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Cópia - os maias Cap VI e VII

Jamila Fernandes

Created on May 29, 2023

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Transcript

os maias

eça de queirós

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índice

6. A representação de espaços sociais e a crítica de costumes.

1. Resumo

2. Características das personagens e características trágicas

7.A descrição do real e o papel das sensações.

3. Complexidade do tempo

8. Linguagem e estilo de Eça de Queirós.

4.Pluralidade das ações

5. Os espaços e o seu valor simbólico e emotivo

9. Os recursos expressivos

Resumo cap. VI

O jantar, contudo, foi adiado pois Ega resolveu convertê-lo numa festa de homenagem a Cohen. No dia combinado, entravam os amigos no átrio do Hotel Central quando uma senhora alta, loira e muito bela lhes chamou a atenção. Esta senhora foi motivo de conversa dos homens que se juntaram para o jantar, entre os quais Dâmaso Salcede, apresentado nessa ocasião a Carlos da Maia. Dâmaso Salcede informou que havia chegado de Paris e que havia conhecido a bordo do navio a família Castro Gomes que, segundo ele, era gente muito chique. Em Paris vivia um seu tio, o Sr. de Guimarães que, segundo Ega, «governava a França». Um dos participantes do jantar no hotel Central era Alencar, poeta romântico, que fora amigo do pai de Carlos da Maia. Alencar contou a Carlos várias histórias da sua infância, entre as quais a do dia em que tinha sugerido à mãe de Carlos o nome com que o havia de registar - Carlos Eduardo.

Desde que chegara a Lisboa, Ega tinha-se instalado na Vila Balzac para, num ambiente campestre e silencioso dos subúrbios, findar as suas "Memórias de um Átomo".Carlos resolve visitar o seu amigo, porém ninguém o veio receber. Conforme a sugestão de Ega, Carlos voltou no dia seguinte e é recebido por Ega que lhe mostra a casa. Carlos conta-lhe o que se passara dias antes em casa dos Gouvarinho, afirmando que tinha sido uma «seca». Ega adianta que a Gouvarinho era uma mulher estonteante e que o amigo era uma espécie de "Don Juan", à procura da mulher ideal. E se cada homem tinha necessariamente de encontrar «a sua mulher», Carlos e a sua estavam «irresistivelmente, fatalmente, marchando um para o outro». Saem no coupé de Carlos e, ao entrar no Largo da Graça, encontram Craft, que Ega apresenta ao amigo. Combinam um jantar no dia seguinte no Hotel Central.

Vários foram os assuntos de discussão ao jantar mas o principal foi o do naturalismo, essa literatura que Alencar abominava por ser romântico.Ega horrorizava-se com as ideias de Alencar e a discussão tornou-se intensa até que derivou para outros assuntos, como a finança e a política portuguesa. Mais tarde, Carlos não resistiu a perguntar a Dâmaso mais informações sobre a senhora loura que tinha visto no átrio do hotel, "A Castro Gomes". Quando o jantar acabou, Alencar acompanhou Carlos a casa e fala-lhe com muita nostalgia do seu passado, dos «grandes tempos» da sua mocidade e, em especial, da sua amizade com Pedro da Maia e da história de Maria Monforte. Nessa noite, Carlos adormeceu tarde e sonha com a deusa deslumbrante com quem se cruzara à porta do Hotel Central.

Jantar no Hotel Central

Cap. VII

Depois do almoço, Afonso Maia e Craft jogavam uma partida de xadrez "ao pé da chaminé já sem lume".Craft tornara-se íntimo no Ramalhete por ter gostos idênticos aos de Carlos e porque Afonso sentia por ele elevada estima.Carlos saía pouco de casa. No consultório, tinha poucos clientes e trabalhava no livro sobre medicina antiga e moderna. Também Dâmaso se tornara frequentador do Ramalhete, procurava imitar Carlos e seguia-o para todo o lado. Ega, por seu lado, andava ocupado com a tentativa de organizar um baile de máscaras na casa dos Cohen. Um dia, depois de uma lição de esgrima no Ramalhete, Carlos convida Dâmaso para jantar no dia seguinte, mas este falta e Carlos, estranhando esta ausência, procura-o por todo o lado. Ao chegar ao fim da Rua do Alecrim, encontra o conde de Steinbroken que se dirigia a pé para o aterro, e resolve acompanhá-lo.

