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"Aos Poetas", TORGA Miguel

Rita Duarte Reis

Created on April 26, 2023

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Transcript

Trabalho realizado por:Artur Skybinskyi Raquel Silva Rita Reis 12º F

miguel Torga

"Aos Poetas"

Índice

Biografia

"Aos poetas"

Obras

Análise

Webgrafia

Prémios

Nascimento

Biografia

1907

Inicia os estudos primários

learn more

1913

1917

1918

Conclui exame da instrução primária

Frequenta

Seminário

Emigra para o Brasil

1920

Escreve os primeiros versos

1924

1928

1933

Inicia estudos em medicina

1995

Conclui licenciatura em medicina

Miguel Torga morre a 17 de Janeiro

Prémios

Algumas Obras

Miguel Torga

Libertação

O outro livro de Job

1943

1946

1944

1936

Odes

Lamentação

Alguns prémios

Primeiro vencedor do Prémio Camões

Prémio do Diário de notícias

1969

prémio Internacional de Poesia de Knokke-Heist

1976

1989

Prémio vida literária

1991

Prémio de personalidade do ano

1992

"Aos Poetas"

Somos nós As humanas cigarras. Nós, Desde o tempo de Esopo conhecidos... Nós, Preguiçosos insectos perseguidos. Somos nós os ridículos comparsas Da fábula burguesa da formiga. Nós, a tribo faminta de ciganos Que se abriga Ao luar. Nós, que nunca passamos, A passar...

E vos digo e conjuro que canteis. Que sejais menestréis Duma gesta de amor universal. Duma epopeia que não tenha reis, Mas homens de tamanho natural. Homens de toda a terra sem fronteiras. De todos os feitios e maneiras, Da cor que o sol lhes deu à flor da pele. Crias de Adão e Eva verdadeiras. Homens da torre de Babel. Homens do dia-a-dia Que levantem paredes de ilusão. Homens de pés no chão, Que se calcem de sonho e de poesia Pela graça infantil da vossa mão.

Somos nós, e só nós podemos ter Asas sonoras.Asas que em certas horas Palpitam. Asas que morrem, mas que ressuscitam Da sepultura. E que da planura Da seara Erguem a um campo de maior altura A mão que só altura semeara. Por isso a vós, Poetas, eu levanto A taça fraternal deste meu canto, E bebo em vossa honra o doce vinho Da amizade e da paz. Vinho que não é meu, Mas sim do mosto que a beleza traz.

1ª Estrofe

Somos nósAs humanas cigarras.Nós,Desde o tempo de Esopo conhecidos...Nós,Preguiçosos insectos perseguidos.

É feita referência à Fábula da Cigarra e da Formiga de Esopo

Comparação

1:Esopo foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas várias fábulas populares

2ª Estrofe

Reforço da ideia de que os poetas são as cigarras

Somos nós os ridículos comparsas Da fábula burguesa da formiga. Nós, a tribo faminta de ciganos Que se abriga Ao luar. Nós, que nunca passamos, A passar...

Assumem papel secundário

Comparação

Por sua vez, está a comparar os ciganos à cigarra

Antítese/ metáfora

3ª Estrofe

Só os Poetas podem escrever poemas

Somos nós, e só nós podemos ter Asas sonoras. Asas que em certas horas Palpitam. Asas que morrem, mas que ressuscitam Da sepultura. E que da planura Da seara Erguem a um campo de maior altura A mão que só altura semeara.

Anáfora

Mesmo após a morte dos Poetas, as suas obras irão influenciar outros Poetas

Antítese

Pode ser o motor na criação de obras bem maiores

1- seara: pequena porção de terra cultivada

4ª Estrofe

Por isso a vós, Poetas, eu levantoA taça fraternal deste meu canto,E bebo em vossa honra o doce vinhoDa amizade e da paz.Vinho que não é meu,Mas sim do mosto que a beleza traz.

Apóstrofe

Inspira-se noutros Poetas/ poemas

Conteúdo dos poemas

1 - mosto: sumo de uva, antes da fermentação completa

5ª Estrofe

E vos digo e conjuro que canteis.Que sejais menestréisDuma gesta de amor universal.Duma epopeia que não tenha reis,Mas homens de tamanho natural.

Anáfora

Grandes feitos mas no contemporâneo/ atualidade

1 - menestréis: poetas medievais

6ª Estrofe

Homens de toda a terra sem fronteiras. De todos os feitios e maneiras, Da cor que o sol lhes deu à flor da pele. Crias de Adão e Eva verdadeiras. Homens da torre de Babel.

Somos todos crias de todas as culturas e línguas, independentemente da cor da pele

É o mito fundador que explica a razão de existirem diferentes línguas.

7ª Estrofe

Homens do dia-a-dia Que levantem paredes de ilusão. Homens de pés no chão, Que se calcem de sonho e de poesia Pela graça infantil da vossa mão.

Metáfora

Os Poetas devem ter o sonho e a poesia nas suas vidas e devem-se inspirar na sua infância

Webgrafia

  • https://www.espacomigueltorga.pt/
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Babel
  • https://www.ebiografia.com/esopo/
  • https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=260
  • Música de fundo: https://www.youtube.com/watch?v=uxT8Sl1PYqc&ab_channel=AdrianoAO