Trabalho realizado por:Artur Skybinskyi Raquel Silva Rita Reis 12º F
miguel Torga
"Aos Poetas"
Índice
Biografia
"Aos poetas"
Obras
Análise
Webgrafia
Prémios
Nascimento
Biografia
1907
Inicia os estudos primários
learn more
1913
1917
1918
Conclui exame da instrução primária
Frequenta
Seminário
Emigra para o Brasil
1920
Escreve os primeiros versos
1924
1928
1933
Inicia estudos em medicina
1995
Conclui licenciatura em medicina
Miguel Torga morre a 17 de Janeiro
Prémios
Algumas Obras
Miguel Torga
Libertação
O outro livro de Job
1943
1946
1944
1936
Odes
Lamentação
Alguns prémios
Primeiro vencedor do Prémio Camões
Prémio do Diário de notícias
1969
prémio Internacional de Poesia de Knokke-Heist
1976
1989
Prémio vida literária
1991
Prémio de personalidade do ano
1992
"Aos Poetas"
Somos nós As humanas cigarras. Nós, Desde o tempo de Esopo conhecidos... Nós, Preguiçosos insectos perseguidos. Somos nós os ridículos comparsas Da fábula burguesa da formiga. Nós, a tribo faminta de ciganos Que se abriga Ao luar. Nós, que nunca passamos, A passar...
E vos digo e conjuro que canteis. Que sejais menestréis Duma gesta de amor universal. Duma epopeia que não tenha reis, Mas homens de tamanho natural. Homens de toda a terra sem fronteiras. De todos os feitios e maneiras, Da cor que o sol lhes deu à flor da pele. Crias de Adão e Eva verdadeiras. Homens da torre de Babel. Homens do dia-a-dia Que levantem paredes de ilusão. Homens de pés no chão, Que se calcem de sonho e de poesia Pela graça infantil da vossa mão.
Somos nós, e só nós podemos ter Asas sonoras.Asas que em certas horas Palpitam. Asas que morrem, mas que ressuscitam Da sepultura. E que da planura Da seara Erguem a um campo de maior altura A mão que só altura semeara. Por isso a vós, Poetas, eu levanto A taça fraternal deste meu canto, E bebo em vossa honra o doce vinho Da amizade e da paz. Vinho que não é meu, Mas sim do mosto que a beleza traz.
1ª Estrofe
Somos nósAs humanas cigarras.Nós,Desde o tempo de Esopo conhecidos...Nós,Preguiçosos insectos perseguidos.
É feita referência à Fábula da Cigarra e da Formiga de Esopo
Comparação
1:Esopo foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas várias fábulas populares
2ª Estrofe
Reforço da ideia de que os poetas são as cigarras
Somos nós os ridículos comparsas Da fábula burguesa da formiga. Nós, a tribo faminta de ciganos Que se abriga Ao luar. Nós, que nunca passamos, A passar...
Assumem papel secundário
Comparação
Por sua vez, está a comparar os ciganos à cigarra
Antítese/ metáfora
3ª Estrofe
Só os Poetas podem escrever poemas
Somos nós, e só nós podemos ter Asas sonoras. Asas que em certas horas Palpitam. Asas que morrem, mas que ressuscitam Da sepultura. E que da planura Da seara Erguem a um campo de maior altura A mão que só altura semeara.
Anáfora
Mesmo após a morte dos Poetas, as suas obras irão influenciar outros Poetas
Antítese
Pode ser o motor na criação de obras bem maiores
1- seara: pequena porção de terra cultivada
4ª Estrofe
Por isso a vós, Poetas, eu levantoA taça fraternal deste meu canto,E bebo em vossa honra o doce vinhoDa amizade e da paz.Vinho que não é meu,Mas sim do mosto que a beleza traz.
Apóstrofe
Inspira-se noutros Poetas/ poemas
Conteúdo dos poemas
1 - mosto: sumo de uva, antes da fermentação completa
5ª Estrofe
E vos digo e conjuro que canteis.Que sejais menestréisDuma gesta de amor universal.Duma epopeia que não tenha reis,Mas homens de tamanho natural.
Anáfora
Grandes feitos mas no contemporâneo/ atualidade
1 - menestréis: poetas medievais
6ª Estrofe
Homens de toda a terra sem fronteiras. De todos os feitios e maneiras, Da cor que o sol lhes deu à flor da pele. Crias de Adão e Eva verdadeiras. Homens da torre de Babel.
Somos todos crias de todas as culturas e línguas, independentemente da cor da pele
É o mito fundador que explica a razão de existirem diferentes línguas.
7ª Estrofe
Homens do dia-a-dia Que levantem paredes de ilusão. Homens de pés no chão, Que se calcem de sonho e de poesia Pela graça infantil da vossa mão.
