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O Problema da existência do mundo exterior

Isabel Duarte

Created on June 5, 2023

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Transcript

O Problema do Mundo Exterior

Descartes VS Hume

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1. Formulação do problema

INDEX

2. Resposta de Descartes

3. Resposta de Hume

4. O Ceticismo moderado de Hume

Será que o mundo exterior existe?

Formulação do Problema

A RESPOSTA DE RENÉ DESCARTES

Como recupera Descartes a crença na existência do mundo exterior?

A ideia de Deus exerce um papel fundamental no pensamento cartesiano, na medida em que se apresenta como condição necessária para garantir o conhecimento. O cogito, apesar de ser um princípio evidente, apenas afirma a existência de si enquanto ser pensante. Nenhum conhecimento se segue acerca do corpo, da realidade sensível ou do mundo exterior. Na verdade, olhando em redor, veem-se uma série de coisas exteriores, mas, mais uma vez, Descartes pergunta: quem me diz que não são apenas uma criação da minha mente? É aqui que a existência de Deus se torna necessária.

Como recupera Descartes a crença na existência do mundo exterior?

O cogito pensa sempre alguma coisa e Descartes chama ideias aos objetos por ele pensados. Mas é possível encontrar no pensamento ideias de diversos tipos. Às ideias que parecem corresponder a objetos exteriores à mente, mas não se sabe se o são ou não, chama ideias adventícias, ideias factícias, e ideias inatas, ideias que parecem ter nascido com a mente e que são, por isso, inerentes à própria faculdade de pensar (razão).

Como recupera Descartes a crença na existência do mundo exterior?

Como recupera Descartes a crença na existência do mundo exterior?

O fim do génio malignoA ideia que cada um tem de perfeição jamais poderia ter origem num ser imperfeito. Deus existe necessariamente enquanto causa da ideia de ser perfeito, e a sua existência vai ser o garante e o fundamento do qual depende a verdade das outras ideias, como a ideia de coisas exteriores, corpóreas e materiais. Só a existência de Deus nos garante que a ideia de uma coisa extensa ou corpórea corresponda à existência de uma coisa com essa característica.

Como recupera Descartes a crença na existência do mundo exterior?

Como recupera Descartes a crença na existência do mundo exterior?

Não seria possível conceber um ser perfeito que nos enganasse constantemente, pois seria justamente contra a sua própria natureza, isto é, uma contradição – um ser perfeito que nos engana não pode ser perfeito. Recuperação das crenças suspensasDescartes conclui, deste modo, que apenas a razão pode ser fonte de certeza, pensando ideias com clareza e distinção, e que Deus, enquanto ser perfeito, as garante como verdadeiras (racionalismo). A partir daqui, Descartes assume a existência do mundo e das coisas materiais, na medida a que à ideia clara e distinta de «coisa extensa» não poderia deixar de corresponder à existência dessa coisa.

Como recupera Descartes a crença na existência do mundo exterior?

Portanto, uma vez provada a existência de Deus, Descartes irá deduzir muitas verdades, provando igualmente a existência do corpo e de um mundo exterior, independente do pensamento, confiando no critério da clareza e distinção, e apoiando-se na certeza de que Deus não o engana. Poderá, assim, construir o edifício do conhecimento e superar todos os argumentos dos céticos radicais. Ou seja, podemos também confiar nas nossas experiências sensíveis (visuais, auditivas, etc.) desde que a razão analise as informações delas derivadas e confirme a sua veracidade (o que sucede com as ideias de árvore e de automóvel, mas não com a ideia de sereia). Por isso, agora pode-se afirmar também a realidade do mundo exterior e a existência do próprio corpo, das outras pessoas, das coisas da natureza, dos artefactos, etc

Como recupera Descartes a crença na existência do mundo exterior?

Conclusão: se concebo clara e distintamente que sou uma substância pensante, que Deus existe e não me engana, então posso confiar no meu entendimento quando concebe que as coisas sensíveis são extensas (essência). A minha razão, por si só (a priori), permitiu-me conhecer tudo isso de modo indubitável a partir do cogito.

Como recupera Descartes a crença na existência do mundo exterior?

Uma vez demonstrada a existência de Deus, podemos estar certos da existência de um mundo material exterior às nossas mentes. Isto porque um criador sumamente bom não nos iria criar de forma a representarmos permanentemente objetos materiais exteriores à nossa mente, quando, na realidade, estes não existem (isso faria dele um enganador).

