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Miguel Torga

Diogo Graça

Created on May 2, 2023

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Transcript

Miguel Torga

Trabalho realizado por:Diogo GraçaGonçalo Rocha Renato LeitãoFrancisco Dias

índice

01

02

03

Biografia

Bibliografia

Ariane

04

05

06

Ariane: a arte de encontrar uma saída...

Análise do poema Ariane

Sísifo

07

08

09

Sísifo: Estrutura Esterna

Sísifo: Estrutura Interna

Webgrafia

Biografia

Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, nasceu em S. Martinho de Anta em 1907 e morreu em 1995.Nasceu numa família modesta e, depois de fazer a instrução primária na escola de S. Martinho de Anta, vai para o Porto, durante um ano, como criado de servir. Aos 13 anos parte para o Brasil e em 1925, regressa para portugal para continuar os estudos em Medicina em Coimbra. Foi médico e poeta Recebeu, entre outros, o Prémio de Montaigne em 1981, o Prémio Camões em 1989 e o Prémio Vida Literatária em 1992, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores.

Bibliografia

Miguel Torga escreveu mais de 50 obras, entre elas:

  • Ansiedade (1928)
  • Rampa (1930)
  • Tributo (1931)
  • Abismo (1932)
  • Bichos (2015)
  • Diário (1950)
  • Novos Contos da Montanha (1944)
  • Portugal (1950)

Ariane

Foram duas fragatas ver quem era Um tal milagre assim: era um navio Que se balança ali à minha espera Entre as gaivotas que se dão no rio

Ariane é um navio.Tem mastros, velas e bandeira à proa, E chegou num dia branco, frio, A este rio Tejo de Lisboa

Carregado de Sonhos, fundeou Dentro da claridade destas grades... Cisne de todos, que se foi, voltou Só para os olhos de quem tem saudades

Mas eu é que não pude ainda por meus passos Sair desta prisão em corpo inteiro, E levantar âncora, e cair nos braços De Arieane, o veleiro

Ariane: a arte de encontrar uma saída...

Ariane ou Ariadne, uma figura da mitologia clássica, foi uma rapariga que se apaixonou por um rapaz, chamado de Teseu, que se oferecia para um sacrifício.Tal sacrifício que consistia em entrar no labirinto de creta, onde se encontrava o minotauro, enfrentar e derrotar a criatura e depois fazer o caminho de regresso. Ariane deu ao rapaz uma espada e um novelo que ficou a segurar fora do labirinto. Arieane, que também simboliza a pureza e a castidade, surge aqui como a arte de encontrar uma saída

Ariane

  • Na 1ª estrofe o poeta apresenta ao leitor Ariane, através do campo lexical de navio, embarcação:
    • "Arieane é um navio/Tem mastros, velas e bandeiras à proa"
  • O poeta observa uma realidade bem concreta e contextualiza-a no tempo e espaço:
    • "E chegou num dia branco e frio"
    • "A este rio Tejo de Lisboa"
  • Na 2ª estrofe, ou na situação imaginada:
    • O navio Ariane era o ideal de todos, que se foi e que voltou, na forma de promessa, para os olhos daqueles que conseguem ver naquele navio, a promessa de evasão, de fuga, de liberdade
    • Aqueles que têm saudades dessa liberdade e que a valorizam
  • Na 2ª estrofe o sujeito poético refere uma pequena contextualização de onde o poema foi escrito:
    • "Dentro da claridade destas grades"

O poema é constituido por quatro quadras.Em todas as estrofes a rima é cruzada. A métrica é irregular pois os versos não têm o mesmo numero de silabas métricas.O esquema rimático é : abab/cdcd/eaea/fgfg A rima é cruzada

Tempo

Espaço

Ariane

  • Na 3ª estrofe, há, novamente, uma realidade observada e uma situação imaginária
    • "Foram duas fragatas ver quem era"
    • "Que se balança ali à minha espera"
  • Entre a realidade observada e a situação imaginária só podia acontecer um milagre:
    • "Um tal milagre assim:", verso 2 que faz de relação entre o real e o imaginário
  • Finalmente, na 4ª estrofe ou na situação vivida pelo sujeito poético:
    • O sujeito poético conseguiu, através da observação daquele navio, evadir-se mentalmente.
    • Mas em termos físicos isso ainda não aconteceu, logo, ainda não conseguiu sair daquela prisão em corpo inteiro, levantar a âncora e cair nos braços de Ariane, da liberdade.
  • Há apenas uma possibilidade de fuga imaginária através do sonho que aquele navio lhe prometeu.

Ariane

  • Recursos expressivos:
    • Metáfora
      • "Carregado de Sonho" : O veleiro carrega o sonho, o desejo de liberdade, de fuga, de viagem do sujeito poético.

Sísifo

E, nunca saciado, Vai colhendo Ilusões sucessivas no pomar. Sempre a sonhar E vendo, Acordado, O logro da aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças.

Recomeça… Se puderes, Sem angústia e sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho duro Do futuro, Dá-os em liberdade. Enquanto não alcances Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade.

https://youtu.be/J8obvZ0e-sk

Sísifo: Estrutura externa

O poema é constituído por duas décimas 1º estrofe- ababbccdeed - rima cruzada, emparelhada e interpolada 2º estrofe- ffggffhihi – rima emparelhada e cruzada O poema apresenta rima cruzada, emparelhada, interpolada Sílabas métricas irregulares

Sísifo: Estrutura interna

O poema pode ser dividido em 2 duas partes (1º estrofe e 2º estrofe) Na primeira estrofe: O sujeito poético incentiva-nos a não desistir e ser ambiciosos e que apesar de o caminho ser difícil não devemos desistir: “E os passos que deres/Nesse caminho duro” (v.4/5) Na segunda estrofe: É sugerido pelo sujeito poético a nunca deixemos de seguir a nossa vontade e fazer o que queremos, apesar dessa vontade apenas ser uma ilusão pela maneira de como nós (seres humanos) somos em geral. “Vai colhendo/Ilusões sucessivas no pomar” (v.12/13) O poema apresenta os verbos no modo imperativo

Sísifo: Estrutura interna

Mensagem transmitida pelo poema: O sujeito poético incentiva-nos a nunca desistir, a sermos livres e lutar pelos nossos sonhos já que segundo este não há problema nenhum em recomeçar ou tentar de novo O sísifo representa as diversas fases da nossa vida visto que numa altura podemos estar bem e satisfeitos e de um momento para o outro perdemos tudo aquilo que tinhamos construido e temos de recomeçar tudo de novo

Recursos expressivos: Antítese- “E vendo/Acordado” Metáfora- “Vai colhendo/Ilusões sucessivas no pomar” Paradoxo- “O logro da aventura”

Sísifo

O sísifo representa as várias situações da nossa vida em que somos obrigados a recomeçar, tal como esta ampulheta o tempo dela acaba mas depois poderá recomeçar novamente

Webgrafia

https://www.rtp.pt/play/estudoemcasa/p7828/e550552/portugues-7-e-8-anoshttps://pt.scribd.com/doc/167665596/Ariane https://prezi.com/cdohm-d6hswd/analise-do-poema-quotarianequot/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Ariadne https://www.infoescola.com/mitologia/ariadne/