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Os Polos de desenvolvimento económico
beatriztiago2005
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Transcript
Os Polos de desenvolvimento económico
Beatriz Mamede | Betriz Tiago Joana Vaz | Raquel Paulo
Índice
O Dinamismo Científico-Tecnológico
6.
1.
Introdução
7.
2.
A Hegemonia Polítio-Militar
Os Polos do Desenvolvimento Económico
8.
3.
A União Europeia
A hegemonia dos EUA
A Consolidação da Comunidade
9.
4.
Os setores da atividade
10.
5.
O Alargamento Geográfico
Novos Laços Comerciais
Índice
16.
11.
A "Era Deng"
O Espaço Económico da Ásia-Pacífico
17.
12.
A Interação de Hong Kong e Macau
Os Quatro Dragões
18.
13.
Da Concorrência à Cooperação
Conclusão
19.
14.
Bibliografia/Webgrafia
A Questão de Timor
15.
Modernização e Abertura da China à Economia de Mercado
Introdução
No início do século XXI...
Houve uma mudança significativa nos polos do desenvolvimento económico em todo o mundo. Anteriormente, os países desenvolvidos, como os Estados Unidos, o Japão e os países europeus, eram considerados os principais polos do desenvolvimento económico. No entanto, com a globalização e a ascensão de novas economias, como a China, a Índia, o Brasil e outros países em desenvolvimento, houve uma mudança significativa na dinâmica global. Hoje, esses países em desenvolvimento são considerados os principais polos do desenvolvimento económico, com taxas de crescimento mais altas e uma presença cada vez mais forte na economia global. Eles têm se destacado em setores como a manufatura, a tecnologia, serviços e recursos naturais, e estão se a tornar cada vez mais atraentes para os investimentos estrangeiros.
Os polos de desenvolvimento económico
Na viragem para o século XXI, o mundo reunia a maior parte da sua riqueza e da sua capacidade tecnológica em três polos de intenso desenvolvimento: os Estados Unidos, a União Europeia e a zona da Ásia-Pacífico. primeiro A este poder económico concentrado, mas ainda assim intensificar, sobrepôs-se a hegemonia político-militar de um único país: os Estados Unidos. Sem rival de vulto desde a implosão da URSS, o gigante americano transformou-se numa superpotência disposta a conduzir o Mundo sob a sua proteção.
Beatriz Mamede
A hegemonia dos Estados Unidos
A prosperidade económica Com um território de 9,4 milhões de km e mais de 300 milhões de habitantes, os Estados Unidos da América são o quarto maior país do Mundo e o terceiro mais populoso. Terra das oportunidades desde o seu nascimento, a América honra, ainda hoje, o espírito de iniciativa individual e a imagem do multimilionário bem-sucedido. A "livre empresa" continua no centro da filosofia económica do país e o Estado incentiva-a, assegurando-lhe as condições de uma elevada competitividade: a carga fiscal é ligeira, os encargos com a segurança social diminutos e as restrições ao despedimento ou à deslocação da mão de obra quase não existem.. Com interesses económicos em todo o mundo, recetores de importantes investimentos estrangeiros e um mercado consumidor incontornável, os Estados Unidos são um eixo maior da economia mundial. Os seus ciclos económicos, de recessão ou prosperidade, repercutem-se, de imediato, na economia global.
Beatriz Mamede
Doc. 9
Os polos de desenvolvimento económico
Os setores de atividade Marcadamente pós-industrial, a economia americana mostra um claro predomínio do setor terciário, que ocupa 75% da população ativa e é responsável por cerca de 80% do PIB. Em correspondência, a América é, hoje,o maior exportador de serviços do mundo, principalmente na área dos seguros, transportes, restauração, cinema e música. Este predomínio do terciário não significa, porém, a atrofia dos setores agrícola e industrial, que ocupam um lugar cimeiro no conjunto das economias desenvolvidas. Bastante mecanizadas, sabendo rentabilizar os avanços científicos( cultivos de produtos transgénicos por exemplo), as unidades agrícolas e pecuárias americanas tem uma elevadíssima produtividade. De tal forma que as grandes empresas não desdenham o investimento na agropecuária, como é o caso da Boeing, que também se dedica à criação de gado, e da Coca-cola, proprietária de vinhedos e pomares de citrinos. Assim, os Estados Unidos são os maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo, só superados pela União Europeia no seu conjunto.
