Poema
"Um Adeus Português"
de Alexandre O´Neill
Trabalho realizado por : Constança Alexandre Nº9 Gonçalo Bessa Nº14
INDíce
Análise:Temática,Estilistica e Formal --------------- 8
Introdução ------------ 3
Bibliografia e Biografia do autor ----------------- 4
Conclusão do trabalho ---- 12
Poema escrito gravação ----------------------- 6
Bibliografia --------------- 13
INtrodução
Neste trabalho iremos abordar alguns factos da vida pessoal e literaria de Alexandre O`Neill. Seguidamente iremos realizar a declamação de um dos seus poemas, "Um Adeus Português", tanto como a sua análise formal, temática e estilistica. Consequentemente, iremos apresentar algumas conclusões acerca do nosso trabalho.
Alexandre O`Neill
- Alexandre de Manuela Vahia de Castro O´Neill de Bulhões
- Nascido no dia 19 de dezembro de 1924, Lisboa;
- Foi um famoso poeta português;
- Após concluir os seus estudos, ingressou na Escola Náutica de Lisboa;
- Fundou, juntamente com alguns poetas o Movimento surrealista de Lisboa;
- O grupo termina. Mas o surrealismo manteve-se na escrita de Alexandre;
Alexandre O`Neill
- Para além da escrita também exerceu trabalhos na área da publicidade;
- Foi preso diversas vezes pela PIDE;
- Em 1958 é finalmente reconhecido como poeta;
- Falece a 21 de agosto de 1986, AVC;
- Algumas obras:
- 1951- “Tempo de Fantasmas”
- 1958- “No Reino da Dinamarca”
- 1969 -”De ombro na ombreira”
- 1983- “Dezanove poemas”
Um Adeus Português
Não podias ficar nesta casa comigo em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino policial até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada mas da miséria de uma noite gerada por um dia igual
Nos teus olhos altamente perigosos vigora ainda o mais rigoroso amor a luz dos ombros pura e a sombra duma angústia já purificada
Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor
Não podias ficar presa comigo à pequena dor que cada um de nós traz docemente pela mão a esta pequena dor à portuguesa tão mansa quase vegetal
Não podias ficar nesta cadeira
onde passo o dia burocráticoo dia-a-dia da miséria que sobe aos olhos vem às mãos aos sorrisos ao amor mal soletrado à estupidez ao desespero sem boca ao medo perfilado à alegria sonâmbula à vírgula maníaca do modo funcionário de viver
Mas tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramosaté à idiotia esta pequena morte e ao seu minucioso e porco ritual esta nossa razão absurda de ser
Um Adeus Português
Não tu és da cidade aventureira da cidade onde o amor encontra as suas ruas e o cemitério ardente da sua morte tu és da cidade onde vives por um fio de puro acaso onde morres ou vives não de asfixia mas às mãos de uma aventura de um comércio puro sem a moeda falsa do bem e do mal
Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti
aNÁLISE TEMÁTICA
- No título do poema resaltam à vista 2 palavras “Adeus” e “Português”.
- “Adeus” transmite-nos uma ideia de despedida, um final de algo.
- “Português” um adjetivo referente ao nome “adeus”, adjetivo depreciativo.
- O tema do poema é muito explícito, pois trata-se da notável despedida entre dois amantes.
- No poema, destaca-se uma crítica à maneira de viver à portuguesa.
- É notável, no decorrer do poema diversas palavras relacionadas à morte(preto).
- São apresentadas diversas referências ao sofrimento derivados à maneira de viver(castanho).
- Outro tema expresso é o desejo de uma melhoria na condição de vida, a procura pela tal “cidade aventureira”.
- O poema aborda não só o tema da despedida entre dois amores,como uma crítica a uma maneira de estar à portuguesa.
