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"De tanto olhar o sol" Miguel Torga

Afonso Silva

Created on May 11, 2023

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Transcript

De tanto olhar o sol

Miguel Torga

ÍNDICE

estilo e linguagem

BIOGRAFIA

Pag. 3

Pag. 6

estrutura externa

TEXTO RELACIONADO

Pag. 4

Pag. 7

RECURSOS EXPRESSIVOS

iNTERTEXTUALIDADE

Pag. 5

Pag. 8

Biografia

Torga destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas também escreveu romances, peças de teatro e ensaios.Durante a sua vida, Torga recebeu inúmeros prémios e homenagens, como o Prémio Nacional de Poesia em 1951 e o Prémio Camões, considerado o mais importante da literatura em língua portuguesa, em 1989. Ele faleceu em Coimbra, em 17 de janeiro de 1995.

Miguel Torga foi um escritor, poeta e médico português nascido em 12 de agosto de 1907, em São Martinho de Anta, Trás-os-Montes, Portugal. O seu nome de batismo era Adolfo Correia da Rocha, mas adotou o pseudónimo "Miguel Torga" em homenagem à montanha Torga, em Trás-os-Montes.

"De tanto olhar o sol"

Forma poética e estrófica

De tanto olhar o sol, a queimei os olhos, b De tanto amar a vida enlouqueci. c Agora sou no mundo esta negrura. dÁ procura dDa luz e do juízo que perdi. c Cego, tacteio em vão a claridade; eLouco, cuspo na cara da razão; fE deambulo assim gDentro de mim gNegação a negar a negação f

O poema não possui uma estrutura de rima ou métrica regular. O poema é construído em uma estrutura em prosa poética, que mistura elementos da prosa e da poesia, e é dividido em blocos de texto separados por quebras de linha e pontuação.

Número de versos

1ª estrofe - Sextilha2ª estrofe - Quintilha

a - verso solto/brancob - verso solto/brancocc - rima interpoladadd - rima emparelhadae - verso solto/brancoff - rima interpoladagg - rima emparelhada

Número de sílabas métricas

"Agora sou no mundo esta negrura" - 11 sílabas métricas

"Dentro de mim" - 4 sílabas métricas

"De tanto olhar o sol"

1º estrofe

A repetição do verbo "olhar" enfatiza o excesso de exposição do eu lírico ao sol, que resultou em uma queimadura dos olhos. A metáfora quando o eu lírico se descreve como "esta negrura", "Á procura ", "Da luz e do juízo que perdi". A imagem da negrura sugere a ideia de escuridão, de falta de luz e de orientação, enquanto a busca por luz e juízo simboliza a busca por clareza e entendimento.

De tanto olhar o sol, queimei os olhos, De tanto amar a vida enlouqueci. Agora sou no mundo esta negrura. Á procura Da luz e do juízo que perdi. Cego, tacteio em vão a claridade; Louco, cuspo na cara da razão; E deambulo assim Dentro de mim Negação a negar a negação

2º estrofe

A repetição da palavra "negação" na última estrofe reforça a ideia da perda de juízo e da falta de clareza do eu lírico em relação a si mesmo e ao mundo.

Estilo e linguagem

Escrita lírica, sensível e introspectiva.

Humanista, e aborda questões como a condição humana, a natureza, a religiosidade e a identidade portuguesa com uma sensibilidade única.

Uso de uma linguagem clara e direta, que muitas vezes recorre ao uso de palavras e expressões regionais, típicas da região de Trás-os-Montes.

Figuras de linguagem, metáforas e símbolos para explorar temas universais e complexos de maneira poética e sensível.

Tom de crítica social que remete a um reflexo de sua preocupação com as questões sociais e políticas de seu tempo.

Sensibilidade poética única, que é capaz de transmitir emoções complexas e universais de maneira simples e direta

Esta Espécie de Loucura ( Fernando Pessoa )

Esta espécie de loucura Que é pouco chamar talento E que brilha em mim, na escura Confusão do pensamento, Não me traz felicidade; Porque, enfim, sempre haverá Sol ou sombra na cidade. Mas em mim não sei o que há

Intertextualidade

"Esta Espécie de Loucura" de Fernando Pessoa e "De tanto olhar o sol" de Miguel Torga são dois poemas que apresentam uma temática semelhante, apesar de serem escritos por autores diferentes.

Ambos os poemas abordam a questão da loucura e da busca pelo equilíbrio emocional e mental. Em "Esta Espécie de Loucura", Pessoa descreve a loucura como um estado de desequilíbrio, em que a mente perde o controle sobre si mesma e sobre a realidade. Já em "De tanto olhar o sol", Torga descreve um estado de desorientação e de falta de clareza, em que o eu lírico se sente cego, louco e em busca de luz e razão.

Fim

Afonso Carneiro SilvaPortuguês