UM COLONIALISMO ANACRÓNICO
O colonialismo serviu à Ditadura e ao Estado Novo para legitimar a grandeza do povo português e foi uma fonte de enriquecimento económico para os setores que apoiaram o regime. Mas, paradoxalmente, o empenho em manter um império anacrónico foi o maior acelerador da sua queda. A guerra colonial e os seus efeitos no Exército e na imagem exterior de Portugal terminaram por criar as condições para a Revolução de Abril.
UM COLONIALISMO ANACRÓNICO
A guerra colonial durou 13 anos (1961- 1974), envolvendo, no exército colonial, cerca de 1 milhão e meio de soldados (1 milhão recrutados em Portugal e mais de 450.000 recrutados nas antigas colónias). Calcula-se que a guerra colonial provocou a morte de 8.289 militares portugueses e deficiência permanente em mais de 15.500 militares.
UM COLONIALISMO ANACRÓNICO
O regime recusou contacto e negociação com os movimentos de libertação. Em 1961 embarcam as primeiras tropas para Angola, a guerra colonial só terminaria com o 25 de Abril de 1974, e em 1975 as independências.
UM COLONIALISMO ANACRÓNICO
O regime recusou contacto e negociação com os movimentos de libertação. Em 1961 embarcam as primeiras tropas para Angola, a guerra colonial só terminaria com o 25 de Abril de 1974, e em 1975 as independências.
Nas páginas seguintes poderá visualizar os seguintes vídeos:
- «O "Mapa Cor-de-Rosa" e o "Ultimato Inglês"»
«O "MAPA COR-DE-ROSA"E O "ULTIMATO INGLÊS"»
O Mapa Cor-de-Rosa desenhava novas fronteiras no Império africano ligando Angola e Moçambique. Os ingleses, que sonhavam com um caminho-de-ferro ligando a África do Sul ao Egipto, impõem um ultimato aos portugueses: Ou esquecem o mapa ou têm guerra.(RTP Ensina)
«A PERDA DE GOA»
Documentário: A perda de Goa, "O país em memória", António Louçã, RTP, 2005.
«PARA ANGOLA E EM FORÇA»
O início da Guerra Colonial, em Angola, foi há 60 anos. Apesar das pressões da comunidade internacional, Portugal respondeu militarmente aos movimentos nacionalistas africanos, num conflito que durou 13 anos e que se estendeu à Guiné e a Moçambique.
O discurso de Salazar que deu início à guerra foi transmitido pela rádio e pela televisão. (RTP)
«AEROGRAMA N.º 95»
Aerograma nº95 de Orlando Matos Fernandes a Maria Cesaltina de Matos, Mabubas, Angola, dezembro de 1972. Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, Fundo Maria Cesaltina Matos.
Um colonialismo anacrónico
Alberto Céspedes
Created on July 25, 2023
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UM COLONIALISMO ANACRÓNICO
O colonialismo serviu à Ditadura e ao Estado Novo para legitimar a grandeza do povo português e foi uma fonte de enriquecimento económico para os setores que apoiaram o regime. Mas, paradoxalmente, o empenho em manter um império anacrónico foi o maior acelerador da sua queda. A guerra colonial e os seus efeitos no Exército e na imagem exterior de Portugal terminaram por criar as condições para a Revolução de Abril.
UM COLONIALISMO ANACRÓNICO
A guerra colonial durou 13 anos (1961- 1974), envolvendo, no exército colonial, cerca de 1 milhão e meio de soldados (1 milhão recrutados em Portugal e mais de 450.000 recrutados nas antigas colónias). Calcula-se que a guerra colonial provocou a morte de 8.289 militares portugueses e deficiência permanente em mais de 15.500 militares.
UM COLONIALISMO ANACRÓNICO
O regime recusou contacto e negociação com os movimentos de libertação. Em 1961 embarcam as primeiras tropas para Angola, a guerra colonial só terminaria com o 25 de Abril de 1974, e em 1975 as independências.
UM COLONIALISMO ANACRÓNICO
O regime recusou contacto e negociação com os movimentos de libertação. Em 1961 embarcam as primeiras tropas para Angola, a guerra colonial só terminaria com o 25 de Abril de 1974, e em 1975 as independências.
Nas páginas seguintes poderá visualizar os seguintes vídeos:
«O "MAPA COR-DE-ROSA"E O "ULTIMATO INGLÊS"»
O Mapa Cor-de-Rosa desenhava novas fronteiras no Império africano ligando Angola e Moçambique. Os ingleses, que sonhavam com um caminho-de-ferro ligando a África do Sul ao Egipto, impõem um ultimato aos portugueses: Ou esquecem o mapa ou têm guerra.(RTP Ensina)
«A PERDA DE GOA»
Documentário: A perda de Goa, "O país em memória", António Louçã, RTP, 2005.
«PARA ANGOLA E EM FORÇA»
O início da Guerra Colonial, em Angola, foi há 60 anos. Apesar das pressões da comunidade internacional, Portugal respondeu militarmente aos movimentos nacionalistas africanos, num conflito que durou 13 anos e que se estendeu à Guiné e a Moçambique. O discurso de Salazar que deu início à guerra foi transmitido pela rádio e pela televisão. (RTP)
«AEROGRAMA N.º 95»
Aerograma nº95 de Orlando Matos Fernandes a Maria Cesaltina de Matos, Mabubas, Angola, dezembro de 1972. Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, Fundo Maria Cesaltina Matos.