Um Adeus Português
Não podias ficar nesta casa comigo em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino policial até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada mas da miséria de uma noite gerada por um dia igual
Nos teus olhos altamente perigosos vigora ainda o mais rigoroso amora luz dos ombros pura e a sombra duma angústia já purificada
Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor
Não podia ficar presa comigo à pequena dor que cada um de nós traz docemente pela mão a esta pequena dor à portuguesa tão mansa quase vegetal
Não podias ficar nesta cadeira onde passo o dia burocráticoo dia-a-dia da miséria que sobe aos olhos vem às mãos aos sorrisos ao amor mal soletrado à estupidez ao desespero sem boca ao medo perfilado à alegria sonâmbula à vírgula maníaca do modo funcionário de viver
Mas tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramosaté à idiotia esta pequena morte e ao seu minuciooa e porco ritual esta nossa razão absurda de ser
Um Adeus Português
Não tu és da cidade aventureira da cidade onde o amor encontra as suas ruas e o cemitério ardente da sua morte tu és da cidade onde vives por um fio de puro acaso onde morres ou vives não de asfixia mas às mãos de uma aventura de um comércio puro sem a moeda falsa do bem e do mal
Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti
Análise FormaL
ANÁLISE ESTILISTICA
Neste poema temos o uso de alguns recursos expressivos, como por exemplo:
- Anáfora-advérbio de negação"Não”
- (v.5;12;22;26;30;35;41;47)
- Enumeração gradativa: 3ª estrofe
- Metáfora: “cadeira”(v.12) “caso”(v.46)
- "canino"(v.24)
- "policial” (v.25)
- Poema constituido por 8 estrofes
- Não contém rimas, versos soltos;
- Quanto à extensão métrica: estrutura constituída apenas por versos irregulares;
- 1ª Estrofe: uma quadra
- 2ª Estrofe: uma redondilha maior
- 3ª Estrofe: uma décima
- 4ª Estrofe: uma oitava
- 5º Estrofe: uma redondilha menor
- 6ª e 8ª Estrofe: sextilhas
- 7ª Estrofe: uma nona
Um Adeus Português
Não podias ficar nesta casa comigo em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino policial até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada mas da miséria de uma noite gerada por um dia igual
Nos teus olhos altamente perigosos vigora ainda o mais rigoroso amor a luz dos ombros pura e a sombra duma angústia já purificada
Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor
Não podias ficar presa comigo à pequena dor que cada um de nós traz docemente pela mão a esta pequena dor à portuguesa tão mansa quase vegetal
Não podias ficar nesta cadeira
onde passo o dia burocráticoo dia-a-dia da miséria que sobe aos olhos vem às mãos aos sorrisos ao amor mal soletrado à estupidez ao desespero sem boca ao medo perfilado à alegria sonâmbula à vírgula maníaca do modo funcionário de viver
Mas tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramosaté à idiotia esta pequena morte e ao seu minucioso e porco ritual esta nossa razão absurda de ser
Um Adeus Português
Não tu és da cidade aventureira da cidade onde o amor encontra as suas ruas e o cemitério ardente da sua morte tu és da cidade onde vives por um fio de puro acaso onde morres ou vives não de asfixia mas às mãos de uma aventura de um comércio puro sem a moeda falsa do bem e do mal
Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti
Com este trabalho ficamos a conhecer um pouco melhor a vida e a obra de Alexandre O`Neill assim como a importâcia que o mesmo exerceu no inicio do movimento surrealista. Analisamos também o um do poemas de O´Neill chamado "Um Adeus Português" e concluimos que não se trata apenas da descrição do sofrimento causado por uma despedida, mas sim também de uma crítica à maneira de viver à portuguesa.
cONCLUSÕES DO tRABALHO
- https://prezi.com/qi1wbxp7we3j/alexandre-oneill/
- https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/Surrealista
- https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=332
- https://portuguesfcr.blogspot.com/2020/04/analise-de-um-adeus-portugues.html
- https://ensina.rtp.pt/artigo/um-adeus-portugues-de-alexandre-oneill/
bIBLIOGRAFIA
FIM!
12º E- Alexandre O'Neill-"Um Adeus Português"
Constança
Created on March 24, 2023
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Transcript
Poema
"Um Adeus Português"
de Alexandre O´Neill
Trabalho realizado por : Constança Alexandre Nº9 Gonçalo Bessa Nº14
INDíce
Análise:Temática,Estilistica e Formal --------------- 8
Introdução ------------ 3
Bibliografia e Biografia do autor ----------------- 4
Conclusão do trabalho ---- 12
Poema escrito gravação ----------------------- 6
Bibliografia --------------- 13
INtrodução
Neste trabalho iremos abordar alguns factos da vida pessoal e literaria de Alexandre O`Neill. Seguidamente iremos realizar a declamação de um dos seus poemas, "Um Adeus Português", tanto como a sua análise formal, temática e estilistica. Consequentemente, iremos apresentar algumas conclusões acerca do nosso trabalho.
