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Sarau no Teatro da Trindade (Cap. XVI)

Mariana Albuquerque

Created on May 17, 2023

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Transcript

SARAU NO TEATRO DA TRINDADE

NOTÍCIAS

Atuação de Cruges no Teatro da Trindade é um fiasco

Esta semana foi revelado um grande escândalo envolvendo uma das famílias mais antigas e influentes de Lisboa.

A atuação do maestro é recebida com indiferença pelos espetadores que frequentaram o Teatro da Trindade na noite passada. As classes burguesas são agora acusadas de ignorância depois de terem demonstrado desconhecer a peça de Beethoven interpretada por Cruges.

"O Ramalhete devia ter ficado a apodrecer", dizem testemunhas do escândalo

Incesto na Família Maia

Uma revelação que chocou Lisboa: Carlos da Maia e a sua amante Maria Eduarda são irmãos.

Objetivos do episódio

  • O sarau no Teatro da Trindade foi organizado com o objetivo de angariar fundos devido às cheias no Ribatejo
  • Criticar a futilidade e falta de sensibilidade das classes altas
  • Introduzir o conflito do parentesco entre Carlos da Maia e Maria Eduarda

Personagens intervenientes

Rufino
João da Ega
Sr. Guimarães
Carlos da Maia
Tomás de Alencar
Cruges

Caracterização

  • Protagonista
  • Segundo filho de Pedro e Maria Monforte e neto de Afonso
  • Recebeu uma rígida educação à inglesa, moderna e laica
  • Cursou medicina em Coimbra
  • Grande amizade com João da Ega

"Alto, bem feito, de ombros largos, com uma testa de mármore sob os anéis dos cabelos pretos, e os olhos dos Maias, aqueles irresistíveis olhos do pai, de um negro líquido, ternos como os dele, e mais graves. Trazia a barba toda, castanha-escura, rente na face, aguçada no queixo - o que lhe dava, com o bonito bigode arqueado aos cantos da boca, uma fisionomia de belo cavaleiro da Renascença".

Carlos da Maia

Caracterização

  • Fidalgo rico de província
  • Sarcástico
  • Gosta de escandalizar
  • Grande amizade com Carlos da Maia
  • Alter-ego de Eça
  • Vive na sombra de Carlos
  • Contraditório nas suas opiniões
João da Ega

"a sua figura esgrouviada e seca, os pelos do bigode arrebitados sob o nariz adunco, um quadrado de vidro entalado no olho direito"

Caracterização

  • Arrogante e vaidoso
  • Idolatra quem o pode promover (família real)

"Depois, respeitosamente, voltou-se para as cadeiras reais solenes e vazias..."

Discurso:
  • Tema: caridade, fé, progresso e Deus
  • Superficial e pouco original
Rufino

Discurso de Rufino

Caracterização

  • Maestro e pianista
  • Intelectual incompreendido e marginalizado
  • Artista talentoso
  • Representante do Realismo
Apresentação:
  • Sonata Patética- Beethoven
  • Mal recebida pois existe falta de sensibilidade artística e respeito pelos artistas
Cruges

"um diabo adoidado, maestro, pianista, com uma pontinha de génio"

Apresentação de Cruges

Caracterização

  • Poeta do Ultrarromantismo
  • Lírico arrebatado
  • De um idealismo extremo e exarcebado
  • Surge como paladino moral (embora não a tenha seguido no passado)
  • Companheiro e amigo de Pedro da Maia

Discurso:

tema da democracia

  • Alinha a poesia e a política de forma dramática
  • Uma descrição de sentimentalismo e acaba com uma crítica social
Tomás de Alencar

falta de interesse politico da alta sociedade

"muito alto, com uma face encaveirada, olhos encovados, e sob o nariz aquilino, longos, espessos, românticos bigodes grisalhos"

