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"Os Maias", de Eça de Queiroz

Diogo valentino

Created on May 10, 2023

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Transcript

Agrupamento de escolas Camilo Castelo Branco

Os Maias

Os Maias

Eça de Queirós

Início

Índice

Relações entre as personagens

Categorias narrativas/Resumo da obra

Contextualização hiostórica/cultural

Vida e Obra do autor

Interxtualidade com outras obras

Definição e índicios de tragédia

Análise do tema específico da obra

Características do Romantismo/Realismo

Meios de transporte

Curiosidades

Quiz

Referências

1. Vida e obra do autor

  • Eça de Queirós foi um escritor português nascido na Póvoa de Varzim, em 1845, e falecido em Neuilly-sur-Seine, na França, em 1900. É considerado um dos maiores escritores da literatura portuguesa e um dos principais representantes do realismo em Portugal. Eça de Queirós iniciou a sua carreira literária como jornalista, ao trabalhar para vários jornais e revistas em Portugal e na Inglaterra.

Fig.1

1. Vida e obra do autor

  • Foi a escrever para revistas que Eça começou a se destacar, e as suas primeiras obras literárias foram ensaios e crônicas publicados em jornais e revistas. O seu primeiro romance, "O crime do Padre Amaro", foi publicado em 1875 e causou grande polêmica na época, pois abordava temas considerados tabus pela sociedade portuguesa, como o celibato clerical e a hipocrisia religiosa.

Fig.2

1. Vida e obra do autor

  • Em 1888, Eça publicou o seu maior sucesso literário, "Os Maias", que é considerado uma obra-prima da literatura portuguesa. Eça de Queirós escreveu vários romances ao longo de sua carreira, entre eles "A cidade e as serras", "A correspondência de Fradique Mendes" e "O primo Basílio". As suas obras são marcadas pelo estilo realista, que retrata a realidade de forma objetiva e crítica, e pelo uso da ironia e do sarcasmo. Além de escritor, Eça de Queirós foi também um diplomata, tendo ocupado cargos em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Sua carreira diplomática influenciou a sua obra literária, e muitas das suas histórias são ambientadas em países estrangeiros.

Fig.3

Fig.5

Fig.4

Clica nas imagens!!

Fig.6

2. Categorias narrativas- Tempo, espaço,etc.

  • Capítulo I - Neste capítulo, são apresentados os elementos essenciais da família Maia. A narrativa é predominantemente descritiva, fornecendo detalhes sobre o ambiente, a casa e os personagens. Eça de Queirós descreve a casa da rua de São Francisco, em Lisboa, onde mora a família Maia, enfatizando o luxo e a elegância da residência. O autor também introduz o patriarca da família, Afonso da Maia, retratando-o como um homem idoso, nobre e respeitável.
Fig.7. Afonso da Maia

2. Categorias narrativas- Personagens e narrador

  • Exemplo: "O quarto de Carlos era forrado de seda clara, toda cheia de ramagens de flores, e nas paredes envernizadas havia duas aguarelas japonesas, reproduzindo figuras de dançarinas com um ar gelado e estático. Sobre a mesa de pau-rosa, ao pé da cama, viam-se papéis e cartas, numa desordem elegante; e nas vidraças fechadas do sótão espalhavam-se pétalas de flores murchas, que o vento de março viera ajuntar da rua, como uma humilhação irônica."
  • A categoria narrativa predominante neste capítulo é a descrição, com poucos diálogos ou ações. Eça de Queirós utiliza uma linguagem detalhada e rica em informações para construir uma imagem vívida da família Maia e do ambiente em que vivem.
Fig.8

2. Categorias narrativas

  • O capítulo inicia com Carlos da Maia como um jovem estudante em Coimbra, onde ele se destaca por sua beleza e charme. A narrativa aborda sua vida universitária e sua entrada no curso de medicina, apresentando personagens secundários e descrevendo suas interações com eles. São introduzidos outros estudantes, como João da Ega, que se tornará um amigo próximo de Carlos.
  • Capítulo II - Neste capítulo, ocorre uma mudança na categoria narrativa, com uma maior ênfase nas ações e eventos que moldam a vida do protagonista, Carlos da Maia. A narrativa se torna mais dinâmica, envolvendo diálogos e eventos que impulsionam a história.
Fig.10. Coimbra
Fig.9. Carlos da Maia e João da Ega

