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A fermosura desta fresca serra

Leonor Pacheco

Created on May 11, 2023

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Transcript

A fermosura desta fresca serra

Camões

indíce

1. Tema

5. Estrutura Interna

6. Recursos estílisticos e o seu valor expressivo

2. Divisão do poema

7. Análise Formal

3. O estado de espírito do sujeito

8. Música

4. Caracterização da Natureza

tEma

Neste poema, Camões procurou mostrar a necessidade da presença da mulher amada para que a felicidade do sujeito seja possível. Sem amor, a vida não tem interesse, e o poeta não é capaz de viver a vida sem a amada, não consegue ter alegria.

A fermosura desta fresca serra

As palavras sublinhadas são aquelas que evidenciam a harmonia da natureza e a irrelevância à natureza, devido à falta da sua amada descrita pelo sujeito lírico.

A fermosura desta fresca serra E a sombra dos verdes castanheiros, O manso caminhar destes ribeiros, Donde toda a tristeza se desterra; O rouco som do mar, a estranha terra, O esconder do Sol pelos outeiros, O recolher dos gados derradeiros, Das nuvens pelo ar a branda guerra; Enfim, tudo o que a rara natureza Com tanta variedade nos of'rece, Me está, se não te vejo, magoando. Sem ti, tudo me enoja e me aborrece; Sem ti, perpetuamente estou passando, Nas mores alegrias, mor tristeza.

Descrição da beleza da natureza.
Estes versos representam a irrelevância da harmonia natural em relação à ausência da mulher amada.

O estado de espírito do sujeito

A fermosura desta fresca serra E a sombra dos verdes castanheiros, O manso caminhar destes ribeiros, Donde toda a tristeza se desterra; O rouco som do mar, a estranha terra, O esconder do Sol pelos outeiros, O recolher dos gados derradeiros, Das nuvens pelo ar a branda guerra; Enfim, tudo o que a rara natureza Com tanta variedade nos of'rece, Me está, se não te vejo, magoando. Sem ti, tudo me enoja e me aborrece; Sem ti, perpetuamente estou passando, Nas mores alegrias, mor tristeza.

"A sombra dos verdes castanheiros," "O manso caminhar destes ribeiros,". Visão objectiva da Natureza: "donde toda a tristeza se desterra;" descrição de um ambiente verdejante, fresco, aprazível, capaz de trazer felicidade e alegria a quem "o rouco som do mar, a estranha terra," nele se inserir. "O esconder do sol pelos outeiros," "O recolher dos gados derradeiros," "Das nuvens pelo ar a branda guerra."

O estado de espírito do sujeito poético caracteriza-se pelo desgosto, dor e sofrimento. O abandono em que se encontra, devido à ausência da mulher amada, fá-lo recusar tudo quanto o rodeia. A infelicidade e a tristeza não o deixam ver a Natureza no que ela tem de mais perfeito. Incapaz de afastar a tristeza, vê a Natureza com os olhos da alma.

Caracterização da Natureza

  • A natureza apesar de transmitir calma, tranquilidade, “feria-o” quando a sua amada não estava presente;
  • A natureza influencia-o negativamente, porque apesar da natureza transmitir calma e tranquilidade, estava a magoá-lo;
  • Na ausência da amada, a Natureza embora bela, não o seduz, sem ela, ele não consegue achar beleza em nada;

Estrutura interna

A fermosura desta fresca serra E a sombra dos verdes castanheiros, O manso caminhar destes ribeiros, Donde toda a tristeza se desterra; O rouco som do mar, a estranha terra, O esconder do Sol pelos outeiros, O recolher dos gados derradeiros, Das nuvens pelo ar a branda guerra; Enfim, tudo o que a rara natureza Com tanta variedade nos of'rece, Me está, se não te vejo, magoando. Sem ti, tudo me enoja e me aborrece; Sem ti, perpetuamente estou passando, Nas mores alegrias, mor tristeza.

