O alargamento do conhecimento do mundo
História A
Trabalho realizado por Vanessa Soares Nº18 10ºA no âmbito da disciplina História A lecionada pela professora Anabela Martins.
Introdução
Neste trabalho irei abordar o tema: "O alargamento do Conhecimento do mundo" do domínio 1.
O contributo português: o papel dos portugueses na abertura europeia ao mundo
No final do século XIV, o conhecimento que os Europeus tinham no mundo era limitado, o que pode ter gerado alguma curiosidade em descobrir novos lugares do Mundo e, assim, coube aos portugueses o pioneirismo na descoberta de novas rotas marítimas.
O contributo português: o papel dos portugueses na abertura europeia ao mundo
E assim, em iniciados do século XV, começaram os descobrimentos Portugueses; resultado de um conjunto de condições técnicas e de fatores económicos, sociais, políticos e religiosos que convergiram no sentido de criar motivação para o descobrimento de novas terras.
Fatores que motivaram a expansão portuguesa
Tradição marítima e heranças técnicas: No século XIV, devido às ligações com o Norte da Europa, especialmente com Flandres e Inglaterra, Portugal viu a sua tradição marítima reforçada.
A expansão foi resultado de vários fatores que ocorreram entre o final do século XIV e o início do século XV.
Fatores que motivaram a expansão portuguesa
Fatores económicos: Conjuntura de crise meados do século XIV: -A falta de cereais e a carência da mão de obra; -Consequente procura de zonas de captura de escravos; -Necessidade de encontrar novos mercados e produtos.
Fatores que motivaram a expansão portuguesa
Fatores políticos: -Opurtonidades para a nobreza; -Mobilização dos nobres para as iniciativas de conquista; -Aumento do prestígio da coroa
Fatores que motivaram a expansão portuguesa
Fatores sociais: -Combater o infiel e difundir a fé cristã; -Colonização de novas terras para obtenção de cargos e títulos; -Novas rotas e mercados para aumentar os rendimentos e negócios
Fatores que motivaram a expansão portuguesa
Fatores religiosos: -Envagelizar os povos das novas terras colonizadas; -Combater o infiel
Principais etapas e áreas da Expansão portuguesa (1415 a meados do século XVI)
Norte de África(1415-1437): Deu-se com a conquista de Ceuta em 1415.
Convergiram também, objetivos militares e económicos onde, fracassou economicamente devido ao desvio de rotas.
Principais etapas e áreas da Expansão portuguesa (1415 a meados do século XVI)
Arquipélago Atlântico(1433-1438): Descoberta do Arquipélago dos Açores, Diogo Silves em 1427, e de seguida, em 1432, foi descoberto por Gonçalo Velho a Ilha de Santa Maria.
Em 1450, Diogo de Teixe, acabou por redescobrir as ilhas Flores e Corvo.
Principais etapas e áreas da Expansão portuguesa (1415 a meados do século XVI)
Litoral Africano(1433-1438): Passagem do Cabo Bojador por Gil Eanes, em 1434, abriu caminho à exploração geográfica e económica da costa ocidental africana.
Período Henriquino: O infante D. Henrique passou a deter o exclusivo do comércio a sul do Bojador, a partit de 1443, por concessão do rei D. Duarte.
Principais etapas e áreas da Expansão portuguesa (1415 a meados do século XVI)
Reinado de D. Afonso I(1438-1481): Destacaram-se as descobertas de Alcácer Cequer (1458), Argila e Tânger (1471).
Reinado de D. Manuel I(1495-1521): A armada comandada por Vasco da Gama partiu em direção à Índia, em 1487 e, em 1498, chegou a Calecute.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
Instrumentos de navegação e orientação pelos astros: O pioneirismo dos Descobrimentos portugueses foi possível graças a um conjunto de inovações, aplicadas à nautica ou "arte de navegar", que permitiram a ampliação do conhecimento do mundo.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
Tábuas de declinação solar: Os navegadores induziam as correções afetuadas na observação dos astros.
Ampulheta: Designada como relógio de areia que media o tempo.
Bússola: Permitiu a orientação na rota que pretendiam seguir.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
A navegação astronómica era, baseada na observação dos astros, calculava o rumo a seguir, de modo a atingir o ponto a que se queria chegar e de novo regressar ao local de partida.
Astrolábio: Herdado dos Gregos e divulgado pelos Árabes; Media a altura das estrelas e calculava as horas pela posição dos astros em determinada hora e dia do ano.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
Balestilha: Foi generalizado ao longo do século XVI; Permitia observar a sombra projetada pelo sol; Dava a conhecer a altura das estrelas que serviam de referência de orientação.
