Antero de Quental
POESIA
Afonso Silva Nº1 / 2ºMAndreia Andrade Nº3 / 2ºM Lara Duarte Nº10 / 2ºM Trinidad Reyes Nº14 / 2ºM Sara Choupina Nº11 / 2ºI
Curso Técnico de Design e Comunicação Gráfica - MCurso Técnico de Fotografia -I
INDICE
estrutura da obra
Introdução
Pág. 4
Pág. 20-25
biografia
temas do autor
Pág. 5-12
Pág. 26-30
principais obras
Análise do poema
Pág. 13-19
Pág. 31-33
INDICE
quiz
Pág. 34
conclusão
Pág. 35
Bibliografia
Pág. 36
Introdução
- Antero de Quental, um dos poetas mais célebres do século XIX em Portugal;
- Sua visão crítica da sociedade;
- Duas obras de Antero de Quental, "O Palácio da Ventura" e "Despondency".
Antero de Quental
Biografia
- Poeta e filósofo português.
- Notável intelecto do movimento realista em Portugal.
- Dedicou-se à reflexão de grandes problemas filosóficos e sociais de seu tempo.
- Contribuiu para a propagação de ideias inovadoras da geração da década de 70.
Nascimento e origem
- Nasceu em 18 de abril de 1842, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores, Portugal.
- Filho de Fernando de Quental e Ana Guilhermina da Maia.
- Iniciou seus estudos em Ponta Delgada.
Educação e realizações
- Aos 16 anos, em 1858, entrou no curso de Direito na Universidade de Coimbra.
- Fundou a Sociedade do Raio em Coimbra, com o objetivo de fortalecer o país por meio da literatura.
Legado
- Suas contribuições intelectuais e artísticas continuam a inspirar a literatura portuguesa.
- É considerado um dos poetas e filósofos mais admirados de Portugal.
Fim trágico
- Sofreu tormentos interiores e crises de melancolia.
- Infelizmente, tirou sua própria vida em 11 de setembro de 1891.
ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA
Antero de Quental nasceu em Ponta Delgada, Açores.
1842
Inicia seus estudos no Liceu de Ponta Delgada.
1852
Muda-se para Coimbra, Portugal, para estudar Direito na Universidade de Coimbra.
1858
Funda a revista literária "A Folha".
1861
ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA
Publica seu livro de poesia "Sonetos Completos".
1865
Viaja para Paris, França, onde entra em contato com diversos movimentos artísticos e intelectuais.
1866
Retorna a Portugal e participa ativamente no movimento político e literário chamado "Questão Coimbrã".
1867
Publica o livro de poemas "Primaveras Românticas".
1871
ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA
Publica seu livro de poesia "Sonetos Completos".
1865
Viaja para Paris, França, onde entra em contato com diversos movimentos artísticos e intelectuais.
1866
Retorna a Portugal e participa ativamente no movimento político e literário chamado "Questão Coimbrã".
1867
Publica o livro de poemas "Primaveras Românticas".
1871
ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA
Funda a revista "A República - Jornal de Crítica Política, Literatura e Ciências".
1872
Começa a questionar suas crenças religiosas e se aproxima do positivismo e do socialismo.
1873
Publica o ensaio filosófico "Bom Senso e Bom Gosto".
1874
Escreve o ensaio "Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa".
1875
ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA
Sofre um colapso mental e decide se isolar em Vila do Conde, Portugal.
1886
1887
Retorna a Ponta Delgada, onde passa a viver uma vida mais reclusa.
Antero de Quental comete suicídio em Ponta Delgada, Açores, Portugal.
1891
Despondency
O palácio da ventura
POEMAS
PRINCIPAISOBRAS
Odes Modernas
Sonetos
Primaveras Românticas
O Palácio da Ventura
Bom Senso e Bom Gosto
Sonetos Completos
Prosa e Verso
Despondency
A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais
ESTRUTURA DA OBRA
Estrutura externa
- Estrutura externa de "Despondency ", soneto constituído por duas quadras e dois tercetos. O esquema rítmico é ABBA ABBA, para as quadras e CDC EDE para os tercetos.
Estrutura interna
- O seu ritmo ligeiro deste soneto é sugerido pela pontuação, pelo paralelismo, pela utilização anáfora exprime a fragilidade da vida e o consequente estado de abandono.
