autorretrato
alexandre o'neill
Carolina Glória nº8Gabriel Branco nº12 gabriel yllana nº13 12ºe Março 2023
Temas a abordar
5. Análise estilística
7. Relação com Bocage
8. Conclusão
9. Bibliografia
1. Introdução
2. Biografia do autor
3. Declamação
4. Análise temática
5. Análise formal
"Há mar e mar, há ir e voltar."
Alexandre O'Neill
"Passe um verão desafogado"
Alexandre O'Neill
Alexandre O'Neill
Notas biográficas
1924- nasceu em Lisboa a 19 de dezembro1944- desempenhou funções escriturárias 1947- foi um dos fundadores do Grupo Surrealista de Lisboa 1951- publicou o seu primeiro livro de poemas: Tempo de Fantasmas 1958- publicou o livro de poesia que o tornou conhecido: No Reino da Dinamarca 1960- ficou famoso na área da publicidade pelos seus slogans ousados e cheio de malícia 1986- morreu em Lisboa a 21 de agosto
"O'Neill (Alexandre), moreno português,cabelo asa de corvo; da angústia da cara, nariguete que sobre puja de través a ferida desdenhosa e não cicatrizada. Se a viagem de tal sujeito é o que vês (omita-se o olho triste e testa iluminada) o retrato moral também tem os seus quês (aqui, uma pequena frase censurada...) No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!) e tem a veleidade de o saber fazer (pois amor não há feito) das maneiras mil que são a semovente estátua do prazer.Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se do que neste soneto sobre si mesmo disse..."
Alexandre O'Neill, Poesias completas (1951-1986), Lisboa: IN-CM, 1995.
Análise temática
O poema divide-se em três partes:
Em que a primeira parte, do primeiro verso ao sexto, consiste na descrição física do sujeito poético, "moreno", cabelo negro ("cabelo asa de corvo"), entre outros...
"O'Neill (Alexandre), moreno português,cabelo asa de corvo; da angústia da cara, nariguete que sobre puja de través a ferida desdenhosa e não cicatrizada. Se a viagem de tal sujeito é o que vês (omita-se o olho triste e testa iluminada)
Esta descrição do sujeito poético insinua, desde logo, diversas características psicológicas, como:
que a cara revela angústia, "da angustia da cara" e o olhar, tristeza, "omita-se o olho triste..."
Já na segunda parte, verso 7 e 8, o poema foca-se no retrato psicológico-moral do sujeito poético
O verso 7 insinua que a sua vida não é exemplar, mas não chega a mencionar ao que se refere e nada revela sobre si mesmo
o retrato moral também tem os seus quês(aqui, uma pequena frase censurada...)
O 8º verso ("aqui, uma pequena frase censurada…"), pode ser interpretado de duas formas, como uma autocensura por parte do poeta ou uma antecipação da censura por parte de outros
Na terceira parte, do verso 9 ao 14, o sujeito poético acredita no amor e envolve-se empenhadamente nele
Este sofre com a "ternura", ou seja, tem uma grande sensibilidade e o ser afetuoso com os outros traz-lhe sofrimento
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!)e tem a veleidade de o saber fazer(pois amor não há feito) das maneiras mil que são a semovente estátua do prazer.Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se do que neste soneto sobre si mesmo disse..."
O "eu" lírico ri-se de si próprio, pois este não confia totalmente naquilo que diz sobre si mesmo
Podendo concluir ainda que este riso demonstra uma autocrítica e uma ironia
Análise formal
"O'Neill (Alexandre), moreno português,cabelo asa de corvo; da angústia da cara, nariguete que sobre puja de través a ferida desdenhosa e não cicatrizada. Se a viagem de tal sujeito é o que vês (omita-se o olho triste e testa iluminada) o retrato moral também tem os seus quês (aqui, uma pequena frase censurada...) No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!) e tem a veleidade de o saber fazer (pois amor não há feito) das maneiras mil que são a semovente estátua do prazer.Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se do que neste soneto sobre si mesmo disse..."
Estrutura externa e esquema rimático
- 1 estrofe, 14 versos com uma escansão métrica irregular
, , , - rima cruzada - rima emparelhada - verso solto
Recursos expressivos presentes no poema:
- metáfora - interrogação retórica - anáfora - antítese
ANÁLISE ESTILÍSTICA
Alexandre O'Neill, Poesias completas (1951-1986), Lisboa: IN-CM, 1995.
Autorretrato, Alexandre O'neill
autorretrato, bocage
vS
"Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos, por taça escura,
De zelos infernais letal veneno;
Devoto incensador de mil deidades
(Digo, de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades,
Eis Bocage em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades,
Num dia em que se achou mais pachorrento.
"O'Neill (Alexandre), moreno português,cabelo asa de corvo; da angústia da cara, nariguete que sobre puja de través a ferida desdenhosa e não cicatrizada. Se a viagem de tal sujeito é o que vês (omita-se o olho triste e testa iluminada) o retrato moral também tem os seus quês (aqui, uma pequena frase censurada...) No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!) e tem a veleidade de o saber fazer (pois amor não há feito) das maneiras mil que são a semovente estátua do prazer.Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se do que neste soneto sobre si mesmo disse..."
