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Procedimentos de Segurança: Movimentação Manual de Cargas

Pedagogica3

Created on May 24, 2023

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Procedimentos de Segurança: Movimentação Manual de Cargas

Módulo 2 do curso de Segurança na Movimentação de Cargas: Manual e Mecânica

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"No final deste módulo, os participantes devem ser capazes de identificar os princípios básicos e praticar os princípios básicos de segurança na movimentação manual de cargas."

A Coordenação Pedagógica

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Índice

Neste módulo iremos explorar os seguintes tópicos:

Identificação de riscos associados à movimentação manual de cargas

Conceitos associados à movimentação manual de cargas

Consequências dos riscos associados à movimentação manual de cargas

Organização do posto de trabalho

Medidas gerais de prevenção e proteção

01

Conceitos associados à movimentação manual de cargas

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Conceitos associados à movimentação manual de cargas

A movimentação manual de cargas, em si, é o transporte e sustentação de uma carga, por um ou mais trabalhadores que comporta riscos para os mesmos, sobretudo na região dorso-lombar. Todos nós temos a necessidade de movimentar cargas (no trabalho, no transporte de compras do supermercado, ou mesmo no transporte de malas de viagem).

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Conceitos associados à movimentação manual de cargas

Implicam a movimentação de cargas todas as atividades que apresentem um contexto mais ativo e operacional, incluindo: atividades de restauração, hospitalares, carga e descarga, transporte, industriais, construção civil, entre outras ou num trabalho mais sedentário como por exemplo: atividades de comércio, escritório e de serviços, com ou sem atendimento ao público, entre outras (Freitas, 2013).

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02

Identificação de riscos associados à movimentação manual de cargas

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Identificação de riscos associados à movimentação manual de cargas

As características do ambiente de trabalho podem aumentar o risco de lesões dorso lombares, nomeadamente (Teixeira, 2018):

  • O espaço insuficiente para a movimentação manual das cargas pode conduzir à adoção de posturas inadequadas e à deslocação de cargas de forma não segura;
  • O pavimento irregular, instável ou escorregadio pode aumentar o risco de acidentes;
  • O calor provoca cansaço nos trabalhadores e o suor dificulta a manipulação de ferramentas, exigindo um esforço maior;
  • O frio pode diminuir a sensibilidade das mãos, tornando mais difícil agarrar os objetos;
  • A iluminação insuficiente pode aumentar o risco de acidentes ou obrigar os trabalhadores a colocarem-se em posições inadequadas para conseguirem ver o que estão a fazer.

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Uma vez que a coluna está adaptada a uma posição vertical, sempre que o trabalhador se curva ela tem que suportar não apenas o peso do corpo mas, de igual modo, o da carga por ele transportada (Freitas, 2008). Segundo o mesmo autor, com o processo de envelhecimento os tecidos que fazem parte da composição dos discos intervertebrais perdem a elasticidade dando lugar a roturas. Com o avanço da idade as patologias a nível da coluna lombar são mais habituais. Mesmo no levantamento de uma carga leve é exigida quase toda a massa muscular do corpo do trabalhador. Isto causa gastos de energia consideráveis e constitui um fator importante ao nível da sobrecarga muscular.

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Constituição de uma parte da coluna vertebral

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03

Consequências dos riscos associados à movimentação manual de cargas

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Identificação de riscos associados à movimentação manual de cargas

A movimentação de cargas, devido ao peso que, à forma de transporte e o incómodo postural que o acompanha, provoca:

  • Fadiga de origem física e também muscular;
  • Afeções relacionadas com o sistema cardiorrespiratório;
  • Lesões músculo-esqueléticas (LME) dos membros, nomeadamente o desgaste de articulações, as distensões, a rotura de ligamentos, as entorses, outros esforços na região lombar da coluna;
  • Lesões na coluna vertebral: cervicalgias, lombalgias, dorsalgias, hérnias discais devido à pressão exercida sobre o nervo, dor ciática e outras dores musculares devido à fadiga e artroses articulares.