Como recupera Descartes a crença na existência do mundo exterior?

Como podemos saber que o mundo exterior existe? (1) Se fossemos enganados sobre as nossas ideias claras e distintas, Deus seria enganador. (2) Mas Deus não é enganador. (3) Logo, não somos enganados sobre as nossas ideias claras e distintas. Deus garante a verdade das ideias que concebemos clara e distintamente. Assim, podemos concluir que temos a final um corpo, de que existe um mundo à nossa volta, etc.

Identificação dos factos que, de acordo com Descartes, são determinados a priori:

Identificação dos factos que, de acordo com Descartes, são determinados a posteriori:

A RESPOSTA DE DAvid Hume

Segundo Hume, a nossa mente conhece unicamente as suas próprias perceções, isto é, as impressões e ideias. Portanto, a nossa experiência não pode alguma vez estender-se para além das nossas impressões, e estas não devem ser confundidas com os objetos exteriores em si mesmos considerados. Assim, uma vez que nunca poderemos sair do interior das nossas mentes, isto é, só temos acesso às nossas perceções, nunca seremos capazes de verificar se, de facto, existem objetos exteriores que são a causa das mesmas.

Banda Desenhada

Banda Desenhada

Banda Desenhada

É a aparente constância das coisas (as coisas que vemos hoje são mais ou menos iguais às que vimos ontem) que nos leva a acreditar que têm uma existência independente das nossas perceções.

No entanto, esta crença não é para Hume justificável.

O ARGUMENTO DA MESA DE HUME

1. Se o tamanho da mesa se altera em função da nossa perspetiva, então aquilo que está presente na nossa mente não é a mesa real (representação mental) e não podemos acreditar justifcadamente na existência do mundo exterior. 2. O tamanho da mesa altera-se em função da nossa perspetiva (perto/longe). 3. Logo, aquilo que está presente na nossa mente não é a mesa real (representação mental) e não podemos justificadamente acreditar na existência do mundo exterior.

Segundo Hume o facto de não se poder justificar racionalmente a existência do mundo externo não significa negar que este exista. Não podemos conhecer a existência do mundo exterior, mas podemos acreditar que este existe.

O CETICISMO MODERADO (Mitigado) DE DAVID HUME

Hume é cético (algumas das nossas crenças não têm justificação) moderado (temos de acreditar nelas para podermos agir). Embora David Hume defenda que a crença na indução, no Princípio da Uniformidade da Natureza, no mundo exterior, no eu não são racionalmente justificáveis, Hume não considera que estas devam ser abandonadas, pois não podemos viver sem as assumir como verdadeiras.

O CETICISMO MODERADO (Mitigado) DE DAVID HUME

Os céticos radicais, como Pirro e Sexto Empírico, defendiam que devemos suspender as nossas crenças e não afirmar nem que sim nem que não.Mas segundo Hume, não seria possível vivermos como céticos radicais. Hume considerou que existe um conflito entre as reflexões da Filosofia, que nos fazem tirar conclusões céticas, e a vida prática. E é esta que «ganha», pois as necessidades da vida levam-nos a manter a crença em coisas queforam postas em causa por essas reflexões.

O CETICISMO MODERADO (Mitigado) DE DAVID HUME

Exemplos de crenças sem justificação:

  • Relação Causa e efeito
  • Uniformidade da Natureza
  • Existência do mundo exterior
  • A existência do eu:
Para que uma ideia esteja justificada tem de ter, de acordo com o Princípio da Cópia, uma impressão que lhe corresponda e que seja a sua origem. Ora, segundo Hume, por mais que introspetivamente procuremos uma impressão de eu que possa ser a origem da ideia de eu e que a legitime, não é possível encontrar uma tal impressão. Sempre que olhamos para dentro de nós à procura de uma tal impressão encontramos uma ou outra impressão particular de calor ou frio, de luz ou sombra, de dor ou prazer, mas nunca de um eu.

O CETICISMO MODERADO (Mitigado) DE DAVID HUME

O eu é uma espécie de palco no qual decorrem representações, mas não temos qualquer impressão desse palco, apenas das representações. Por conseguinte, não é possível afirmar que o eu existe e, por isso, tanto quanto sabemos, a crença num eu estável, sede de toda a atividade mental, é um produto da imaginação que não tem justificação racional.

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