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Grupo IV - Tormento do Ideal

Rui Alves

Created on April 18, 2023

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Transcript

Tormento do Ideal

Um soneto de Antero de Quental

Grupo IVDiogo Nascimento Inês Esteves Madalena Oliveira Rui Alves

O tormento do ideal

Pedindo à forma, em vão, a ideia pura, Tropeço, em sombras, na matéria dura, E encontro a imperfeição de quanto existe. Recebi o batismo dos poetas, E assentado entre as formas incompletas Para sempre fiquei pálido e triste.

Conheci a Beleza que não morre E fiquei triste. Como quem da serra Mais alta que haja, olhando aos pés a terra E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre, Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre; Assim eu vi o mundo e o que ele encerra Perder a cor, bem como a nuvem que erra ao pôr-do-sol e sobre o mar discorre.

Antero de Quental

2. Explicar o significado no contexto do poema

''mINGUAR''

''Jorre''

Significdo

Significdo

''erra''

''discorre''

Significdo

Significdo

3. Completar os espaços

O conceito concreto “Beleza” surge maiusculado para realçar o seu caráter tangível a sua importância no poema. O conceito “Beleza que não morre” simboliza “Transcendencia”, a “perfeição” a que o sujeito enquanto poeta deseja ascender. Nos sonetos de Camões, encontramos frequentemente o “Amor” ou entidades reais grafadas com maiúscula, realçando a sua sobre-humana e o seu protagonismo no poema.

4. Completar o esquema

5.Associar as expressões textuais ilustradas

Materia Dura (linha 10)

Imperfeisão (linha 11)

Formas Incompletas (linha 13)

6. Completar os espaços

A partir da leitura do soneto, podemos inferir que o poeta é um ser que sente e reflete sobre o sente e sobre o rodeia. Assim, consciente da distância entre o que idealiza e a imperfeição do mundo, o “eu” fica “pálido e triste”(v.14). Tendo conhecido a “Beleza que não morre” (v.1), o sujeito poético sente que só lhe restam “as formas incompletas” (v.13). O destino do poeta parece ser, assim, a busca da totalidade, da Beleza, da “ideia pura” e a limitação ao finito, ao contingente, à imperfeição. Daí o “Tormento do Ideal” que dá título ao poema.

7. interpretar e explicar a evolução de luz para sombras

A evolução da “luz” para “sombras” é uma metáfora da mudança de perspectiva do poeta em relação à vida e aos seus ideais. Inicialmente, o poeta vê a “luz” como uma representação dos seus ideais e esperanças, que iluminam a sua vida. À medida que o poema avança, o poeta começa a perceber que a luz que antes o guiava estava-se a transformar em sombras. Ele vê a sombra como uma representação da escuridão e do sofrimento que a vida lhe traz, e começa a questionar se vale a pena continuar a lutar pelos seus ideais. Esta mudança de perspetiva pode ser interpretada como uma reflexão sobre a natureza da vida e sobre a dificuldade de manter a fé e a esperança perante adversidades. O poeta começa questionar se os seus ideais são realmente valiosos e se vale a pena continuar a lutar por eles. *Nota: uma metáfora é quando comparamos dois conceitos sem se utilizar de expressões que indiquem que uma comparação está a ser feita.*

8. Classificar o poema

O poema é um soneto, constituído por duas estrofes e dois tercetos. O esquema rimático é ABAB CDCD EFEF e a rima é cruzada . Todos os versos têm 11 sílabas métricas.

9. dOCUMENTARIO relacionado a anterro de quental

“Social media has made perfect look achievable, So now reality has become undesirable.” - Steven Bartlett

“As redes sociais fizeram parecer que o “perfeito” poderia ser alcançável, então agora a realidade tornou-se indesejável."As expectativas sobre a perfeição da vida, dos amigos, do teu companheiro/a, da tua carreira e de ti mesmo vai ser o teu maior inimigo para a felicidade.

Acabamos por ser tão hipnotizados pelo que vemos, pela “perfeição” que as redes sociais nos fazem acreditar que conseguimos, pelo desejo que temos de ser iguais, de ser perfeitos que acabamos por nos perder nesse desejo e infelizmente viver. Em comparação, o poeta descreve sua luta para alcançar um ideal inatingível. Ele critica a sociedade por criar essas expectativas impossíveis e, ao mesmo tempo, lamenta sua própria incapacidade de alcançá-las.