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Levantamento incorreto e correto de carga

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As lesões músculo-esqueléticas (LME)

As lesões músculo-esqueléticas (LME) resultantes da prática profissional consistem no conjunto de doenças relacionadas com o trabalho originadas por traumatismos repetidos e de tensão muscular que resultam dos movimentos ou posturas incorretas ou forçadas. Já no século XVII Ramazinni fazia referência a sintomas de fadiga muscular local e perda de força na mão no caso específico dos escritores. Existe um número significativo de atividades que provocam as LME, são de referir: o trabalho agrícola, a preparação das carnes, o trabalho tipográfico, o trabalho de pedreiro, mecânico, cozinheiro, etc.

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Fatores de risco das lesões músculo-esqueléticas (LME)

As LME resultantes da atividade profissional verificam-se sobretudo em: mulheres, trabalhadores manuais, trabalhadores com idade mais avançada e trabalhadores com vínculo precário. Um ritmo elevado de trabalho, a execução frequente de tarefas repetidas, em que têm importância a força, a duração e a intensidade exercidas, têm uma relação determinante com as patologias dos membros superiores. Os principais fatores de risco encontram-se associados a (Freitas, 2008):

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Complicações mais frequentes das lesões músculo-esqueléticas (LME)

Doença de Quervain

Tenosinovite estenosante

Síndrome do túnel cárpico

Tenosinovite

Mialgia do trapézio

Síndrome mão-braço

tendinite

Quisto ganglionar

Bursite

Epicondilite

lombalgias

Cervicalgias

Dorsalgias

Monotonia muscular

entorse

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Lesões por esforços repetitivos (LER)

O trabalho repetitivo também desencadeia lesões e doenças de cariz osteomuscular, nomeadamente as lesões provocadas por esforços repetitivos (LER). A repetição frequente de um mesmo movimento, por mais ligeira que seja a carga física, pode ocasionar lesões a longo prazo (Freitas, 2008). A repetição de movimentos (durante mais de 2 horas/dia ou mais de 1 hora sem interrupção) provoca fricção e rompe os tecidos dando lugar às lesões músculo-esqueléticas. São várias as profissões que promovem o desencadear de LER, sendo de referir, por exemplo: o trabalho informático, as secretárias, os jornalistas, os agricultores, os trabalhadores da indústria da madeira, etc.

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Fatores que contribuem para lesões por esforços repetitivos (LER)

Existem inúmeros fatores que podem contribuir para o aparecimento de LER:

  • A força excessiva (é a sobrecarga incidente numa determinada área do corpo);
  • A postura incómoda (é o adotar de uma posição incorreta do corpo enquanto trabalha);
  • A repetição de movimentos (é executar uma tarefa com movimentos repetitivos e contínuos).
Os referidos movimentos podem afetar as mãos, os pulsos, os braços, os ombros e, eventualmente, o pescoço.

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O seguinte quadro faz referência às consequências que resultam das lesões dorso-lombares.

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Como a coluna está adaptada à posição vertical, sempre que o trabalhador se curva ela suporta o peso do corpo e o peso da carga por ele transportada, conforme se depreende a partir da observação das seguintes figuras. Quando não é possível usar equipamentos mecânicos para a deslocação das cargas, deve empregar-se o método correto de levantamento de cargas. O método referido pretende manter a coluna direita, fletindo-se os joelhos e fazendo incidir o maior esforço nos músculos das pernas.

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Estes riscos podem ser prevenidos e controlados através da utilização de equipamento de proteção individual (EPI), nomeadamente: capacete, luvas e calçado adequado. Ao elevar manualmente uma carga, de forma correta, verifica-se que a carga máxima aceitável é elevada, encontrando-se a mesma limitada pela resistência muscular. A capacidade de elevação manual de cargas varia consoante:

idade

GÉNERO

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Caraterísticas que podem causar lesão dorso-lombar

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Estudo ergonómico

O estudo ergonómico do ambiente, dos equipamentos e dos indivíduos também contribui para solucionar ou minimizar os problemas associados à movimentação de cargas. Se não existir a prevenção de medidas, as lesões podem agravar-se conduzindo, em casos extremos, à invalidez do profissional e/ou incapacidade permanente para o trabalho. Há ainda a referir os custos inerentes à doença (a cargo da sociedade) e os problemas decorrentes da desorganização e do stress provocados pela falta do trabalhador (a suportar pela entidade empregadora).