- O poema inicia apresentando uma ave, por sinal um ser frágil “…a quem roubaram / Ninho e filhos e tudo,... ", que fica assim, abandonada e desprovida de tudo o que simbolizava a sua razão de viver. A repetição da conjunção coordenativa copulativa, presente na transcrição acima, reforça a ideia de perda.
O sentimento de indiferença está presente durante o poema todo, principalmente através de:
- repetição anafórica da expressão "Deixá-la ir";
- verbos de tom disfórico(associados a valores ou significados negativos) como roubar, levar, arrojar, perder;
- adjetivos:"lastimosa", "queda", "silenciosa" e "desprendida";
- substantivos, como "noite", "morte", "escuridade"
Demonstram, por parte do autor, uma indiferença á vida e, consequentemente, um visível desejo de antecipar a morte, que podemos observar no verso 11 "A morte queda, a morte silenciosa... ", e no último verso do poema "E a vida... e o amor... deixá-la ir, a vida!", onde as reticências dão um ritmo soluçante, reforçando a ideia de abandono e de indiferença à vida.
Estrutura externa
- Estrutura externa "O palácio da ventura", constituído por duas quadras e dois tercetos, sendo o esquema rimático ABAB ABAB, nas quadras e CCD EED nos tercetos.
Estrutura interna
- VV. 7-12: Renascença de esperança: nova esperança, a ilusão momentânea e grito de ansiedade. A expressão "E eis...", tem valor adversativo o que permite voltar á ilusão e busca inicial.
- Estrutura interna da obra "O palácio da ventura"- (primeira quadra) o entusiasmo do primeiro arranco, à procura de felicidade.
- VV.5-6: A desilusão e cansaço pelo excesso de procura. É possível observar uma conjunção coordenativa adversativa criada pela "mas", mostrando oposição entre os dois momentos.
- VV.13-14: A dor e decepção finais, já antes antecipadas "Mas dentro encontro só, cheio de dor,/ Silêncio e escuridão- e nada mais!" Adversativa "mas" confirma a desilusão antes referida nos versos 5 e 6.
TEMAS DO AUTOR
Os temas abordados por Antero de Quental em sua obra são profundos e refletem as suas inquietações filosóficas e sociais. Eis alguns dos principais temas explorados pelo autor:
Busca da felicidade
Inquietações existenciais
- Antero de Quental examina a incessante procura pela felicidade e a insatisfação inerente a essa busca. Ele questiona a validade das ambições humanas e expressa o desencanto perante as ilusões e desilusões que acompanham a busca pela realização pessoal.
- O autor mergulha nas questões fundamentais da existência humana, como a transitoriedade da vida, a finitude, a solidão e a fragilidade da condição humana. Ele reflete sobre o sentido da vida e a inevitabilidade da morte, abordando a angústia e a melancolia presentes na condição humana.
Reflexões filosóficas
- O autor explora diversas correntes filosóficas, como o idealismo, o positivismo e o materialismo, e reflete sobre a relação entre o ser humano e o universo. Ele questiona conceitos como a liberdade, a moralidade e a existência de Deus, buscando compreender a natureza do conhecimento e a busca pela verdade.
Crítica social
- Antero de Quental realiza uma crítica contundente à sociedade do seu tempo, abordando questões como a desigualdade, a injustiça social, a opressão e a alienação. Ele questiona as estruturas sociais e políticas, buscando uma transformação e uma maior justiça para todos.
Consciência de si mesmo
- Quental examina a complexidade da consciência e a dualidade interna do ser humano. Ele explora as lutas internas, os conflitos emocionais e a busca por uma identidade própria, muitas vezes sentindo-se dividido entre o ideal e a realidade.
Estes temas entrelaçam-se ao longo da obra de Antero de Quental, revelando a sua sensibilidade profunda e a sua busca por uma compreensão mais ampla do mundo e da existência humana. A sua poesia oferece uma reflexão poética e filosófica que ressoa com as preocupações universais do ser humano, tornando-se um testemunho duradouro da condição humana.
ANÁLISE DO POEMA
PÁLACIO DA VENTURA
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!
Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!
Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!
