o espírito, em toda a sua dignidade e dimensão humana, são os estados complexos e únicos de um organismo. Talvez a coisa mais indispensável que possamos fazer no nosso dia-a-dia, enquanto seres humanos, seja recordar a nós próprios e aos outros a complexidade, fragilidade, finitude e singularidade que nos caracterizam. É claro que essa não é uma tarefa fácil: tirar o espírito do seu pedestal em algum lugar não localizável e colocá-lo num lugar bem mais exato, preservando ao mesmo tempo a sua dignidade e importância; reconhecer a sua origem humilde e vulnerabilidade e ainda assim continuar a recorrer à sua orientação e conselho. Uma tarefa indispensável e difícil, sem dúvida, mas sem a qual talvez seja melhor que o erro de Descartes fique por corrigir.” (p.257)
O cérebro
Damásio propõe uma perspetiva integrada, na qual mente e corpo estão intrinsecamente conectados. Defende que a experiência mental emerge da interação entre o corpo, o sistema nervoso e o cérebro. Damásio nega a separação entre mente e corpo, argumentando que a mente é uma manifestação do funcionamento do corpo.
Argumenta que mente e corpo estão conectados. Vê a mente como resultado das atividades do corpo e do cérebro, incluindo as emoções, pensamentos e consciência. Para Damásio, a mente é um fenómeno emergente que surge da interação complexa dos sistemas biológicos do corpo.
Com base na obra:
"História da Psicologia Moderna"
“Metáfora da mente como programa de software” (p.255):
Tomada de decisão
Marcadores somáticos: respostas emocionais associadas a experiências passadas que fornecem sinais valiosos para o cérebro interpretar e guiar nossas escolhas na tomada de decisões conscientes.
Com base na obra:
"História da Psicologia Moderna"
As sensações não são centrais na análise de Descartes. Via-as como reações físicas a estímulos externos, refletindo apenas o funcionamento sensorial do corpo.
O corpo:
Enviam sinais ao cérebro que são interpretados como experiências corporais.
Sensações somáticas
Sistemas Sensoriais
Manifestação das emoções
Através das respostas fisiológicas, como batimentos cardíacos acelerados, tensão muscular, entre outros
Além de suas contribuições científicas, António Damásio é autor de duas obras de grande reconhecimento internacional: "O Erro de Descartes" (1994), que vamos usar para fundamentar o nosso trabalho e "O Sentimento de Si" (1999). Ao longo da sua carreira recebeu diversas distinções e prémios e foi homenageado com o título de Doutor Honoris Causa em dezembro de 2003
Enfatiza que as emoções surgem das respostas do sistema nervoso e são experiências corporais diretamente relacionadas à mente. Argumenta que as emoções têm um papel fundamental na tomada de decisões e no comportamento humano.
Considera as sensações corporais como componentes fundamentais das experiências emocionais e mentais. Destaca a importância das sensações na perceção do ambiente e na formação das emoções.