Texto Poético:Floriram por engano as rosas bravas
Natacha Silva nº21 Melissa Silva nº18 Rodrigo Paulino nº24 9ºE
Biografia de:Camilo Pessanha
Camilo de Almeida Pessanha foi um poeta português, nasceu em Coimbra, dia 7 de setembro de 1867 e morreu dia 1 de março de 1926 em Macau, na China. É considerado o melhor representante do simbolismo em língua portuguesa (Português). A sua poesia é pessimista, sendo notória a sua rejeição pelo mundo material. Publicou poemas em várias revistas e jornais como por exemplo: "Lúbrica", em 1885, "A Crítica" e "Novo Tempo", mas o seu único livro de poesia lançado chama-se "Clepsidra", publicado em 1920. Na elaboração dos seus poemas, joga com as palavras, rompe com as tradicionais estruturas e inclui a cor, a música e a píntura com imagens vivas.
(o simbolismo é um movimento literário, surgiu na frança nos fins do séc XIX (19), como oposição ao realismo, ao naturalismo e ao positivismo da época)
Floriram por engano as rosas bravas
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Floriram por engano as rosas bravas No inverno: veio o vento desfolhá-las... Em que cismas, meu bem? Porque me calas As vozes com que há pouco me enganavas? Castelos Doidos! Tão cedo caístes!... Onde vamos, alheio o pensamento, De mãos dadas? Teus olhos, que um momento Perscrutaram nos meus, como vão tristes! E sobre nós cai nupcial neve, Surda, em triunfo, pétalas, de leve. juncando o chão, acrópole de gelos... Em redor do teu vulto é como um véu! Quem as esparze - quanta flor - do céu, Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?
A B B A C D D C E E F G G F
A - INTERPOLADA
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B - EMPARELHADA
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C - INTERPOLADA
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D - EMPARELHADA
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E - EMPARELHADA
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F - INTERPOLADA
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E - EMPARELHADA
Estrutura externa:
O poema é constituido por duas quadras e dois tercetos, designando-se "soneto". Flo/ri/ram/ por/ en/ga/no as/ ro/sas/ bra/vas Cada verso da frase tem uma estrutura de 10 sílabas métricas, seguindo a forma de decassílaba.
Recursos expressivos:
"Castelos doidos!" v.5, está presente uma personificação/metáfora; "Cai nupcial a neve" v.9, está presente uma metáfora; "Na acrópole de gelos" v.11, está presente uma metáfora/hipérbole; "Em redor do teu vulto é como um véu!" v.12, está presente uma comparação. "Quem as esparze - quanta flor! -do céu" v.13, está presente uma metáfora.
Análise interna do poema
O título do poema "Floriram por engano as rosas bravas", significa o alimento para o sofrimento no inverno da vida (fim da vida/morte) O sujeito poético dirige-se a alguém que parece acompanhá-lo: Expressões nominais: meu bem, teus olhos, teu vulto. Verbos: calas, cismas, enganavas. No geral o poema transmite tristeza e frustração. O sujeito poético faz um balanço da vida negativa, centrado-se na ideia de frustração, de tudo oque foi sonhado, iniciado e não concluído, ou vivido apenas pela metade. Como se nenhuma meta tivesse alcançado mesmo que já estivesse várias vezes lá perto.
Texto Poético: Floriram por engano as rosas bravas
Melisa Silva
Created on May 24, 2023
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Texto Poético:Floriram por engano as rosas bravas
Natacha Silva nº21 Melissa Silva nº18 Rodrigo Paulino nº24 9ºE
Biografia de:Camilo Pessanha
Camilo de Almeida Pessanha foi um poeta português, nasceu em Coimbra, dia 7 de setembro de 1867 e morreu dia 1 de março de 1926 em Macau, na China. É considerado o melhor representante do simbolismo em língua portuguesa (Português). A sua poesia é pessimista, sendo notória a sua rejeição pelo mundo material. Publicou poemas em várias revistas e jornais como por exemplo: "Lúbrica", em 1885, "A Crítica" e "Novo Tempo", mas o seu único livro de poesia lançado chama-se "Clepsidra", publicado em 1920. Na elaboração dos seus poemas, joga com as palavras, rompe com as tradicionais estruturas e inclui a cor, a música e a píntura com imagens vivas.
(o simbolismo é um movimento literário, surgiu na frança nos fins do séc XIX (19), como oposição ao realismo, ao naturalismo e ao positivismo da época)
Floriram por engano as rosas bravas
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Floriram por engano as rosas bravas No inverno: veio o vento desfolhá-las... Em que cismas, meu bem? Porque me calas As vozes com que há pouco me enganavas? Castelos Doidos! Tão cedo caístes!... Onde vamos, alheio o pensamento, De mãos dadas? Teus olhos, que um momento Perscrutaram nos meus, como vão tristes! E sobre nós cai nupcial neve, Surda, em triunfo, pétalas, de leve. juncando o chão, acrópole de gelos... Em redor do teu vulto é como um véu! Quem as esparze - quanta flor - do céu, Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?
A B B A C D D C E E F G G F
A - INTERPOLADA
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B - EMPARELHADA
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C - INTERPOLADA
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D - EMPARELHADA
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E - EMPARELHADA
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F - INTERPOLADA
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Estrutura externa:
O poema é constituido por duas quadras e dois tercetos, designando-se "soneto". Flo/ri/ram/ por/ en/ga/no as/ ro/sas/ bra/vas Cada verso da frase tem uma estrutura de 10 sílabas métricas, seguindo a forma de decassílaba.
Recursos expressivos:
"Castelos doidos!" v.5, está presente uma personificação/metáfora; "Cai nupcial a neve" v.9, está presente uma metáfora; "Na acrópole de gelos" v.11, está presente uma metáfora/hipérbole; "Em redor do teu vulto é como um véu!" v.12, está presente uma comparação. "Quem as esparze - quanta flor! -do céu" v.13, está presente uma metáfora.
Análise interna do poema
O título do poema "Floriram por engano as rosas bravas", significa o alimento para o sofrimento no inverno da vida (fim da vida/morte) O sujeito poético dirige-se a alguém que parece acompanhá-lo: Expressões nominais: meu bem, teus olhos, teu vulto. Verbos: calas, cismas, enganavas. No geral o poema transmite tristeza e frustração. O sujeito poético faz um balanço da vida negativa, centrado-se na ideia de frustração, de tudo oque foi sonhado, iniciado e não concluído, ou vivido apenas pela metade. Como se nenhuma meta tivesse alcançado mesmo que já estivesse várias vezes lá perto.