O marcador discursivo “enfim” (advérbio) introduz a conclusão do soneto e a razão de o sujeito lírico ter descrito a serra e a natureza. Os dois primeiros versos deste terceto resumem os elementos referidos na primeira parte do soneto com o pronome indefinido “tudo”.
O elemento introduzido no último verso deste terceto que provoca no sujeito lírico a explosão da sua subjetividade lírica é o seu objeto de amor , ou seja, o “tu”, referido no soneto através do pronome: “te”.
O ritmo do poema é mais lento nos dois tercetos devido ao recurso a complexos verbais como "me está (...) magoando" e "estou passando"; devio ao recurso à anáfora, “Sem ti (…)”; sem ti (…)”, a que acresce o recurso ao advérbio, “perpetuamente”.
Neste terceto, o sujeito lírico já não se encontra em harmonia com a natureza devido à ausência do seu objeto de amor.

Recursos estilísticos e o seu valor expressivo

A fermosura desta fresca serra E a sombra dos verdes castanheiros, O manso caminhar destes ribeiros, Donde toda a tristeza se desterra; O rouco som do mar, a estranha terra, O esconder do Sol pelos outeiros, O recolher dos gados derradeiros, Das nuvens pelo ar a branda guerra; Enfim, tudo o que a rara natureza Com tanta variedade nos of'rece, Me está, se não te vejo, magoando. Sem ti, tudo me enoja e me aborrece; Sem ti, perpetuamente estou passando, Nas mores alegrias, mor tristeza.

Personificação: "manso caminhar destes ribeiros", "Das nuvens pelo ar a branda - Ao personificar a natureza o Poeta. "O esconder do Sol pelos outeiros", pretende transmitir toda a importância dela na ausência da amada. Anáfora: "Sem ti… / Sem ti…" - Esta reiteração expressa a mágoa do poeta. Hipérbole: "perpetuamente estou passando/ Nas mores alegrias, mor tristeza" - Expressa toda a dor do poeta, ele quer transmitir todo o amor e toda a dor que lhe causa a separação desse amor. Antítese: "Nas mores alegrias, mor tristeza" - Expressa toda a amargura que o poeta sente pela ausência da amada.

Análise formal

A| fer|mo|su|ra| des|ta| fres|ca| se|rra (a) E a sombra dos verdes castanheiros,(b) O manso caminhar destes ribeiros, (b) Donde toda a tristeza se desterra; (a) O rouco som do mar, a estranha terra, (a) O |es|con|der|do|Sol|pe|los ou|tei|ros, (b) O recolher dos gados derradeiros, (b) Das|nu|vens|pe|lo ar|a|bran|da|gue|rra; (a) Enfim, tudo o que a rara natureza (c) Com tanta variedade nos of'rece, (d) Me está, se não te vejo, magoando. (e) Sem ti, tudo me enoja e me aborrece; (d) Semti, perpetuamente estou passando, (e) Nas mores alegrias, mor tristeza. (c)

Sílabas métricas:

Rimas interpoladas
2,6,8 vv: Eneassílabo (9 sílabas métricas)1,3,4,5,7,9,11,12 e 14 vv: Decassílabo (10 sílabas métricas)10 e 13 vv: Hendecassílabo (11 sílabas métricas)
Rimas interpoladas
Rimas cruzadas

o Sujeito Poético

A Amada

-O que estás a fazer aqui, eu acho que não és convidado -Aqui vais de novo, a fingir que trarás lealdade.. -Quando logo abaixo da superfície tu estás convencida de que estás à minha frente -Tu pensas que serias um herói num instante? -E eles vão nos dizer, que é apenas uma temporária paixão -Tão estóico e bonito -E que tu chegaste de tão longe só para me veres sofrer (A MORRER DE CORAÇÃO PARTIDO) -Ei, e o garotinho solitário? -E os monstros dela que prevaleceram? -Tu nunca vieste para salvares o meu mundo (E EU!) -AH, TU NÃO SABES O QUÃO EU FUI HUMILHADO!

-O que estás a fazer querido, não estás cansado?.. -Só estás a cavar fundo no passado, eu nunca fui de fazer as coisas pela metade -Eu estou aqui para te salvar, estarei aqui contigo para sempre.. -Apenas pega a minha mão,e eu serei a tua noite em uma armadura brilhante -Tu apenas pensas que nos julgarão -Só estás aflito! -Sob toda aquela angústia e raiva que está um coração partido a morrer (Coração humano rompido) -Desculpa-me! -Desculpa-me! (E nós?) -Eu reconheço que estás chateado..

VS