Nessa altura, vê, pela segunda vez, a mulher maravilhosa com que se cruzara no Hotel Central. E embora o conde lhe dissesse que o Aterro não era um lugar divertido, Carlos desloca-se ali várias vezes durante a semana, na esperança de encontrar A Castro Gomes.Ao fim dessa semana, estava Carlos no consultório quando a condessa de Gouvarinho o procura com a desculpa da doença do filho. Carlos mostra-lhe que não é nada demais. Carlos vem a saber que o desaparecimento do Dâmaso se devia ao facto de ele andar a frequentar a casa dos Castro Gomes e Taveira informa-o o que eles estão de visita a Sintra. Durante um serão no Ramalhete, Carlos convida o maestro Cruges a ir a Sintra no dia seguinte, impulsionado pela informação que acabara de receber.

Personagens

João da Ega é o personagem que mais intervêm no episódio do Hotel Central, defensor das ideias Naturalistas /Realistas, provocava Alencar. Exagerado nos argumentos que fundamentam as suas opiniões e na defesa das suas ideias revolucionárias. Advoga que “ à bancarrota seguia-se uma revolução” e que desta forma, Portugal seria um grande beneficiário. As posições tomadas por Ega, face aos temas discutidos, assimilam-se à Geração Revolucionária de Coimbra pois, tais atitudes traduzem uma vontade insaciável de modificar Portugal e torná-lo num país melhor, próprias desta geração. É excêntrico e caricatural.

Carlos da Maia é um dos protagonista deste romance, rico, bem educado, culto, de gostos requintados, que ilustra o resultado da educação à inglesa, transformando-se num "gentleman"; não teme o esforço físico, é corajoso e frontal.Neste jantar apresenta-se pela primeira vez à sociedade no entanto, distancia-se da conversa, apenas comentando alguns aspectos. Afirma-se também como defensor das ideias românticas, criticando que “o mais intolerável no realismo eram os seus grandes ares científicos”, e talvez, também um pouco patriota quando defende que “ninguém há-de fugir, e há-de-se morrer bem".

Personagens

Dâmaso Salcede é Interveniente que representa os defeitos da sociedade. “Um rapaz baixote, gordo(...) de camélia ao peito e gravata azul-celeste”. Procura aparentar um “ar de bom senso e de finura”, é considerado provinciano e apenas com uma preocupação, que seja “chique a valer”. Dá asas à sua vaidade e futilidade falando dos pormenores das suas viagens e exibindo uma predilecção pelo estrangeiro, “...é direitinho para Paris! Aquilo é que é terra! Isto aqui é um chiqueiro...”. Acompanha todos os movimentos de Carlos dando-lhe grande importância, de modo a que possa imita-lo e assim assumir perante a sociedade um estatuto social digno e respeitável.

Tomás de Alencar é um “indivíduo muito alto (...) olhos encovados”. “Camarada” de Pedro da Maia, apresentado no jantar do Hotel Central, a Carlos da Maia, o poeta possuía um ar “antiquado”. Símbolo do Ultra-Romantismo, contudo vê-se confrontado com os princípios Naturalistas/Realistas defendidos por Ega É o protótipo do poeta romântico, mas “à portuguesa”. Serve a Eça para figurar as discussões de escola entre naturalistas e românticos, numa visão caricaturada da “Questão Coimbrã”.

Craft No episódio 6 pouco se sabe sobre ele, apenas que é inglês, e como tal, pressupõe-se que recebera uma educação à inglesa. Quase não participa nas conversas do jantar, reage de forma “impassível”, contudo é a favor da resistência aos espanhóis, quando concorda em organizar uma guerrilha com Ega.

Jacob Cohen representa a alta finança e é um banqueiro de duvidosa competência. Representante das Finanças, “respeitado director do Banco Nacional”, homem de estatura baixa, “apurado, de olhos bonitos, suíças tão pretas e luzidias” e com “bonitos dentes”. Neste jantar conheceu Carlos e destacou a posição superior que toma perante a sociedade.

Condensa de Gouvarinho é uma das amantes de Carlos, sensual, provocante, com traços de romantismo, é uma personagem-tipo, simbolizando as mulheres adúlteras e personifica a decadência moral lisboeta.Cabelos crespos e ruivos; olhos escuros e brilhantes.

Maria Eduarda é aparentemente sem defeitos a não ser aqueles com que a vida a marcou e sem culpa sua. Adivinha-se bondosa e terna, culta e requintada no gosto. Revela-se como a figura feminina de Os Maias que mais cativa o leitor, nomeadamente pela dignidade com que assume a tragédia que a atinge. Carácter excecional e superior, em termos de beleza (“deusa”), de requinte e de delicadeza de sentimentos.

Afonso da Maia é clássico, ultrapassado, paciente, caridoso e nobre, rígido, risonho e individualista. Símbolo de liberalismo cabelo branco, barba comprida e branca.

características trÁgicas

PROTAGONISTAS

MARIA EDUARDA Apesar de as circunstâncias da vida, Maria Eduarda nunca perde a sua dignidade. À semelhança de Carlos, é inteligente e culta. Além disso, herda de Afonso da Maia a capacidade de se compadecer dos mais fracos.

