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memorial do convento

Beatriz Santos

Created on May 23, 2023

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Transcript

José Saramago

Memorial do convento

Águeda Pinto, nº1Beatriz Santos, nº2 Leandro Gomes, nº7 Samuel Bessa, nº10

Introdução

  • O Memorial do Convento é um romance histórico de José Saramago que retrata a construção do Palácio Nacional de Mafra, em Portugal, durante o século XVIII. Com uma narrativa envolvente e marcada pela ironia e crítica social, o livro aborda temas como autoritarismo, religião, poder, amor e loucura. Além de apresentar personagens cativantes e complexos, o Memorial do Convento também é conhecido pela sua prosa poética e pela forma inovadora de contar histórias. Neste trabalho, iremos falar sobre o autor, explorar as principais características da obra, falar sobre as personagens que constituem o livro, como elas se relacionam com o contexto histórico e social em que o livro foi escrito, relacionando isto com o SONHO e CONHECIMENTO e analisar alguns dos recursos expressivos existentes .

José Saramago

Autor

  • José Saramago foi um escritor português nascido em 1922 e falecido em 2010. Ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1998 e escreveu obras célebres como "Ensaio sobre a Cegueira", "Memorial do Convento" e "O Evangelho Segundo Jesus Cristo". A sua escrita caracteriza-se por uma linguagem poética e uma profunda crítica social e política, que muitas vezes aborda questões como a desigualdade social,o poder e a opressão. Saramago é considerado um dos mais importantes escritores do século XX e as suas obras são conhecidas mundialmente.

Memorial do Convento

Breve resumo

No capítulo VI, o padre Bartolomeu de Gusmão apresenta à corte portuguesa a sua mais recente invenção, uma máquina voadora. Apesar do entusiasmo inicial, o padre é ridicularizado e humilhado pelos membros da corte. O capítulo termina com Blimunda a oferecer ajuda ao padre para construir a máquina. No capítulo IX, Blimunda e Baltasar visitam uma feira em Lisboa, onde testemunham atos cruéis, como a execução de um condenado e a tortura de um escravo. Blimunda usa os seus poderes para ver dentro das pessoas e percebe a tristeza e o desespero que as consomem. Depois de presenciar a violência da feira, Blimunda e Baltasar decidem deixar Lisboa e continuar a sua jornada em busca de um lugar onde possam viver em paz.

Personagens

LOREM IPSUM

  • Padre Bartolomeu de Gusmão - inspirado numa figura histórica, foi um inventor português que construiu um balão voador e tentou convencer o rei a investir na sua invenção. No livro, ele é retratado como um homem sonhador e solitário.
  • Blimunda Sete-Luas - protagonista feminina do livro, é uma mulher dotada de poderes sobrenaturais, que consegue ver dentro das pessoas e extrair-lhes a essência. Ela apaixona-se por Baltasar, um soldado ferido na guerra.

Personagens

LOREM IPSUM

  • D. João V - rei de Portugal no século XVIII, é retratado no livro como um homem extravagante, que gasta fortunas em construções magníficas e exibe a sua riqueza na corte. Ele é o patrocinador de Padre Bartolomeu e a sua busca pelo voo.
  • Baltasar Sete-Sóis - é um soldado, o amor de Blimunda e torna-se seu companheiro na jornada ao longo do livro. Ele está desiludido com a vida e a sua existência sem sentido, mas encontra significado no seu amor com Blimunda.

Personagens

LOREM IPSUM

  • Domenico Scarlatti - o famoso compositor italiano é uma personagem secundária no livro, contratado para compor música para as cerimônias da corte. Ele é retratado como alguém profundamente apaixonado pela sua arte e pouco interessado na política e rivalidades da corte.
  • Mariana Alcoforado - personagem histórica, é a freira que escreveu as famosas Cartas Portuguesas. No livro, ela é retratada como uma figura trágica e infeliz, que Blimunda ajuda a libertar.

Onde se encontra o facto de o padre querer voar e morrer doido?

