Alberto Caeiro
Nem sempre sou igual...
Eduardo Gonçalves nº6 3ºF
Professora: Paula Ferreira
1. Introdução
índice
2. Alberto Caeiro
3. Poema
4. Esquema Rimático
5. Análise
6. Análise Cont.
7. Recursos Expressivos
8. Minha Análise
Introdução
Neste trabalho, sobre a analise do poema "Nem Sempre Sou Igual" de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, explora a correspondencia da vida e da natureza humana. Caeiro convida os leitores a refletir sobre como as experiências humanas que são marcadas pela constante transformação e dualidade. Neste trabalho, analisarei como o poeta aborda esse tema destacando a busca pela essência da existência em meio a essa ligação.
Alberto Caeiro
Alberto Caeiro da Silva foi um heterónimo criado por Fernando Pessoa, sendo considerado o Mestre Ingénuo dos heterónimos
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.
Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,
Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés —
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma ...
Nem Sempre Sou Igual
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
O poema não possui um esquema rímico tradicional. A poesia de Alberto Caeiro, é caracterizada pela sua simplicidade e ausência de padrões rímicos complexos. Neste poema, os versos não seguem um padrão de rimas, o que contribui para a sua atmosfera sincera e descomplicada. É importante notar que essa é uma característica na poesia de Alberto Caeiro, que valoriza mais a veracidade e a clareza do que a estrutura rítmica tradicional.
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
Anàlise
Simplicidade Linguística:
Busca pela verdade:
O poema começa com uma afirmação direta e simples de que não é sempre igual na maneira de falar ou escrever. Essa simplicidade é uma característica marcante da poesia de Alberto Caeiro, que valoriza a clareza e a autenticidade em sua expressão.
O poeta reconhece sua maneira de ser artificial na comunicação. Isso sugere uma busca pela verdade e pela sinceridade na expressão, uma característica importante do estilo de Caeiro.
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
Anàlise
Instabilidade do sentimento:
Sinceridade Emocional:
A última linha do poema reforça a ideia da sinceridade emocional. O eu lírico não sabe fingir o que sente, destacando a importância da honestidade consigo mesmo.
O segundo verso indica que o poeta também não sente sempre da mesma maneira. Isso realça a natureza instável das emoções humanas e, mais uma vez, a busca por verdae.
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
Recursos Expressivos presentes no poema:
Repetição: "Mudo, mas não mudo muito".
(V.2)
Metáfora: "E as flores são cor da sombra". (V.6)
Antítese:"Se estava virado para a direita/ Voltei-me agora
para a esquerda". (V.10,11)
Adjetivação: "E aos meus olhos e ouvidos atentos/ e à
minha clara simplicidade de alma".
(V.14,15)
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
Minha analise
O tema do poema "Nem Sempre Sou Igual" de Alberto Caeiro é a instabilidade, a constante transformação da vida e da identidade. O poeta refere como a sua maneira de se expressar, a sua perspectiva e até mesmo as suas emoções podem mudar, mas, no fundo, ele permanece a mesma pessoa, com uma identidade essencial que não se altera.
O poeta explora essa ideia de mudança através de imagens da natureza, as flores. Ele observa como as flores mudam de cor dependendo das condições de luz, mas, no final, elas são as mesmas flores. Isso simboliza a dualidade da vida e da identidade humana, onde as aparências podem variar, mas a essência permanece.
Nem Sempre Sou Igual - Eduardo Gonçalves
Edu Gonçalves
Created on September 22, 2023
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Alberto Caeiro
Nem sempre sou igual...
Eduardo Gonçalves nº6 3ºF
Professora: Paula Ferreira
1. Introdução
índice
2. Alberto Caeiro
3. Poema
4. Esquema Rimático
5. Análise
6. Análise Cont.
7. Recursos Expressivos
8. Minha Análise
Introdução
Neste trabalho, sobre a analise do poema "Nem Sempre Sou Igual" de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, explora a correspondencia da vida e da natureza humana. Caeiro convida os leitores a refletir sobre como as experiências humanas que são marcadas pela constante transformação e dualidade. Neste trabalho, analisarei como o poeta aborda esse tema destacando a busca pela essência da existência em meio a essa ligação.
Alberto Caeiro
Alberto Caeiro da Silva foi um heterónimo criado por Fernando Pessoa, sendo considerado o Mestre Ingénuo dos heterónimos
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
Nem sempre sou igual no que digo e escrevo. Mudo, mas não mudo muito. A cor das flores não é a mesma ao sol De que quando uma nuvem passa Ou quando entra a noite E as flores são cor da sombra. Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores. Por isso quando pareço não concordar comigo, Reparem bem para mim: Se estava virado para a direita, Voltei-me agora para a esquerda, Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés — O mesmo sempre, graças ao céu e à terra E aos meus olhos e ouvidos atentos E à minha clara simplicidade de alma ...
Nem Sempre Sou Igual
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
O poema não possui um esquema rímico tradicional. A poesia de Alberto Caeiro, é caracterizada pela sua simplicidade e ausência de padrões rímicos complexos. Neste poema, os versos não seguem um padrão de rimas, o que contribui para a sua atmosfera sincera e descomplicada. É importante notar que essa é uma característica na poesia de Alberto Caeiro, que valoriza mais a veracidade e a clareza do que a estrutura rítmica tradicional.
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
Anàlise
Simplicidade Linguística:
Busca pela verdade:
O poema começa com uma afirmação direta e simples de que não é sempre igual na maneira de falar ou escrever. Essa simplicidade é uma característica marcante da poesia de Alberto Caeiro, que valoriza a clareza e a autenticidade em sua expressão.
O poeta reconhece sua maneira de ser artificial na comunicação. Isso sugere uma busca pela verdade e pela sinceridade na expressão, uma característica importante do estilo de Caeiro.
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
Anàlise
Instabilidade do sentimento:
Sinceridade Emocional:
A última linha do poema reforça a ideia da sinceridade emocional. O eu lírico não sabe fingir o que sente, destacando a importância da honestidade consigo mesmo.
O segundo verso indica que o poeta também não sente sempre da mesma maneira. Isso realça a natureza instável das emoções humanas e, mais uma vez, a busca por verdae.
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
Recursos Expressivos presentes no poema:
Repetição: "Mudo, mas não mudo muito". (V.2)
Metáfora: "E as flores são cor da sombra". (V.6)
Antítese:"Se estava virado para a direita/ Voltei-me agora para a esquerda". (V.10,11)
Adjetivação: "E aos meus olhos e ouvidos atentos/ e à minha clara simplicidade de alma". (V.14,15)
Eduardo GonçalvesNem sempre sou igual
Minha analise
O tema do poema "Nem Sempre Sou Igual" de Alberto Caeiro é a instabilidade, a constante transformação da vida e da identidade. O poeta refere como a sua maneira de se expressar, a sua perspectiva e até mesmo as suas emoções podem mudar, mas, no fundo, ele permanece a mesma pessoa, com uma identidade essencial que não se altera. O poeta explora essa ideia de mudança através de imagens da natureza, as flores. Ele observa como as flores mudam de cor dependendo das condições de luz, mas, no final, elas são as mesmas flores. Isso simboliza a dualidade da vida e da identidade humana, onde as aparências podem variar, mas a essência permanece.