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A Sociedade Oitocentista

Eva Almeida

Created on May 20, 2023

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Transcript

Unidade e diversidade da sociedade oitocentista

Realizado por: Eva Almeida Professor: Orlando Lourenço

Indice:

  1. Introdução
  2. Uma Sociedade De Classes
  3. A Condição Burguesa
  4. Os Valores Burgueses
  5. A Média Burguesia
  6. A Condição Operária
  7. Victor Hugo
  8. Conclusão
  9. Webgrafia

Introdução

A partir do século XIX começa-se a observar um certo contraste entre a burguesia e o operariado. Isto pode-se atentar nos seus hábitos, costumes, vestuário e até nas suas profissões. Este trabalho foi concebido para estudar e aprofundar este tema e dar a entender a desigualdade formada a partir do dinheiro e do estatuto social na sociedade oitocentista.

Uma sociedade de Classes

No século XIX a diversidade social baseia-se, essencialmente, no estatuto económico, este gerador de diferentes classes sociais. Distinguem-se, na sociedade oitocentiste, duas grandes classes sociais: o proletariado e a burguesia.

A Condição Burguesa

A alta burguesia, de facto, destacava-se entre todos os outros novos grupos sociais. Sendo sempre representados por grandes profissões e linhagens de trabalhadores.

A Condição Burguesa

Embora fossem vistos de maneira semelhante- os mais ricos e que viviam melhor- eram representados de maneira diferente de acordo com o país onde viviam.Eram principalmente políticos ou donos de grandes empresas como André Citröen ou Louis Renault. Eram também representados pelos Self-made mans.

A Condição Burguesa

Criavam grupos de pressão que influenciava as decisões políticas, ao orientá-los de acordo com os seus próprios interesses. Tentavam controlar o mercado, a economia, as leis e impedir o crescimento dos operários.

Os Valores Burgueses

Dentro da alta burguesia, encontramos os self-made mens que são os que melhor representam os novos valores burgueses. O principal valor imposto foi o trabalho. Diziam que, na indústria como nas outras artes, a persistência de esforços asseguram o sucesso.

Os Valores Burgueses

Valorizavam, em conjunto com o trabalho, as "virtudes burguesas", estas juntam a importância da disciplina moral (respeito, honestidade, solidariedade) com o amor e união familiar.

A Média Burguesia

Ligeiramente abaixo da alta burguesia, encontramos a classe social que divide/une a alta burguesia e o proletariado. Estes, chamados de média burguesia, ilustravam perfeitamente a mobilidade ascencional desta nova sociedade de classes.

Média Burguesia

Com esta grande mudança na sociedade, nasceram novas profissões, estas, que ficaram a cargo da média burguesia. Isto é, as que eram humanamente seguras. Tal como os carteiros e as telefonistas. Ficaram também com as profissões "liberais", tais como: advogados, médicos, engenheiros, artistas, professores...

Média Burguesia

Geralmente, muito conservadores, os da classe média valorizavem muito o estatuto de cada um. A modéstia, a regularidade dos hábitos, a vigilância daos cerimoniais, o cumprimento das regras, a compostura no vestir, agir e falar constituíam os marcantes traços do comportamento da classe média burguesa.

A Condição Operária

Com a Revolução Industrial, apareceu a fábrica e faz o ex-camponês tornar-se num operário. Tanto as fábricas como as máquinas são representadas socialmente pelos burgueses. Apelidados de proletários, os operários da Revolução Industrial conheceram o inferno. Isto graças às condições de trabalho e de vida que eram sujeitos a ter.

A Condição Operária

Sem qualquer preparação específica, homens, mulheres e crianças faziam agora parte da mão de obra barata, disponível e pouco exigente (em termos financeiros), mas que estava constantemente a ser sujeita a explorações completamente desumanas.

A Condição Operária

As condições de trabalho eram horríveis. Trabalhava-se 6-7 dias por semana, 12 a 16h por dia e sem direito a férias, feriados e quase sempre sem descanso aos fins de semana (que na altura só equivalia aos domingos). Os horários eram rígidos, com poucas pausas para refeições e a vigilância sempre muito apertada.

A Condição Operária

Sem normas de segurança ou saúde, os locais de trabalho eram desumanos: extremamente quentes no verão e gelados no inverno, ruidosos e sem arejamento ou instalações sanitárias. Tratavam-nos como se não fossem pessoas e, por isso, os acidentes eram recorrentes. Tudo isto era sequência do cansaço dos operários.

A Condição Operária

Os salários mantinham-se baixíssimos. Em tempos de mais riqueza, onde havia uma maior procura de mão de obra, embora fosse barata, aumentava significamente, e com isso os salários subiam sempre. Pelo contrário, nos tempos de decandência, os salários eram reduzidos e o desemprego era quase inevitável.

A Condição Operária

Pior que isso temos as mulheres. Estas já trabalhavam e recebiam o seu dinheiro, trabalhavam em fábricas, em condições desumanas e a receber pior que os "queridos maridos". Ou seja, trabalhavam pior por metade do preço.

A Condição Operária

Para piorar ainda mais a situação operária, temos as crianças. Eram os mais àgeis, obedientes e mais pequenos, o que quer dizer que cabiam facilmente em espaços mais pequeninos, o que fazia do trabalho deles o mais perigoso, visto que não usavam qualquer tipo de proteção e maior parte das vezes trabalhavam descalços nas condições horríveis já mencionadas.

A Condição Operária

O elevado preço dos alojamentos desenhados para burgueses obrigou as famílias operárias a ocuparem pequenas caves nos prédios da "cidade burguesa". Criaram-se então cidades operárias nas periferias das grandes cidades, perto das fábricas, onde as condições de vida não melhoraram absolutamente nada.

A Condição Operária

Começaram a aparecer doenças como a tuberculose ou a cólora que passaram a ser companheiros dos proletários. A falta de solidariedade e de proteção social levou ao aumento de menducidade, da delinquência e da prostituição, isto que mostrava ainda melhor a miséria operária.

Victor Hugo

"Où vont tous ces enfants dont pas un seul ne rit? Ces doux êtres pensifs que la fièvre magrit ? Ces filles de huit ans qu'on voit cheminer seules ? Ils s'en vont travailler quinze heures sous des meules ; Ils vont, de l'aube au soir, faire éternellement Dans la même prison le même mouvement."

Conclusão

Para concluir, como podemos observar, a nova sociedade oitocentista que construiu esta nova sociedade de classes mostra-nos as óbvias diferenças entre o operariado e a burguesia. Os seus costumes e divertimentos (burgueses) e o seu árduo e desvalorizado trabalho (operários). Mais tarde os operários recebem o direito ao subsídio de férias, invalidez, desemprego e direito a fins de semana.

Webgrafia:
  • https://medium.com/my-selection/my-selection-melancholia-639347312f90
  • https://historia789.files.wordpress.com/2018/04/sociedade-oitocentista-escola-virtual.pdf
  • Manual escolar "entre Tempos" 11º ano
Sugestão de galerias que abordam o assunto artisticamente:
  • https://www.meisterdrucke.uk/artist/Jean-Beraud.html
  • https://www.meisterdrucke.pt/artista/Victor-Gabriel-Gilbert.html