2. Categorias narrativas

  • Exemplo: "Carlos saiu. Mas à porta, no patamar estreito, encontrou outro estudante, um rapaz espadaúdo e trigueiro, com um talhe ao mesmo tempo robusto e elegante, e olhos castanhos, grandes e inteligentes. Era João da Ega, seu amigo íntimo."
  • Neste capítulo, além da descrição, há uma maior presença de diálogos e ações que ajudam a desenvolver a trama. A categoria narrativa se volta para a construção do protagonista e a introdução de elementos que terão impacto posterior na história.
Fig.11

2. Categorias narrativas/ resumo do Livro

Carrega Aqui

3. Contextualização histórica e cultural da obra

Fig.12

  • "Os Maias" é uma obra-prima da literatura portuguesa, escrita pelo autor Eça de Queirós e publicada em 1888. O romance é considerado um marco na literatura realista em Portugal, que surgiu no final do século XIX, período em que o país estava a passar por uma grande transformação política, social e cultural. Neste contexto, Portugal estava a recuperar da crise econômica, política e social causada pela queda do Império Português.

Fig.13

3. Contextualização histórica e cultural da obra

Fig.14

  • O país estava a modernizar-se e a literatura realista surgia como um reflexo dessa mudança. Eça de Queirós, um dos maiores expoentes desse movimento literário, retrata em "Os Maias" a decadência da aristocracia portuguesa, mostrando a falta de valores éticos e morais de uma elite que se isolava do restante da sociedade.

Fig.15.

3. Contextualização histórica e cultural da obra

Fig.14

Fig.15.

  • A obra, passa-se em Lisboa e é uma crítica contundente ao conservadorismo e ao imobilismo social de Portugal na época. Eça de Queirós usa a história da família Maia para mostrar como a herança genética, cultural e social pode determinar o destino de uma pessoa, assim como a influência do meio em que ela vive.

3. Contextualização histótica e cultural da obra

  • O livro aborda temas como a corrupção, a hipocrisia, a infidelidade, a frustração e a solidão, apresentando personagens complexos e densos. "Os Maias" é uma obra que marca a transição entre o romantismo e o realismo em Portugal, e representa uma crítica profunda à sociedade portuguesa do final do século XIX. "Os Maias" é considerado uma das obras mais importantes do movimento literário denominado de "Geração de 70", que levava à renovação da literatura portuguesa, trazendo novos temas, técnicas e formas de escrita.
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4. Relações entre personagens

  • No primeiro capítulo do livro "Os Maias", intitulado "O Roubo", são introduzidos alguns dos principais personagens e suas relações. No entanto, é importante notar que o capítulo não fornece uma visão completa das interações entre eles, mas oferece uma breve apresentação inicial. No segundo capítulo, intitulado "O Jantar do Leitão", essas relações são ampliadas.
Fig.16. O jantar da família dos Maias

4. Relações entre personagens

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4. Relações entre personagens

  • Eusebiozinho: É o criado de Afonso da Maia. No primeiro capítulo, ele é mencionado como um jovem criado que estava presente quando ocorreu o roubo. No segundo capítulo, ele ajuda a servir o jantar do leitão.
  • Ao longo da obra, as interações entre eles se desenvolverão e novos personagens serão introduzidos, expandindo a trama e as dinâmicas relacionais.
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5. Característica do Romantismo/ Realismo

  • "Os Maias" é considerado um grande exemplo de realismo na literatura portuguesa. O realismo é caracterizado pela descrição objetiva e precisa da realidade, incluindo aspetos como por exemplo, a vida social, a psicologia das personagens, a política e a economia. No romance, Eça de Queirós retrata a sociedade portuguesa do final do século XIX, especialmente a alta classe burguesa de Lisboa. No entanto, "Os Maias" também apresentam elementos românticos, especialmente no que se refere ao amor proibido entre Carlos da Maia e Maria Eduarda.

Fig.18

Fig.17. Carlos e Maria

5. Caracteristica do Romantismo/ Realismo

  • O romantismo é caracterizado pela valorização dos sentimentos, pelo subjetivismo, pelo idealismo e pelas aventuras amorosas.
  • Algumas personagens que representam o realismo em "Os Maias" incluem Afonso da Maia, um aristocrata culto e conservador; João da Ega, um escritor cínico e desiludido com a sociedade portuguesa; Um dos traços mais marcantes do realismo em "Os Maias" é a descrição minuciosa e realista do ambiente e dos personagens. A forma como Eça descreve o palacete de São Miguel, a casa onde a família Maia vive na capital portuguesa é um exemplo disso: "O Palacete de São Miguel era um casarão muito elegante, com um aspecto severo e aristocrático, muito bem assente sobre uma das colinas brancas de Lisboa que se espalham para a banda do sul, entre o Capitólio e Santos-o-Velho."