SECTION

Capítulo VI (PP.78, 81-83, 88-89)

Atravessava o Terreiro do Paço o padre Bartolomeu Lourenço, que vinha do palácio aonde fora por instância de Sete-Sois, desejoso de que se apurasse se sim ou não haveria uma pensão de guerra, se tanto vale a simples mão esquerda, e quando João Elvas, que da vida de Baltasar não sabia tudo, viu aproximar- se o padre, disse em continuação da conversa, Aquele que ali vem é o padre Bartolomeu Lourenço, a quem chamam o Voador, [...). Agora me disse aquele meu amigo João Elvas que tendes apelido de Voador, padre, por que foi que vos deram tal nome, perguntou Baltasar. [..] Porque eu voei, e disse Baltasar, duvidoso, Com perdão da confiança, só os pássaros voam, e os anjos, e os homens quando sonham, mas em sonhos não há firmeza, Não tens vivido em Lisboa, nunca te vi, Estive na guerra quatro anos e a minha terra é Mafra, Pois eu faz dois anos que voei, primeiro fiz um balão que ardeu, depois construi outro que subiu ate ao teto duma sala do paço, enfim outro que saiu por uma janela da Casa da Índia e ninguém tornou a ver, Mas voou em pessoa, ou só voaram os balões, Voaram os balões, foi o mesmo que ter voado eu, Voar balão não e voar homem, O homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre, um dia voara, respondeu Bartolomeu Lourenço, [ ...].

SECTION 1

Capítulo IX (PP.124-125)

  • Assim nunca chegarei a voar, disse (o padre em voz cansada, [...] assim não pode voar se lhe falta o éter, Que é isso, perguntou Blimunda, É o onde se suspendem as estrelas, E como se há de ele trazer para cá, perguntou Baltasar, Pelas artes da alquimia, em que não sou hábil, mas sobre isto não dirão nunca uma palavra, suceda o que suceder, Então como faremos, Partirei breve para a Holanda, que é terra de muitos sábios e lá aprenderei a arte de fazer descer o éter do espaço, de modo a introduzi-lo nas esferas, porque sem ele nunca a maquina voara[…]

SECTION

Capítulo XVI (pp.260-261/272-273)

-> O padre Bartolomeu Lourenço entrou violentamente na abegoaria, vinha pálido, lívido, cor de cinza, como um ressuscitado que já fosse apodrecendo, temos de fugir, o Santo Ofício anda a minha procura, querem prender-me, onde estão os frascos. Blimunda abriu a arca, retirou umas roupas, estão aqui, e Baltasar perguntou, que vamos fazer. O padre tremia todo, mal podia sustentar-se de pé, Blimunda amparou-o, que faremos, repetiu, e ele gritou, vamos fugir na máquina.-> Estão os três voadores à proa da máquina, vão na direção do poente, [...]. E Mafra, além, grita Baltasar, [...]. Passam velozmente sobre as obras do convento, mas desta vez há quem os veja, gente que foge espavorida, gente que se ajoelha ao acaso e levanta as mãos implorativas de misericórdia, gente que atira pedras, o alvoroço toma conta de milhares de homens, quem não chegou a ver duvida, quem viu, jura e pede o testemunho do vizinho, mas provas já ninguém as pode apresentar porque a máquina afastou-se na direção do sol, [.....]

Capítulo XVI (pp.278-279)

LOREM IPSUM

  • (...) era o padre com um ramo inflamado que pegava fogo à máquina, já a cobertura de vime estalava, e de um salto Baltasar pôs-se de pé, foi para ele, e deitando-lhe os braços à cintura puxou-o para trás, mas o padre resistia, de modo que Baltasar o apertou com violência, atirou-o ao chão, calcou a pés o archote, enquanto Blimunda batia com o pano de vela as chamas que tinham alastrado ao mato e agora, aos poucos, se deixavam apagar. Vencido e resignam do, o padre levantou-se. Baltasar cobria com terra a fogueira. Mal conseguiam ver-se no escuro. Blimunda perguntou em voz baixa, num tom neutro, como se conhecesse de antemão a resposta, Por que foi que deitou fogo à máquina, e Bartolomeu Lourenço respondeu, no mesmo tom, como se estivesse à espera da pergunta, se tenho de arder numa fogueira, fosse ao menos nesta. Afastou-se para as moitas que ficavam da banda do declive, viram-no baixar-se rapidamente, e, Olhando outra vez, já lá não estava, alguma necessidade urgente do corpo, se ainda as tem um homem que quis deitar fogo a um sonho. O tempo passava, o padre não reaparecia. Baltasar foi buscá-lo. Não estava. Chamou por ele, não teve resposta.

