Erros meus, má fortuna, amor ardente
Análise do poema
Disciplina: PortuguêsProfessora: Cláudia silva
Mónica Guerra nº21Rodrigo Henriques nª24
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente. Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
-Luís de Camões
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente. Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
A B B A
➜poema autobiográfico ➜medida nova- soneto ➜dez sílabas métricas ➜rima interpolada e emparelhada nas quadras ➜rima cruzada nos tercetos
E/rros/ meus/, má/ for/tu/na, a/mo/r ar/den/te
Quadra
Quadra
Terceto
Terceto
A B B A
CD E
CD E
-Luís de Camões
Análise do conteúdo
Tema: desespero do sujeito poético causado pelo amor, pelo destino e pelos seus erros.
Assunto: refelxão do sujeito poético sobre a sua vida infeliz devido ao sofrimento causado pelos erros que cometeu, a pouca sorte que teve e o amor.
Crítica: a inaptidão do sujeito poético de fugir aos seus erros, ao destino e ao amor.
Análise do conteúdo
➜o poema divide-se em duas partes: 1ªParte (vv.1-12)- Num discurso autobiográfico, o sujeito poético confessa que viveu uma vida marcada pelo sofrimento, devido aos erros cometidos, ao destino e ao amor. 2ªParte (vv.13-14)- Conclusão do balanço de vida, numa expressão de raiva e desespero intensificadas pelo desejo de vingança.
Análise da primeira estrofe
Erros meus, má fortuna, amor ardente Em minha perdição se conjuraram; Os erros e a fortuna sobejaram, Que pera mim bastava amor somente.
os seus erros, a má sorte e o amor conspiraram contra o sujeito poético
os erros e a má sorte eram excendentes, uma vez que o sujeito poético considera que o amor era suficiente para o levar à perdição
Análise da segunda estrofe
Tudo passei; mas tenho tão presente A grande dor das cousas que passaram, Que as magoadas iras me ensinaram A não querer já nunca ser contente.
as mágoas e acontecimentos do passado continuam a atormentar o sujeito poético, este por sua vez revela que as mágoas o ensinaram a não querer se feliz de modo a que não se volte a magoar.
Análise da terceira estrofe
o sujeito poético errou no caminho pelo qual levou a sua vida
Errei todo o discurso de meus anos; Dei causa [a] que a Fortuna castigasse As minhas mal fundadas esperanças.
deixou-se ter esperanças mesmo sabendo que não teria sorte
Análise da quarta estrofe
o sujeito poético revela ser vítima de amor ilusório
De amor não vi senão breves enganos. Oh! quem tanto pudesse, que fartasse Este meu duro Génio de vinganças!
O sujeito poético revela um desejo de vingança acompanhado de revolta e raiva motivados pela frustração que sentiu a vida inteira
Recursos expresivos
interjeição + exclamação
""Oh" (v.13): enfatiza o tom emotivo com que o sujeito poético manifesta o seu desespero.
Personificações
"vv.1-2: identifica as causas da perdição do sujeito poético (os erros próprios, a "má fortuna" e o amor ardente, que conpiraram para o fazer perder).
Predomínio da 1.ª pessoa
uso das formas verbais ("passei"), dos pronomes pessoais ("mim"), dos determinantes possessivos ("meus") de 1.ª pessoa determinam o caráter autobiográfico do soneto, que consiste numa reflexão do sujeito poético sobre o seu percurso de vida.
Resposta ao questionário do manual
1. Identifica o tema e o assunto do soneto.
O tema do soneto é o desespero do sujeito poético causado pelo destino e pelos seus erros, já o assunto trata-se de uma reflexão do sujeito sobre a sua vida infeliz em consequência dos seus próprios erros, da pouca sorte que sempre teve e do amor.
2. O sujeito poético apresenta os responsáveis pela sua "perdiçao".
2.1. indica as entidades que conspiram contra o ele, considerando o valor do recurso expressivo utilizado.
As identidades que conspiram contra o sujeito poético são o amor, o destino e os seus próprios erros, que surgem em enumeração, que reforça o peso dos vários elementos que se uniram, determinando a desgraça do "eu"
Resposta ao questionário do manual
3. Explica o sentido do verso "De amor não vi senão breves enganos" (verso12)
O sujeito poético valorizou em demasia o amor e este foi o principal responsável pela sua desgraça, dor e sofrimento.