Discurso de Alencar

Caracterização

  • Tio de Dâmaso Salcede
  • Intímo de Maria Monforte
  • Homem de palavra
  • Mensageiro da trágica verdade
  • Vivia miseravelmente num sotão
  • Era redator do "Rapel", jornal para onde traduzia notícias espanholas
Sr. Guimarães

"Usava largas barbas e um grande chapéu de abas à moda de 1830"

Caracterização de Steinbroken

  • Conde, diplomata e ministro da Finlândia
  • Amigo de Afonso da Maia e íntimo do Ramalhete
  • Especialista em canto

"muito fino, um gentleman, entusiasta da Inglaterra, grande entendedor de vinhos, uma autoridade no whist."

Classificação e formas de intervenção do Narrador

  • O narrador d’Os Maias é um narrador heterodiegético (não é uma personagem da história, e assume normalmente uma atitude de observador).
  • Predomina o uso de verbos, pronomes e determinantes na 3° pessoa, assim como o discurso indireto livre.
  • O narrador é omnisciente(sabe tudo sobre as personagens, conhecendo o seu passado, o seu presente e o seu futuro, e os seus sentimentos e desejos...).

"(...)mais rouco, queixando-se de que a cada minuto a garganta se lhe punha pior... Aquele canalha daquela garganta ainda lhe vinha pregar uma!..."

discurso indireto livre

Relação do episódio com o título e subtítulo

OS MAIAS

O título remete para as personagens principais da obra. No caso do excerto do capítulo XVI que nos foi atribuído, o protagonista é Carlos da Maia.

EPISODIOS DA VIDA ROMANTICA

O subtítulo remete para o estilo de vida retratado na obra, característico da alta sociedade lisboeta da época.

Temas e assuntos discutidos/criticados

Revelação do incesto entre Carlos da Maia e Maria Eduarda

Ignorância das classes burguesas

A burguesia que frequenta o Teatro da Trindade demonstra falta de sensibilidade perante as artes.

Sr. Guimarães revela a Ega o parentesco entre Carlos da Maia e a sua amante Maria Eduarda

  • Não reconhecem a peça de Beethoven que Cruges interpreta
  • Reagem com admiração à declamação superficial de Rufino

SINTESE DO EPISODIO

Crítica social

ORATÓRIA OCA DE RUFINO - APRECIADA PELOS ESPETADORES

Falta de sensibilidade artística e cultura da sociedade burguesa

SONATA PATÉTICA DE BEETHOVEN (CRUGES) - VAIADA PELOS ESPETADORES IGNORÂNCIA

CRÍTICA A MONARQUIA POR NÃO CUMPRIR O SEU PAPEL

Ausência da família real

PROVINCIANISMO E ATRASO CULTURAL DE PORTUGAL NO SÉC.XIX LATENTE EM TODAS AS CLASSES SOCIAIS

Sátira Social

TEATRO DA TRINDADE: pequena curiosidade

Atualidade
1866
1910
1960

Foi no lugar onde antes do Terramoto de 1755 se situava o Palácio dos Condes de Alva - quando o centro social e cultural da cidade se situava exatamente , entre o Chiado e o Bairro Alto.O Teatro abriu no Carnaval de 1867 com baile de máscaras, mas o Teatro propriamente dito só foi inaugurado em 30 Novembro de 1867, numa estreia de gala a que compareceu a família real para ver a nata dos atores da época representar um drama "A Mãe dos Pobres, de Ernesto Biester e uma comédia em 1 ato "O Xerez da Viscondessa". O Teatro da Trindade deve a sua existência à iniciativa do empresário, homem de letras e diretor teatral Francisco Palha (1824-1890) e custou 120 contos na altura. 600 euros atualmente

SARAU NO TEATRO DA TRINDADE EXCERTO DO FILME

PEQUENO JOGO

OBRIGADA

Realizado por : Daniela Alves, Maria Eduarda, Maria Jesus, Mariana Albuquerque, Tiago Costa 11ºM