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A HIPÉRBOLE

PalmiraPaiva

Created on May 24, 2023

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Transcript

A hipérbole

Edvard Munch, O grito (detalhe), 1893, local: Galeria Nacional, Oslo – Noruega.

Lê os textos e responde às questões.

Consulta o vocabulário, passando o rato sobre os asteriscos (*).

AS GAIVOTAS As gaivotas vão e vêm. Entram pela pupila. Devagar também os barcos entram. Por fim, o mar. Não tardará a fadiga da alma. De tanto olhar, tanto olhar.

Eugénio de Andrade, in Rente ao dizer.

POLÍTICA LITERÁRIA O poeta municipal discute com o poeta estadual qual deles é capaz de bater o poeta federal. Enquanto isso o poeta federal tira ouro do seu nariz.

Carlos Drummond de Andrade, Obra Poética, 1.º volume

Não posso adiar o amor para outro século Não posso Ainda que o grito sufoque na garganta Ainda que o ódio estale e crepite e arda Sob montanhas cinzentas E montanhas cinzentas Não posso adiar este abraço Que é uma arma de dois gumes Amor e ódio Não posso adiar Ainda que a noite pese séculos sobre as costas E a aurora indecisa demore Não posso adiar para outro século a minha vida Nem o meu amor Nem o meu grito de libertação Não posso adiar o coração

António Ramos Rosa

PANORAMA Pátria vista da fraga onde nasci. Que infinito silêncio circular! De cada ponto cardeal assoma A mesma expressão muda. É de agora ou de sempre esta paisagem Sem palavras Sem gritos, Sem o eco sequer de uma praga incontida? Ah! Portugal calado! Ah! povo amordaçado Por não sei que mordaça consentida!

Miguel Torga

Os três irmãos de Medranhos, Rui, Guanes e Rostabal, eram então, em todo o Reino das Astúrias, os fidalgos mais famintos e os mais remendados. (...) Ora, na Primavera, por uma silenciosa manhã de domingo, (...) os irmãos de Medranhos encontraram (...) um velho cofre de ferro. (...) E dentro, até às bordas, estava cheio de dobrões de ouro! No terror e esplendor da emoção, os três senhores ficaram mais lívidos do que círios. Depois, mergulhando furiosamente as mãos no ouro, estalaram a rir, num riso de tão larga rajada que as folhas tenras dos olmos, em roda, tremiam...

Eça de Queirós, «O tesouro», in Contos