4. No último terceto, a acrescentar ao desânimo, o sujeito poético revela um sentimento diferente.
4.1. Refere-o justificando o motivo da manifestação
O sentimento revelado é de vingança, revolta e raiva motivados pela frustração que sentiu a vida inteira.
5. Comenta o significado dos dois últimos versos.
Nos dois versos finais, o sujeito poético manifesta um desejo impossível de realizar. Ele deseja que alguam entidade o vingue, dando-lhe o descanso merecido.
Resposta ao questionário do manual
6. Demonstra a importância da memória para o sujeito poético.
A memória é importante para o sujeito poético´após fazer uma retrospetiva da sua vida e se aperceber de que sofreu amargamente pelos seus erros, pelo destino e pelo amor ilusório, assim, o passado é importante para as decissões do sujeito poético no presente.
7. Ao longo do soneto, o poeta utiliza um discurso na primeira pessoa.
7.1. Apresenta uma justificação para esse facto.
O soneto trata-se de uma obra autobiográfica e revela-nos o percurso de vida do autor. que se culpa a si próprio pelo seu sofrimento.
8. Sistematiza as ideias principais apresentadas no soneto, preenchendo o esquema seguinte.
Desilusão e frustração
A) má fortuna/ destino
B) o amor ilusório
C) vingança
Erros do "eu"
Erros meus, má fortuna, amor ardente- Análise do poema
Rodrigo Henriques
Created on May 21, 2023
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Erros meus, má fortuna, amor ardente
Análise do poema
Disciplina: PortuguêsProfessora: Cláudia silva
Mónica Guerra nº21Rodrigo Henriques nª24
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente Em minha perdição se conjuraram; Os erros e a fortuna sobejaram, Que pera mim bastava amor somente. Tudo passei; mas tenho tão presente A grande dor das cousas que passaram, Que as magoadas iras me ensinaram A não querer já nunca ser contente. Errei todo o discurso de meus anos; Dei causa [a] que a Fortuna castigasse As minhas mal fundadas esperanças. De amor não vi senão breves enganos. Oh! quem tanto pudesse, que fartasse Este meu duro Génio de vinganças!
-Luís de Camões
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente Em minha perdição se conjuraram; Os erros e a fortuna sobejaram, Que pera mim bastava amor somente. Tudo passei; mas tenho tão presente A grande dor das cousas que passaram, Que as magoadas iras me ensinaram A não querer já nunca ser contente. Errei todo o discurso de meus anos; Dei causa [a] que a Fortuna castigasse As minhas mal fundadas esperanças. De amor não vi senão breves enganos. Oh! quem tanto pudesse, que fartasse Este meu duro Génio de vinganças!
A B B A
➜poema autobiográfico ➜medida nova- soneto ➜dez sílabas métricas ➜rima interpolada e emparelhada nas quadras ➜rima cruzada nos tercetos
E/rros/ meus/, má/ for/tu/na, a/mo/r ar/den/te
Quadra
Quadra
Terceto
Terceto
A B B A
CD E
CD E
-Luís de Camões
Análise do conteúdo
Tema: desespero do sujeito poético causado pelo amor, pelo destino e pelos seus erros.
Assunto: refelxão do sujeito poético sobre a sua vida infeliz devido ao sofrimento causado pelos erros que cometeu, a pouca sorte que teve e o amor.
Crítica: a inaptidão do sujeito poético de fugir aos seus erros, ao destino e ao amor.
Análise do conteúdo
➜o poema divide-se em duas partes: 1ªParte (vv.1-12)- Num discurso autobiográfico, o sujeito poético confessa que viveu uma vida marcada pelo sofrimento, devido aos erros cometidos, ao destino e ao amor. 2ªParte (vv.13-14)- Conclusão do balanço de vida, numa expressão de raiva e desespero intensificadas pelo desejo de vingança.
