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Quiz _ como fazer inferências
PalmiraPaiva
Created on September 29, 2023
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Transcript
Aplica, agora, o «roteiro mental» do detetive leitor.
Lê os excertos e responde às questões, fazendo inferências a partir das pistas presentes nos textos.
Mentalmente, fundamenta as tuas respostas em pistas textuais e nos teus conhecimentos do mundo.
Questão 1 de 7
O encontro De pé, em frente da jaula do lobo, o rapaz não se mexe. O lobo vai e vem. Anda de um lado para o outro, sem parar. «Irrita-me aquele...» Eis o que pensa o lobo. Já há umas duas horas que o rapaz está ali, de pé, em frente da rede, imóvel como uma árvore gelada, a olhar para o lobo. «O que me quer ele?» É esta a pergunta que o lobo faz a si próprio. O rapaz intriga-o. Não o preocupa (o lobo não tem medo de nada). Intriga-o. « O que me quer ele?» As outras crianças correm, saltam, gritam, choram, deitam a língua de fora ao lobo e escondem a cabeça nas saias das mães. Depois, vão fazer palhaçadas em frente da jaula do gorila e rugir no focinho do leão, cuja cauda açoita o ar como se fosse um chicote. Aquele rapaz não. Está ali de pé, imóvel, silencioso. Só os olhos é que se mexem. Acompanham o vai-vém do lobo.
Próxima questão
Daniel Penac e Jacques Ferrandez, O olho do lobo. Terramar. 1996
Questão 2 de 7
Cheguei à rua e logo vi o gato amarelo, já a ser alimentado por uma vizinha. Era uma gato vulgar, talvez vadio, que andava a pedir comida pelas casas. O Soneto é que não era. Ia regressar a casa quando ouvi aquela vozinha que tilintava no ar. Voltei-me e vi a Zoé. - Olá! Também achaste que era ele? - Pois. Aproveitei a oportunidade que o Céu me estava a oferecer e disse: - Sabes, preciso de mais informações. Por exemplo, gostava de saber onde viste o Soneto pela última vez. Ela levou-me até ao jardim das traseiras da casa dela, que era encantador. Tinha quatro árvores grandes, uma fonte com dois anjos de pedra cobertos de musgo e uma estufa de vidro, ao fundo. Sobretudo, havia flores por todo o lado. A equação era simples: eu mais ela mais um jardim florido era igual ao Paraíso. O Paraíso na Terra, evidentemente, talvez o único que existia; e era na minha rua, quase em frente à minha casa. Até havia uma macieira, com maçãs vermelhas e reluzentes.
Próxima questão
Álvaro Magalhães, O rapaz dos sapatos prateados. Ed. ASA. 2013
Questão 3 de 7
Cheguei à rua e logo vi o gato amarelo, já a ser alimentado por uma vizinha. Era uma gato vulgar, talvez vadio, que andava a pedir comida pelas casas. O Soneto é que não era. Ia regressar a casa quando ouvi aquela vozinha que tilintava no ar. Voltei-me e vi a Zoé. - Olá! Também achaste que era ele? - Pois. Aproveitei a oportunidade que o Céu me estava a oferecer e disse: - Sabes, preciso de mais informações. Por exemplo, gostava de saber onde viste o Soneto pela última vez. Ela levou-me até ao jardim das traseiras da casa dela, que era encantador. Tinha quatro árvores grandes, uma fonte com dois anjos de pedra cobertos de musgo e uma estufa de vidro, ao fundo. Sobretudo, havia flores por todo o lado. A equação era simples: eu mais ela mais um jardim florido era igual ao Paraíso. O Paraíso na Terra, evidentemente, talvez o único que existia; e era na minha rua, quase em frente à minha casa. Até havia uma macieira, com maçãs vermelhas e reluzentes.
Próxima questão
Álvaro Magalhães, O rapaz dos sapatos prateados. Ed. ASA. 2013
Questão 4 de 7
Ao perceberem que tinham sido vistos, abandonaram a imobilidade em que se tinham recolhido e, com vozes agudas, se bem que abafadas, diziam qualquer coisa parecida com: - Olha para ele, como está bonito! - e, afastando as folhas diante de si, desceram todos dos ramos onde se encontravam instalados para os mais baixos, onde surgira Cosimo, de tricórnio na cabeça. (...) Constituíam o bando enorme dos ladrões de fruta, de quem eu e Cosimo - obedecendo, neste ponto, às instruções familiares - sempre nos tínhamos mantido afastados.
