Corregedor e Procurador
Característcias da personagem
Duas das personagens da obra Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente
Crítica Social
Classe Social
Percurso cénico
Simbolos Cénicos
Argumentos de defesa e de acusação
Tipos de Cómico
Recursos Expressivos
Classe Social e Símbolos Cénicos
Classe Social
O Corregedor e o Procurador eram funcionários judiciais, o Corregedor é um juiz e o Procurador é um homem de negócios ligado à justiça.
Símbolos Cénicos
O Corregedor apresenta-se no cais carregado com uma vara e os seus feitos (processos judiciais), a vara simboliza o poder judicial e os feitos simbolizam a corrupção do corregedor, pois não os resolveu e por esse motivo, carrega-os consigo.
O Procurador apresenta-se carregado de livros que simbolizam o seu trabalho e os negócios que não cumpriu em vida.
Percurso cénico
Ambas as personagens fizeram o mesmo percurso: Barca do Inferno- Barca do Anjo- Barca do Inferno O Corregedor e o Procurador têm como destino o Inferno.
Argumentos
Argumentos de Defesa do Corregedor:
- Agiu com justiça e imparcialidade;
- Era a sua mulher que recebia os subornos;
- Confessou-se mas escondeu os seus pecados.
Argumentos de Acusação do Corregedor:
- Não era justo com as pessoas;
- Aceitou subornos;
- Ficou rico à custa dos mais pobres e fracos.
Argumento de Defesa do Procurador:
- Achou que ainda iria viver por muitos anos,
por isso ainda não se tinha confessado.Argumentos de Acusação do Procurador:
- Não se confessou antes de morrer;
- Foi corrupto durante a sua vida em terra.
Característcias da personagem
Corregedor:
O corregedor era ladrão, teimoso, subornável, desonesto, parcial na sua profissão, infiel á religião, imoral, ganancioso e pretencioso. Procurador: O procurador era uma pessoa corrupta, indecente, convencida, desonesta, presunçosa, infiel á religião, mas respeita o corregedor.
Crítica social
Eça de Queirós pretende críticar através destas duas cenas a corrupção judicial e a parcialidade existente nas ordens judiciais, pelo facto da justiça não ser justa. Os profissionais eram desonestos e enganavam a população, não admitindo os seus erros. Crítica também, o desrespeito pela igreja e os seus rituais sagrados e as pessoas que aceitam subornos.
Tipos de Cómico
Cómico de situação Pro. “ Bejo-vo-las mãos, juiz! Cómico de carácter Pro. “ Bacharel som… Dou-me ó demo! Não cuidei que era extremo Nem de morte minha dor E vós senhor corregedor? Cor. Eu mui bem me confessei Mais tudo quanto roubei Encobri ao confessor….” Cómico de linguagem Dia. Imbarquemini in batel... Dia. Imbarquimini in barco meo... Joa. Embarquetis in zambuquis!
Recursos Expressivos
Cor. “ A terra dos demos” – Eufemismo Diabo “ Há-de ir um corregedor? Santo descorregedor” – Ironia e antítese Diabo “ Irês ao lago dos cães” – Eufemismo Cor. “ E na terra dos danados” – Eufemismo Anjo “ Oh pragas pera papel pera as almas odiosos! ” – Metáfora Anjo “ Como vindes perciosos/ sendo filhos da ciência ” – Ironia
Corregedor e Procurador
Bia Martins
Created on May 3, 2023
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Corregedor e Procurador
Característcias da personagem
Duas das personagens da obra Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente
Crítica Social
Classe Social
Percurso cénico
Simbolos Cénicos
Argumentos de defesa e de acusação
Tipos de Cómico
Recursos Expressivos
Classe Social e Símbolos Cénicos
Classe Social O Corregedor e o Procurador eram funcionários judiciais, o Corregedor é um juiz e o Procurador é um homem de negócios ligado à justiça. Símbolos Cénicos O Corregedor apresenta-se no cais carregado com uma vara e os seus feitos (processos judiciais), a vara simboliza o poder judicial e os feitos simbolizam a corrupção do corregedor, pois não os resolveu e por esse motivo, carrega-os consigo. O Procurador apresenta-se carregado de livros que simbolizam o seu trabalho e os negócios que não cumpriu em vida.
Percurso cénico
Ambas as personagens fizeram o mesmo percurso: Barca do Inferno- Barca do Anjo- Barca do Inferno O Corregedor e o Procurador têm como destino o Inferno.
Argumentos
Argumentos de Defesa do Corregedor:
- Agiu com justiça e imparcialidade;
- Era a sua mulher que recebia os subornos;
- Confessou-se mas escondeu os seus pecados.
Argumentos de Acusação do Corregedor:- Não era justo com as pessoas;
- Aceitou subornos;
- Ficou rico à custa dos mais pobres e fracos.
Argumento de Defesa do Procurador:- Achou que ainda iria viver por muitos anos,
por isso ainda não se tinha confessado.Argumentos de Acusação do Procurador:Característcias da personagem
Corregedor: O corregedor era ladrão, teimoso, subornável, desonesto, parcial na sua profissão, infiel á religião, imoral, ganancioso e pretencioso. Procurador: O procurador era uma pessoa corrupta, indecente, convencida, desonesta, presunçosa, infiel á religião, mas respeita o corregedor.
Crítica social
Eça de Queirós pretende críticar através destas duas cenas a corrupção judicial e a parcialidade existente nas ordens judiciais, pelo facto da justiça não ser justa. Os profissionais eram desonestos e enganavam a população, não admitindo os seus erros. Crítica também, o desrespeito pela igreja e os seus rituais sagrados e as pessoas que aceitam subornos.
Tipos de Cómico
Cómico de situação Pro. “ Bejo-vo-las mãos, juiz! Cómico de carácter Pro. “ Bacharel som… Dou-me ó demo! Não cuidei que era extremo Nem de morte minha dor E vós senhor corregedor? Cor. Eu mui bem me confessei Mais tudo quanto roubei Encobri ao confessor….” Cómico de linguagem Dia. Imbarquemini in batel... Dia. Imbarquimini in barco meo... Joa. Embarquetis in zambuquis!
Recursos Expressivos
Cor. “ A terra dos demos” – Eufemismo Diabo “ Há-de ir um corregedor? Santo descorregedor” – Ironia e antítese Diabo “ Irês ao lago dos cães” – Eufemismo Cor. “ E na terra dos danados” – Eufemismo Anjo “ Oh pragas pera papel pera as almas odiosos! ” – Metáfora Anjo “ Como vindes perciosos/ sendo filhos da ciência ” – Ironia