Fig.19

5. Caracteristica do Romantismo/ Realismo

  • Além disso, as personagens são retratadas de forma quase fotográfica, sem idealização ou romantização. Carlos da Maia, por exemplo, é apresentado como um médico jovem e ambicioso, mas ao mesmo tempo vaidoso e frívolo. Já as personagens que representam o romantismo incluem Maria Eduarda, a mulher bela e misteriosa que se apaixona por Carlos; e Pedro da Maia, pai de Carlos, um homem impulsivo e passional, que acaba por destruir a sua própria vida e a de sua família por causa de seu amor não correspondido e Alencar que é um poeta ultrarromântico.

Fig.20

5. Caracteristica do Realismo/ Romantismo

  • Por exemplo, a personagem Maria Eduarda, que é descrita como uma mulher bela, sensual e misteriosa. Podemos citar a seguinte passagem, em que Eça descreve Maria Eduarda: "Alta e esbelta, de cintura fina, com a cabeça deliciosa, toda vaga e dourada, Maria Eduarda parecia produzir em quem a olhasse um estranho e novo encantamento."

Fig.20

Fig.21.

6. Análise específico da obra

6. Análise Linguística da Obra

Para perceber melhor a linguagem utilizada por Eça, vamos assistir a um pequeno vídeo.

6. Análise do Discurso da Obra

Os capítulos 1 e 2 de "Os Maias" de Eça de Queirós são narrados na terceira pessoa, ou seja, o narrador não é uma personagem da história e utiliza a voz narrativa para descrever os acontecimentos e pensamentos dos personagens. O tipo de discurso utilizado é predominantemente descritivo, com o narrador a apresentar a casa dos Maias, as suas características e objetos, bem como os antecedentes da família.

O discurso direto é o mais utilizado e o que aparece com mais frequência. "-Ah! o Melo conhece-os? - exclamou Pedro -Sim, meu Pedro, o Melo os conhece.” (Capítulo I)

Fig.22
6. Análise do Discurso da Obra

Nos capítulos I e II conseguimos encontrar o discurso indireto livre em que as falas das personagens se misturam com a voz do narrador .

"Era a sua especialidade, como ele próprio dizia, a medicina dos nervos; e pela sua clientela, que eram as senhoras da Baixa, bem se via que ele a exercia com particular eficácia." (Capítulo I)

"A rua estreita ia descendo, serpeando, entre casas baixas e velhas, cujas paredes se uniam, em cima, pela beira dos telhados. Nas portas, sentavam-se carpinteiros e calafates, aos caixões das obras, a serrar ou a aplainar; e de quando em quando, no vão de uma janela, aparecia a cara loura de uma costureira, com uns olhos sonolentos." (Capítulo II)

Fig.23
6. Análise do Discurso da Obra

No Capítulo I, há vários exemplos de discurso indireto. “Mas quando a primeira expedição partiu, e pouco a pouco se foram vazando os depósitos de emigrados, respirou enfim — e, como ele disse, pela primeira vez lhe soube bem o ar de Inglaterra!”

Fig.24

Author Name

Podemos também encontrar outras marcas do discurso indireto no capítulo II como por exemplo:

“Isto afigurou-se a todos de uma rara distinção, e, como disse o Alencar, um rasgo à Byron.”

Fig. 25

7.origem e definição de tragédia

  • O que é a tragédia?
  • Tragédia pode ser definida em todo ou qualquer gênero de evento que ocorra ao qual desenvolva emoções trágicas contendo um alto nível de dramatismo e dor sentimental.
Fig.26
  • Dramaturgos importantes da grécia antiga
  • Na tragédia clássica originaria da Grécia antiga "tragoidía" que se traduz a "canto ao bode" é uma manifestação ao deus Dioniso, que se transformava em bode para fugir da perseguição da deusa Hera.
Ésquilo
Euripedes
Sófocles

7.origem e definição de tragédia

  • Dramaturgos importantes da grécia antiga
  • O que é a tragédia?
  • Na tragédia o protagonista é um herói trágico de status social exaltado, cuja própria falha de caráter se combina com o destino para provocar a sua ruína.
  • No entanto, em séculos mais recentes a tragédia sofreu algumas mudanças, apresentando protagonistas de insignificância social e removendo a falha trágica* para indiciar a impotência de um personagem em frente a problemas modernos.
Euripedes
Ésquilo
Sófocles
Fig.27
*hamartia