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12°E- Alexandre O'Neill - Autorretrato
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autorretrato
alexandre o'neill
Carolina Glória nº8Gabriel Branco nº12 gabriel yllana nº13 12ºe Março 2023
Temas a abordar
5. Análise estilística
7. Relação com Bocage
8. Conclusão
9. Bibliografia
1. Introdução
2. Biografia do autor
3. Declamação
4. Análise temática
5. Análise formal
"Há mar e mar, há ir e voltar."
Alexandre O'Neill
"Passe um verão desafogado"
Alexandre O'Neill
Alexandre O'Neill
Notas biográficas
1924- nasceu em Lisboa a 19 de dezembro1944- desempenhou funções escriturárias 1947- foi um dos fundadores do Grupo Surrealista de Lisboa 1951- publicou o seu primeiro livro de poemas: Tempo de Fantasmas 1958- publicou o livro de poesia que o tornou conhecido: No Reino da Dinamarca 1960- ficou famoso na área da publicidade pelos seus slogans ousados e cheio de malícia 1986- morreu em Lisboa a 21 de agosto
"O'Neill (Alexandre), moreno português,cabelo asa de corvo; da angústia da cara, nariguete que sobre puja de través a ferida desdenhosa e não cicatrizada. Se a viagem de tal sujeito é o que vês (omita-se o olho triste e testa iluminada) o retrato moral também tem os seus quês (aqui, uma pequena frase censurada...) No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!) e tem a veleidade de o saber fazer (pois amor não há feito) das maneiras mil que são a semovente estátua do prazer.Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se do que neste soneto sobre si mesmo disse..."
Alexandre O'Neill, Poesias completas (1951-1986), Lisboa: IN-CM, 1995.
Análise temática
O poema divide-se em três partes:
Em que a primeira parte, do primeiro verso ao sexto, consiste na descrição física do sujeito poético, "moreno", cabelo negro ("cabelo asa de corvo"), entre outros...
"O'Neill (Alexandre), moreno português,cabelo asa de corvo; da angústia da cara, nariguete que sobre puja de través a ferida desdenhosa e não cicatrizada. Se a viagem de tal sujeito é o que vês (omita-se o olho triste e testa iluminada)
Esta descrição do sujeito poético insinua, desde logo, diversas características psicológicas, como:
que a cara revela angústia, "da angustia da cara" e o olhar, tristeza, "omita-se o olho triste..."
Já na segunda parte, verso 7 e 8, o poema foca-se no retrato psicológico-moral do sujeito poético
O verso 7 insinua que a sua vida não é exemplar, mas não chega a mencionar ao que se refere e nada revela sobre si mesmo
o retrato moral também tem os seus quês(aqui, uma pequena frase censurada...)
O 8º verso ("aqui, uma pequena frase censurada…"), pode ser interpretado de duas formas, como uma autocensura por parte do poeta ou uma antecipação da censura por parte de outros
Na terceira parte, do verso 9 ao 14, o sujeito poético acredita no amor e envolve-se empenhadamente nele
Este sofre com a "ternura", ou seja, tem uma grande sensibilidade e o ser afetuoso com os outros traz-lhe sofrimento
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!)e tem a veleidade de o saber fazer(pois amor não há feito) das maneiras mil que são a semovente estátua do prazer.Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se do que neste soneto sobre si mesmo disse..."
O "eu" lírico ri-se de si próprio, pois este não confia totalmente naquilo que diz sobre si mesmo
Podendo concluir ainda que este riso demonstra uma autocrítica e uma ironia
Análise formal
"O'Neill (Alexandre), moreno português,cabelo asa de corvo; da angústia da cara, nariguete que sobre puja de través a ferida desdenhosa e não cicatrizada. Se a viagem de tal sujeito é o que vês (omita-se o olho triste e testa iluminada) o retrato moral também tem os seus quês (aqui, uma pequena frase censurada...) No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!) e tem a veleidade de o saber fazer (pois amor não há feito) das maneiras mil que são a semovente estátua do prazer.Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se do que neste soneto sobre si mesmo disse..."
Estrutura externa e esquema rimático
- 1 estrofe, 14 versos com uma escansão métrica irregular
, , , - rima cruzada - rima emparelhada - verso solto
Recursos expressivos presentes no poema:
- metáfora - interrogação retórica - anáfora - antítese
ANÁLISE ESTILÍSTICA
Alexandre O'Neill, Poesias completas (1951-1986), Lisboa: IN-CM, 1995.
Autorretrato, Alexandre O'neill
autorretrato, bocage
vS
"Magro, de olhos azuis, carão moreno, Bem servido de pés, meão na altura, Triste de facha, o mesmo de figura, Nariz alto no meio, e não pequeno; Incapaz de assistir num só terreno, Mais propenso ao furor do que à ternura; Bebendo em níveas mãos, por taça escura, De zelos infernais letal veneno; Devoto incensador de mil deidades (Digo, de moças mil) num só momento, E somente no altar amando os frades, Eis Bocage em quem luz algum talento; Saíram dele mesmo estas verdades, Num dia em que se achou mais pachorrento.
"O'Neill (Alexandre), moreno português,cabelo asa de corvo; da angústia da cara, nariguete que sobre puja de través a ferida desdenhosa e não cicatrizada. Se a viagem de tal sujeito é o que vês (omita-se o olho triste e testa iluminada) o retrato moral também tem os seus quês (aqui, uma pequena frase censurada...) No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!) e tem a veleidade de o saber fazer (pois amor não há feito) das maneiras mil que são a semovente estátua do prazer.Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se do que neste soneto sobre si mesmo disse..."
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