Beatriz Mamede
Novos laços comerciais
A vantagem que os Estados Unidos levam da sua implantação na América e na área do Pacífico reforçou-se durante a presidência de Bill Clinton. Numa tentativa de contestar o predomínio comercial da União Europeia, Clinton procurou estimular as relações económicas com a região do Sudeste Asiático, revitalizando a APEC (Cooperação Económica Asia-Pací-fico), criada em 1989. No mesmo sentido, o presidente impulsionou a criação da NAFTA (Acordo de Comércio Livre da América do Norte), que estipula a livre circulação de capitais e mercadorias (não de pessoas) entre os EUA, Canadá e o México Em consequência da sua participação na NAFTA, o Canadá e o México beneficiaram da pujança económica americana mas, em contrapartida, viram aumentar a dependência face ao seu gigantesco vizinho: mais de três quartos do comércio externo do Canadá passou a fazer-se com os Estados Unidos e a proporção mexicana cresceu de 75%, em 1993, para 81%, em 2000.
Beatriz Mamede
Doc. 15
O dinamismo científico-tecnológico
Numa época em que as grandes indústrias de base voltam diante de as novas tecnologias, a capacidade de inovar é terminante para o desenvolvimento e o prestígio de um país. Conduzindo a corrida tecnológica, os Estados Unidos asseguram, na viragem para o século XXI, a sua supremacia económica e militar. Tal como nos tempos da Guerra Fria, os Estados Unidos são, hoje, a nação que mais gasta em investigação científica. Para além dos centros que dele diretamente dependam, o Estado Federal tem um papel decisivo no fomento da pesquisa privada, quer através do seu financiamento (em 50%), quer das gigantescas encomendas de sofisticado material militar e paramilitar. O avanço americano fica, também, a dever-se à criação precoce de parques tecnológicos - os tecnopolos -, que associam universidades prestigiadas, centros de pesquisa e empresas, que trabalham de forma articulada. Um dos mais famosos situa-se em Silicon Valley, na Califórnia, e foi o berço da Internet. A liderança americana na área científica atrai às suas universidades investigadores de todo o mundo e espelha-se no elevado número de prémios Nobel que o país já recebeu.
Beatriz Mamede
A hegemonia Política-Militar
No início dos anos 90, o fim da Guerra Fria trouxe ao mundo a esperança de uma época nova, de paz e cooperação entre as nações. Dessa esperança se fez eco o presidente dos Estados Unidos, George Bush (pai), ao defender a criação de uma "nova ordem mundial" orientada pelos valores que, em 1945, tinham feito nascer a ONU. É invocando esta ordem nova, que se pretende criar, que as Nações Unidas aprovaram uma operação militar multinacional com o fim de repor a soberania do Kuwait, pequeno país petrolífero do Golfo Pérsico, invadido, em agosto de 1990, pelo vizinho Iraque. A libertação do Kuwait (conhecida por Guerra do Golfo) iniciou-se em janeiro de 1991 e exibiu, perante o mundo que a seguiu "em direto" pela televisão, a superioridade militar dos Estados Unidos. O exército iraquiano, o quarto maior do Mundo, com quase um milhão de homens, nada pôde contra as sofisticadas tecnologias de guerra americanas. Este primeiro conflito pós-Guerra Fria inaugurou "oficialmente" a época da hegemonia militar americana. O fim da URSS deixou os Estados Unidos sem rival de vulto na cena político-militar e o poderio americano afirmou-se inequivocamente.