Um herói trágico é uma pessoa, geralmente de nascimento nobre, com qualidades heróicas ou potencialmente heróicas. Essa pessoa está fadada ao destino, a ser destruída ou a suportar grande sofrimento. O herói luta admiravelmente contra esse destino, mas falha por causa de uma falha ou erro.

AFONSO DA MAIA Apesar de ter alguns traços de diletantismo, Afonso da Maia é uma personagem admirável. Demonstra o seu amor paternal, revela força interior, vive uma existência simples e austera, é inteligente, culto e caridoso.

CARLOS DA MAIA Apesar do carácter diletante, que o prejudica Carlos é também uma personagem na qual ressaltam características positivas Com efeito, ao longo da intriga, destaca-se pela sua inteligência, cultura e sentido de humor, assumindo uma atitude crítica e irónica em relação à sociedade portuguesa.

Complexidade do tempo

Este romance não apresenta um seguimento temporal linear, mas, pelo contrário, uma estrutura complexa na qual se integram alguns tipos de tempo: tempo histórico, tempo do discurso.

Entende-se por tempo histórico aquele que se desdobra em dias, meses e anos vividos pelas personagens, refletindo até acontecimentos cronológicos históricos do país. N' Os Maias, o tempo histórico é dominado pelo encadeamento de três gerações de uma família, cujo último membro - Carlos, se destaca relativamente aos outros.

Por tempo do discurso entende-se aquele que se detecta no próprio texto, ordenado, alargado ou resumido. Pelo processo de analepse, o autor vai, até á parte do capítulo IV, referir-se aos antepassados do protagonista para recuperar o presente da história que havia referido nas primeiras linhas do livro.

Pluralidade das ações

O romance é uma narrativa extensa e foi um dos géneros textuais privilegiados pelos escritores realistas e românticos do século XIX como Émile Zola, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, entre outros. Assim, para além de significativos momentos de descrição, podemos encontrar a pluralidade de ações no romance, situação facilmente observável em Os Maias, na medida em que, para além da intriga secundária e da intriga principal, o narrador apresenta vários episódios da crónica de costumes.

A crónica de costumes é o veículo da crítica aos vícios e defeitos da sociedade portuguesa do século XIX, através de vários episódios: jantar no Hotel Central. Esta pluralidade de ações e de personagens permite-nos conhecer o ambiente social oitocentista.

A representação de espaços sociais e a crítica de costumes

A crítica feita por Carlos à população, reforça a incoerência desta como o principal factor condicionante do estado da nação. O comentário:“Esse mundo de fadistas, de faias, parecia a Carlos merecer um estudo, um romance...” é reforçado com o de Dâmaso, relativo à invasão espanhola, “Se as coisas chegassem a esse ponto, se se pusessem assim feias, eu cá, à cautela, ia-me raspando para Paris...”. O antedito denota a cobardia, a falta de cultura e a falta de civismo que dominava a sociedade. A falta de personalidade também é bastante retratada neste episódio: • Alencar muda de opinião quando Cohen o pretende; • Ega muda de opinião quando Cohen quer; • Dâmaso, cuja divida é «Sou forte», aponta o caminho fácil da fuga. A incoerência: Alencar e Ega chegam a lutar e, momentos depois, abraçam-se como se nada tivesse acontecido; De tudo: a falta de cultura e de civismo domina as classes mais destacadas, salvo Carlos e Craft. Em última análise, o que todo este episódio do jantar do Hotel Central representa é o esforço frustrado de uma certa camada social (por ironia a mais destacada) para assumir um comportamento digno e requintado.

O Hotel Central é o cenário fulcral para o enredo desta obra. Este local, reveste-se de especial interesse por ser onde Carlos vê Maria Eduarda pela primeira vez e por ser aí que se realiza o Jantar, preparado por Ega, em honra de Cohen, marido da amante de Ega. O ambiente do jantar torna-se pesado devido às críticas feitas à situação política e financeira da altura e pela disputa entre Ega e Alencar, o primeiro defende os princípios doutrinais literários do Naturalismo e o segundo do Romantismo. Com este episódio da crónica de costumes, “O Jantar no Hotel Central”, o autor demonstra a incoerência cultural do povo português e a decadência do país, recorrendo, pela voz de João da Ega, à bancarrota e à invasão espanhola como determinantes da agitação revolucionária pois só assim haveria um reconhecimento da situação em que se encontrava a nação e se faria algo para deter o clima decadente que se vivia em Portugal, que na opinião de Ega correspondia ao afastamento total da Monarquia e à instalação da República.

