Filosofia da arte
O problema da definição da arte
start
Precisamos de critérios para distinguir arte de não arte
O problema da definição da arte
Definir arte implica identificar as propriedades comuns a todos os objetos ou casos suscetíveis de entrarem na categoria arte (as condições necessárias para algo ser arte e as propriedades que só esses objetos ou casos têm (as condições suficientes para algo ser arte). Definir arte é relevante para a ação em geral e para sabermos como devemos reagir a um dado objeto.
Será possivel definir arte?
O que é arte?
O que distingue a arte da não arte?
Respostas dadas ao problema
TEORIAS ESSENCIALISTAS DA ARTE
VS
TEORIAS NÃO ESSENCIALISTAS
TEORIAS ESSENCIALISTAS
teorias que procuram nas propriedades relacionais ou contextuais que envolvem os objetos ou casos suscetíveis de serem arte, as condições necessárias e suficientes para que algo seja arte. As teorias institucional e histórica da arte são exemplos de teorias não essencialistas.
baseiam se na ideia de que existem propriedades ou características essenciais que são comuns a todas as obras de arte e que só nas obras de arte podemos encontrar. As teorias da arte como representação, como expressão e como forma significante são teorias essencialistas.
ARTE COMO REPRESENTAÇÃO
TEORIA DA ARTE COMO REPRESENTAÇÃO
Toda a imitação é representação, mas nem toda a representação é imitação.
Defender a teoria representacionalista da arte passa por afirmar que a representação é uma condição necessária da arte, ou seja, uma propriedade essencial comum a todas as obras de arte: X só é uma obra de arte se for representação "se X é arte, então é representação". A teoria da arte como representação fornece um critério classificativo de arte (estabelece o que é arte) e um critério avaliativo de arte (estabelece o que é boa ou má arte).
ARTE COMO REPRESENTAÇÃO
exemplo que apoia a teoria
"A noite estrelada" de Van Gogh representa a vista que este tinha a partir da janela de seu quarto que ele podia observar à noite;Esta representação daquilo que ele observava não constitui uma imitação, porque a pintura não se assemelha totalmente áquilo que ele realmente observava, mas sim a uma tentativa de representação do que era observável por ele.
“A Noite Estrelada”, de Van Gogh
ARTE COMO REPRESENTAÇÃO
OBJEÇÕES
- A representação não é condição necessária da arte. A teoria da arte como representação é demasiado exclusiva ou restritiva e não apresenta uma propriedade comum a todas as obras de arte;
- A representação não é condição suficiente da arte. Ainda que toda a arte fosse representação, nem toda a representação é arte. A teoria da arte como representação é demasiado inclusiva.
ARTE COMO REPRESENTAÇÃO
exemplo que refuta a teoria
Este símbolo tem a intenciolnalidade de representar a famosa aplicação "instagram" mas no entanto não é considerado uma obra de arte, o que demonstra que a representação não é condição suficiente para que uma obra seja considerada arte.
Símbolo instagram
Learning sessions
TEoria mimética da arte
TEoria mimética da arte
A teoria da arte como representação tem origem na teoria mimetica da arte, de Platão e de Aristóteles; De acordo com esta teoria da Antiguidade, toda a arte é imitação, reprodução ou cópia da aparência de uma pessoa, lugar, objeto, ação ou acontecimento: × so e uma obra de arte se for uma imitação (se x é arte, então é imitação).
Learning sessions
TEoria mimética da arte
exemplo que apoia a teoria
Esta pintura a óleo é da autoria do pintor Holandês Rembrandt van Rijin. Nela estão representados 5 membros de um sindicato e uma de pessoa de uma classe inferior (visto que não tem o chapéu como os restantes membros). Faz parte da arte como imitação porque podemos observar, quase como uma fotografia, a representação rigorosa daquelas pessoas e da situação em que se encontram, toda a natureza presente. Isto faz com que seja uma "imitação" da realidade..