Beatriz Mamede
A hegemonia Política-Militar
Verdadeira superpotência, os Estados Unidos têm sido considerados, nas últimas décadas, os "polícias do Mundo", em virtude do papel preponderante e ativo que têm desempenhado na geopolítica do globo.. Assim: - multiplicaram a imposição de sanções económicas (interdição de venda de produtos tecnológicos, alimentares...) como recurso para punir os "infratores", quer se trate de violação de direitos humanos, repressão política, suporte de organizações terroristas quer de agressões militares. Em 1998, 75 países do Mundo sofriam ou estavam ameaçados por este tipo de sanções. - reforçaram o papel da OTAN, que, com o fim do comunismo na Rússia e a dissolução do Pacto de Varsóvia, teria, à partida, perdido a sua razão de existir. Contrariando a sua vocação defensiva, a OTAN atribuiu a si própria, desde 1991, a função de velar pela segurança da Europa, recorrendo, sempre que necessário, à intervenção militar armada. No fim do século, a organização alargou-se, com a entrada de antigos países do Pacto de Varsóvia;
Beatriz Mamede
A hegemonia Política-Militar
- assumiram um papel militar ativo, encabeçando numerosas intervenções armadas pelos motivos mais dispares, desde as causas puramente humani-tárias, como foi o caso da operação "Devolver a Esperança", levada a cabo na Somália entre 1992 e 1994, até ao combate ao terrorismo, que motivou a intervenção no Afeganistão, em 2001, ou à destituição de regimes repressivos que, alegadamente, constituem uma ameaça à paz mundial. Este último motivo serviu de suporte à polémica invasão do Iraque, que, em 2003, derrubou o regime de Saddam Hussein. Com uma ofensiva militar rápida e bem-sucedida, esta intervenção abriu, no entanto, um foco de grande instabilidade e violência. Confrontada com a inconsistência das razões invocadas para o desencadear da guerra, com o crescente radicalismo das fações locais e com a manifesta incapacidade em cumprir o objetivo de consolidar, no Iraque, um governo democrático, a administração Bush foi perdendo prestígio no país e no Mundo. Em dezembro de 2008, a eleição do presidente Barack Obama parece ter aberto uma nova etapa na História do país. Embora honrando os compromissos anteriormente assumidos, Obama envidou esforços para reduzir a presença militar americana no estrangeiro, preparando a retirada do Iraque e do Afeganistão, que se concluíram em 2011 e 2014, respetivamente. A Casa Branca iniciou também uma política de redução das Forças Armadas que, segundo alguns analistas, poderá conduzir ao declínio da hegemonia militar americana (Doc. 20).
Beatriz Mamede
Doc. 20
A UE em janeiro de 2015.O Acordo de Schegen permite a livre-circulação de pessoas no espaço que abrange, sem que sejam submetidas a controlos fronteiriços. Em 2014, faziam parte deste espaço 26 países (incluíndo o Liechtenstein), dos quais 22 pertencem à União Europeia.
A União Europeia
A União Europeia, anteriormente denominada de Comunidade Económica Europeia (CEE) e Comunidade Europeia (CE), é uma união política e económica supranacional composta por 27 Estados-membros, que foi criada após a ratificação do Tratado de Maastricht pelos 12 países fundadores da antiga CEE, uma das três Comunidades Europeias. Foi essencial para o triunfo da Europa sobre o resto do mundo a união das nações, e com este objetivo em mente, a comunidade fortaleceu os seus laços e expandiu-se, embora tenham ocorrido dificuldades ao longo do caminho.
Raquel
A Consolidação da Comunidade: do Ato Único à Moeda Única
Os Estados-membros concordaram em estabelecer uma política agrícola comum (PAC), de ações concertadas:
- de combate ao desemprego;
- de ajudas para as regiões menos favorecidas;
- de um sistema monetário europeu.
Ainda que o Tratado de Roma de 1957 abrisse perspetivas para uma completa integração económica e até mesmo uma possível união política, o principal objetivo inicial da CEE era estabelecer uma união aduaneira, que só se concretizou em 1968. A CEE foi concebida como uma estrutura aberta, desenvolvendo gradualmente uma série de instituições mais elaboradas e proativas, ampliando ao mesmo tempo a sua intervenção nas esferas económica e social.
Raquel
Doc. 22A
A Consolidação da Comunidade: do Ato Único à Moeda Única
Os seus esforços levaram, em 1986, à assinatura do Ato Único Europeu, que previa para 1993 o estabelecimento de um mercado único onde, além de mercadorias, haveria livre circulação de pessoas, capitais e serviços. Para viabilizar este acordo, Delors publicou um Livro Branco com medidas a serem tomadas e prazos estabelecidos. Foi encomendado um estudo que concluiu que os ganhos com a integração se situariam entre 4% e 7% do PIB comunitário a médio prazo. Esse estudo incentivou governos, empresas e sindicatos a apoiarem o projeto, que foi concretizado em 1993. Em 1990 iniciaram-se as negociações para aumentar as competências da Comunidade, incluindo a moeda, política migratória, política externa e defesa. Essas negociações levaram ao Tratado da União Europeia, assinado em 1992 em Maastricht, que estabeleceu a União Europeia com três pilares: o comunitário, o de política externa e segurança comum (PESC) e o de cooperação em justiça e assuntos internos.