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Se se verificar a impossibilidade de evitar a movimentação será necessário:

  • Avaliar o trabalho
  • Reduzir os riscos
  • Adaptar o posto de trabalho
  • Informar, formar e consultar o trabalhador
  • Organizar um exame médico regular

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04

Organização do posto de trabalho

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Organização do posto de trabalho

Quando se movimentam cargas devem ser adotadas posições que permitam fazê-lo sem correr riscos. As posturas de trabalho aconselhadas para a movimentação manual de cargas centram-se, basicamente, nos princípios de segurança que visam a salvaguarda da integridade física e dos princípios de economia de esforço que fazem diminuir o carácter penoso do trabalho (Autoridade para as Condições de Trabalho, 2018).

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Info

Princípios da boa postura de trabalho

As posturas de trabalho aconselhadas para a movimentação manual de cargas centram-se pois em 5 princípios:

  1. Procurar o melhor equilíbrio (a estabilidade do corpo é determinada pela distância entre o centro de gravidade e a base de sustentação que devem estar o mais próximo possível);
  2. Aproximar-se da carga o mais possível (de forma a exercer menos esforço);
  3. Posicionamento correto dos apoios (os pés devem estar bem apoiados junto da carga. O trabalhador deve deslocar-se em lugar de rodar o tronco);
  4. Utilizar a força das pernas (as pernas devem ser fletidas para depois se efetuar a elevação do objeto);
  5. Para dar o impulso inicial ao objeto deve utilizar a força das pernas e não dos braços nem das costas.

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Organização do posto de trabalho

Na opinião de Nunes (2009)

  • As cargas volumosas ou difíceis de agarrar devem possuir pegas apropriadas ou, na sua falta, serem manipuladas através de cordas, cintas ou ganchos;
  • Deve ser evitada a rotação do tronco enquanto ocorre o levantamento da carga.
No caso particular da movimentação de cargas em carrinhos, puxando ou empurrando, deve ter em conta que:
  • A pega deve estar numa altura entre a cintura e o peito;
  • O esforço é menor ao empurrar do que ao puxar;
  • Se a carga for demasiado pesada, divida por várias viagens.

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Movimentação com o auxílio de carrinhos

Se tiver de puxá-lo:

  • Mantenha-se atrás do carrinho e posicione um pé diante do outro, pelo menos, 30 cm entre eles;
  • Mantenha as costas eretas;
  • Curve ligeiramente as pernas;
  • Recue com passos uniformes.
  • Use a força dos dois braços;
  • Mantenha os músculos do abdómen contraídos.

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Como levar e baixar objetos pesados

Deve-se evitar o transporte de cargas com apenas uma das mãos, procurando distribuir o peso entre as duas mãos.

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Procedimentos alternativos

Quando necessitar de mover grandes volumes:

  • Solicitar a ajuda de um colega da mesma altura de modo a evitar o desnível do objeto;
  • Utilize carrinhos adequados ou outro veículo projetado para o transporte de materiais.

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No transporte de objetos, deve-se sempre, manter a cabeça e as costas em linha reta. Evite um esforço dos músculos do antebraço, utilizando um sistema de puxador, que permita boa firmeza dos dedos e da palma da mão. Nunca carregue peso na cabeça. Esta prática é extremamente prejudicial, pois pressiona os discos da coluna cervical, levando-os à degeneração.

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Levantamento e transporte de sacos de areia/ração

  1. Manter a cabeça e as costas em linha reta e segurar firmemente a carga, usando a palma das mãos.
  2. Levantar-se, usando apenas o esforço das pernas e mantendo os braços esticados ao sustentar o peso;
  3. Colocar o saco de areia nos ombros;
  4. Segurar com firmeza o saco de areia e iniciar o transporte, mantendo as costas retas.