Learning sessions
TEoria mimética da arte
OBJEÇÕES
- Não distingue arte do que não e arte: a imitação é apenas apresentada como uma condição necessária, mas não como uma condição suficiente para que algo possa ser classificado como arte;
- A teoria mimética da arte é demasiado exclusiva: a imitação e uma caracteristica muitas vezes presente na arte, mas há arte que nada imita, copia ou reproduz.
Learning sessions
TEoria mimética da arte
exemplo que refuta a teoria
Segundo a obejeção: a imitação é apenas apresentada como uma condição necessária, mas não como uma condição suficiente para que algo possa ser classificado como arte, apresentada a esta teoria mimética da arte; podemos verificar que esta fotografia que me foi retirada não constituí uma obra de arte apesar de apresentar e imitar perfeitamente a realidade.
Teorias da arte como expressão
arte como expressão
Teoria essencialista; Defendida por Lev Tolstol e de Robin George Collingwood; Apesar das divergências entre expressivistas, a unir as varias versões está a consideração da arte como algo intimamente ligado à expressão de emoções. X só é uma obra de arte se for expressão clarificada de uma emoção que o artista experimentou: "se x é arte, então é expressão clarificada de emoções" A teoria da arte como expressão fornece um critério classificativo de arte (estabelece o que é arte) e um critério avaliativo de arte (boa ou má arte).
Teorias da arte como expressão
exemplo que apoia a teoria
“A seascape, Shipping by Moonlight” é uma pintura de Claude Monet acabada em 1864. Através da observação desta pintura, podemos afirmar que se enquadra na teoria da arte como expressão pois suscita no espetador muitas emoções fortes, emoções essas que foram sentidas pelo criador quadro fez esta obra de arte. A turbulência do mar e a escuridão das nuvens que obscurecem a lua suscita no espetador uma sensação de desalento, tristeza e vazio que também foi sentido pelo artista. Efeitos de luz ousados do porto e os refle*os na água contribuem para o impacto bastante dramático da cena.
Teorias da arte como expressão
objeções
- A expressão intencional e clarificada de uma emoção particularizada não é condição suficiente da arte. Oferece-nos uma definição demasiado inclusiva ou abrangente, na qual cabem objetos e ações que dificilmente consideraríamos arte.
Teorias da arte como expressão
exemplo que refuta a teoria
O poema "Amor é fogo que arde sem se ver" de Luís de Camões expressa o sentimento que o autor sente, expressando emoções interiores sentidas pelo autor desta obra, mas este não é considerado obra de arte; embora apresente as características e requesitos necessários para ser considerado arte como expressão; esta obra apoia a seguinte objeção a esta teoria: A expressão intencional e clarificada de uma emoção particularizada não é condição suficiente da arte.
Teoria da arte como forma significante
Teoria da arte como forma significante
A teoria da arte como forma significante, ou teoria formalista da arte, é uma teoria essencialista que foi proposta pelo crítico de arte e filósofo inglês Clive Bell; Afirma que X é uma obra de arte se, e só se, X for concebido principalmente para possuir e exibir forma significante. Trata-se de um critério classificativo de arte (estabelece o que é arte), mas também de um critério avaliativo de arte (estabelece o que é boa ou má arte).
Por forma significante, Clive Bell entende a configuração ou
estrutura formal organizada e unificada de linhas, cores,
formas, volumes, ou outros, que suscita no público emoções
estéticas.
Teoria da arte como forma significante
exemplo que apoia a teoria
Untitled, Albert Oehlen, 1989, Da coleção de: MoMA The Museum of Modern ArtEmbora esta imagem não nos transmite emoção, percebemos que está relacionada com arte como forma significante. Dizemos isto, porque nos dá a ver algumas formas geométricas e uma junção de cores quentes e frias.
Teoria da arte como forma significante
Objeções
- Não define de modo satisfatório forma
significante:
- A principal função de muitos objetos artísticos não é exibir uma forma significante;
- O conteúdo e os contextos das obras são relevantes para a apreciação da arte;
- A forma não é condição suficiente nem necessária para haver arte.