Quadrante: Media a distância angular relativamente ao horizonte; É referido no relato do navegador Diogo Gomes, utilizando-o numa viagem, por volta de 1467.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
A caravela, o leme de cadaste e a volta de Mina: Depois de ultrapassar o Bojador, os navegadores portugueses inventaram uma nova embarcação: a caravela.
Outras adaptação técnica importante foi a aplicação do leme de cadaste que facilitava a mudança de direção das embarcações.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
Técnicas fundamentais: -Aplicação da navegação astronómica, apoiada pelos regimentos da Estrela Polar; -Conhecimento dos ventos e das correntes do Atlântico; -Uso de navios adaptados às diversas condições de navegação; -Elaboração de mapas para orientar os navegadores no conhecimento das terras e dos mares.
O contributo dos portugueses: a cartografia
Ciência que representa a superfície terrestre, sob a forma de mapas, de acordo com uma determinada escala.
Na cartografia portuguesa destacaram-se alumas famílias de cartógrafos. Atingiu o seu auge durante o século XVI.
O contibuto dos portugueses: a observação e descrição da natureza
As viagens portuguesas contribuiram para o novo conhecimento do mundo que contribuiu para a observação da natureza e o saber dos autores da Antiguidade clássica.
Experientalismo: Assente ao conhecimento obtido através da observação direta e da descrição da natureza, como forma de alcançar a verdade.
O contibuto dos portugueses: a observação e descrição da natureza
Quatro figuras destacadas no âmbito do experientalismo:
Duarte Pacheco Pereira: -Escreveu a obra "Esmeralda de Situ Orbis" (1506-1508); -Defendeu a experiência e a observação da realidade como meio de reconhecimento; -Observou a fauna e a flora nas novas terras, contribuindo para desmistificar as ideias veiculadas pelos autores antigos.
O contibuto dos portugueses: a observação e descrição da natureza
D. João de Castro: -Obra "Tratado da Esfera" e diversos "Roteiros"; -Responsável pela elaboração do primeiro guia de investigação científica; -Destacado pelo espírito científico e procorou conhecer a causa e a natureza das coisas; -Defendeu a experiência prática e o confronto dos ensinamentos dos Antigos com a observação.
O contibuto dos portugueses: a observação e descrição da natureza
Garcia de Orta: -Em 1562 publicou a obra "Colóquio dos Simples e Drogas" e "Coisas medicinais da Índia; -Estudou de forma sistemática as plantas usadas na medicina; -Distanciou-se dos outros Antigos e recorreu à observação direta; -À experiência e ao espírito crítico
O contibuto dos portugueses: a observação e descrição da natureza
Pedro Nunes: -Obras destacadas: "Tratado em defesa da carta de marear" (1529); "Tratado sobre certas dúvidas da navegação" (1547); "De crepusculus (sobre o cerpúsculo)" (1542)
Cosmógrafo do reino desde 1467, dotando princípios matemáticos na explicação da realidade; -Procurou conciliar a ciência e a técnica com a observação e a teoria; -Inventou o nónio, um instrumento de medicação de escalas.
A matematização do real e a revolução das conceções cosmológicas
Modelo Heliocêntrico
Mentalidade quantitativa: Algarismos indo-árabes constituído por 10 algorítomos, é o sistema comum de representação dos números do mundo atual.
Modelo geocêntrico
O imério português: primeiro poder global naval
As viagens de descoberta fizeram de Lisboa uma metrópole do comércio ultramarino.
O monarca abandonou a alcáçova do castelo e instalou-se junto ao rio Tejo
O imério português: primeiro poder global naval
Lisboa afirmou-se, durante os reinados de D. Manuel I e de D. João III, como um importante centro de comércio, atingindo o seu esplendor na primeira metade do século XVI; Conferiram à cidade uma imagem de prosperidade e de cosmopolitismo devido à presença de inúmeros estrangeiros que nela residiam.
O imério português: primeiro poder global naval
Foi durante este período que o Império Português relevou claramente uma vocação de império naval global.
Foi através da Carreira da Índia que as caravelas e as naus portuguesas trouxeram para Lisboa produtos do Oriente, no meadamente especiarias (pimenta, canela, cravinho e noz-moscada).
O imério português: primeiro poder global naval
O império português atingiu a sua máxima extenção durante o reinado de D. João III quando, a exploração do Extremo Oriente foi alargada, em 1571 onde fundaram a feitoria de Nagasáqui.