Capítulo XVII (pp.302, 304-305)

Meados de dezembro, voltava Baltasar para casa ao fim do dia, quando viuBlimunda, que, como quase sempre, o viera esperar ao caminho, porém, havia nela uma agitação e uma tremura não costumadas, [...] O senhor Escarlate está em casa do senhor visconde, que terá ele vindo cá fazer, [...].Saiu o músico a visitar o convento e viu Blimunda, disfarçou um o outro disfarçou, que em Mafra não haveria morador que não estranhasse, e estranhando não fizesse logo seus juízos muito duvidosos, ver a mulher do Sete-Sóis conversando de igual com o músico que está em casa do visconde, que terá ele vindo cá fazer, ora veio ver as obras do convento, para quê se não é pedreiro nem arquiteto, para organista ainda o órgão nos falta, isso a razão há de ser outra, Vim-te dizer, e a Baltasar, que o padre Bartolomeu de Gusmão morreu em Toledo, que é em Espanha, para onde tinha fugido, dizem que louco, e como não se falava de ti nem de Baltasar, resolvi vir a Mafra saber se estavam vivos.

Análise dos capítulos

Capítulo VI

No decorrer do capítulo Baltasar fala com o padre Bartolomeu Lourenço, Bartolomeu diz sonhar que um dia conseguirá voar e disse a Baltasar que o Homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre e um dia voará. Depois Baltasar e Bartolomeu vão para S. Sebastião da Pedreira para verem a máquina que Bartolomeu inventou para um dia poder voar e à qual chamou passarola. Quando chegaram, Bartolomeu mostrou o desenho da passarola a Baltasar explicando-lhe como é que tencionava fazê-la voar. Após a explicação, Bartolomeu pede-lhe para o ajudar na construção da passarola. Inicialmente Baltasar mostra-se receoso em aceitar a proposta, mas depois de Bartolomeu dizer que o facto de Baltasar ser maneta não tem importância, então este aceita o desafio.

Capítulo IX

Baltasar e Blimunda mudam-se para a quinta do Duque de Aveiro, em S. Sebastião da Pedreira, para trabalhar na construção da máquina de voar do Padre Bartolomeu Lourenço. Apesar de não ter a mão esquerda, Baltasar tem a ajuda de Blimunda, uma mulher vidente.O padre Bartolomeu decide partir para a Holanda, terra de muitos sábios sobre alquimia e éter, elemento que faz com que os corpos se libertem do peso da terra.

Capítulo XVI

Entretanto, criada pelo Padre Bartolomeu Lourenço, a passarola, a máquina de voar, está pronta. Em S. Sebastião da Pedreira, Baltasar e Blimunda, têm de deixar a quinta que foi perdida por El-rei para o Duque de Aveiro. O Padre Bartolomeu Lourenço, aguarda a vinda de El-rei para provar a máquina e quer dividir a glória e a fama do seu invento com Blimunda e Baltasar. Porém o Padre anda agitado e receoso de que o acusem de feiticeiro e judeu.Certo dia, eis que o Padre Bartolomeu Lourenço chega pálido e assustado dizendo que tinha de fugir, pois o Santo Ofício já andava à sua procura para o prender! Apontou a passarola e disse que iriam fugir nela! Partiram pelos ares sacudidos pelos ventos até onde o destino os quis levar. Passam por momentos de medo, euforia, deslumbramento e felicidade, considerando-se loucos.

Lá do alto avistam Lisboa, o Terreiro do Paço, as ruas, etc... Nesta altura procuram o padre para o prender e percebem que este fugiu.A noite chega, sem sol a máquina começa a perder altitude.... Estão assustados. Uma vez em terra firme, deixam-se escorregar para fora e consideram um milagre terem-se salvo sem qualquer ferimento.Não sabem onde estão. O Padre acha que vão encontrá-los e que morrerão. Blimunda e Baltasar, confiantes, acreditam que se se salvaram daquele perigo, salvar-se-ão dos próximos, e estão prontos para fazer a máquina voar no dia seguinte. Cansados e depois de comerem algo, adormecem, Blimunda e Baltasar. O Padre está doente, tenta pegar lume na passarola, mas os dois não o permitem. Afasta-se para umas moitas e nunca mais é visto.