Teoria da arte como forma significante
exemplo que refuta a teoria
A função
primeira de muitos dos objetos que
estamos dispostos a classificar como
arte não é exibir uma configuração
formalmente significante.A maior parte dos objetos arquitetónicos foi pensada e executada para servir propósitos sociais, como é o caso destes apartamentos em Albufeira, que foram construídos com o propósito de serem alugados para fins turísticos.
Teoria institucional da arte
Teoria institucional da arte
é uma teoria não essencialista que considera que qualquer definição bem-sucedida de arte tem de partir dos elementos dos enquadramentos (contextos e relações) que rodeiam as obras de arte e não de propriedades essenciais; A formulação mais conhecida da teoria institucional da arte deve-se a George Dickie e afirma: X é uma obra de arte, no sentido classificatório, se, e só se, x for um artefacto sobre o qual alguém age em nome de uma determinada instituição (o mundo da arte), conferindo-lhe o estatuto de candidato à apreciação.
Mundo da arte
Instituição/ prática estabelecida que
inclui, entre outros, artistas, produtores,
agentes, galeristas, colecionadores,
conservadores ou curadores de museus,
mercadores, críticos, dinamizadores,
investigadores, jornalistas, historiadores,
filósofos da arte e, claro está, o público.
Teoria institucional da arte
"Um assento sanitário em ouro 18k, funcionando perfeitamente, é a obra mais recente de Cattelan, à disposição dos visitantes do Guggenheim de Nova York"
exemplo que apoia a teoria
A obra ao lado representa uma obra de arte segundo a teoria institucional da arte porque a mesma é um artefacto sobre o qual alguém agiu em nome de uma determinada instituição (o mundo da arte), conferindo-lhe o estatuto de candidato à apreciação.
Teoria institucional da arte
Objeções
- A teoria institucional admite demasiados objetos na categoria
arte;
- A teoria institucional é contraditória, por que razão ou conjunto de razões os membros do mundo da arte decidem que um dado artefacto é bom candidato à apreciação e suscetível de se tornar arte? Se a sua decisão se baseou em razões, e é razoável acreditar que sim, a teoria institucional enfrenta dificuldades;
- Há a possibilidade lógica de arte solitária, de facto, a maioria da arte acontece no âmbito de relações sociais. Contudo, podemos imaginar situações em que não é assim;
- Circularidade, define-se arte como artefactos que são considerados como tais pelos membros do mundo da arte e define-se membros do mundo da arte como sendo pessoas habilitadas para reconhecerem arte.
Teoria institucional da arte
exemplo que refuta a teoria
Verificamos com este exemplo, um desenho feito por uma aluna da turma de artes da secundária de Santa Maria da Feira, o qual não é uma obra de arte, segundo esta teoria, porque sobre este artefacto ninguém do mundo da arte agiu, conferindo-lhe estatuto de candidato à apreciação; isto significa que esta teoria desvaloriza obras que não são reconhecidas pelo mundo da arte.
Obra de Carolina Leite
Teoria Histórica da arte
é uma alternativa à teoria institucional da arte e foi desenvolvida por Jerrold Levinson; Aborda a arte como retrospetiva e estabelece duas condições necessárias e conjuntamente suficientes para que algo possa ser classificado como arte: uma visão com bons precedentes históricos e a titularidade ou propriedade. De acordo com Levinson: x e uma obra de arte, se, e só se, X for um objeto acerca do qual alguém, que tem direito à propriedade de x, tiver a intenção não transitória de que X seja encarado da mesma forma (ou formas) como o foram outros objetos já abrangidos pelo conceito de obra de arte.
Teoria Histórica da arte
exemplo que apoia a teoria
A obra "Oh Gente da Minhe Terra" de Marisa, uma fadista; é um exemplo de obra de arte segundo a teoria histórica da arte pois Marisa tem direito à propriedade da obra, tendo esta a intenção não transitória de que a obra seja encarada da mesma forma (ou formas) como o foram outras obras já abrangidas pelo conceito de obra de arte - fado.
