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horas mortas
Mariana1k #m1k
Created on May 18, 2023
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Transcript
HORAS MORTAS
O sentimento dum Ocidental
11ºMM
Guilherme Coelho N.º6 Mariana Silva N.º12 Mariana Teixeira N.º14 Rúben Menezes N.º22
índice
1. Quem foi Cesário Verde
2. Os poemas de Cesário
3. Análise do poema
4. Análise estrofe por estrofe
5. Análise formal
6. Corrente literária
quem foi Cesário Verde?
Cesário Verde (1855-1886) foi um renomado poeta português do movimento realista. Nasceu em Lisboa e teve uma vida marcada por problemas de saúde. Sua obra poética retrata a vida urbana, a solidão e as desigualdades sociais. Publicou apenas um livro em vida, "O Livro de Cesário Verde" (1887). Apesar de sua morte prematura aos 31 anos, sua poesia influenciou gerações posteriores e é valorizada como precursora do modernismo em Portugal.Este trabalhava na loja de seu pai, uma loja de ferragens.
Cesário Verde
Cesário Verde revela uma sensibilidade aguçada para captar os detalhes do cotidiano, transmitindo suas emoções de maneira sincera e intensa. Ele observa o mundo ao seu redor com olhos atentos e expressa suas reflexões e impressões com uma linguagem poética rica em imagens e metáforas.
Os poemas de Cesário
Os poemas de Cesário Verde são conhecidos por sua abordagem realista e pela expressão de sentimentos profundos e introspectivos. O poeta retrata a vida urbana e os aspectos da sociedade do final do século XIX, explorando temas como a solidão, a melancolia e as contradições da vida moderna.
Análise do poema
O poema "Horas Mortas" de Cesário Verde é uma reflexão melancólica sobre a vida nas horas de solidão e desolação. O eu lírico retrata um ambiente urbano sombrio e opressivo, descrevendo os detalhes e sensações que permeiam esse cenário. Através de imagens vívidas e evocativas, o poeta transmite uma atmosfera de tristeza e desesperança.
Horas mortas
Nesta estrofe, o eu lírico descreve o ambiente noturno. O "teto fundo de oxigénio, de ar" se refere ao céu, que se estende acima das janelas ("trapeiras"). A imagem das "lágrimas de luz dos astros com olheiras" sugere estrelas brilhantes em um céu escuro. Essa imagem poética desperta no eu lírico uma sensação de encantamento e o desejo de "transmigrar" ou transcender para um estado de quimera azul, um estado de sonho ou fantasia.
Estrofe 1:O teto fundo de oxigénio, de ar, Estende-se ao comprido, ao meio das trapeiras Vêm lágrimas de luz dos astros com olheiras, Enleva-me a quimera azul de transmigrar.
Horas mortas
Nessa estrofe, o eu lírico observa o ambiente urbano noturno em detalhes. O poeta descreve portões, ruas e ouve o som de um parafuso caindo nas lajes, criando uma atmosfera de escuridão e mistério. Os taipais são painéis de madeira usados para bloquear passagens, e as fechaduras rangem, adicionando um elemento de tensão ao cenário. A menção aos "olhos dum caleche espantam-me, sangrentos" cria uma imagem vívida de um coche antigo, possivelmente com lanternas vermelhas, que causa uma sensação de medo ou estranheza no eu lírico.
Estrofe 2:Por baixo, que portões! Que arruamentos! Um parafuso cai nas lajes, às escuras: Colocam-se taipais, rangem as fechaduras, E os olhos dum caleche espantam-me, sangrentos.
Horas mortas
Aqui, o eu lírico descreve seu próprio movimento através do ambiente urbano. Ele segue as "linhas de uma pauta", comparando sua jornada às notas musicais em uma partitura. As "fachadas" são descritas como uma correnteza dupla e majestosa. O silêncio é mencionado, mas há uma sugestão de que surgem notas pastorais de uma flauta distante, adicionando uma dimensão sonora e evocando uma atmosfera bucólica e nostálgica.
Estrofe 3:E eu sigo, como as linhas de uma pauta A dupla correnteza augusta das fachadas; Pois sobem, no silêncio, infaustas e trinadas, As notas pastoris de uma longínqua flauta.
Horas mortas
Nessa estrofe, o eu lírico expressa seu desejo de viver eternamente para buscar e alcançar a perfeição. Há uma alusão à imortalidade e à busca pela excelência nas coisas. O poeta menciona a ideia de "castíssimas esposas", sugerindo um desejo de pureza e perfeição nos relacionamentos. A imagem de "mansões de vidro transparente" evoca um ambiente idealizado, cristalino e luminoso.
Estrofe 4:Se eu não morresse, nunca! E eternamente Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas! Esqueço-me a prever castíssimas esposas, Que aninhem em mansões de vidro transparente!
Horas mortas
Aqui, o eu lírico se dirige aos "filhoes", provavelmente referindo-se a seus futuros filhos. Ele expressa a esperança de que essas crianças tragam clareza e nitidez às suas vidas através de seus sonhos ágeis. O eu lírico deseja que suas mães e irmãs sejam sensíveis e emocionadas ("estremecidas") e que vivam em habitações translúcidas e frágeis, possivelmente simbolizando um desejo de pureza, beleza e vulnerabilidade.
Estrofe 5:Ó nossos filhoes! Que de sonhos ágeis, Pousando, vos trarão a nitidez às vidas! Eu quero as vossas mães e irmãs estremecidas, Numas habitações translúcidas e frágeis.
