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Amor de Perdição- Capítulo XIX

aluno12976

Created on April 26, 2023

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Transcript

Amor de Perdição

ÍNDICE

Resumo do capítulo XIX

Relação entre o narrador e o leitor

Caracterização das personagens

Final do capítulo XIX

Herói Romântico

Recursos expressivos

Relação entre as personagens

Respostas do manual

As cartas de Teresa e Simão

Kahoot

Resumo do capítulo xix

  • No capítulo XIX Teresa faz um pedido a Simão para que aceite os 10 anos de cadeia.
  • Simão, porém responde-lhe ser preferível a morte para os dois.
  • Teresa despede-se dele, dizendo que sabe que o seu fim está próximo.

As cartas trocadas entre Teresa e Simão

  • Teresa, muito doente e caminhando para a morte, pede a Simão que aceite os dez anos de prisão.
  • Simão perdeu a vontade de viver, optando pelo degredo, não fugindo ao seu destino trágico.
  • Face à clausura que ambos vivem perderam toda a esperança.
  • Simão desistiu de tudo - do amor e da própria vida - "Eu quero morrer, mas não aqui".
  • Ele espera pela morte e aconselha Teresa a fazer o mesmo.

As cartas trocadas confirmam que, ao gosto romântico, perante a impossibilidade de realização do seu amor, a única opção era a morte.

"Morrerei Simão, morrerei. Perdoa tu ao meu destino... Perdi-te... Bem sabes que sorte eu queria dar-te... e morro, porque não posso, nem poderei jamais resgatar-te. Se podes, vive; não te peço que morras, Simão; quero que vivas para me chorares. Consolar-te-á o meu espírito... Estou tranquila... Vejo a aurora da paz... Adeus até ao Céu, Simão."

Carta de Teresa para Simão

relação entre narrador e leitor

O narrador inicia o capítulo com uma reflexão sobre a presença da verdade e da ficção num romance.

O narrador dirige-se ao leitor, questionando-se se "A degraça arvora ou aquebranta o amor?". Este não apresenta uma resposta para essa pergunta.

Simão mostra um conhecimento profundo dos seus sentimentos e motivações.

Final do capítulo xix

  • Depois de receber a última carta de Teresa, Simão cai num estado de profunda melancolia e loucura.
  • O ritmo narrativo é extremamente rápido, como demonstra a elipse: "Decorreram seis meses ainda".
  • No dia 10 de março de 1807, Simão recebe a intimação para a viagem rumo ao degredo na Índia, o que deixa-o num estado de loucura.
  • Nas cartas podemos encontrar lirismo nas palavras dos dois apaixonados, mas, à medida que se caminha para o desenlace, o discurso é contaminado pela sensibilidade romântica, daí um certo exagero, dramatismo e emotividade - "- Que trevas, meu Deus! - exclamava ele, e arrancava a mãos-cheias os cabelos. - Dai-me lágrimas, Senhor! Deixai-me chorar ou matai-me, que este sofrimento é insuportável!"

caracterização das personagens

TERESA DE ALBUQUERQUE

  • 15 anos;
  • Estatuto nobre;
  • Jovem, pura e frágil (mulher-anjo);
  • Sentimentos fortes - amor-paixão (vive o amor intensamente), obstinação na recusa de aceitar a autoridade paterna;
  • Revela autonimia, sobretudo quando se recusa a casar com o seu primo Baltasar.

caracterização das personagens

SIMÃO BOTELHO

  • 18 anos
  • Estatuto nobre;
  • Sentimentos fortes: - antes de amar - rebelde, marginal e violento - ao amor (amor-paixão) - apaixonado, sincero, fiel, obstinado na defesa da sua honra de amante perseguido, excessivo no amor e ódio, veia poética (cartas escritas na prisão), morre de amor.
  • Transformado pela amor.
  • Ânsia pela liberdade

Relação entre as personagens

Amor-paixão sincero, puro, excessivo.

Denúncia de uma sociedade repressiva que atua através de instituições.

Temas abordados- os protagonistas desta obra acreditam que o amor-paixão vivido entre eles seja eterno, sobriverá depois da morte, no céu e que as provações que estão a passar terão como recompensa a sacralização dos dois e do seu amor.

Herói Romântico

  • O herói romântico é uma entidade dotada de um dinamismo orientado para a superação de interdições de vária ordem.
  • Simão, como herói romântico, - entra em desânimo profundo e morre - "A luta com a desgraça é inútil, e eu não posso já lutar".

Recursos Expressivos

INTERROGAÇÃO RETÓRICA

«A verdade! Se ela é feia, para que oferecê-la em painéis ao público!?» (linha 9)

APÓSTROFE

«Dai-me lágrimas, Senhor!» (linhas 119-120)

EXCLAMAÇÃO

«A verdade do coração humano!» (linha 10)

Enumeração
«A índia, a humilhação, a miséria, a indigência» (linha 42)

Respostas do manual(página 179)

1.

2.1

  • A ânsia da liberdade, traduzida em Simão pelo facto de optar pelo degredo em de trimento de ficar em Portugal enclausurado, é uma das características mais significativas e comuns do herói romântico.
  • A primeira parte do capítulo serve como mote para aquilo que o narrador vai contar depois a propósito de Simão, ou seja, como vai anunciar que ele preferiu ser degredado e viver em liberdade a estar enclausurado numa prisão em Vila Real. O narrador, perguntar ao narratário se "A desgraça afervora, ou quebranta o amor" (L. 15), deixando que, aparente e ilusoriamente, seja o seu interlo cutor a tirar as ilações dos factos que lhe apresenta.
3.
  • Teresa queria que Simão aceitasse a comutação da pena, ficando, assim, a cumprir os dez anos de sentença em Vila Real, mas Simão, que não suportava mais a clausura de umas grades nem a castração do país, optou por cumprir a sua pena de dez anos na India.

Respostas do manual(página 179)

4.

5.

  • Simão convida Teresa a aceitar a morte, na expectativa de que o seu amor se possa cumprir numa outra dimensão: «Caminhemos ao encontro da morte... Há um segredo que só no sepulcro se sabe. Ver-nos-emos?» (ll. 77-78). Por seu turno, Teresa está disposta a morrer, advogando que não faz mal que Simão viva, mas suplicando-lhe que chore por ela: «Morrerei, Simão, morrerei... Se podes, vive não te peço que morras, Simão; quero que vivas para me chorares... Adeus até ao Céu, Simão» (ll. 96-99).
  • O narrador faz esta observação, porque Teresa traça planos para o futuro, acreditando que a sua relação com Simão seria possível, se ele ficasse a cumprir pena em Vila Real, mas o seu estado físico nao se coadunava com esta situação.

Respostas do manual(página 179)

6.

7.

  • Ainda que possa parecer da parte do Simão que o amor se esbateu em detrimento da ânsia pela liberdade, a verdade é que, embora este amor tivesse conduzido à perdição, os seus proyagonistas acreditam que ele sobreviverá numa outra dimensão, no Cé católico, e que, por isso, estão a passar por todas estas provações que terão como consequência a sacralização do seu amor e de si próprios.
  • Em ambos os casos, a ânsia pela liberdade condiciona a atitude das personagens: Simão, ao fim de 19 meses de prisão, sente-se impelido a optar pelo degredo em vez do cárcere por não mais conseguir aguentar a clausura imposta por uma cela fechada; Manuel de Sousa Coutinho decide incendiar o seu próprio palácio como forma de impedir a estadia dos governadores espanhóis em sua casa, situação que constituía para si um atentado à liberdade da pátria.

FIM DO CAPÍTULO XIX