Alexandre O`Neill
Alexandre O`Neill
Um Adeus Português
Não podias ficar nesta casa comigo em trânsito mortal até ao dia sórdido canino policial até ao dia que não vem da promessa puríssima da madrugada mas da miséria de uma noite gerada por um dia igual
Nos teus olhos altamente perigosos vigora ainda o mais rigoroso amor a luz dos ombros pura e a sombra duma angústia já purificada
Não tu não podias ficar presa comigo à roda em que apodreço apodrecemos a esta pata ensanguentada que vacila quase medita e avança mugindo pelo túnel de uma velha dor
Não podias ficar presa comigo à pequena dor que cada um de nós traz docemente pela mão a esta pequena dor à portuguesa tão mansa quase vegetal
Não podias ficar nesta cadeira onde passo o dia burocráticoo dia-a-dia da miséria que sobe aos olhos vem às mãos aos sorrisos ao amor mal soletrado à estupidez ao desespero sem boca ao medo perfilado à alegria sonâmbula à vírgula maníaca do modo funcionário de viver
Mas tu não mereces esta cidade não mereces esta roda de náusea em que giramosaté à idiotia esta pequena morte e ao seu minucioso e porco ritual esta nossa razão absurda de ser
Um Adeus Português
Não tu és da cidade aventureira da cidade onde o amor encontra as suas ruas e o cemitério ardente da sua morte tu és da cidade onde vives por um fio de puro acaso onde morres ou vives não de asfixia mas às mãos de uma aventura de um comércio puro sem a moeda falsa do bem e do mal
Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti
aNÁLISE TEMÁTICA
Um Adeus Português
Não podias ficar nesta casa comigo em trânsito mortal até ao dia sórdido canino policial até ao dia que não vem da promessa puríssima da madrugada mas da miséria de uma noite gerada por um dia igual
Nos teus olhos altamente perigosos vigora ainda o mais rigoroso amora luz dos ombros pura e a sombra duma angústia já purificada
Não tu não podias ficar presa comigo à roda em que apodreço apodrecemos a esta pata ensanguentada que vacila quase medita e avança mugindo pelo túnel de uma velha dor
Não podia ficar presa comigo à pequena dor que cada um de nós traz docemente pela mão a esta pequena dor à portuguesa tão mansa quase vegetal
Não podias ficar nesta cadeira onde passo o dia burocráticoo dia-a-dia da miséria que sobe aos olhos vem às mãos aos sorrisos ao amor mal soletrado à estupidez ao desespero sem boca ao medo perfilado à alegria sonâmbula à vírgula maníaca do modo funcionário de viver
Mas tu não mereces esta cidade não mereces esta roda de náusea em que giramosaté à idiotia esta pequena morte e ao seu minuciooa e porco ritual esta nossa razão absurda de ser
Um Adeus Português
Não tu és da cidade aventureira da cidade onde o amor encontra as suas ruas e o cemitério ardente da sua morte tu és da cidade onde vives por um fio de puro acaso onde morres ou vives não de asfixia mas às mãos de uma aventura de um comércio puro sem a moeda falsa do bem e do mal
Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti
Análise FormaL
ANÁLISE ESTILISTICA
Neste poema temos o uso de alguns recursos expressivos, como por exemplo:
Um Adeus Português
Não podias ficar nesta casa comigo em trânsito mortal até ao dia sórdido canino policial até ao dia que não vem da promessa puríssima da madrugada mas da miséria de uma noite gerada por um dia igual
Nos teus olhos altamente perigosos vigora ainda o mais rigoroso amor a luz dos ombros pura e a sombra duma angústia já purificada
Não tu não podias ficar presa comigo à roda em que apodreço apodrecemos a esta pata ensanguentada que vacila quase medita e avança mugindo pelo túnel de uma velha dor
Não podias ficar presa comigo à pequena dor que cada um de nós traz docemente pela mão a esta pequena dor à portuguesa tão mansa quase vegetal
Não podias ficar nesta cadeira onde passo o dia burocráticoo dia-a-dia da miséria que sobe aos olhos vem às mãos aos sorrisos ao amor mal soletrado à estupidez ao desespero sem boca ao medo perfilado à alegria sonâmbula à vírgula maníaca do modo funcionário de viver
Mas tu não mereces esta cidade não mereces esta roda de náusea em que giramosaté à idiotia esta pequena morte e ao seu minucioso e porco ritual esta nossa razão absurda de ser
Um Adeus Português
Não tu és da cidade aventureira da cidade onde o amor encontra as suas ruas e o cemitério ardente da sua morte tu és da cidade onde vives por um fio de puro acaso onde morres ou vives não de asfixia mas às mãos de uma aventura de um comércio puro sem a moeda falsa do bem e do mal
Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti
Com este trabalho ficamos a conhecer um pouco melhor a vida e a obra de Alexandre O`Neill assim como a importâcia que o mesmo exerceu no inicio do movimento surrealista. Analisamos também o um do poemas de O´Neill chamado "Um Adeus Português" e concluimos que não se trata apenas da descrição do sofrimento causado por uma despedida, mas sim também de uma crítica à maneira de viver à portuguesa.
cONCLUSÕES DO tRABALHO
bIBLIOGRAFIA
FIM!