Teoria Histórica da arte
Objeções
- A teoria histórica não resolve o problema da arte primordial;
- A teoria histórica não resolve o problema da arte primordial;
- A condição de visão com bons precedentes é excessivamente inclusiva.
Teoria Histórica da arte
exemplo que refuta a teoria
Grafiti de Banksy- A condição de titularidade exclui obras que encaramos como arte; Muitos artistas, pelo mundo fora, optam hoje por permanecer
no anonimato, pintando grafitis na propriedade de outras
pessoas, sem a sua autorização, em vez de pintarem quadros ou murais num estúdio ou num suporte próprio- Banksy é um exemplo. Estes artistas não detêm a propriedade física ou intelectual sobre os artefactos que criam e a transgressão faz parte da natureza da sua
atividade. Deve assim uma boa parte da arte urbana deixar de ser classificada como arte? Deve este grafiti ser desvalorizado do mundo da arte devido ao seu problema de propriedade?
Fim
Teorias arte- filosofia
Eva Marques
Created on May 4, 2023
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Filosofia da arte
O problema da definição da arte
start
Precisamos de critérios para distinguir arte de não arte
O problema da definição da arte
Definir arte implica identificar as propriedades comuns a todos os objetos ou casos suscetíveis de entrarem na categoria arte (as condições necessárias para algo ser arte e as propriedades que só esses objetos ou casos têm (as condições suficientes para algo ser arte). Definir arte é relevante para a ação em geral e para sabermos como devemos reagir a um dado objeto.
Será possivel definir arte?
O que é arte?
O que distingue a arte da não arte?
Respostas dadas ao problema
TEORIAS ESSENCIALISTAS DA ARTE
VS
TEORIAS NÃO ESSENCIALISTAS
TEORIAS ESSENCIALISTAS
teorias que procuram nas propriedades relacionais ou contextuais que envolvem os objetos ou casos suscetíveis de serem arte, as condições necessárias e suficientes para que algo seja arte. As teorias institucional e histórica da arte são exemplos de teorias não essencialistas.
baseiam se na ideia de que existem propriedades ou características essenciais que são comuns a todas as obras de arte e que só nas obras de arte podemos encontrar. As teorias da arte como representação, como expressão e como forma significante são teorias essencialistas.
ARTE COMO REPRESENTAÇÃO
TEORIA DA ARTE COMO REPRESENTAÇÃO
Toda a imitação é representação, mas nem toda a representação é imitação.
Defender a teoria representacionalista da arte passa por afirmar que a representação é uma condição necessária da arte, ou seja, uma propriedade essencial comum a todas as obras de arte: X só é uma obra de arte se for representação "se X é arte, então é representação". A teoria da arte como representação fornece um critério classificativo de arte (estabelece o que é arte) e um critério avaliativo de arte (estabelece o que é boa ou má arte).
ARTE COMO REPRESENTAÇÃO
exemplo que apoia a teoria
"A noite estrelada" de Van Gogh representa a vista que este tinha a partir da janela de seu quarto que ele podia observar à noite;Esta representação daquilo que ele observava não constitui uma imitação, porque a pintura não se assemelha totalmente áquilo que ele realmente observava, mas sim a uma tentativa de representação do que era observável por ele.
“A Noite Estrelada”, de Van Gogh
ARTE COMO REPRESENTAÇÃO
OBJEÇÕES
ARTE COMO REPRESENTAÇÃO
exemplo que refuta a teoria
Este símbolo tem a intenciolnalidade de representar a famosa aplicação "instagram" mas no entanto não é considerado uma obra de arte, o que demonstra que a representação não é condição suficiente para que uma obra seja considerada arte.
Símbolo instagram
Learning sessions
TEoria mimética da arte
TEoria mimética da arte
A teoria da arte como representação tem origem na teoria mimetica da arte, de Platão e de Aristóteles; De acordo com esta teoria da Antiguidade, toda a arte é imitação, reprodução ou cópia da aparência de uma pessoa, lugar, objeto, ação ou acontecimento: × so e uma obra de arte se for uma imitação (se x é arte, então é imitação).