Análise da primeira estrofe
Erros meus, má fortuna, amor ardente Em minha perdição se conjuraram; Os erros e a fortuna sobejaram, Que pera mim bastava amor somente.
os seus erros, a má sorte e o amor conspiraram contra o sujeito poético
os erros e a má sorte eram excendentes, uma vez que o sujeito poético considera que o amor era suficiente para o levar à perdição
Análise da segunda estrofe
Tudo passei; mas tenho tão presente A grande dor das cousas que passaram, Que as magoadas iras me ensinaram A não querer já nunca ser contente.
as mágoas e acontecimentos do passado continuam a atormentar o sujeito poético, este por sua vez revela que as mágoas o ensinaram a não querer se feliz de modo a que não se volte a magoar.
Análise da terceira estrofe
o sujeito poético errou no caminho pelo qual levou a sua vida
Errei todo o discurso de meus anos; Dei causa [a] que a Fortuna castigasse As minhas mal fundadas esperanças.
deixou-se ter esperanças mesmo sabendo que não teria sorte
Análise da quarta estrofe
o sujeito poético revela ser vítima de amor ilusório
De amor não vi senão breves enganos. Oh! quem tanto pudesse, que fartasse Este meu duro Génio de vinganças!
O sujeito poético revela um desejo de vingança acompanhado de revolta e raiva motivados pela frustração que sentiu a vida inteira
Recursos expresivos
interjeição + exclamação
""Oh" (v.13): enfatiza o tom emotivo com que o sujeito poético manifesta o seu desespero.
Personificações
"vv.1-2: identifica as causas da perdição do sujeito poético (os erros próprios, a "má fortuna" e o amor ardente, que conpiraram para o fazer perder).
Predomínio da 1.ª pessoa
uso das formas verbais ("passei"), dos pronomes pessoais ("mim"), dos determinantes possessivos ("meus") de 1.ª pessoa determinam o caráter autobiográfico do soneto, que consiste numa reflexão do sujeito poético sobre o seu percurso de vida.
Resposta ao questionário do manual
1. Identifica o tema e o assunto do soneto.
O tema do soneto é o desespero do sujeito poético causado pelo destino e pelos seus erros, já o assunto trata-se de uma reflexão do sujeito sobre a sua vida infeliz em consequência dos seus próprios erros, da pouca sorte que sempre teve e do amor.
2. O sujeito poético apresenta os responsáveis pela sua "perdiçao".
2.1. indica as entidades que conspiram contra o ele, considerando o valor do recurso expressivo utilizado.
As identidades que conspiram contra o sujeito poético são o amor, o destino e os seus próprios erros, que surgem em enumeração, que reforça o peso dos vários elementos que se uniram, determinando a desgraça do "eu"
Resposta ao questionário do manual
3. Explica o sentido do verso "De amor não vi senão breves enganos" (verso12)
O sujeito poético valorizou em demasia o amor e este foi o principal responsável pela sua desgraça, dor e sofrimento.
4. No último terceto, a acrescentar ao desânimo, o sujeito poético revela um sentimento diferente.
4.1. Refere-o justificando o motivo da manifestação
O sentimento revelado é de vingança, revolta e raiva motivados pela frustração que sentiu a vida inteira.
5. Comenta o significado dos dois últimos versos.
Nos dois versos finais, o sujeito poético manifesta um desejo impossível de realizar. Ele deseja que alguam entidade o vingue, dando-lhe o descanso merecido.
Resposta ao questionário do manual
6. Demonstra a importância da memória para o sujeito poético.
A memória é importante para o sujeito poético´após fazer uma retrospetiva da sua vida e se aperceber de que sofreu amargamente pelos seus erros, pelo destino e pelo amor ilusório, assim, o passado é importante para as decissões do sujeito poético no presente.
7. Ao longo do soneto, o poeta utiliza um discurso na primeira pessoa.
7.1. Apresenta uma justificação para esse facto.
O soneto trata-se de uma obra autobiográfica e revela-nos o percurso de vida do autor. que se culpa a si próprio pelo seu sofrimento.
8. Sistematiza as ideias principais apresentadas no soneto, preenchendo o esquema seguinte.
Desilusão e frustração
A) má fortuna/ destino
B) o amor ilusório
C) vingança
Erros do "eu"