Abrem-se as portas d'ouro com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!
Deixá-la ir, a ave, a quem roubaramNinho e filhos e tudo, sem piedade...Que a leve o ar sem fim da soledadeOnde as asas partidas a levaram...Deixá-la ir, a vela, que arrojaramOs tufões pelo mar, na escuridade,Quando a noite surgiu da imensidade,Quando os ventos do Sul levantaram... Deixá-la ir, a alma lastimosa,Que perdeu fé e paz e confiança,À morte queda, à morte silenciosa... Deixá-la ir, a nota desprendidaD'um canto extremo... e a última esperança...E a vida... e o amor... Deixá-la ir, a vida!
DESPONDENCY
PÁLACIO DA VENTURA
- No entanto, o poema desenvolve que tais coisas são ilusórias e insuficientes para preencher o vazio existencial sentido pelo sujeito poético.
- Desta forma, o eu lírico conclui que é a introspecção e a procura pela sabedoria e pelo autoconhecimento que conduz ao encontro da essência da vida e da existência humana e, assim, é que se poderá alcançar a verdadeira felicidade.
- "Palácio da Ventura" revela uma introspecção sobre a procura pela felicidade.
- O poema começa com a descrição de um palácio, um lugar grandioso, que é apresentado em contraste com a solidão presentes no seu interior.
- O eu lírico do poema aborda o desejo e da insatisfação humana. Ele indaga-se acerca do propósito da vida e se a real felicidade pode ser obtida através de conquistas materiais.
- Assim sendo, o eu lírico revela que se sente perdido em busca do seu propósito o que lhe causa um "horizonte sem fim" de Desperança, a meio da realização da inevitabilidade da morte, que amplia mais a sua angústia e desilusão. Desta forma, a procura por um propósito é expressa através do anseio em ter um "coração eterno" e um "pensamento divino".
DESPONDENCY
- "Despondency" ou Desperança é um poema profundo que, através da descrição de uma atmosfera sombria, retrata exatamente o que o título anuncia, isto é, o desespero é a tristeza do sujeito poético face aos obstáculos da vida.
QUIZ
- https://view.genial.ly/6474552d5717bb00128a6557/interactive-content-quiz
CONCLUSÃO
- As obras "O Palácio da Ventura" e "Despondency" demonstram a habilidade artística e a profundidade de pensamento de Antero de Quental.
- Utilizando uma linguagem poética rica e simbólica, Quental aborda temas como a busca pela felicidade, a reflexão filosófica e a crítica social.
- Sua contribuição para a literatura portuguesa é indiscutível, deixando um legado duradouro de reflexão e sensibilidade.
Bibliografia
OBRIGADO!
Esperemos que tenham gostado!
Antero De Quental- Poesia
LARA SOFIA CABACA DUARTE
Created on May 29, 2023
Start designing with a free template
Discover more than 1500 professional designs like these:
View
Practical Video
View
Akihabara Video
View
Essential Video
View
Space video
View
Season's Greetings Video Mobile
View
End of the Year Wrap Up
View
Christmas Promotion Video
Explore all templates
Transcript
Antero de Quental
POESIA
Afonso Silva Nº1 / 2ºMAndreia Andrade Nº3 / 2ºM Lara Duarte Nº10 / 2ºM Trinidad Reyes Nº14 / 2ºM Sara Choupina Nº11 / 2ºI
Curso Técnico de Design e Comunicação Gráfica - MCurso Técnico de Fotografia -I
INDICE
estrutura da obra
Introdução
Pág. 4
Pág. 20-25
biografia
temas do autor
Pág. 5-12
Pág. 26-30
principais obras
Análise do poema
Pág. 13-19
Pág. 31-33
INDICE
quiz
Pág. 34
conclusão
Pág. 35
Bibliografia
Pág. 36
Introdução
Antero de Quental
Biografia
Nascimento e origem
Educação e realizações
Legado
Fim trágico
ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA
Antero de Quental nasceu em Ponta Delgada, Açores.
1842
Inicia seus estudos no Liceu de Ponta Delgada.
1852
Muda-se para Coimbra, Portugal, para estudar Direito na Universidade de Coimbra.
1858
Funda a revista literária "A Folha".