7. índicios de tragédia

  • De modo a explorar os indicios de tragédia presentes nos capitulos I ao II é nescessaria a visualização do vídeo ao lado

8. Interxtualidade com outras obras

  • O livro “Os maias” apresenta frequentemente momentos de intertextualidade com outras obras, desde artísticas à literárias, tanto por meio do discurso quanto por meio da descrição feita pelo narradador.
  • A obra em si levanta temas clássicos como: o ciúme, o amor, o adultério e o incesto. Levando a que o leitor encontre semelhanças e citações de obras com o mesmo genero de temas como: Édipo, de Sófocles, Fausto, de Goethe, Romeu e Julieta, de Shakespeare.
Fig.30
Fig.29
Fig.28

8. Interxtualidade com outras obras

  • Alguns momentos de intertextualidade podem ser vistos diretamente na obra como:
  • " e uma estátua de mármore (onde Monsenhor reconheceu logo Vênus Citereia) "
[Eça de Queiroz, Os Maias, p.4 ]
  • "Era um amor à Romeu, vindo de repente em uma troca de olhares fatal e deslumbradora [...]"
[Eça de Queiroz, Os Maias, p.17 ].
  • "[...]e a Vénus Citereia parecendo agora, no
seu tom claro de estátua de parque[...]." [Eça de Queiroz, Os Maias, p.7 ]
  • "Não era. Mas Pedro riu muito à ideia de que a arlesiana se
tivesse namorado do príncipe. Nesse caso Vénus era-lhe propícia!" [Eça de Queiroz, Os Maias, p.33 ].
Fig
Fig.31

9.meios de transporte

Nos capítulos 1 e 2 de os Maias não há menção direta aos meios de transporte. Eles são abordados mais diretamente em outros capítulos. No entanto conseguimos ver a menção a dois meios de transporte a caleche e o coche embora não sejam abordados em pormenor. A caleche é uma carruagem do séc. XVIII inventada na França, é semelhante aquela que é chamada "barouche" mas, em vez de duas rodas, tem quatro rodas e dois assentos duplos de frente um para o outro.

"Iam calados, não viram o mirante; e, no caminho verde e fresco, a caleche passou com balanços lentos, sob os ramos que roçavam a sombrinha de Maria." (Capítulo 1)

Fig. 32

9.meios de transporte

O Coche foi uma carruagem antiga usada em certas solenidades. A palavra coche surgiu na Europa, em meados do século XV, para designar um novo tipo de atração animal destinado ao transporte de pessoas, no qual a caixa se encontrava suspensa sobre o rodado através de fortes correias de couro fixas a uma estrutura de montantes.

"Desde essa manhã as janelas do palacete conservaram-se cerradas; não se abriu mais o portão nobre para sair o coche da senhora; e daí a semanas, com a mulher e com o filho, Afonso da Maia partia para Inglaterra e para o exílio." (Capítulo 1)

Fig. 33

10. Algumas curiosidades

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11. QUIZ

Carrega aqui para te divertires um bocadinho!!

12. Referências

  • Manual- "Mensagens", aula digital
  • http://fabianaeaarte.blogspot.com/2012/05/teatro-grego-tragedia-e-comedia.html
  • https://pt.slideshare.net/ritacosta754365/contextualizao-literria-de-os-maias
  • https://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-seculo-19/realismo/
  • https://www.faroldasletras.pt/os_maias_tecnica_de_tragedia.html
  • https://www.studocu.com/pt/document/escola-secundaria-rainha-dona-amelia/portugues/os-maias-portugues/51015033
  • https://www.todamateria.com.br/realismo-arte/
  • https://www.meisterdrucke.pt/epoca/Realismo.html
  • https://6qvxwpjda8.execute-api.eu-west-1.amazonaws.com/docs/rmemHqD01Q5KX65z_aAgHGXBBFCmZO?sig=b0924697071b765a0de8ede3927c931502775fc45737159073b7d359b8840b4a
  • https://pt.slideshare.net/josegarujo/os-maias-presentation
  • https://www.todamateria.com.br/romantismo-caracteristicas-e-contexto-historico/
  • Livro "MENSAGENS Português 11ºano" editora leya.
  • https://caracteristicas.pt/tragedia/
  • https://wakelet.com/wake/Q01R7nPHiGC58J8BNe8O8

Profª- Laurinda Fernandes

Traballho realizado por: Diogo FRancisa Maria Reis Pedro