teoria do apego de john bowlby
e as fases do luto
John bowlby
Edward John Mostyn Bowlby foi um psicólogo, psiquiatra e psicanalista britânico, especialista em psiquiatria infantil e responsável por desenvolver o apego e perdas em seus estudos baseados na observação de crianças separadas de suas mães durante longos períodos de tempo
A Teoria do Apego de Bowlby
A Teoria do apego nos auxilia a entender a tendência dos seres humanos de
estabelecer fortes laços afetivos com outro. A Teoria nos auxilia também a
compreender a forte reação emocional que acontece quando esses laços afetivos são
afetados ou rompidos. Bowlby argumentava que a criança se apega a um determinado
cuidador, ou seja, um adulto proporciona uma base de segurança essa criança vai
usa-la como refúgio em momento de estresse ou ameça e outros.
O apego infantil é desenvolvido no primeiro ano de vida. Por volta do seis meses o
comportamento da criança é observado em relação a saída da mãe do ambiente,
onde tenta manter a proximidade com ela. Buscando satisfação e segurança. Bowlby
arguntava que a tendência de formar apegos está enraizada em nosso passado
evolutivo. Quanto maior o apego ao objeto, animal, pessoas ou outros, maior o
sofrimento do luto.
Modelos Operativos Internos (MOIS)
Para Bowlby, as crianças formam seus modelos operativos internos (um modelo de
funcionamento), que faz parte do sistema de controle da vinculação, que inicia-se no
nascimento e vai ficando mais complexo ao longo da vida.
As primeiras apresentações que formam o modelo interno de funcionamento são formadas
pela organização da memória enquanto as necessidades da criança são correspondidas em
obter segurança e conforto.
Estes modelos se desenvolvem no conjunto de imagens que a criança constrói a partir da
realidade de si própria no contexto em que se está inserida. É importante destacar que cada indivíduo forma seus modelos internos de funcionamento com
base nas experiências iniciais com a figura de apego, além disso, por meio destes modelos
internos ocorre uma tendência de recriação nas relações atuais do indivíduo, do padrão de
modelo interno de apego primário.
O Luto
Etimologicamente, a palavra luto, provem do latim Luctus, que significa “dor, pesar, aflição”, relacionada a palavra
Lugere, “lamentar, sofrer ou chorar pela perda de alguém”. Segundo o Dicionário de Psicologia de A a Z (2013, p. 150), “luto é uma reação psicológica à perda de um objeto
(coisa ou pessoa), real ou simbólico". Com base os diferentes conceitos de luto, nós compreendemos que o luto é um conjunto de reações psicológicas
relativas à perda de uma pessoa, coisa ou ideal de que nos apegamos.
Segundo John Bowlby, o luto é um conjunto de reações a uma perda significativa, geralmente pela morte de outro ser.
Duas características muito comuns de luto, o choro e a raiva. Outra característica inicial do processo de luto acontece pelas relembranças da perda, aliadas ao sentimento de
tristeza, choro, a inibição e o retrair-se sobre si da pessoa gravemente enlutada, a perda de interesse por tudo o que
não diz respeito ao objeto perdido, a perda do gosto de viver e de escolher novos objetos de amor aparecem como
consequência econômica da mobilização de toda a energia psíquica disponível para realizar a prova de realidade
relativamente à perda de objeto que recusada nas camadas profundas do inconsciente.
Fases do luto, por John Bowlby
Bowlby observou quatro fases do luto:
- A desorganização e o desespero
A Desorganização e o desespero
O Entorpecimento
O Anseio
A Reorganização
Quando as pessoas são noticiadas a respeito da perda, passam por uma fase de choque e negação da realidade, ficam
extremamente aflitas, características principais da primeira fase, que tem duração de horas a uma semana.
É marcado pelo desejo de recuperar o ente querido, de trazê-lo de volta. Há buscas frequentes e espera pela aparição
do morto; o enlutado passa a ter sonhos com ela e muita inquietação. Logo, culpa e ansiedade são manifestadas após
o enlutado compreender a morte.
O desespero e desorganização, sentimentos de raiva e tristeza são comumente encontrados, pois a pessoa se sente
abandonada pela pessoa que partiu e incapacitada de fazer algo.
No entanto, depois que a pessoa tiver passado por momentos de raiva, choque, tristeza, entorpecimento, é que vai
conseguir se restabelecer.
Embora com a saudade presente, e ainda se adaptando às modificações causadas pela perda, poderá retomar suascatividades, completando a última fase do luto a reorganização.
O Luto na infância
O CONCEITO DE MORTE PARA AS CRIANÇAS
A morte também faz parte do universo infantil, a alguns anos atrás, a criança não participava do processo de morte e seus rituais. Subestima-se a criança alegando-se protegê-la. Para que a criança não sofra, nós a impedimos de olhar para a realidade da vida e suas perdas. Os ganhos são valorizados, e as perdas, muitas vezes, negadas. E, por causa disso, reforçamos a dificuldade de lidar com as várias perdas vivenciadas ao longo da vida, com os valores mais diversos: o brinquedo quebrado, o animal de estimação que morre, o amiguinho que se mudou, a morte de alguém... É preciso lembrar que não podemos quantificar a dor, pois é individual, singular e subjetiva.
Cuidando do Familiares Em Situação de Luto
- Permita que as pessoas expressem seus sentimentos e contém suas histórias sem julgamentos
- Respeitar a dor do outro
- Dentro da normalidade , respeitar o tempo de luto de cada pessoa
- Suporte o silêncio do outro
- Quando falar da pessoa falecida, refira-se pelo nome ou grau de parentesco
- Escute suas indagações
- Perguntar ao enlutado: o que posso fazer pra te ajudar?