Raquel
A Consolidação da Comunidade: do Ato Único à Moeda Única
A assinatura do Tratado de Maastricht marcou um avanço significativo para a União Europeia, não só pelo fortalecimento dos laços políticos, mas principalmente pela definição do objetivo de adotar uma moeda única. A 1 de janeiro de 1999, onze países, aos quais virá a juntar-se a Grécia (que não conseguiu cumprir atempadamente os “critérios de convergência”, que limitavam a taxa de inflação, o défice das finanças públicas, a flutuação das taxas de câmbio e das taxas de juro a longo prazo), lançaram oficialmente o euro nos mercados de capitais. Três anos depois, esses países abandonaram as suas moedas nacionais em favor do novo euro, abrindo mão de um importante símbolo de soberania e identidade nacional em nome da ideia de uma Europa unida.
Raquel
A Consolidação da Comunidade: do Ato Único à Moeda Única
O euro fortaleceu a posição da Europa no mercado internacional, proporcionando uma moeda forte capaz de competir com o dólar. A CE tornou-se a maior potência comercial do mundo, com um PIB conjunto similar ao dos Estados Unidos, além de um mercado interno com alto nível de consumo e mão de obra qualificada, bem como uma rede densa de transportes e comunicações. No entanto, desde 2009, a economia europeia enfrenta uma grande crise. As taxas de crescimento caíram, o desemprego aumentou e países altamente endividados, como a Grécia, Chipre, Irlanda e Portugal, enfrentaram sérias dificuldades financeiras e foram obrigados a aceitar planos de resgate rigorosos. A FEDER (Fundo de Desenvolvimento Regional), permitiu o desenvolvimento desses países que se encontravam mais atrasados.
Raquel
Doc. 22C
O Alargamento Geográfico
Na década de 70, Grécia, Portugal e Espanha tornaram-se democracias e solicitaram a adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE), da qual estavam excluídos devido à falta de instituições democráticas. A Grécia tornou-se membro efetivo em 1981, enquanto Portugal e Espanha formalizaram a sua adesão em 1985, com efeitos a partir do ano seguinte A adesão destes países atrasados colocou um grande desafio à CEE, que teve que canalizar verbas avultadas para fomentar as suas economias. Em 1992, a Áustria, Finlândia, Suécia e Noruega foram convidadas a candidatar-se à adesão à União Europeia, e em 1995 a Áustria e os dois países nórdicos tornaram-se membros efetivos, enquanto a Noruega não entrou. A Europa passou a ter quinze membros. A Comunidade implementou planos de ajuda às economias em transição dos países do Leste que desejavam aderir.
Raquel
O Alargamento Geográfico
Os ideais europeus de integração das novas democracias foram aceites na Cimeira de Copenhaga em 1993, definindo critérios que condicionam as entradas na União Europeia: instituições democráticas, respeito pelos Direitos do Homem, economia de mercado viável, aceitação de todos os textos comunitários. A 1 de maio de 2004, a Europa enfrentou o desafio de unir o Leste e o Oeste, o Norte e o Sul. Desde então, a UE continuou a alargar-se geograficamente, com a adesão de outros países.
Raquel
Doc. 25
As dificuldades de construção de uma Europa política
Nos últimos 50 anos, os Europeus têm-se dividido quanto ao futuro da Europa, com alguns opondo-se a qualquer forma de união europeia, outros defendendo a colaboração entre estados soberanos (unionistas) e outros apostando na criação de uma espécie de Estados Unidos da Europa (federalistas). O Reino Unido é o país mais resistente à ideia de uma Europa federal. Embora tenham acabado por aderir à Comunidade Europeia, os britânicos nunca se identificaram com o projeto, o que muitas vezes levou a bloqueios no funcionamento da Comunidade e a rejeitar a união monetária. No entanto, o euroceticismo e a resistência a medidas que implicam transferência de soberania não são exclusivos da Inglaterra, estando presentes, em maior ou menor grau, em todos os países da Comunidade. A ratificação do Tratado de Maastricht gerou grande polêmica e dividiu a opinião pública, pois avançou significativamente na união política, introduzindo a moeda única, a cidadania europeia e ampliando a ação comunitária para questões como direito de asilo, imigração e cooperação em assuntos internos e externos.