1861
ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA
Publica seu livro de poesia "Sonetos Completos".
1865
Viaja para Paris, França, onde entra em contato com diversos movimentos artísticos e intelectuais.
1866
Retorna a Portugal e participa ativamente no movimento político e literário chamado "Questão Coimbrã".
1867
Publica o livro de poemas "Primaveras Românticas".
1871
ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA
Publica seu livro de poesia "Sonetos Completos".
1865
Viaja para Paris, França, onde entra em contato com diversos movimentos artísticos e intelectuais.
1866
Retorna a Portugal e participa ativamente no movimento político e literário chamado "Questão Coimbrã".
1867
Publica o livro de poemas "Primaveras Românticas".
1871
ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA
Funda a revista "A República - Jornal de Crítica Política, Literatura e Ciências".
1872
Começa a questionar suas crenças religiosas e se aproxima do positivismo e do socialismo.
1873
Publica o ensaio filosófico "Bom Senso e Bom Gosto".
1874
Escreve o ensaio "Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa".
1875
ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA
Sofre um colapso mental e decide se isolar em Vila do Conde, Portugal.
1886
1887
Retorna a Ponta Delgada, onde passa a viver uma vida mais reclusa.
Antero de Quental comete suicídio em Ponta Delgada, Açores, Portugal.
1891
Despondency
O palácio da ventura
POEMAS
PRINCIPAISOBRAS
Odes Modernas
Sonetos
Primaveras Românticas
O Palácio da Ventura
Bom Senso e Bom Gosto
Sonetos Completos
Prosa e Verso
Despondency
A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais
ESTRUTURA DA OBRA
Estrutura externa
Estrutura interna
O sentimento de indiferença está presente durante o poema todo, principalmente através de:
Demonstram, por parte do autor, uma indiferença á vida e, consequentemente, um visível desejo de antecipar a morte, que podemos observar no verso 11 "A morte queda, a morte silenciosa... ", e no último verso do poema "E a vida... e o amor... deixá-la ir, a vida!", onde as reticências dão um ritmo soluçante, reforçando a ideia de abandono e de indiferença à vida.
Estrutura externa
Estrutura interna
TEMAS DO AUTOR
Os temas abordados por Antero de Quental em sua obra são profundos e refletem as suas inquietações filosóficas e sociais. Eis alguns dos principais temas explorados pelo autor:
Busca da felicidade
Inquietações existenciais
Reflexões filosóficas
Crítica social
Consciência de si mesmo
Estes temas entrelaçam-se ao longo da obra de Antero de Quental, revelando a sua sensibilidade profunda e a sua busca por uma compreensão mais ampla do mundo e da existência humana. A sua poesia oferece uma reflexão poética e filosófica que ressoa com as preocupações universais do ser humano, tornando-se um testemunho duradouro da condição humana.
ANÁLISE DO POEMA
PÁLACIO DA VENTURA
Sonho que sou um cavaleiro andante. Por desertos, por sóis, por noite escura, Paladino do amor, busco anelante O palácio encantado da Ventura! Mas já desmaio, exausto e vacilante, Quebrada a espada já, rota a armadura... E eis que súbito o avisto, fulgurante Na sua pompa e aérea formosura! Com grandes golpes bato à porta e brado: Eu sou o Vagabundo, o Deserdado... Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais! Abrem-se as portas d'ouro com fragor... Mas dentro encontro só, cheio de dor, Silêncio e escuridão - e nada mais!
Deixá-la ir, a ave, a quem roubaramNinho e filhos e tudo, sem piedade...Que a leve o ar sem fim da soledadeOnde as asas partidas a levaram...Deixá-la ir, a vela, que arrojaramOs tufões pelo mar, na escuridade,Quando a noite surgiu da imensidade,Quando os ventos do Sul levantaram... Deixá-la ir, a alma lastimosa,Que perdeu fé e paz e confiança,À morte queda, à morte silenciosa... Deixá-la ir, a nota desprendidaD'um canto extremo... e a última esperança...E a vida... e o amor... Deixá-la ir, a vida!
DESPONDENCY
PÁLACIO DA VENTURA
DESPONDENCY
QUIZ
CONCLUSÃO
Bibliografia
OBRIGADO!
Esperemos que tenham gostado!