Integrantes:
Amanda do Nascimento AraújoBianca Costa Karen Sayuri Oliveira Larissa Rodrigues Lorrany Pimentel Maria Pereira Paiva Thaynara Farias Ramos Silva Vitória Durans
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Teoria do Apego de John Bowlby
Karen Oi
Created on September 13, 2023
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teoria do apego de john bowlby
e as fases do luto
John bowlby
Edward John Mostyn Bowlby foi um psicólogo, psiquiatra e psicanalista britânico, especialista em psiquiatria infantil e responsável por desenvolver o apego e perdas em seus estudos baseados na observação de crianças separadas de suas mães durante longos períodos de tempo
A Teoria do Apego de Bowlby
A Teoria do apego nos auxilia a entender a tendência dos seres humanos de estabelecer fortes laços afetivos com outro. A Teoria nos auxilia também a compreender a forte reação emocional que acontece quando esses laços afetivos são afetados ou rompidos. Bowlby argumentava que a criança se apega a um determinado cuidador, ou seja, um adulto proporciona uma base de segurança essa criança vai usa-la como refúgio em momento de estresse ou ameça e outros.
O apego infantil é desenvolvido no primeiro ano de vida. Por volta do seis meses o comportamento da criança é observado em relação a saída da mãe do ambiente, onde tenta manter a proximidade com ela. Buscando satisfação e segurança. Bowlby arguntava que a tendência de formar apegos está enraizada em nosso passado evolutivo. Quanto maior o apego ao objeto, animal, pessoas ou outros, maior o sofrimento do luto.
Modelos Operativos Internos (MOIS)
Para Bowlby, as crianças formam seus modelos operativos internos (um modelo de funcionamento), que faz parte do sistema de controle da vinculação, que inicia-se no nascimento e vai ficando mais complexo ao longo da vida.
As primeiras apresentações que formam o modelo interno de funcionamento são formadas pela organização da memória enquanto as necessidades da criança são correspondidas em obter segurança e conforto.
Estes modelos se desenvolvem no conjunto de imagens que a criança constrói a partir da realidade de si própria no contexto em que se está inserida. É importante destacar que cada indivíduo forma seus modelos internos de funcionamento com base nas experiências iniciais com a figura de apego, além disso, por meio destes modelos internos ocorre uma tendência de recriação nas relações atuais do indivíduo, do padrão de modelo interno de apego primário.
O Luto
Etimologicamente, a palavra luto, provem do latim Luctus, que significa “dor, pesar, aflição”, relacionada a palavra Lugere, “lamentar, sofrer ou chorar pela perda de alguém”. Segundo o Dicionário de Psicologia de A a Z (2013, p. 150), “luto é uma reação psicológica à perda de um objeto (coisa ou pessoa), real ou simbólico". Com base os diferentes conceitos de luto, nós compreendemos que o luto é um conjunto de reações psicológicas relativas à perda de uma pessoa, coisa ou ideal de que nos apegamos.
Segundo John Bowlby, o luto é um conjunto de reações a uma perda significativa, geralmente pela morte de outro ser.
Duas características muito comuns de luto, o choro e a raiva. Outra característica inicial do processo de luto acontece pelas relembranças da perda, aliadas ao sentimento de tristeza, choro, a inibição e o retrair-se sobre si da pessoa gravemente enlutada, a perda de interesse por tudo o que não diz respeito ao objeto perdido, a perda do gosto de viver e de escolher novos objetos de amor aparecem como consequência econômica da mobilização de toda a energia psíquica disponível para realizar a prova de realidade relativamente à perda de objeto que recusada nas camadas profundas do inconsciente.
Fases do luto, por John Bowlby
Bowlby observou quatro fases do luto:
A Desorganização e o desespero
O Entorpecimento
O Anseio
A Reorganização
Quando as pessoas são noticiadas a respeito da perda, passam por uma fase de choque e negação da realidade, ficam extremamente aflitas, características principais da primeira fase, que tem duração de horas a uma semana.
É marcado pelo desejo de recuperar o ente querido, de trazê-lo de volta. Há buscas frequentes e espera pela aparição do morto; o enlutado passa a ter sonhos com ela e muita inquietação. Logo, culpa e ansiedade são manifestadas após o enlutado compreender a morte.
O desespero e desorganização, sentimentos de raiva e tristeza são comumente encontrados, pois a pessoa se sente abandonada pela pessoa que partiu e incapacitada de fazer algo. No entanto, depois que a pessoa tiver passado por momentos de raiva, choque, tristeza, entorpecimento, é que vai conseguir se restabelecer.
Embora com a saudade presente, e ainda se adaptando às modificações causadas pela perda, poderá retomar suascatividades, completando a última fase do luto a reorganização.
O Luto na infância
O CONCEITO DE MORTE PARA AS CRIANÇAS
A morte também faz parte do universo infantil, a alguns anos atrás, a criança não participava do processo de morte e seus rituais. Subestima-se a criança alegando-se protegê-la. Para que a criança não sofra, nós a impedimos de olhar para a realidade da vida e suas perdas. Os ganhos são valorizados, e as perdas, muitas vezes, negadas. E, por causa disso, reforçamos a dificuldade de lidar com as várias perdas vivenciadas ao longo da vida, com os valores mais diversos: o brinquedo quebrado, o animal de estimação que morre, o amiguinho que se mudou, a morte de alguém... É preciso lembrar que não podemos quantificar a dor, pois é individual, singular e subjetiva.
Cuidando do Familiares Em Situação de Luto
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