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Levantamento e transporte de cilindros

  1. Fique agachado próximo do cilindro, com uma das pernas um passo à frente do corpo;
  2. Segure o cilindro pelo lado da válvula;
  3. Levante o cilindro, mantendo as costas retas;
  4. Ao transportar, rode o cilindro até o lugar designado, mantendo sempre a posição ereta;
  5. Para grandes distâncias, é aconselhável o uso de carrinhos de mão

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Levantamento e transporte de placas

  1. Abaixe e segure a placa com uma das mãos, no sentido do comprimento;
  2. Levante a placa, aproximando-a do corpo com o auxílio das mãos;
  3. Para o transporte, mantenha a cabeça e as costas em linha reta e a placa junto ao corpo;
  4. Se as placas devem ser transportadas a longas distâncias, utilizar uma alça de carga.

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Levantamento e transporte de tábuas

  1. Apoie uma das mãos no joelho, mantendo as costas e a cabeça em linha reta, segurando a tábua;
  2. Reaja ao peso da tábua, dobrando os joelhos;
  3. Equilibre a tábua, deslocando a mão para a frente, tanto quanto possível, e iniciando o transporte.

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Deslocamento e transporte de tijolos e blocos

  1. Não dobre as costas;
  2. Transferir o peso do corpo à perna mais próxima do bloco a ser levantado;
  3. Erguer o bloco à menor distância possível;
  4. Deslocar a carga na posição correta.

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05

Medidas gerais de prevenção e proteção

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Medidas gerais de prevenção e proteção

A melhor prevenção consiste na supressão do risco, o que nem sempre é exequível (Freitas, 2008). De acordo com a mesma fonte, a abordagem apropriada é a que comporta uma reflexão de conjunto sobre as condições de trabalho, a qual deve permitir responder a algumas questões importantes:

  • Qual a atividade que implica a movimentação de cargas?
  • Porquê e como é realizada a movimentação?
  • A movimentação comporta um risco (peso, frequência, localização,...)?
  • O risco pode ser eliminado ou reduzido? quais as atividades prioritárias?

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Procedimentos a adotar em caso de risco

Segundo Freitas (2008), quando existir risco para a segurança e saúde dos trabalhadores, o empregador deve adotar os seguintes procedimentos:

  • Identificar as causas de risco e os fatores individuais de risco, nomeadamente a inaptidão física, e tomar rapidamente as medidas corretivas apropriadas;
  • Proceder a nova avaliação, a fim de verificar a eficácia das medidas corretivas adotadas;
  • Informar os trabalhadores sobre os riscos associados à movimentação manual de cargas;
  • Formar os trabalhadores sobre os procedimentos corretos a adotar na movimentação manual de cargas.

Info

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Medidas de vigilância médica

Como medidas de vigilância médica existe a necessidade de, segundo Freitas (2013):

  • Promover a vigilância da saúde dos trabalhadores envolvidos em atividades de movimentação manual de cargas.
Ao atuar preventivamente ser-lhe-á possível:
  • Promover a segurança e a saúde em contexto laboral;
  • Reduzir o absentismo, os acidentes de trabalho e as doenças profissionais;
  • Aumentar a produtividade.

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Outras medidas de prevenção para eliminar riscos

A organização do trabalho, adaptando-o às exigências e ao conforto do homem permitindo, nomeadamente:

  • Reduzir os movimentos de torção (por exemplo através de mesas giratórias);
  • Diminuir os movimentos para alcançar materiais (colocando-os perto do trabalhador);
  • Reduzir as forças de empurrar ou puxar (através de diminuição das cargas ou eliminação da necessidade que lhe dá origem);
  • Reduzir a força a empregar no transporte (por exemplo reduzindo a dimensão e a capacidade dos objetos);
  • Reduzir os movimentos de inclinação (por exemplo colocando o plano de trabalho ao nível do trabalhador).

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Medidas de prevenção de lesões músculo-esqueléticas

A organização do trabalho, adaptando-o às exigências e ao conforto do homem permitindo, nomeadamente:

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Evitar a obesidade e o tabagismo;
  • Utilizar posições, colchões e travesseiros adequados para dormir;
  • Realizar relaxamento;
  • Recorrer a massagens e à aplicação de calor no local da dor.

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Parabéns!

Concluiu os conteúdos do Módulo.

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