Learning sessions
TEoria mimética da arte
exemplo que apoia a teoria
Esta pintura a óleo é da autoria do pintor Holandês Rembrandt van Rijin. Nela estão representados 5 membros de um sindicato e uma de pessoa de uma classe inferior (visto que não tem o chapéu como os restantes membros). Faz parte da arte como imitação porque podemos observar, quase como uma fotografia, a representação rigorosa daquelas pessoas e da situação em que se encontram, toda a natureza presente. Isto faz com que seja uma "imitação" da realidade..
Learning sessions
TEoria mimética da arte
OBJEÇÕES
Learning sessions
TEoria mimética da arte
exemplo que refuta a teoria
Segundo a obejeção: a imitação é apenas apresentada como uma condição necessária, mas não como uma condição suficiente para que algo possa ser classificado como arte, apresentada a esta teoria mimética da arte; podemos verificar que esta fotografia que me foi retirada não constituí uma obra de arte apesar de apresentar e imitar perfeitamente a realidade.
Teorias da arte como expressão
arte como expressão
Teoria essencialista; Defendida por Lev Tolstol e de Robin George Collingwood; Apesar das divergências entre expressivistas, a unir as varias versões está a consideração da arte como algo intimamente ligado à expressão de emoções. X só é uma obra de arte se for expressão clarificada de uma emoção que o artista experimentou: "se x é arte, então é expressão clarificada de emoções" A teoria da arte como expressão fornece um critério classificativo de arte (estabelece o que é arte) e um critério avaliativo de arte (boa ou má arte).
Teorias da arte como expressão
exemplo que apoia a teoria
“A seascape, Shipping by Moonlight” é uma pintura de Claude Monet acabada em 1864. Através da observação desta pintura, podemos afirmar que se enquadra na teoria da arte como expressão pois suscita no espetador muitas emoções fortes, emoções essas que foram sentidas pelo criador quadro fez esta obra de arte. A turbulência do mar e a escuridão das nuvens que obscurecem a lua suscita no espetador uma sensação de desalento, tristeza e vazio que também foi sentido pelo artista. Efeitos de luz ousados do porto e os refle*os na água contribuem para o impacto bastante dramático da cena.
Teorias da arte como expressão
objeções
Teorias da arte como expressão
exemplo que refuta a teoria
O poema "Amor é fogo que arde sem se ver" de Luís de Camões expressa o sentimento que o autor sente, expressando emoções interiores sentidas pelo autor desta obra, mas este não é considerado obra de arte; embora apresente as características e requesitos necessários para ser considerado arte como expressão; esta obra apoia a seguinte objeção a esta teoria: A expressão intencional e clarificada de uma emoção particularizada não é condição suficiente da arte.
Teoria da arte como forma significante
Teoria da arte como forma significante
A teoria da arte como forma significante, ou teoria formalista da arte, é uma teoria essencialista que foi proposta pelo crítico de arte e filósofo inglês Clive Bell; Afirma que X é uma obra de arte se, e só se, X for concebido principalmente para possuir e exibir forma significante. Trata-se de um critério classificativo de arte (estabelece o que é arte), mas também de um critério avaliativo de arte (estabelece o que é boa ou má arte).
Por forma significante, Clive Bell entende a configuração ou estrutura formal organizada e unificada de linhas, cores, formas, volumes, ou outros, que suscita no público emoções estéticas.
Teoria da arte como forma significante
exemplo que apoia a teoria
Untitled, Albert Oehlen, 1989, Da coleção de: MoMA The Museum of Modern ArtEmbora esta imagem não nos transmite emoção, percebemos que está relacionada com arte como forma significante. Dizemos isto, porque nos dá a ver algumas formas geométricas e uma junção de cores quentes e frias.