Capítulo XVII

Scarlatti tinha feito um pedido ao rei para poder visitar as obras do convento e o Visconde hospedara- o, apesar de não gostar de música.Scarlatti disse a Baltasar que o padre Bartolomeu teria morrido em Toledo para onde tinha fugido e como não falavam de Baltasar nem Blimunda resolveu vir a Mafra verificar se estavam vivos. Nessa noite soube-se que quando a máquina caiu o padre havia fugido e nunca mais voltara. No dia seguinte Scarlatti partiu para Lisboa.

Relacionar esta linha com o sonho e o conhecimento presentes na obra

“Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido” Nos momentos em que a Santa Inquisição geria as vontades das pessoas e as controlava, Padre Bartolomeu de Gusmão desrespeitava as ordens superiores, pois a sua amizade com Blimunda tinha poderes mágicos. Ele desrespeitou as regras também, quando abençoou um casal sem que este estivesse casado. O Padre Bartolomeu de Gusmão tinha o sonho de voar e para alcançar a sua ambição, criou um projeto de uma máquina voadora, que mais tarde lhe chamou de passarola. “… o homem, primeiro tropeça, depois anda, depois corre, um dia voará.”. “agora me disse aquele meu amigo João Elvas que tendes apelido de Voador, padre, por que foi que vos deram tal nome (…) - porque voei (…) -Com perdão da confiança, só os pássaros voam, e os anjos, e os homens quando sonham, mas em sonhos não há firmeza” cap. VI

  • A concretização deste sonho tornou-se uma obsessão, este mesmo sonho levou-o a viajar até Holanda, em busca de um segredo, o éter, para que conseguisse fazer a passarola andar. Para conseguir realizar o seu sonho de entrar no meio do sagrado Deus, a Blimunda, o Baltasar e depois mais tarde o músico Domenico Scarlatti ajudam-no a pô-lo em prática. O casal Baltasar e Blimunda vão ter um papel muito fundamental na criação da passarola do Padre Bartolomeu de Gusmão.

vão se unir pela amizade que têm para conseguir dar continuidade ao desejo de construir a passarola e não se importam com os mandamentos do Santo Ofício. Para além desse sonho que unia os três, eles vão-se unir nas suas dúvidas religiosas, chegam a partilhar com o Padre Bartolomeu de Gusmão, as suas dúvidas, as alegrias, o sofrimento e as suas consequências. Até que chegou o dia do primeiro voo, todos estavam à espera do grande momento, a máquina oscilou mas consegui o equilíbrio e voou com uma flecha. A felicidade deles era excessiva, riam-se, gritavam e chorava de alegria, pela concretização do seu grande sonho. O Padre Bartolomeu tinha a proteção real mas quando essa acabou, ele começou a ser perseguido, em que teve mesmo de fugir para Espanha onde acaba por morrer em toledo.

Passarola

A passarola simboliza a libertação dos sonhos de toda uma nação que está reprimida. Seria o elo de ligação entre o céu e a terra. A tríade pesquisam construir uma nova realidade com as suas novas ideias e criações e vão criando um plano utópico, que concretiza o sonho e o empenho em realidade.

“(…) os estrangeiros que cá moram, doridos das nossas necessidades, (…)”

Metáfora

“(…) se for preciso deita-se fogo a um celeiro ou dois, mandando em seguida apregoar a falta que o trigo ardido já está fazendo (…)”

Ironia

Enumeração

“Cordas, panos, arames, ferros fundidos”

“quando se afastam por cima dos telhados, são como pássaros de ouro”

Comparação

Conclusão

Em conclusão, o Memorial do Convento de José Saramago é uma obra-prima da literatura portuguesa e mundial. Saramago cria personagens extraordinárias e complexas, que representam diferentes camadas da sociedade portuguesa. Baltasar Sete-Sóis e Blimunda são duas personagens emblemáticas, cheios de simbolismo e carisma, que retratam a luta pelo amor e pela liberdade, em um mundo onde a opressão religiosa e política é avassaladora. A escrita de Saramago é caracterizada pela sua fluidez, ritmo e musicalidade, e pela originalidade da sua sintaxe. O autor usa diferentes técnicas narrativas, como monólogos interiores, diálogos diretos e indiretos para construir uma teia complexa de histórias que se cruzam e se sobrepõem numa harmonia perfeita.Em resumo, o Memorial do Convento é um livro que consegue ser tanto uma obra de arte literária quanto um retrato profundo das relações humanas e da sociedade em que vivemos. É um livro que inspira reflexão, crítica e empatia. Uma leitura obrigatória para todos aqueles que procuram compreender a complexidade do mundo em que vivemos.