Metáfora
Os Poetas devem ter o sonho e a poesia nas suas vidas e devem-se inspirar na sua infância
Webgrafia
- https://www.espacomigueltorga.pt/
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Babel
- https://www.ebiografia.com/esopo/
- https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=260
- Música de fundo: https://www.youtube.com/watch?v=uxT8Sl1PYqc&ab_channel=AdrianoAO
"Aos Poetas", TORGA Miguel
Rita Duarte Reis
Created on April 26, 2023
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Transcript
Trabalho realizado por:Artur Skybinskyi Raquel Silva Rita Reis 12º F
miguel Torga
"Aos Poetas"
Índice
Biografia
"Aos poetas"
Obras
Análise
Webgrafia
Prémios
Nascimento
Biografia
1907
Inicia os estudos primários
learn more
1913
1917
1918
Conclui exame da instrução primária
Frequenta
Seminário
Emigra para o Brasil
1920
Escreve os primeiros versos
1924
1928
1933
Inicia estudos em medicina
1995
Conclui licenciatura em medicina
Miguel Torga morre a 17 de Janeiro
Prémios
Algumas Obras
Miguel Torga
Libertação
O outro livro de Job
1943
1946
1944
1936
Odes
Lamentação
Alguns prémios
Primeiro vencedor do Prémio Camões
Prémio do Diário de notícias
1969
prémio Internacional de Poesia de Knokke-Heist
1976
1989
Prémio vida literária
1991
Prémio de personalidade do ano
1992
"Aos Poetas"
Somos nós As humanas cigarras. Nós, Desde o tempo de Esopo conhecidos... Nós, Preguiçosos insectos perseguidos. Somos nós os ridículos comparsas Da fábula burguesa da formiga. Nós, a tribo faminta de ciganos Que se abriga Ao luar. Nós, que nunca passamos, A passar...
E vos digo e conjuro que canteis. Que sejais menestréis Duma gesta de amor universal. Duma epopeia que não tenha reis, Mas homens de tamanho natural. Homens de toda a terra sem fronteiras. De todos os feitios e maneiras, Da cor que o sol lhes deu à flor da pele. Crias de Adão e Eva verdadeiras. Homens da torre de Babel. Homens do dia-a-dia Que levantem paredes de ilusão. Homens de pés no chão, Que se calcem de sonho e de poesia Pela graça infantil da vossa mão.
Somos nós, e só nós podemos ter Asas sonoras.Asas que em certas horas Palpitam. Asas que morrem, mas que ressuscitam Da sepultura. E que da planura Da seara Erguem a um campo de maior altura A mão que só altura semeara. Por isso a vós, Poetas, eu levanto A taça fraternal deste meu canto, E bebo em vossa honra o doce vinho Da amizade e da paz. Vinho que não é meu, Mas sim do mosto que a beleza traz.
1ª Estrofe
Somos nósAs humanas cigarras.Nós,Desde o tempo de Esopo conhecidos...Nós,Preguiçosos insectos perseguidos.
É feita referência à Fábula da Cigarra e da Formiga de Esopo
Comparação
1:Esopo foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas várias fábulas populares
2ª Estrofe
Reforço da ideia de que os poetas são as cigarras
Somos nós os ridículos comparsas Da fábula burguesa da formiga. Nós, a tribo faminta de ciganos Que se abriga Ao luar. Nós, que nunca passamos, A passar...
Assumem papel secundário
Comparação
Por sua vez, está a comparar os ciganos à cigarra
Antítese/ metáfora
3ª Estrofe
Só os Poetas podem escrever poemas
Somos nós, e só nós podemos ter Asas sonoras. Asas que em certas horas Palpitam. Asas que morrem, mas que ressuscitam Da sepultura. E que da planura Da seara Erguem a um campo de maior altura A mão que só altura semeara.
Anáfora
Mesmo após a morte dos Poetas, as suas obras irão influenciar outros Poetas
Antítese
Pode ser o motor na criação de obras bem maiores
1- seara: pequena porção de terra cultivada
4ª Estrofe
Por isso a vós, Poetas, eu levantoA taça fraternal deste meu canto,E bebo em vossa honra o doce vinhoDa amizade e da paz.Vinho que não é meu,Mas sim do mosto que a beleza traz.
Apóstrofe
Inspira-se noutros Poetas/ poemas
Conteúdo dos poemas
1 - mosto: sumo de uva, antes da fermentação completa
5ª Estrofe
E vos digo e conjuro que canteis.Que sejais menestréisDuma gesta de amor universal.Duma epopeia que não tenha reis,Mas homens de tamanho natural.
Anáfora
Grandes feitos mas no contemporâneo/ atualidade
1 - menestréis: poetas medievais
6ª Estrofe
Homens de toda a terra sem fronteiras. De todos os feitios e maneiras, Da cor que o sol lhes deu à flor da pele. Crias de Adão e Eva verdadeiras. Homens da torre de Babel.
Somos todos crias de todas as culturas e línguas, independentemente da cor da pele
É o mito fundador que explica a razão de existirem diferentes línguas.
7ª Estrofe
Homens do dia-a-dia Que levantem paredes de ilusão. Homens de pés no chão, Que se calcem de sonho e de poesia Pela graça infantil da vossa mão.
Metáfora
Os Poetas devem ter o sonho e a poesia nas suas vidas e devem-se inspirar na sua infância
Webgrafia