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Aqui sobre estas águas cor de azeite

Maria Goncalves

Created on May 21, 2023

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Transcript

aQUI SOBRE ESTAS ÁGUAS COR DE AZEITE

ANTÓNIO NOBRE

Ah pudesse eu voltar à minha infância! Lar adorado, em fumos, a distância, Ao pé da minha irmã, vendo-a bordar: Minha velha Aia! conta-me essa história Que principiava, tenho-a na memória, « Era uma vez...» Ah deixem-me chorar!

aqui, sobre estas águas cor de azeite

Aqui, sobre estas águas cor de azeite, Cismo em meu lar, na paz que lá havia: Carlota, à noite, ia ver se eu dormia E vinha, de manhã, trazer-me o leite. Aqui, não tenho um único deleite! Talvez...baixando, em breve, à Água fria, Sem um beijo, sem uma Ave-Maria, Sem uma flor, sem o menor enfeite!

antónio nobre

  • António Nobre nasceu a 16 de agosto de 1867 e falceu em 18 de março de 1900.
  • Em 1888, matriculou-se na universidade de direito em Coimbra, porém reprovou duas vezes.
  • Em 1890, optou por ir para Paris estudar na Escola Livre de Ciências Políticas, formando-se em Ciências Políticas em 1895. Foi também em Paris que escreveu a maior parte dos poemas que viriam constituir a coleção Só que publicou em 1892

António Nobre

Tema

Marcas da presença de um «eu»

O tema do poema é a saudade da infância e a reflexão que a infância provoca no sujeito poético. Na primeira estrofe, o sujeito poético recorda com saudade o tempo em que vivia no seu lar , descrevendo a forma como Carlota cuidava dele . ("cismo em meu lar na paz que lá havia") De seguida, na segunda estrofe, o sujeito poético constata que no presente já não tem esses cuidados (" sem um beijo, sem uma Ave-Maria") Na terceira estrofe, o sujeito poético recorda o quanto gostava da infância e o quão distante está dela. ("Ah pudesse eu voltar á minha infância") Na quarta e última estrofe, o sujeito poético lembra-se das histórias que a sua Aia lhe contava. ("Minha velha Aia! conta-me essa história")

Há marcas da presenças de eu. poiso sujeito pético faz uma reflexão dai o uso de verbos na 1.ªpessoa (cismo, tenho, pudesse), de pronomes pessoais (eu, me) e determinantes possessivos ("meu, minha").

Marcas da presença de um «tu»

Neste poema, não encontramos a presença de um «tu», pois o sujeito poético não se dirige a ninguém, apenas faz uma reflexão da sua vida.

O sujeito poético sente-se triste e com saudades da infância (" Ah deixem-me chorar"), (" Ah pudesse eu voltar á minha infância")

Análise Formal

Ah pudesse eu voltar à minha infância! Lar adorado, em fumos, a distância,Ao pé da minha irmã, vendo-a bordar: Minha velha Aia! conta-me essa história Que principiava, tenho-a na memória, « Era uma vez...» Ah deixem-me chorar!

C C D E E D

O poema é constituido por quatro estrofes duas quadras, dois tercetos, por issoé um soneto.

Car|loIta à| noi|te Iia |ver| se eu |dor|mi|a É um verso decassilábico porque tem 10 sílabas métricas

  • Este poema é contituído por rima interpolada [AA] e emparelhada [BB] nas quadras, e rima emparelhada [CC] e interpolada [DD] nos tercetos.

Aqui, sobre estas águas cor de azeite

A B B A A B B A

Aqui, sobre estas águas cor de azeite,Cismo em meu lar, na paz que lá havia: Carlota, à noite, ia ver se eu dormia E vinha, de manhã, trazer-me o leite. Aqui, não tenho um único deleite! Talvez...baixando, em breve, à Água fria, Sem um beijo, sem uma Ave-Maria, Sem uma flor, sem o menor enfeite!

Recursos Expressivos

Os recursos expressivos destacam os sentimentos do autor, realçando a nostalgia da infância.

introduction

Metáfora:

"Aqui, sobre estas águas cor de azeite"

Enumeração:

"Sem um beijo, sem uma Ave-Maria, Sem uma flor, sem o menor enfeite!"

Anáfora:

"Sem um beijo,/ sem uma flor"

Fim!

Realisado por: Maria Inês Ferreira Mota e Maria Felizardo Gonçalves Prof: Irene Bernardo