A Cultura Cortesã
Elaborado por: Artur Rosa, Beatriz Coelho, João Godinho e Salvador Pimenta7ºB
A Antiga Corte Real
Até ao reinado de D.Dinis, a corte real portuguesa era nómada, o que de certa forma, dificultou com que se assemelhasse às restantes cortes reais dos reinos europeus, fixas e sedentárias. Nas cortes portuguesas não se encontrava os centros de cultura e arte, que caracterizavam, por exemplo, as cortes de França, Castela, Aragão ou Navarra.
Desenvolvimento na Cultura
Nos séculos XII e XIII, desenvolveu-se progressivamente o enriquecimento cultural na vida das cortes, castelos e palácios dos grandes reis e senhores. A estabilidade económica e o clima de paz junto das alterações políticas e sociais, foram os principais motivos para esta mudança. Com isto apareceu um novo modo de vida.
A Educação Cavaleiresca
As práticas guerreiras e a personalidade rude dos nobres e cavaleiros foi substituída pela nova educação cavaleiresca. Para aspirar à cavalaria era necessário e indispensável ser nobre.Além das virtudes guerreiras, o cavaleiro era distinguido também por um código de comportamento e princípios morais.
A Educação Cavaleiresca
O cavaleiro deveria ser generoso, delicado, leal e honrado mas também religioso pois "o cavaleiro combate por Cristo". Em tempo de paz, os nobres procuravam formas de entretenimento e preparação para a guerra, como a caça, participação em torneios e justas.
Por outro lado, a Igreja regulou a prática de cavalaria, instituindo um código que fazia do cavaleiro um defensor dos mais fracos, da paz e da justiça.
Manifestações da Cultura Cortesã
Esta nova forma de estar foi refletida num novo modo de vida na corte, desenvolvendo-se as manifestações da cultura cortesã.
Cultura Cortesã nos Castelos
A cultura cortesã manifestava-se nos aspetos da vida quotidiana dos castelos e palácios, onde existia uma corte luxuosa, para a qual eram organizadas grandes festas e banquetes.
Os serões eram animados com representações teatrais e espetáculos de jograis, que cantavam enquanto os trovadores recitavam poesia trovadoresca.
Os reis D.Sancho I e D.Dinis são exemplos de poetas trovadores portugueses.
A Literatura Medieval
Em relação à literatura medieval, estavam destacados os romances de cavalaria, que relatavam os feitos dos heróis e o amor cortês (ex: Lancelot e Romance da Rosa).
Os Mosteiros
Os grandes centros culturais eram os mosteiros e a classe intelectual era o clero. Nestes centros, foram estudados textos bíblicos e clássicos, desenvolvendo-se uma comunidade alfabetizada, que se impôs culturalmente às restantes classes.
O mesmo aconteceu com a arte, mais propriamente com a pintura. Os mosteiros tornaram-se centros de produção artística por toda a Europa.
Conclusão
Assim, a corte real portuguesa começou a seguir os padrões dos restantes países europeus, deixando a sua monotonia inicial. No fim da Idade Média, estas manifestações culturais propagavam-se pelas cortes europeias, sendo a corte régia o foco de inspiração da cultura cortesã.
FIM!
Trabalho História - A Cultura Cortesã
Beatriz Rodrigues Coelho
Created on May 18, 2023
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A Cultura Cortesã
Elaborado por: Artur Rosa, Beatriz Coelho, João Godinho e Salvador Pimenta7ºB
A Antiga Corte Real
Até ao reinado de D.Dinis, a corte real portuguesa era nómada, o que de certa forma, dificultou com que se assemelhasse às restantes cortes reais dos reinos europeus, fixas e sedentárias. Nas cortes portuguesas não se encontrava os centros de cultura e arte, que caracterizavam, por exemplo, as cortes de França, Castela, Aragão ou Navarra.
Desenvolvimento na Cultura
Nos séculos XII e XIII, desenvolveu-se progressivamente o enriquecimento cultural na vida das cortes, castelos e palácios dos grandes reis e senhores. A estabilidade económica e o clima de paz junto das alterações políticas e sociais, foram os principais motivos para esta mudança. Com isto apareceu um novo modo de vida.
A Educação Cavaleiresca
As práticas guerreiras e a personalidade rude dos nobres e cavaleiros foi substituída pela nova educação cavaleiresca. Para aspirar à cavalaria era necessário e indispensável ser nobre.Além das virtudes guerreiras, o cavaleiro era distinguido também por um código de comportamento e princípios morais.
A Educação Cavaleiresca
O cavaleiro deveria ser generoso, delicado, leal e honrado mas também religioso pois "o cavaleiro combate por Cristo". Em tempo de paz, os nobres procuravam formas de entretenimento e preparação para a guerra, como a caça, participação em torneios e justas. Por outro lado, a Igreja regulou a prática de cavalaria, instituindo um código que fazia do cavaleiro um defensor dos mais fracos, da paz e da justiça.
Manifestações da Cultura Cortesã
Esta nova forma de estar foi refletida num novo modo de vida na corte, desenvolvendo-se as manifestações da cultura cortesã.
Cultura Cortesã nos Castelos
A cultura cortesã manifestava-se nos aspetos da vida quotidiana dos castelos e palácios, onde existia uma corte luxuosa, para a qual eram organizadas grandes festas e banquetes. Os serões eram animados com representações teatrais e espetáculos de jograis, que cantavam enquanto os trovadores recitavam poesia trovadoresca. Os reis D.Sancho I e D.Dinis são exemplos de poetas trovadores portugueses.
A Literatura Medieval
Em relação à literatura medieval, estavam destacados os romances de cavalaria, que relatavam os feitos dos heróis e o amor cortês (ex: Lancelot e Romance da Rosa).
Os Mosteiros
Os grandes centros culturais eram os mosteiros e a classe intelectual era o clero. Nestes centros, foram estudados textos bíblicos e clássicos, desenvolvendo-se uma comunidade alfabetizada, que se impôs culturalmente às restantes classes. O mesmo aconteceu com a arte, mais propriamente com a pintura. Os mosteiros tornaram-se centros de produção artística por toda a Europa.
Conclusão
Assim, a corte real portuguesa começou a seguir os padrões dos restantes países europeus, deixando a sua monotonia inicial. No fim da Idade Média, estas manifestações culturais propagavam-se pelas cortes europeias, sendo a corte régia o foco de inspiração da cultura cortesã.
FIM!