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Luxação congênita do quadril

isabelly negreiros

Created on June 14, 2023

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Transcript

Luxação congênita do quadril

Displasia do desenvolvimento do quadril

O que ela é?

A luxação congênita do quadril(LCDQ) é uma patologia que se caracteriza pela perda do contato da cabeça do fêmur com o acetábulo durante o nascimento. O diagnóstico tardio dessa condição leva a uma maior complexidade no tratamento, trazendo riscos maiores e tempo prolongado de imobilização para a correção do quadril.

Em todos os casos de DDQ, o soquete ( acetábulo) é raso, o que significa que a bola do fêmur não pode se encaixar firmemente no soquete. Às vezes, os ligamentos que ajudam a manter a articulação no lugar são esticados. O grau de afrouxamento do quadril, ou instabilidade, varia entre as crianças com DDQ.

  • Deslocados:Nos casos mais graves de DDQ, a cabeça do fêmur está completamente fora do soquete.
  • Deslocável:A cabeça do fêmur fica dentro do acetábulo, mas pode ser facilmente empurrada para fora do soquete durante um exame físico.
  • Subluxável: Em casos leves de DDQ, a cabeça do fêmur é simplismente solta no soquete.Durante um exame físico, o osso pode ser movido dentro do soquete, mas não deslocado.

Quais suas causas?

A displasia do quadril tende a ser familiar, com maior incidência entre membros de uma família.Pode estar presente no quadril e em qualquer indivíduo.Geralmente afeta o quadril esquerdo e é predominte em:

  • Meninas
  • Crianças primogênitas
  • Bebês nascidos na posição de nádegas(especiamente com os pés para cima dos ombros)
  • História familiar de DDQ(pais ou irmãos)
  • Oligohidraminos(baixos níveis de líquido amniótico)

Como identificar a displasia?

Em muitos casos, a displasia do quadril não causa qualquer tipo de sinal visível e, por isso, o mais importante é manter as consultas regulares no pediatra após o nascimento, pois o médico irá avaliar ao longo do tempo como esta ocorrendo o desenvolvimento do bebê , identificando qualquer problema que possa surgir.

No entanto, também existem bebês que podem mostrar sinais de displasia de quadril,como:

  • Pernas com diferentes comprimentos ou virada para fora;
  • Menor mobilidade e flexibilidade de uma das pernas, que pode ser observada durante a troca de fraldas;
  • Dobras de pele na coxa e na nádega com tamanhos muito diferentes;
  • Atraso no desenvolvimento do bebê, que afeta a maneira de sentar,engatinhar ou andar.

OBS: Caso exista supeita de displasia,deve-se comunicar ao pediatra para que seja feita uma avaliação e diagnóstico

Como o médico identifica a displasia?

Existem alguns testes ortopédicos que a pediatra deve fazer nos 3 primeiros dias após o nascimento,mas esses testes também devem ser repetidos na consulta dos 8 e 15 dias de nascimento e incluem:

  • Teste de Barlow:Em que o médico segura as perninhas do bebê juntas e dobradas e pressiona na direção de cima para baixo;
  • Teste de Ortolani:Em que o médico segura as perninhas do bebê e verifica a amplitude do movimento de abertura do quadril.O médico pode chegar a conclusão que o encaixe do quadril não está perfeito se ouvir um estalo durante o teste ou sentir um ressalto na articulação;
  • Teste de Galeazzi:Em que o médico coloca o bebê deitado com as pernas dobradas e os pés apoiados na mesa de exame,podendo-se ver a diferença de altura dos joelhos

Esses testes são realizados até o bebê completar 3 meses de idade.Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de imagem como ultrassom para bebês com menos de 6 meses de idade e raio-x para bebês e crianças mais velhas.

Quais possíveis complicações da displasia?

A displasia é descoberta tardiamente,meses ou anos depois do nascimento,existe um risco de complicações e a mais comum é que uma perna fique mais curta que a outra,o que faz com que a criança sempre ande mancando ,sendo necessário usar sapatos feitos sob medida para tentar adequar a altura

Além disso,a criança pode desenvolver artrose no quadril nda na juventude,escoliose na coluna e sofrer de dor nas pernas,no quadril e nas costas,além de ter que andar com a ajuda de muletas ,sendo necessário a fisioterapia por longos períodos.