O contributo português para a primeira globalização
A criação de um sistema mundial irreversível que ligou os vários povos e culturas, e ao resultado da articulação estabelecida pelo comércio marítimo entre as diferentes partes do globo denominou-se: globalização.
O impacto dos Descobrimentos no encontro de culturas
Embate cultural: Afirmação de prosperidade dos Europeus face ao desejo de ocupação de terras.
Contato cultural: -Traduziu-se em encontros de curta duração com os povos indígenas para obtenção de informações geográficas; -Não se traduziu em trocas culturais; -Associou-se a pilhagens ou à captura de escravos; -Apoiado pela coroa
Relacionamento cultural: Domínio dos povos Europeus sobre as regiões coloniizadas e conquistadas.
A prosperidade das potências marítimas e o tráfico de seres humanos: a escravização
A partir de finais do século XVI, outros países europeus, nomeadamente a Holanda, a França e a Inglaterra, entraram em concorrência.
Pela posse de territórios coloniais, pondo em causa a hegemonia ibérica, consagrada no Tratado de Tordesilhas em 1494.
A prosperidade das potências marítimas e o tráfico de seres humanos: a escravização
Economia açucareira: Sistema económico cuja principal atividade assenta na produção e na exportação do açúcar.
Tráfico negreiro: Comércio de escravos de origem africana, para as colónias dos impérios europeus.
A prosperidade das potências marítimas e o tráfico de seres humanos: a escravização
A escravização foi legitimada pela ideia que a guerra e a captura justificavam a escravização.
O racismo manifestou-se, quase sempre, em todo o processo de domínio e colonização promovida pelos Europeus.
Entre 1474 e 1565, surgiu Bartolomeu de Laos Casas que, foi um defensor dos índios, pelo que é hoje considerado como um percursor na defesa dos direitos humanos.
Conclusão
Com este trabalho fiquei a ter mais conhecimento sobre O Alargamento Do Conhecimento do Mundo.
Bibliografia
FORTES, Alexandra; GOMES, Fátima Freitas & FORTES, José. (2022) Novo Linhas da História A 10ºAno Parte 3 (1ªedição). Areal Editores
O alargamento do conhecimento do mundo
Vanessa Soares
Created on May 27, 2023
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O alargamento do conhecimento do mundo
História A
Trabalho realizado por Vanessa Soares Nº18 10ºA no âmbito da disciplina História A lecionada pela professora Anabela Martins.
Introdução
Neste trabalho irei abordar o tema: "O alargamento do Conhecimento do mundo" do domínio 1.
O contributo português: o papel dos portugueses na abertura europeia ao mundo
No final do século XIV, o conhecimento que os Europeus tinham no mundo era limitado, o que pode ter gerado alguma curiosidade em descobrir novos lugares do Mundo e, assim, coube aos portugueses o pioneirismo na descoberta de novas rotas marítimas.
O contributo português: o papel dos portugueses na abertura europeia ao mundo
E assim, em iniciados do século XV, começaram os descobrimentos Portugueses; resultado de um conjunto de condições técnicas e de fatores económicos, sociais, políticos e religiosos que convergiram no sentido de criar motivação para o descobrimento de novas terras.
Fatores que motivaram a expansão portuguesa
Tradição marítima e heranças técnicas: No século XIV, devido às ligações com o Norte da Europa, especialmente com Flandres e Inglaterra, Portugal viu a sua tradição marítima reforçada.
A expansão foi resultado de vários fatores que ocorreram entre o final do século XIV e o início do século XV.
Fatores que motivaram a expansão portuguesa
Fatores económicos: Conjuntura de crise meados do século XIV: -A falta de cereais e a carência da mão de obra; -Consequente procura de zonas de captura de escravos; -Necessidade de encontrar novos mercados e produtos.
Fatores que motivaram a expansão portuguesa
Fatores políticos: -Opurtonidades para a nobreza; -Mobilização dos nobres para as iniciativas de conquista; -Aumento do prestígio da coroa
Fatores que motivaram a expansão portuguesa
Fatores sociais: -Combater o infiel e difundir a fé cristã; -Colonização de novas terras para obtenção de cargos e títulos; -Novas rotas e mercados para aumentar os rendimentos e negócios
Fatores que motivaram a expansão portuguesa
Fatores religiosos: -Envagelizar os povos das novas terras colonizadas; -Combater o infiel
Principais etapas e áreas da Expansão portuguesa (1415 a meados do século XVI)
Norte de África(1415-1437): Deu-se com a conquista de Ceuta em 1415.