Italo Calvino, O barão trepador. Dom Quixote. 2016
Próxima questão
Questão 5 de 7
Ao perceberem que tinham sido vistos, abandonaram a imobilidade em que se tinham recolhido e, com vozes agudas, se bem que abafadas, diziam qualquer coisa parecida com: - Olha para ele, como está bonito! - e, afastando as folhas diante de si, desceram todos dos ramos onde se encontravam instalados para os mais baixos, onde surgira Cosimo, de tricórnio na cabeça. (...) Constituíam o bando enorme dos ladrões de fruta, de quem eu e Cosimo - obedecendo, neste ponto, às instruções familiares - sempre nos tínhamos mantido afastados.
Italo Calvino, O barão trepador. Dom Quixote. 2016
Próxima questão
Questão 6 de 7
«Querida (...) Senti-me contente por te saber bem, assim como os pequenos, nessa calma profunda de que já tanta saudade tenho. O nosso trabalho, aqui, vai prosseguindo, lento mas eficaz. As falésias do litoral estão suficientemente corroídas pelo nosso labor persistente, para permitir que as brigadas de chernes escavadores recentemente chegadas dos mares do Sul comecem a atuar em profundidade. Também a infiltração e demolição nos rios se tem feito como convém, obedecendo com rigor ao plano estabelecido, tudo na maior ordem e sigilo, graças às informações de uma exatidão realmente admirável que os salmões exploradores nos têm fornecido. Creio que esta parte do continente em breve começará a oscilar, a desaparecer nas águas, o que marcará o verdadeiro início do Grande Salto para o Fundo. Segundo informações concretas que aqui obtive, fiquei a saber que as Brigadas de Choque dos tubarões-martelo estão já a concentrar-se nas zonas previstas. Isto, por enquanto, é segredo rigoroso como calculas, claro.(...) Como vês, estamos realmente trabalhando para um futuro em que os novos de todos os mares possam vir a ter uma vida livre e digna. Querida, despeço-me de ti com saudade mas, também, com orgulho. Diz aos pequenos que o pai os recorda constantemente. Tem cuidado com o Chuxo, ultimamente andava com as guelras inflamadas. Não lhe dês algas poluídas, é um perigo, bem sabes.» Águas transparentes para ti, meu amor do teu Estêvão
Próxima questão
Mário-Henrique Leiria, «Amor escreve-se com água», Novos Contos do Gin. Editorial Estampa. 1972
Questão 7 de 7
«Querida (...) Senti-me contente por te saber bem, assim como os pequenos, nessa calma profunda de que já tanta saudade tenho. O nosso trabalho, aqui, vai prosseguindo, lento mas eficaz. As falésias do litoral estão suficientemente corroídas pelo nosso labor persistente, para permitir que as brigadas de chernes escavadores recentemente chegadas dos mares do Sul comecem a atuar em profundidade. Também a infiltração e demolição nos rios se tem feito como convém, obedecendo com rigor ao plano estabelecido, tudo na maior ordem e sigilo, graças às informações de uma exatidão realmente admirável que os salmões exploradores nos têm fornecido. Creio que esta parte do continente em breve começará a oscilar, a desaparecer nas águas, o que marcará o verdadeiro início do Grande Salto para o Fundo. Segundo informações concretas que aqui obtive, fiquei a saber que as Brigadas de Choque dos tubarões-martelo estão já a concentrar-se nas zonas previstas. Isto, por enquanto, é segredo rigoroso como calculas, claro.(...) Como vês, estamos realmente trabalhando para um futuro em que os novos de todos os mares possam vir a ter uma vida livre e digna. Querida, despeço-me de ti com saudade mas, também, com orgulho. Diz aos pequenos que o pai os recorda constantemente. Tem cuidado com o Chuxo, ultimamente andava com as guelras inflamadas. Não lhe dês algas poluídas, é um perigo, bem sabes.» Águas transparentes para ti, meu amor do teu Estêvão
Avança
Mário-Henrique Leiria, «Amor escreve-se com água», Novos Contos do Gin. Editorial Estampa. 1972