Os espaços e o seu valor simbólico e emotivo

ConsultórioConcluído o curso de Medicina, Carlos instalou-se em Lisboa, onde montou o seu luxuoso consultório.O gabinete tinha uma decoração quase austera, com veludos verde-negro, estores de seda verde e estantes pretas, por oposição à sala de espera dos doentes, decorada com papel verde, ricas poltronas, álbuns de atrizes seminuas.

De entre vários os espaços da capital onde a ação se desenvolve destacam-se nestes capítulos:

O Ramalhete é o primeiro e o último espaço físico da narrativa e tem uma enorme carga simbólica e emotiva.Destaca-se porque alberga a família ao longo de várias gerações e que, por isso, assiste aos momentos trágicos. É ela que corresponde à noção de lar da família na capital.

  • A cor verde da decoração poderá associar-se à esperança de realização profissional e de concretização dos grandes projetos de Carlos.
  • As poltronas e os divãs Símbolos de ociosidade e de inatividade profissional
  • As revistas de atrizes seminuas sugerem as suas relações amorosas.

Vila Balzac é a casa que acolhe os amores de Ega e de Raquel Cohen. Está marcada pelos sentimentos impuros ,ou seja, está associada ao adultério.

A DESCRIÇÃO DO REAL E O PAPEL DAS SENSAÇÕES

Eça de Queirós revela-se exímio a compor descrições, tanto de espaços sociais urbanos como de cenários campestres. No romance o narrador descreve a realidade social do seu tempo em vários lugares de Lisboa e arredores: o Hotel Central. Por outro lado, demora-se também na caracterização de ambientes naturais.

Há, no entanto, momentos d’Os Maias em que as descrições se destacam por referências ou sugestões a sensações olfativas, visuais, auditivas e táteis.

Em algumas descrições irrompe a sinestesia, ou seja, expressões em que se cruzam ou se fundem diferentes perceções sensoriais: "transparentes novos de escarlate estridente" (visual e sonoro)

As descrições de lugares, personagens e comportamentos concretizam-se em anotações que resultam sobretudo de observações do narrador. Nesta obra de ficção, simula-se que o narrador caracteriza os espaços e as figuras que, estaria a observar.

Esta caracterização dos espaços, em que domina a técnica da verosimilhança, procura representar os lugares «como eles são». Ela serve os princípios artísticos e os objetivos do Realismo, pois, ao representar o mundo social, analisa-o também socialmente.

Eça de Queirós, para além de um apurado sentido crítico e possuidor de uma visão profunda da sociedade que tão bem descreve e analisa nos seus romances, é também rico em variedade e expressividade linguística.

Linguagem e estilo de Eça de Queirós.

- A narração ganha maleabilidade pela necessidade de relatar objetivamente os acontecimentos, como convinha à estética realista; - O diálogo enche-se de força coloquial; - A descrição minuciosa, frequentemente sensorial, serve os propósitos do Realismo que se afirma pelo rigor da observação e pela análise dos acontecimentos sociais; - O monólogo ajuda a perscrutar o mundo interior das personagens; - O comentário permite a intervenção de um narrador que, ora adotando uma focalização omnisciente ora uma focalização interna, tudo observa com um olhar crítico e contundente.

Em termos de registo de linguagem, a prosa de Eça de Queirós revela um registo literário bastante elevado. Por outro lado, o escritor recorre a um estilo familiar e corrente e, ocasionalmente, ao calão. A linguagem do romance ilustra o quanto a linguagem literária de Eça foi profundamente inovadora para a literatura portuguesa, tanto pelo impressionismo das descrições como pelo realismo dos diálogos.Com efeito, Eça de Queirós, através da narração, da descrição, do diálogo e do monólogo, apropria-se da linguagem de forma inovadora, atribuindo-lhe novos valores estéticos e literários.

Ironia e Uso expressivo do advérbio

Os recursos expressivos

"Desse modo, o país ia alegremente e lindamente para a bancarrota!" Cap. VI

Comparação

Os recursos expressivos adquirem um grande significado, seja nas descrições de espaços, seja nas descrições e falas das personagens.Nenhuma palavra está ao acaso, tudo foi trabalhado e escolhido meticulosamente, motivo pelo qual Eça de Queirós tem sido apontado como um renovador da língua literária portuguesa. Vejamos. então, alguns dos recursos expressivos mais significativos da arte de escrever de Eça de Queirós.

"Conversando com um rapaz baixote, gordo, frisado como um noivo de provincia". Cap. VI

Hipálage

“passou-lhe para os braços um deliciosa cadelinha escocesa". Cap. VI

Personificação

"(...)o teclado branco do piano ria e esperava". Cap. IV

Bibliografia

Livro de Português 11ºano Conteúdos enviados pela professora de Português Porto Editora Google Imagens Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa

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Realizado por: Jamila Fernandes nº12 Íria Crespo nº11