Raquel
Doc.26B
Novas perspetivas
A União Europeia enfrentou dificuldades na criação de uma união política devido aos diferentes interesses dos países. Para enfrentar esses desafios, o Conselho Europeu de Laeken convocou uma Convenção para o Futuro da Europa em 2002. A convenção apresentou propostas: "aproximar os cidadãos do projeto europeu e das instituições europeias; estruturar a vida política e o espaço público europeus numa União alargada; fazer da União um fator de estabilização e uma referência na nova ordem mundial". O objetivo era rever o funcionamento das instituições e harmonizar a política externa para permitir uma intervenção eficaz e coerente na política internacional.
Raquel
Novas perspetivas
Após a Convenção, foi proposto um projeto de constituição europeia que incluía a criação de um ministro dos Negócios Estrangeiros da Europa, responsável pelas posições em matéria de política externa, e o prolongamento do mandato do presidente do Conselho Europeu, que passaria de seis meses a dois anos e meio (prorrogável uma vez). No entanto, a Constituição foi rejeitada pela França e pela Holanda. Em 2007, foi assinado o Tratado de Lisboa que recuperou algumas das propostas da Constituição, incluindo a criação dos cargos de Presidente do Conselho Europeu e de um Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança. Ampliou também o direito de participação dos cidadãos. Todas estas propostas constam no Doc. 28. No entanto, ainda não foi criado um verdadeiro Estado federal, a União não possui uma voz diplomática forte e nunca constituiu um verdadeiro exército comum. A identificação dos cidadãos com a Europa e suas instituições também não tem sido bem-sucedida, como demonstrado pela tendência decrescente de participação nas eleições para o Parlamento Europeu.
Raquel
Espaço económico Asiático pacífico
A zona da ásia hoje mais conhecida como “arco do Pacífico” nos anos 50, vivia ainda das suas atividades mais tradicionais. Já nos anos 90 tornou-se um polo de intenso desenvolvimento económico.Esta região desenvolveu-se em três fases consecutivas: - em primeiro lugar surgiu o Japão - em conjunto os quatro dragões (ou tigres) asiáticos: Hong Kong,Singapura, Coreia do Sul e Taiwan - países do Sudeste, como a Tailândia , Malásia e Indonésia e República Popular da China
Joana
Doc. 30
Doc. 29
Os 4 dragões: Hong Kong, Singapura, Coreia do sul, Taiwan
O sucesso do Japão serviu de incentivo e de modelo à primeira geração de países industriais do leste asiático. Estes países tinham, à partida, poucos trunfos em que se apoiar.´Em contrapartida, não faltava vontade política, determinação e capacidade de trabalho. Tomando como objectivo o crescimento económico, os Governos procuraram atrair capitais estrangeiros, adoptaram políticas protecionistas, concederam grandes incentivos à exportação e investiram fortemente no ensino. A mão-de-obra esforçada e barata permitiu produzir, a preços imbatíveis, têxteis e produtos de consumo corrente, que inundaram os mercados ocidentais. Os “quatro dragões” constituíram um tremendo sucesso económico.
Joana
Da concorrência à cooperação
Apesar do seu enorme êxito, os Novos Países Industrializados (NPI) da Ásia confrontavam-se com 2 problemas graves: · O primeiro era a excessiva dependência face às economias estrangeiras; · O segundo era a intensa rivalidade que os separava, já que concorriam com os mesmos produtos, nas mesmas zonas.Quando a economia ocidental abrandou, nos anos 70, os países asiáticos voltaram-se para os membros da ASEAN, uma organização económica (nascida em 1967) que aglomerava alguns países do Sudeste Asiático. Iniciou-se uma cooperação regional estreita: o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan iniciaram a exportação de bens manufacturados e tecnologia para os países do Sudeste e começaram a investir fortemente na exploração das suas reservas petrolíferas. Obtiveram, em troca, os produtos primários que pretendiam.
Doc. 32
Joana
Da concorrência à cooperação
Este intercâmbio permitiu a emergência de uma segunda geração de países industriais na Ásia: [Tailândia, Malásia e a Indonésia] desenvolveram a sua produção, apoiada numa mão-de-obra ainda mais barata, em virtude do seu maior atraso. A região começou, assim, a crescer de forma mais integrada. O Japão e os “quatro dragões” produzem mercadorias de maior qualidade e preço; a ASEAN dedica-se a bens de consumo, de preço e qualidade inferior. Os estados do “arco do Pacífico” tornaram-se um pólo económico articulado, com elevado volume de trocas inter-regionais. O crescimento asiático alterou a balança da economia mundial. O crescimento teve, no entanto, custos ecológicos e sociais muito altos: a Ásia tornou-se a região mais poluída do Mundo e a sua mão-de-obra permaneceu, maioritariamente, pobre e explorada.
