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A débil - Inês, Teresa e Nair

Maria Teresa Neves

Created on June 26, 2023

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Transcript

Cesário Verde

Português Modulo 6 11ºL/M Inês Silva Nº5 Mª Teresa Neves Nº11 Nair Gaudencio Nº 14

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Introdução

01

Este trabalho surgiu no âmbito do módulo 4 da disciplina de Português e tem como principal objetivo caraterizar o Cesário Verde e o poema "A débil". Para concretizar este objetivo desenvolverei os seguintes subtemas:​
  • Biografia de Cesário Verde
  • A débil
  • A mulher ressalta a pureza e simplicidade
  • Análise Formal
  • Divisão em partes
  • Sensações e sentimentos do sujeito lírico
  • Aspetos relevantes das características de Cesário
  • Recursos expressivos
  • Formas e Linguagem
  • Conclusão

Biografia de Cesário Verde

José Joaquim Cesário Verde nasceu na Baixa Lisboeta, a 25 de fevereiro de 1855, dia litúrgico de São Cesário, sendo óbvia a responsabilidade do Santo no nome do menino. Os seus pais, José Anastácio Verde e Maria da Piedade dos Santos, eram um casal abastado, ligado ao comércio retalhista de ferragens. O casal tinha loja aberta na Rua dos Fanqueiros. O ulterior «poeta negociante» era o primeiro filho varão do casal e descendia, pela via paterna de João Maria Verde, um imigrante genovês.

A débil

Eu, que sou feio, sólido, leal, A ti, que és bela, frágil, assustada, Quero estimar-te sempre, recatada Numa existência honesta, de cristal. Sentado à mesa dum café devasso, Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura, Nesta Babel tão velha e corruptora, Tive tenções de oferecer-te o braço.

A débil

E, quando socorreste um miserável, Eu, que bebia cálices de absinto, Mandei ir a garrafa, porque sinto Que me tornas prestante, bom, saudável. "Ela aí vem!" disse eu para os demais; E pus-me a olhar, vexado e suspirando, O teu corpo que pulsa, alegre e brando, Na frescura dos linhos matinais.

A débil

Via-te pela porta envidraçada; E invejava, — talvez que não o suspeites! - Esse vestido simples, sem enfeites, Nessa cintura tenra, imaculada. Ia passando, a quatro, o patriarca. Triste eu saí. Doía-me a cabeça. Uma turba ruidosa, negra, espessa, Voltava das exéquias dum monarca.

A débil

Adorável! Tu, muito natural, Seguias a pensar no teu bordado; Avultava, num largo arborizado, Uma estátua de rei num pedestal. Sorriam, nos seus trens, os titulares; E ao claro sol, guardava-te, no entanto, A tua boa mãe, que te ama tanto, Que não te morrerá sem te casares!

A débil

Soberbo dia! Impunha-me respeito A limpidez do teu semblante grego; E uma família, um ninho de sossego, Desejava beijar sobre o teu peito. Com elegância e sem ostentação, Atravessavas branca, esbelta e fina, Uma chusma de padres de batina, E de altos funcionários da nação.

A débil

"Mas se a atropela o povo turbulento! Se fosse, por acaso, ali pisada!" De repente, paraste embaraçada Ao pé dum numeroso ajuntamento. E eu, que urdia estes fáceis esbocetos, Julguei ver, com a vista de poeta, Uma pombinha tímida e quieta Num bando ameaçador de corvos pretos.

A débil

E foi, então, que eu, homem varonil, Quis dedicar-te a minha pobre vida, A ti, que és tênue, dócil, recolhida, Eu, que sou hábil, prático, viril. Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde

A mulher ressalta a pureza e simplicidade

Nível físico:
Nivel psicologico:
  • Frágil;
  • Assustada;
  • Recatada;
  • Honesta;
  • Fraca;
  • Natural;
  • Dócil;
  • Recolhida.
  • Nível psicológico
  • Loura;
  • Corpo alegre e brando;
  • Cintura estreita;
  • Adorável;
  • Elegância e sem ostentação;
  • Esbelta e fina;
  • Ténue;
  • Bela.

Análise Formal

Eu, /que /sou/ fei/o/, só/li/do/, le/al, A A /ti,/ que /és/ be/la/, frá/gil/, a/ssus/tada, B Quero estimar-te sempre, recatada B Numa existência honesta, de cristal. A E /foi,/ en/tão/, que/ eu/, ho/mem/ va/ro/nil, A Quis/ de/di/car/-te/ a/ mi/nha/ po/bre/ vida, B A ti, que és tênue, dócil, recolhida, B Eu, que sou hábil, prático, viril. A («Ele aí vem!» - verso 13; «Mas se a atropela o povo turbulento! / Se fosse, por acaso, ali pisada!» - versos 41/42).

Divisão em partes

Segunda à décima segunda estrofe: descrição do espaço envolvente do sujeito

Décima terceira estrofe:dedicação do sujeito poético à mulher regeneradora

Primeira estrofe: criação imaginária da mulher

Sensações e sentimentos do sujeito lírico

  1. Alegria
  2. Amor
  3. Considera-se pouco merecedor e digno de tão deslumbrante e humilde figura (“Eu que sou feio, sólido, leal”);
  4. Deseja então mudar de atitude e de vida.

Aspetos relevantes das características de Cesário

Expõe e transpassa com objetividade uma visão da realidade, escapando do lirismo romântico; Capta o quotidiano e apresentar críticas de forma metafórica; Realça os contrastes que abundam no ambiente; Caracteriza a mulher da cidade; Transfiguração subjetiva e poética.

(“Adorável! Tu, muito natural,/Seguias a pensar no teu bordado;”); (“Uma chusma de padres de batina,/E de altos funcionários da nação.”); (“Uma pombinha tímida e quieta/ Num bando ameaçador de corvos pretos.”); (“ Soberbo dia! (...) /E uma família, um ninho de sossego,/Desejava beijar sobre o teu peito.”).

Recursos expressivos

Adjetivação: (“Eu, que sou feio, sólido, leal “A ti, que és bela, frágil, assustada”); (“A ti, que és tênue, dócil, recolhida,/Eu, que sou hábil, prático, viril”).

Metáfora:(“Nesta Babel tão velha e corruptora”). Hipálage: (“Nessa cintura tenra, imaculada.”) Sinestesia: Saliente várias sensações

Antítese: (“Uma pombinha tímida e quieta /Num bando ameaçador de corvos pretos. “). (“A ti, que és ténue, dócil, recolhida,/Eu, que sou hábil, prático, viril.”)

Forma:

Métrica - versos decassílabos; Rima - emparelhada e interpolada (ABBA); Ritmo - ternário;

Linguagem

Sonoridades - aliterações, ecos rimáticos, etc.; Tipos de frases - declarativas;

Conclusão

Cesário Verde cria um poema no qual apresenta uma figura feminina; O poema é um conjunto de contrastes; Há uma forte crítica social;

Fim