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Arte em Portugal

Goncalo Costa

Created on May 13, 2023

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A arte em Portugal

O gótico-manuelino e a afirmação das novas tendências renascentistas

Bianca Pinto n8Duarte Ferreira n9Francisca Dias n10 Gonçalo Costa n11 Turma: 10I Professora: Ana Teresa Correia Pereira Disciplina: História A

A arquitetura renascentista

Introdução

A pintura

Indíce

O gótico-manuelino

A escultura

Bibliografia

Introdução

A força artística do Renascimento ultrapassou as fronteiras de Itália.Do ponto de vista arquitetónico, a Renascença cingiu-se, de início, a aspetos decorativos aplicados a velha arquitetura gótica. Na França e na Espanha, o Renascimento artístico começou por se manifestar numa decoração exuberante, conhecida por plateresco, na qual a folhagem fantasista, os medalhões e os arabescos preenchem as superficies arquitetonicas, lembrando a arte dos ourives que cinzelam a prata. A mesma tendência decorativa verificou-se em Portugal, Entre a última década do século XV e o primeiro quartel do seculo XVI, a arquitetura gótica renovou-se e multiplicou os motivos ornamentais, dando origem a um estilo de nominado Manuelino. Manuelino-Arquitetura e decoração arquitectónica do gótico final, existente em Portugal entre finais do século XV e o primeiro quartel do século XVI.

O gótico-manuelino

O gótico-manuelino Desde o século XIX, o Manuelino foi considerado um estilo artístico vincadamente português, com fortes ligações às Descobertas marítimas. Os especialistas encaram esta interpretação nacionalista, forjada num contexto de nacionalismo romântico e de exacerbado patriotismo. O Manuelino é uma arte heterogénea, que se manifesta na arquitetura e na decoração arquitetónica/escultórica. Com efeito, no Manuelino misturam-se os seguintes subestilos e elementos decorativos: • o gótico final, o plateresco e o mudéjar hispânicos; •naturalismo (troncos, ramagens, flores, conchas, algas, corais, boias. cordas); • o exotismo das colunas e colunelos torsos ou espiralados; • a heráldica régia de D. Manuel | (escudo real, esfera armilar, cruz da Ordem de Cristo); •a simbólica cristã (as próprias conchas e instrumentos da Paixão de Cristo, como o martelo e os pregos).

Do ponto de vista estrutural, o estilo gótico foi mantido, embora se introduzissem algumas alterações. Os arcos quebrados (em ogiva) deixam de ter a exclusividade, associando-se a uma profusão de arcos - de carena ou conopiais, de asa de cesto, abatidos, tri e polilobados, de ferradura, redondos. As abóbadas apresentam redes complexas de nervuras, algumas delas curvas, denominadas "combados" (Doc.64). A abóbada rebaixada e única para as três naves surge como um avanço tecnológico relativamente ao Gótico, estando na origem da chamada igreja-salão, que se espalhará pelo século XVI em diante. João de Castilho deixou-nos um belo exemplar na igreja do Mosteiro dos Jerónimos (Doc.65). No que se refere à decoração, o Manuelino caracteriza-se pela exuberância das formas naturalistas, em que os motivos marinhos se conjugam com a vegetação terrestre. Arcos e pilares interiores, janelas, arquivoltas de portais e rosa-ceas são preenchidos de uma forma concentrada e exaustiva que anuncia o futuro "horror ao vazio" do estilo barroco (Docs, 66 e 67). Embora o Manuelino esteja maioritariamente representado na arquitetura religiosa de Portugal continental, ilhas atlânticas e, até, na Índia, não devemos esquecer a arquitetura civil. Quer os paços régios, quer os solares nobres apresentam-se como belos exemplares da decoração manuelina (Doc.68). A arquitetura civil manuelina legou-nos, ainda, fortalezas defensivas e ofensivas, de que o exemplo mais belo e original é a Torre de Belém, com os seus merlões, balcões salientes e cúpulas de gomos das guaritas, associados a emblemática manuelina(Doc. 69).

A arquitetura renascentista

A estética clássica só se manifestou verdadeiramente em Portugal a partir do reinado de D. João III. O austero espírito do monarca e a contração de despesas régias levaram ao abandono da exuberância manuelina, substituída pela maior simplicidade das linhas clássicas.Podem considerar-se manifestações de Classicismo na arquitetura portuguesa:

  • a simplificação das nervuras das abóbadas de cruzaria;
  • a utilização de abóbadas de berço redondo e das coberturas planas de madeira;
  • a substituição de contrafortes por pilastras laterais;
  • a delimitação das naves por arcadas redondas, assentes em colunas toscanas;
  • a multiplicação dos frontões, das colunas e dos capitéis clássicos, assim como dos respetivos entablamentos;
  • a expansão do modelo de igreja-salão;
  • o aparecimento da planta centrada.
Quanto à arquitetura civil, destacamos a Casa dos Bicos, em Lisboa, e o Pálacio da Quinta da Bacalhoa.

A escultura

A persistência do Gótico e a sua renovação decorativa explicam que a escultura portuguesa do Renascimento continuasse fortemente ligada ao enquadramento arquitetónico, impedindo-a da emancipação e monumentalidade verificadas na Itália. Entre fins do século XV a primeira metade do século XVI, podemos falar num surto escultórico, na decoração de púlpitos, pias batismais, seja na estatuária de túmulos, portais e altares. A artistas nacionais e estrangeiros (flamengos, franceses, espanhóis, mudéjares) devemos uma obra multifacetada, de crescente capacidade técnica, onde o Gótico, o Manuelino e o Classicismo se fundem harmoniosamente.

Diogo Pires, o Moço, Túmulo de Aires Gomes da Silva

Nicolau Chanterenne

A pintura

Entre meados do século XV e a primeira metade do século XVI, verifica-se uma renovação da pintura portuguesa, que se aproxima do Renascimento europeu. A tal facto não foram alheios os contactos culturais, patrocinados pela dinastia de Avis, com a Flandres, a Itália e a Alemanha. Artistas estrangeiros visitaram o reino de Portugal ou estabeleceram-se no país; importaram-se tábuas; artistas nacionais, por sua vez, praticaram nas oficinas dos Países Baixos e da Itália. De todas estas influências a mais marcante foi a do Norte da Europa . Nuno Gonçalves e a sua oficina destacaram-se, no século XV, pela aplicação dos valores renascentistas na pintura portuguesa. Pintor regio de D. Afonso V, a sua atividade estendeu-se ao longo da segunda metade de Quatrocentos. Os Painéis de São Vicente , que lhe são atribuídos, testemunham a abertura da nossa pintura à inovação pictórica do tempo.

BIBLIOGRAFIA

Manual Entre Tempos 10.ºAno Parte 3Google Imagens