Joana
A questão de Timor
Em 1974, a “Revolução dos Cravos” agitou também Timor Leste, que se preparou para encarar o futuro sem Portugal. Na ilha, onde não tinham ainda surgido movimentos de libertação, nasceram três partidos políticos: · A UDT (União Democrática Timorense), que defendia a união com Portugal num quadro de autonomia; · A APODETI (Associação Popular Democrática Timorense), favorável à integração do território da Indonésia; · E a FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor Leste Independente), com um programa independentista, ligado aos ideais de esquerda.O ano de 1975 foi marcado pelo confronto entre os três partidos , demasiado adquirido pela descolonização dos grandes territórios, o país acabou por se retirar de Timor . Em 7 de Dezembro desse mesmo ano, reagindo contra a tomada do poder pela FRETILIN, o líder indonésio Suharto ordena a invasão do território. Face ao sucedido Portugal corta relações diplomáticas com Jacarta e pede auxílio às Nações Unidas
Joana
Doc. 36
A questão de Timor
Os factos, porém, contrariavam estas decisões. Os Indonésios, que impuseram o seu poder através do terror e da barbárie anexaram formalmente Timor Leste que, em 1979, se tornou a sua 27ª província.Refugiados nas montanhas, os guerrilheiros da FRETILIN encabeçaram a resistência contra o invasor, que se viu obrigado a aumentar sucessivamente o contingente militar estacionado no território. A 12 de Novembro de 1991, as tropas ocupantes abriram fogo sobre uma multidão desarmada que homenageava, no cemitério de Santa Cruz, um independentista assassinado. O massacre fez 271 mortos e várias centenas de feridos. Em 1992, a prisão do líder da Resistência, Xanana Gusmão, é amplamente noticiada. Com a ajuda dos media, Timor mobiliza a opinião pública mundial. No fim da década a Indonésia aceita, finalmente, que o povo timorense decida o seu destino através de um referendo. O referendo, supervisionado por uma missão das Nações Unidas, a UNAMET, de uma inequívoca vitória à independência, mas desencadeou uma escalada de terror por parte das milícias pró-indonésias.
Joana
A questão de Timor
Uma onda de indignação e de solidariedade percorreu então o Mundo e conduziu ao envio de uma força de paz multinacional, patrocinada pelas Nações Unidas. A 20 de Maio de 2002 nasce oficialmente a República Democrática de Timor Leste. A independência não trouxe a paz esperada. Em 2006 uma grave crise político-militar meteu Timor denovo no centro das atenções do mundo que pusera tantas no futuro deste pequeno país. Perante a uma onda de violência incontrolável, a ONU destacou uma nova missão de paz no território a agosto de 2006 cujo o mandato inicial de apenas 6 meses se prolongou até 2012 . Apenas nessa altura Timor foi considerado capaz de conseguir de forma autônoma o seu caminho rumo à estabilidade e progresso.
Joana
Modernização e Abertura da China à Economia de Mercado
O fracasso económico do maoísmo obrigou a China a repensar o seu modelo de desenvolvimento. Após a morte de Mao, em 1976, o êxito das novas economias asiáticas induziu os dirigentes chineses a abolirem a antiga política coletivista, virada para a autarcia, em prol da "modernização" do país. A China integrou-se, então, nos sistemas financeiro e comercial internacionais e adotou as regras da economia de mercado.
Beatriz Tiago
A "Era Deng"
A missão de mudar a face da China foi assumida por Deng Xiaoping, um comunista da velha guarda que não se afastará durante a Revolução Cultural (Doc. 39). Seguindo uma política pragmática, simultaneamente arrojada e cautelosa, Deng dividiu a China em duas áreas geográficas distintas: o interior, essencialmente rural, permaneceria resguardado da influência externa; o litoral abrir-se-ia ao capital estrangeiro, integrando-se plenamente no mercado internacional. Relegada para o papel subsidiário de alimentar as indústrias nascentes, a China camponesa não acompanhará o surto de desenvolvimento do país. O sistema agrário foi, no entanto, profundamente reestruturado. Em cerca de quatro anos (1979-1983), as terras foram descoletivizadas e entregues (em regime de arrendamento a longo prazo) aos camponeses, que puderam comercializar os excedentes, num mercado livre. Face a estas medidas, a produção agrícola chinesa cresceu 50% em apenas cinco anos. Quanto à indústria, sofreu uma modificação radical. A prioridade à indústria pesada foi abandonada em favor dos produtos de consumo e a autarcia em favor da exportação.