Convergiram também, objetivos militares e económicos onde, fracassou economicamente devido ao desvio de rotas.
Principais etapas e áreas da Expansão portuguesa (1415 a meados do século XVI)
Arquipélago Atlântico(1433-1438): Descoberta do Arquipélago dos Açores, Diogo Silves em 1427, e de seguida, em 1432, foi descoberto por Gonçalo Velho a Ilha de Santa Maria.
Em 1450, Diogo de Teixe, acabou por redescobrir as ilhas Flores e Corvo.
Principais etapas e áreas da Expansão portuguesa (1415 a meados do século XVI)
Litoral Africano(1433-1438): Passagem do Cabo Bojador por Gil Eanes, em 1434, abriu caminho à exploração geográfica e económica da costa ocidental africana.
Período Henriquino: O infante D. Henrique passou a deter o exclusivo do comércio a sul do Bojador, a partit de 1443, por concessão do rei D. Duarte.
Principais etapas e áreas da Expansão portuguesa (1415 a meados do século XVI)
Reinado de D. Afonso I(1438-1481): Destacaram-se as descobertas de Alcácer Cequer (1458), Argila e Tânger (1471).
Reinado de D. Manuel I(1495-1521): A armada comandada por Vasco da Gama partiu em direção à Índia, em 1487 e, em 1498, chegou a Calecute.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
Instrumentos de navegação e orientação pelos astros: O pioneirismo dos Descobrimentos portugueses foi possível graças a um conjunto de inovações, aplicadas à nautica ou "arte de navegar", que permitiram a ampliação do conhecimento do mundo.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
Tábuas de declinação solar: Os navegadores induziam as correções afetuadas na observação dos astros.
Ampulheta: Designada como relógio de areia que media o tempo.
Bússola: Permitiu a orientação na rota que pretendiam seguir.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
A navegação astronómica era, baseada na observação dos astros, calculava o rumo a seguir, de modo a atingir o ponto a que se queria chegar e de novo regressar ao local de partida.
Astrolábio: Herdado dos Gregos e divulgado pelos Árabes; Media a altura das estrelas e calculava as horas pela posição dos astros em determinada hora e dia do ano.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
Balestilha: Foi generalizado ao longo do século XVI; Permitia observar a sombra projetada pelo sol; Dava a conhecer a altura das estrelas que serviam de referência de orientação.
Quadrante: Media a distância angular relativamente ao horizonte; É referido no relato do navegador Diogo Gomes, utilizando-o numa viagem, por volta de 1467.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
A caravela, o leme de cadaste e a volta de Mina: Depois de ultrapassar o Bojador, os navegadores portugueses inventaram uma nova embarcação: a caravela.
Outras adaptação técnica importante foi a aplicação do leme de cadaste que facilitava a mudança de direção das embarcações.
O contributo dos portugueses: a inovação técnica
Técnicas fundamentais: -Aplicação da navegação astronómica, apoiada pelos regimentos da Estrela Polar; -Conhecimento dos ventos e das correntes do Atlântico; -Uso de navios adaptados às diversas condições de navegação; -Elaboração de mapas para orientar os navegadores no conhecimento das terras e dos mares.
O contributo dos portugueses: a cartografia
Ciência que representa a superfície terrestre, sob a forma de mapas, de acordo com uma determinada escala.
Na cartografia portuguesa destacaram-se alumas famílias de cartógrafos. Atingiu o seu auge durante o século XVI.
O contibuto dos portugueses: a observação e descrição da natureza
As viagens portuguesas contribuiram para o novo conhecimento do mundo que contribuiu para a observação da natureza e o saber dos autores da Antiguidade clássica.
Experientalismo: Assente ao conhecimento obtido através da observação direta e da descrição da natureza, como forma de alcançar a verdade.
O contibuto dos portugueses: a observação e descrição da natureza
Quatro figuras destacadas no âmbito do experientalismo:
Duarte Pacheco Pereira: -Escreveu a obra "Esmeralda de Situ Orbis" (1506-1508); -Defendeu a experiência e a observação da realidade como meio de reconhecimento; -Observou a fauna e a flora nas novas terras, contribuindo para desmistificar as ideias veiculadas pelos autores antigos.
O contibuto dos portugueses: a observação e descrição da natureza
D. João de Castro: -Obra "Tratado da Esfera" e diversos "Roteiros"; -Responsável pela elaboração do primeiro guia de investigação científica; -Destacado pelo espírito científico e procorou conhecer a causa e a natureza das coisas; -Defendeu a experiência prática e o confronto dos ensinamentos dos Antigos com a observação.
