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Alegres campos, verdes arvoredos

Matilde Moreira

Created on May 5, 2023

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Transcript

Alegres campos, verdes arvoredos

Análise do poema

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Índice

Tema

Assunto do poema

Elementos textuais

Divisão do poema

Sujeito Poético

Caracterização

Recursos Expressivos

Natureza

Luís de Camões

Análise formal

Assunto do poema

O sujeito poético descreve o ambiente campestre em que se encontra, iniciando uma conversa com a natureza, para nos dizer que, apesar de bela, ela já não lhe traz felicidade, pois a sua tristeza contamina todo esse cenário agradável. As lembranças tristes e as lágrimas saudosas transformam este ambiente.

Tema

Exemplos:

  • A representação da natureza:
"(...) campos (...) arvoredos (...) águas (...) natural (...) rochedos (...) montes (...) penedos (...) verduras (...)"

Divisão do poema:

Alegres campos, verdes arvoredos, Claras e frescas águas de cristal, Que em vós os debuxais ao natural, Discorrendo da altura dos rochedos; Silvestres montes, ásperos penedos, Compostos em concerto desigual, Sabei que, sem licença de meu mal, Já não podeis fazer meus olhos ledos. E, pois me já não vedes como vistes, Não me alegrem verduras deleitosas, Nem águas que correndo alegres vêm. Semearei em vós lembranças tristes, Regando-vos com lágrimas saudosas, E nascerão saudades de meu bem.

Recursos expressivos:

Alegres campos, verdes arvoredos, Claras e frescas águas de cristal, Que em vós os debuxais ao natural, Discorrendo da altura dos rochedos; Silvestres montes, ásperos penedos, Compostos em concerto desigual, Sabei que, sem licença de meu mal, Já não podeis fazer meus olhos ledos. E, pois me já não vedes como vistes, Não me alegrem verduras deleitosas, Nem águas que correndo alegres vêm. Semearei em vós lembranças tristes, Regando-vos com lágrimas saudosas, E nascerão saudades de meu bem.

Info

Caracterização do Sujeito Poético

  • O sujeito poético descreve o ambiente campestre em que se encontra: "Alegres campos, verdes arvoredos". Iniciando uma conversa com a natureza deste, para nos dizer que, embora bela, ela já não lhe traz felicidade, pois a sua tristeza contamina todo esse cenário agradável: "Já não podeis fazer meus olhos ledos"; "Nem águas que correndo alegres vem". As lembranças tristes e as lágrimas saudosas transformarão este ambiente em "saudades de meu bem".
  • O sujeito poético já não sente o mesmo pela natureza. Outrora sentia-se feliz, porém, agora, sente-se triste e com saudades da amada.

Soneto:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14

A/le/gres/ cam/pos/, ver/des/ ar/vo/redos, Claras e frescas águas de cristal, Que em vós os debuxais ao natural, Discorrendo da altura dos rochedos; Silvestres montes, ásperos penedos, Compostos em concerto desigual, Sabei que, sem licença de meu mal, Já não podeis fazer meus olhos ledos. E, pois me já não vedes como vistes, Não me alegrem verduras deleitosas, Nem águas que correndo alegres vêm. Semearei em vós lembranças tristes, Regando-vos com lágrimas saudosas, E nascerão saudades de meu bem.

Este poema é um soneto, pois têm 14 versos, 4 estrofes (2 quadras e 2 tercetos) e versos decassilábicos.

Rima:

a b b a a b b a c d e c d e

Alegres campos, verdes arvoredos, Claras e frescas águas de cristal, Que em vós os debuxais ao natural, Discorrendo da altura dos rochedos; Silvestres montes, ásperos penedos, Compostos em concerto desigual, Sabei que, sem licença de meu mal, Já não podeis fazer meus olhos ledos. E, pois me já não vedes como vistes, Não me alegrem verduras deleitosas, Nem águas que correndo alegres vêm. Semearei em vós lembranças tristes, Regando-vos com lágrimas saudosas, E nascerão saudades de meu bem. s

emparelhada

interpolada

emparelhada

interpolada

interpolada

interpolada

Luís de camões:

Biografia:

Luís Vaz de Camões foi um poeta nacional de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona e um dos grandes poetas da tradição ocidental. Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de uma família da pequena nobreza.

+obras

Trabalho realizado por:Mariana Alves n.º 14 Matilde Moreira n.º 15