Beatriz Tiago
Doc.39
A "Era Deng"
A estratégia de desenvolvimento do setor assentou no sistema de "Porta Aberta"1, através da qual passaria a tecnologia e o capital estrangeiros. Em 1980, as cidades de Shenzhen, Zuhai, Shantou e Xiamen foram consideradas Zonas Económicas Especiais (SEZ, na sigla inglesa), dotadas de uma legislação ultraliberal, favorável aos negócios. As empresas de todo o mundo foram convidadas a estabelecer-se nestas áreas, quer através de contratos de parceria com as empresas locais, quer pela simples abertura de filiais. Só em 1983, foram oficializados 188 contratos de parceria equitativa com multinacionais estrangeiras da área da construção, turismo, têxteis e exploração de petróleo. No ano seguinte, o Governo acrescentou aos quatro paraísos fiscais a ilha de Hainan e abriu 14 novas cidades ao investimento externo.
Beatriz Tiago
Doc.39
A "Era Deng"
Este processo foi preparado pela aproximação aos dois gigantes económicos do Pacífico: em 1978, a China celebrou, finalmente, o tratado de paz com o Japão, pondo fim à inimizade aberta pela Segunda Guerra Mundial, e, no ano seguinte, reatou as relações diplomáticas com Washington, inter- rompidas desde a proclamação da República Popular. Concomitantemente, o país integrou-se nos circuitos económicos mundiais: em 1980, aderiu ao FMI e ao Banco Mundial (o que lhe permitiu receber importantes fundos de auxílio económico) e em 1986 candidatou-se formalmente ao GATT. Desde 1981 que o crescimento económico da China tem sido impressionante. O PIB aumentou a uma taxa que ronda os 10% ao ano, tornando- -se, em 2010, o segundo maior PIB do mundo.
Beatriz Tiago
Doc.39
A "Era Deng"
Recém-chegada ao grupo dos países industrializados da Ásia, a China detém um potencial muito superior ao dos seus parceiros, quer em recursos naturais, quer, sobretudo, em mão de obra. Com mais de um milhar de milhão de habitantes, a competitividade do país alicerçou-se numa massa inesgotável de trabalhadores mal pagos e sem regalias sociais, que fluiu ininterruptamente dos campos (Doc. 41). Depressa, porém, os chineses adquiriram capacidade tecnológica e um domínio surpreendente do mundo dos negócios e da finança internacional. Neste país socialista, as desigualdades entre o litoral e o interior e entre os ricos e os pobres cresceram exponencialmente. A incongruência entre o regime político e a via económica preconizada trouxe, como seria de espe- rar, sérios problemas ao Partido Comunista, que se mantém nas rédeas do poder, como partido único. Em 1986, grandes mobilizações a favor da liberalização política foram severamente reprimidas; em 4 de junho de 1989, uma continuada agitação estudantil acabou em tragédia quando o exército investiu sobre os jovens concentrados na Praça Tiananmen, em Pequim. A morte do reformador Deng Xiaoping, em 1997, não desviou a China do rumo económico traçado, mas não trouxe, ainda, as medidas políticas que poderão salvar o regime de um impasse.
Beatriz Tiago
A Interação de Hong Kong e Macau
A aproximação da China ao Ocidente favoreceu as negociações para a integração dos dois enclaves que se encontravam, ainda, em mãos europeias: Hong Kong, sob administração britânica desde o século XIX, e Macau, coló- nia fundada pelos Portugueses em 1557. Depois de vários anos de negociações, os Ingleses acordaram, em 1984, a transferência da soberania de Hong Kong para a China, a partir de 1 de julho de 1997. O acordo instituía uma "Região Administrativa Especial", com um elevado grau de autonomia, por um período de 50 anos após a transferência de poderes. Garantiu-se o funcionamento democrático das instituições políticas do território, que, inclusive, conservou uma moeda própria, totalmente convertível. Poucos anos depois (1987), celebrou-se um acordo idêntico entre Portugal e a China, com vista à integração de Macau, que ficou marcada para o dia 20 de dezembro de 1999 (Doc. 43).
Beatriz Tiago
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