Teoria da arte como forma significante
Objeções
Teoria da arte como forma significante
exemplo que refuta a teoria
A função primeira de muitos dos objetos que estamos dispostos a classificar como arte não é exibir uma configuração formalmente significante.A maior parte dos objetos arquitetónicos foi pensada e executada para servir propósitos sociais, como é o caso destes apartamentos em Albufeira, que foram construídos com o propósito de serem alugados para fins turísticos.
Teoria institucional da arte
Teoria institucional da arte
é uma teoria não essencialista que considera que qualquer definição bem-sucedida de arte tem de partir dos elementos dos enquadramentos (contextos e relações) que rodeiam as obras de arte e não de propriedades essenciais; A formulação mais conhecida da teoria institucional da arte deve-se a George Dickie e afirma: X é uma obra de arte, no sentido classificatório, se, e só se, x for um artefacto sobre o qual alguém age em nome de uma determinada instituição (o mundo da arte), conferindo-lhe o estatuto de candidato à apreciação.
Mundo da arte
Instituição/ prática estabelecida que inclui, entre outros, artistas, produtores, agentes, galeristas, colecionadores, conservadores ou curadores de museus, mercadores, críticos, dinamizadores, investigadores, jornalistas, historiadores, filósofos da arte e, claro está, o público.
Teoria institucional da arte
"Um assento sanitário em ouro 18k, funcionando perfeitamente, é a obra mais recente de Cattelan, à disposição dos visitantes do Guggenheim de Nova York"
exemplo que apoia a teoria
A obra ao lado representa uma obra de arte segundo a teoria institucional da arte porque a mesma é um artefacto sobre o qual alguém agiu em nome de uma determinada instituição (o mundo da arte), conferindo-lhe o estatuto de candidato à apreciação.
Teoria institucional da arte
Objeções
Teoria institucional da arte
exemplo que refuta a teoria
Verificamos com este exemplo, um desenho feito por uma aluna da turma de artes da secundária de Santa Maria da Feira, o qual não é uma obra de arte, segundo esta teoria, porque sobre este artefacto ninguém do mundo da arte agiu, conferindo-lhe estatuto de candidato à apreciação; isto significa que esta teoria desvaloriza obras que não são reconhecidas pelo mundo da arte.
Obra de Carolina Leite
Teoria Histórica da arte
é uma alternativa à teoria institucional da arte e foi desenvolvida por Jerrold Levinson; Aborda a arte como retrospetiva e estabelece duas condições necessárias e conjuntamente suficientes para que algo possa ser classificado como arte: uma visão com bons precedentes históricos e a titularidade ou propriedade. De acordo com Levinson: x e uma obra de arte, se, e só se, X for um objeto acerca do qual alguém, que tem direito à propriedade de x, tiver a intenção não transitória de que X seja encarado da mesma forma (ou formas) como o foram outros objetos já abrangidos pelo conceito de obra de arte.
Teoria Histórica da arte
exemplo que apoia a teoria
A obra "Oh Gente da Minhe Terra" de Marisa, uma fadista; é um exemplo de obra de arte segundo a teoria histórica da arte pois Marisa tem direito à propriedade da obra, tendo esta a intenção não transitória de que a obra seja encarada da mesma forma (ou formas) como o foram outras obras já abrangidas pelo conceito de obra de arte - fado.
Teoria Histórica da arte
Objeções
Teoria Histórica da arte
exemplo que refuta a teoria
Grafiti de Banksy- A condição de titularidade exclui obras que encaramos como arte; Muitos artistas, pelo mundo fora, optam hoje por permanecer no anonimato, pintando grafitis na propriedade de outras pessoas, sem a sua autorização, em vez de pintarem quadros ou murais num estúdio ou num suporte próprio- Banksy é um exemplo. Estes artistas não detêm a propriedade física ou intelectual sobre os artefactos que criam e a transgressão faz parte da natureza da sua atividade. Deve assim uma boa parte da arte urbana deixar de ser classificada como arte? Deve este grafiti ser desvalorizado do mundo da arte devido ao seu problema de propriedade?
Fim