Como é feito o tratamento ?

O tratamento para displasia pode ser feito com uso de um tipo de suspensório especial,uso de um gesso que vai do tórax até os pés ou cirurgia,e deve ser sempre orientado pelo pediatra. Normalmente o tratamento é indicado de acordo com a idade do bebê:

  1. Até 6 meses de vida :
Quando a displasia é descoberta logo após o nascimento,a primeira escolha de tratamento é o suspensório de Pavlik que se prende nas pernas e no tórax do bebê e pode ser usado de 6 a 12 semanas,dependendo da idade do bebê e da gravidade da doença.

Após 2 a 3 semanas da colocação desse suspensório,o bebê deve ser examinado novamente para que o médico veja se a articulação está devidamente posicionada.Se não estiver,o suspensório é retirado e coloca-se o gesso,mas se a articulação estiver devidamente posicionada,o suspensório devrá ser mantido até que não tenha mais alteração no quadril,o que pode acontecer em 1 mês ou até 4.

Os suspensóriuos devem ser usados toda noite e dia,podendo ser retirados somente para o banho e deve ser colocado logo após.O uso do suspensório de Pavlik não causa nenhuma dor e o bebê se habitua a ele em poucos dias e por isso não é necessário retirar se o bebê chorar ou ficar irritado.

2.Entre 6 meses até 1 ano:Quando é descoberta após os 6 meses o tratamento pode ser feito com a colocação manual da articulação no lugar pelo ortopedista e com o uso de gesso logo a seguir para manter o posicionamento correto da articulação.

O gesso deve ser mantido por 2 a 3 meses e a seguir é preciso ainda usar um outro dispositivo, como o Milgram, por mais 2 a 3 meses.Após esse período a criança deve ser novamente avaliada para verificar se o desenvolvimento está acontecendo corretamente.Se não estiver,o médico pode recomendar a cirurgia.

3.Após começar a andar Depois da criança ter começado a andar,o tratamento normalmente é feito com cirurgia.Pois o uso do gesso e suspensório não é eficaz após o primeiro ano de idade.

O que chama a atenção dos pais é que a criança anda mancando ,anda só na ponta dos pés ou não gosta de usar uma das pernas.A confirmação é feita através do raio-x,ressonância magnética ou ultrassonografia que mostram alterações no posicionamento do fêmur no quadril.

Tratamento fisioterapêutico

A fisioterapia é uma opção de tratamento não medicamentoso que busca:

  • Diminuir o quadro de algia
  • preserva ou melhora a amplitude de movimento
  • Aumenta a força muscular e a resistência
  • Melhora a capacidade funcional para atividades de vida diária e atividades recreativas
  • Promover a independência da pessoa afetada

Dentro dos métodos fisioterápicos a hidroterapia é um dos recursos mais utilizados.Ela é definida como toda a aplicação externa da água (aquecida)com finalidade terapêutica (visando diminuir o impacto sobre as articulações). Cada propriedade física possui influência sobre o corpo humano,podendo ser usada direta ou indiretamente no tratamento aquático por meio de efeitos causados pela pressão hidrostática.

Conclusão

A maioria dos casos não pode ser evitados ,no entanto para reduzir o risco após o nascimento ,deve-se evitar colocar muitas roupas no bebê que prejudiquem sua movimentação,não deixa-lo muito tempo enrolado,com as pernas esticadas ou pressionadas uma na outra,pois pode afetar o desenvolvimento do quadril. A luxação congênita do quadril pode causar diversos danos a pessoa caso não tratado corretamente.Desta forma,é importante que haja uma avaliação de cada caso e em seguida um tratamento de acordo com a real necessidade.

Realizar um bom tratamento ,será essencial para melhora do quadro.Sendo assim,o fisioterapeuta deve se preocupar também com as orientações dadas aos familiares e cuidadores para melhor resposta ao tratamento.

Obrigado!

Por:Isabelly Santos Negreiros,Laise Santos Silva de Carvalho,Thiago Barbosa da Cunha,Yasmin Vieira Moraes

Bibliografias:

Hospitalinfantilsabara.org.brblogfisioterapia.com.br tuasaude.com