O contibuto dos portugueses: a observação e descrição da natureza
Garcia de Orta: -Em 1562 publicou a obra "Colóquio dos Simples e Drogas" e "Coisas medicinais da Índia; -Estudou de forma sistemática as plantas usadas na medicina; -Distanciou-se dos outros Antigos e recorreu à observação direta; -À experiência e ao espírito crítico
O contibuto dos portugueses: a observação e descrição da natureza
Pedro Nunes: -Obras destacadas: "Tratado em defesa da carta de marear" (1529); "Tratado sobre certas dúvidas da navegação" (1547); "De crepusculus (sobre o cerpúsculo)" (1542)
Cosmógrafo do reino desde 1467, dotando princípios matemáticos na explicação da realidade; -Procurou conciliar a ciência e a técnica com a observação e a teoria; -Inventou o nónio, um instrumento de medicação de escalas.
A matematização do real e a revolução das conceções cosmológicas
Modelo Heliocêntrico
Mentalidade quantitativa: Algarismos indo-árabes constituído por 10 algorítomos, é o sistema comum de representação dos números do mundo atual.
Modelo geocêntrico
O imério português: primeiro poder global naval
As viagens de descoberta fizeram de Lisboa uma metrópole do comércio ultramarino.
O monarca abandonou a alcáçova do castelo e instalou-se junto ao rio Tejo
O imério português: primeiro poder global naval
Lisboa afirmou-se, durante os reinados de D. Manuel I e de D. João III, como um importante centro de comércio, atingindo o seu esplendor na primeira metade do século XVI; Conferiram à cidade uma imagem de prosperidade e de cosmopolitismo devido à presença de inúmeros estrangeiros que nela residiam.
O imério português: primeiro poder global naval
Foi durante este período que o Império Português relevou claramente uma vocação de império naval global.
Foi através da Carreira da Índia que as caravelas e as naus portuguesas trouxeram para Lisboa produtos do Oriente, no meadamente especiarias (pimenta, canela, cravinho e noz-moscada).
O imério português: primeiro poder global naval
O império português atingiu a sua máxima extenção durante o reinado de D. João III quando, a exploração do Extremo Oriente foi alargada, em 1571 onde fundaram a feitoria de Nagasáqui.
O contributo português para a primeira globalização
A criação de um sistema mundial irreversível que ligou os vários povos e culturas, e ao resultado da articulação estabelecida pelo comércio marítimo entre as diferentes partes do globo denominou-se: globalização.
O impacto dos Descobrimentos no encontro de culturas
Embate cultural: Afirmação de prosperidade dos Europeus face ao desejo de ocupação de terras.
Contato cultural: -Traduziu-se em encontros de curta duração com os povos indígenas para obtenção de informações geográficas; -Não se traduziu em trocas culturais; -Associou-se a pilhagens ou à captura de escravos; -Apoiado pela coroa
Relacionamento cultural: Domínio dos povos Europeus sobre as regiões coloniizadas e conquistadas.
A prosperidade das potências marítimas e o tráfico de seres humanos: a escravização
A partir de finais do século XVI, outros países europeus, nomeadamente a Holanda, a França e a Inglaterra, entraram em concorrência.
Pela posse de territórios coloniais, pondo em causa a hegemonia ibérica, consagrada no Tratado de Tordesilhas em 1494.
A prosperidade das potências marítimas e o tráfico de seres humanos: a escravização
Economia açucareira: Sistema económico cuja principal atividade assenta na produção e na exportação do açúcar.
Tráfico negreiro: Comércio de escravos de origem africana, para as colónias dos impérios europeus.
A prosperidade das potências marítimas e o tráfico de seres humanos: a escravização
A escravização foi legitimada pela ideia que a guerra e a captura justificavam a escravização.
O racismo manifestou-se, quase sempre, em todo o processo de domínio e colonização promovida pelos Europeus.
Entre 1474 e 1565, surgiu Bartolomeu de Laos Casas que, foi um defensor dos índios, pelo que é hoje considerado como um percursor na defesa dos direitos humanos.
Conclusão
Com este trabalho fiquei a ter mais conhecimento sobre O Alargamento Do Conhecimento do Mundo.
Bibliografia
FORTES, Alexandra; GOMES, Fátima Freitas & FORTES, José. (2022) Novo Linhas da História A 10ºAno Parte 3 (1ªedição). Areal Editores