Horas mortas
Na sexta estrofe, o eu lírico expressa um sentimento de aventura e exploração. Ele menciona a raça ruiva do porvir, fazendo referência a uma futura geração que se lançará em novas conquistas. As frotas dos avós e os nômades ardentes simbolizam uma herança de coragem e determinação. O poeta alude à exploração de todos os continentes e ao seguimento por vastidões aquáticas, enfatizando o espírito aventureiro e a busca por novas fronteiras.
Estrofe 6:Ah! Como a raça ruiva do porvir, E as frotas dos avós, e os nómadas ardentes, Nós vamos explorar todos os continentes E pelas vastidões aquáticas seguir!
Horas mortas
Na sétima estrofe, o eu lírico reflete sobre a vida atual, sentindo-se "emparedado" em um vale escuro cercado por muralhas. Ele observa a ausência de árvores e associa a imagem das folhas das navalhas e os gritos de socorro estrangulados à situação opressiva em que se encontra. Essas imagens reforçam a sensação de aprisionamento e falta de liberdade.
Estrofe 7:Mas se vivemos, os emparedados, Sem árvores, no vale escuro das muralhas!... Julgo avistar, na treva, as folhas das navalhas E os gritos de socorro ouvir, estrangulados.
Horas mortas
Na oitava estrofe, o eu lírico descreve a sensação de desconforto e repulsa que sente nos corredores nebulosos. Ele menciona os ventres das tabernas, aludindo à atmosfera pesada e opressiva desses lugares. Ao retornar pelo caminho, ele observa com saudade um grupo de bebedores tristes, cantando de braço dado. Essas imagens retratam a solidão e a tristeza presentes nesse ambiente e despertam emoções nostálgicas no eu lírico.
Estrofe 8:E nestes nebulosos corredores Nauseiam-me, surgindo, os ventres das tabernas; Na volta, com saudade, e aos bordos sobre as pernas, Cantam, de braço dado, uns tristes bebedores.
Horas mortas
Na nona estrofe, o eu lírico expressa sua falta de medo em relação aos roubos. Ele observa os caminhantes suspeitos se afastando à distância. Descreve os cães sujos, ósseos, febris e amarelos, que se assemelham a lobos. Essas imagens revelam uma sensação de desconfiança e perigo no ambiente retratado, ressaltando a atmosfera sombria e insegura das "horas mortas".
Estrofe 9:Eu não receio, todavia, os roubos; Afastam-se, a distância, os dúbios caminhantes; E sujos, sem ladrar, ósseos, febris, errantes, Amareladamente, os cães parecem lobos.
Horas mortas
Na décima estrofe, o eu lírico descreve os guardas que fazem a ronda pelas escadas. Eles caminham com lanternas, cumprindo o papel de chaveiros. Acima deles, as mulheres imorais, vestindo roupões leves, tossindo e fumando nas sacadas de pedra. Essas imagens retratam uma cena noturna e decadente, com elementos de vigilância e imoralidade, que acentuam a atmosfera desolada do poema.
Estrofe 10:E os guardas, que revistam as escadas, Caminham de lanterna e servem de chaveiros; Por cima, as imorais, nos seus roupões ligeiros, Tossem, fumando sobre a pedra das sacadas.
Horas mortas
Na última estrofe, o eu lírico descreve a paisagem urbana como uma "massa irregular" de prédios sepulcrais, que lembram montes funerários. Ele ressalta que a Dor humana busca os amplos horizontes nessa paisagem desolada e tem marés de amargura, comparando-as a um mar sinistro. Essa imagem final reforça a sensação de sofrimento e desesperança presentes nas "horas mortas".
Estrofe 11:E, enorme, nesta massa irregular De prédios sepulcrais, com dimensões de montes, A Dor humana busca os amplos horizontes, E tem marés, de fel, como um sinistro mar!
Análise formal
Divisão do poema em partes: Primeiras 3 estrotes: Descrição da cidade, das ruas e dos edifícios. Estrofes 4-6: Plano do sonho, o poeta enche-se de esperança, pensa que no futuro, Portugal podera recuperar a sua grandeza perdida. Estrofes 7-11: Desfalecer de toda a esperança, o sujeito poético retorna a realidade, percebendo que os seus desejos são impossiveis. Descreve a cidade e as personagens marginais que dominam as ruas - os bêbados assassinos, ladrões e prostitutas.
Análise formal
Esquema rimático das duas primiras estrofes: Estrofe 1: O teto fundo de oxigénio, de ar,- a Estende-se ao comprido, ao meio das trapeiras; - b Vêm lágrimas de luz dos astros com olheiras, b Enleva-me a quimera azul de transmigrar. a
Estrofe 2: Por baixo, que portões! Que arruamentos! c Um parafuso cai nas lajes, às escuras: d Colocam-se taipais, rangem as fechaduras, - d E os olhos dum caleche espantam-me, sangrentos. c
Análise formal
Tipo de rima:
Interpolada em aa e cc Emparelhada em bb e dd
Corrente literária:
Realismo - observação do real (deambulação) o poeta deambula pelas cidades da capital.Impressionismo -
Análise formal
Excanção dos dois primeiros versos:
O/te/to/fun/do/de/o/xi/gé/nio,/de ar10 Sílabas - Decassílabico Es/ten/de/-se ao/com/pri/do, ao/ mei/o/das/tre/pa/dei/ras 12 Sílabas - Alexandrino
Corrente literária
Realismo - observação do real (deambulação) o poeta deambula pelas cidades da capital.Impressionismo - captação da realidade através de sensações (principalmente auditivas e visuais)
fim