Want to create interactive content? It’s easy in Genially!

Get started free

Corrida de cavalos

Maria Liliana

Created on May 16, 2023

Start designing with a free template

Discover more than 1500 professional designs like these:

Akihabara Connectors Infographic

Essential Infographic

Practical Infographic

Akihabara Infographic

Interactive QR Code Generator

Witchcraft vertical Infographic

Halloween Horizontal Infographic

Transcript

corrida de cavalos

Bianca Silva nº04Eduardo Silva nº07 Lara Mendes nº13 Maria Liliana Vaz nº19

Contextualização:

A corrida de Cavalos localiza-se no capítulo X da obra "Os Maias”, um capítulo referente a um momento da vida romântica de Carlos e de Maria Eduarda. Antes dos acontecimentos referentes a este episódio, Carlos havia se formado em medicina e apesar de todo o luxo, Carlos acabou por fracassar na sua carreira profissional. Este descobre que uma brasileira chega à sua cidade, o que lhe suscita bastante interesse, em conhecer. Por fim, a filha dessa senhora acaba por adoecer, e Carlos conhece Maria Eduarda.

Personagens envolvidas e a sua simbologia:

Neste episódio envolvem-se :- Carlos da Maia e Craft : Representam o esplendor da elite lisboeta, mostrando-se habituados com o este tipo de convívio (corrida de cavalos), contudo Carlos assume um papel fundamental, pois é este que nos apresenta a sua ideia sobre a sociedade lisboeta com um olhar crítico denunciando a “cópia fraca” portuguesa. “Carlos, pelo contrário, achava pitoresco”. Era “...um vivo monótono e implacável, que na lentidão das horas de verão cansa a alma, e vagamente entristece.” Carlos vai às corridas para ver Maria Eduarda. Craft serve para mostrar um protótipo do que deve ser um homem. -Dâmaso: Que aparenta copiar Carlos (exemplo: na sua vestimenta) crítica sobre a vaidade e imitação (falta de originalidade) -Alencar: Crítica sobre a vaidade -Condessa Gouvarinho: Representa o adultério e o comportamento desajustado das senhoras -Gouvarinho: Mentalidade com vista a apoiar as corridas -Multidão: Desinteresse geral das pessoas quanto à corrida em si

Críticas vinculadas neste capítulo:

-Tentativa de copiar a realização de convívios estrangeiros (França e Inglaterra), exemplo disso são as corridas de cavalo.-Ser um desastre geral (Jóquei que montava o cavalo “Júpiter” insultou continuamente o juiz de corridas, Mendonça, pois considerava que Pinheiro que montava o cavalo “escocês” só havia ganho por ser íntimo de Mendonça. Propagando-se ao ponto de iniciarem uma luta. -Má organização das corridas de cavalos. Transcriçôes que o comprovam: “...havia uma fila de senhoras quase todas de escuro(...); e o resto das bancadas permanecia deserto e desconsolado, de um tom alvadio de madeira, que abafava as cores alegres dos raros vestidos de verão. “ “...havia só homens(...), com jaquetões claros, e de chapéu-coco; outros mais em estilo, de sobrecasaca e binóculo a tiracolo, pareciam embaraçados e quase arrependidos do seu chique.” “Por entre o alarido vibravam , furiosamente, os apitos da polícia; senhoras, com as saias apanhadas, fugiam através da pista,(...)- e um sopro grosseiro de desordem reles passava sobre o hipódromo, desmanchando a linha postiça de civilização e a atitude forçada de decoro…”

Importância dentro da obra:

A corrida de cavalos no hipódromo de Lisboa é muito importante porque exemplifica muitas das críticas sociais realizadas em capítulos anteriores. Estabelece uma sátira sobre a visão pessimista sobre a sociedade portuguesa da época. As corridas de igual forma permitem apreciar a forma supérflua, caricatural e irônica, como a sociedade burguesa vivia de aparências, com o desejo de parecer e não ser.

Relação com os outros episódios:

Este episódio é importante porque se relaciona com outros onde é criticada a elite portuguesa, tanto na falta de propósito como de moralidade

conclusão:

Com este trabalho podemos concluir que a cena da corrida de cavalos no hipodromo de Belém,, serve para acentuar a crítica social sobre a falta de organização dos lisboetas, sendo representativa na obra “Os Maias”.Contribuindo assim para uma melhor visão crítica e pessimista da sociedade portuguesa do séc.XIX. Além disso, serve para o desenlace das relações entre os personagens (Carlos e Maria Eduarda). É importante ressaltar o uso de recursos estilísticos durante este episódio, entre eles as anáforas, sinestesias e adjetivações. Fez-se ainda uso por vezes do diminutivo.