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Os Maias - Cap IV e V

Lauana Rodrigues

Created on March 23, 2023

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Transcript

Os Maias

capítulos iv e v

Lauana Rodrigues Nº 5 11º D

Índice:

Introdução

Espaço e tempo

Resumo do capítulo IV

Críticas de costumes presentes

Resumo do capítulo V

Linguagem e estilo

Personagens

Introdução

Neste trabalho irei apresentar um resumo sobre os capítulos IV e V do livro Os Maias do autor Eça de Queirós. A seguir quais os personagens estão presentes nestes capítulos,além de seu espaço e tempo ocorrido,assim como, elementos ou críticas que estão presentes e por último e não menos importante a linguagem e estilo dois capítulos.

Resumo do capítulo IV:

Carlos descobre a sua vocação para Medicina e matricula-se com alegria na Universidade de Coimbra. Para que os seus estudos sejam mais sossegados, Afonso oferece ao neto uma casa em Celas, onde este, pelo contrário, exerce um tipo de vida quase despreocupada, sempre rodeado de amigos com ideias filosóficas e liberais. É sobretudo chegado a João da Ega, que estudava Direito e era sobrinho de André da Ega, amigo de infância de Afonso. Pela altura da formatura de Carlos, deu-se uma grande festa na sua casa de Celas, depois da qual este partiu para uma viagem de um ano pela Europa. Ao fim desse tempo, Afonso esperava-o no Ramalhete, onde se iriam instalar .

Continuação do resumo:

Carlos tencionava montar um consultório e um laboratório em Lisboa, vontades que depressa satisfez com a ajuda do avô: o laboratório foi montado num velho armazém, e o consultório num primeiro andar em pleno Rossio. Carlos recebeu com alegria a visita do seu amigo Ega, que lhe anunciou que ia publicar o livro que andava a escrever havia já alguns anos – “Memórias de um Átomo” – que todos os que tinham ouvido falar esperavam com impaciência. Esse livro falava da história de vida de um átomo, que viveu desde o inicio da Terra até aos tempos de hoje.

Resumo do capítulo V:

O capítulo inicia-se com uma festa no escritório de Afonso, no Ramalhete.Todos sentiam a falta de Ega, pois ninguém o via há já vários dias. Entretanto, o negócio na clínica de Carlos já começara a ter alguma popularidade, devido ao seu sucesso com o caso da Marcelina (a mulher do padeiro que quase morreu). Mais tarde, Carlos finalmente encontra Ega e é descoberto o mistério do seu desaparecimento: se apaixonou por Raquel Cohen, que era, casada.

Continuação do resumo :

Durante uma conversa entre Carlos e Ega, Ega propõe a Carlos conhecer a família Gouvarinho. Carlos aceita. Após a um encontro com estes amigos de Ega, Carlos não parava de pensar na Condessa Gouvarinho. Estava apaixonado. Este capítulo acaba com uma ida de Carlos com a família Gouvarinho à ópera, e durante esta ocasião, a condessa mostra-se interessada em Carlos.

Personagens:

Carlos da Maia:

É um dos protagonista deste livro. Era um belo rapaz,alto, bem de ombros largos, olhos negros, pele branca, cabelos negros e ondulados. Tinha barba fina, castanha escura. Eça dizia que, ele tinha uma fisionomia de "belo cavaleiro da Renascença".

Ele era culto, educado, de gostos requintados. É corajoso e frontal. Amigo do seu amigo e generoso. Destaca-se pela seu gosto pelo luxo, e incapacidade de se fixar num projeto sério. Todavia, apesar da educação, Carlos fracassou. Não foi devido a esta mas falhou, em parte, por causa do meio onde se instalou – uma sociedade fútil e sem estímulos e também devido a aspectos hereditários – a fraqueza e a covardia do pai, o egoísmo, e o espírito boémio da mãe.

João da Ega:

Ega usava "um vidro entalado no olho", tinha "nariz adunco, pescoço esganiçado, punhos tísicos, pernas de cegonha". Era o autêntico retrato de Eça.

Ega é a projeção literária de Eça de Queirós. É uma personagem contraditória. Por um lado, romântico e sentimental, por outro, progressista e crítico, sarcástico do Portugal Constitucional. Amigo íntimo de Carlos desde os tempos de Coimbra, onde se formara em Direito. Boémio, excêntrico, exagerado, caricatural, anarquista sem Deus e sem moral. É leal com os amigos. Sofre também de diletantismo, concebe grandes projetos literários que nunca chega a executar. Teve a sua grande paixão - Raquel Cohen. Ega, um falhado, corrompido pela sociedade, encarna a figura defensora dos valores da escola realista por oposição à romântica.

Afonso da Maia

Avô de Carlos era baixo, de ombros quadrados e fortes. A sua cara larga, o nariz aquilino e a pele corada. O cabelo era branco, muito curto e a barba branca e comprida.

O personagem mais simpático do romance e aquele que o autor mais valorizou. Não se lhe conhecem defeitos. É um homem de carácter culto e requintado nos gostos. Enquanto jovem adere aos ideais do Liberalismo e é obrigado, pelo seu pai, a sair de casa; instala-se em Inglaterra mas, falecido o pai.Dedica a sua vida ao neto Carlos. É generoso para com os amigos e os necessitados. Ama a natureza e o que é pobre e fraco. Tem altos e firmes princípios morais. É o símbolo do velho Portugal que contrasta com o novo Portugal – o da Regeneração – cheio de defeitos.

Condessa de Gouvarinho

Cabelos crespos e ruivos, nariz petulante, olhos escuros e brilhantes, bem feita, pele clara, fina e doce. É casada com o conde de Gouvarinho e é filha de um comerciante inglês do Porto.

É imoral e sem escrúpulos. Traí o marido, com Carlos, sem qualquer tipo de remorsos. Questões de dinheiro e a mediocridade do conde fazem com que o casal se desentenda. Envolve-se com Carlos e revela-se apaixonada e impetuosa. Carlos deixa-a, acaba por perceber que ela é uma mulher sem qualquer interesse, demasiado fútil.

Espaço :

  • Coimbra: espaço da vida despreocupada estudantil, artística e literária; de formação de Carlos cuja existência surge ainda marcada pelo Romantismo que a sua geração procura rejeitar. Local onde fica a Paços de celas.
  • O consultório - Fisíco : A descrição do consultório revela-nos algumas facetas de Carlos: diletantismo, entusiasmos passageiros, projetos inacabados.
  • Ramalhete - Físico : a degradação do edificio acompanha o percurso da família e a passagem de Carlos por Lisboa, sendo considerado um marco referêncial importante.

Tempo:

Entende-se por tempo histórico aquele que se desdobra em dias, meses e anos vividos pelas personagens, refletindo até acontecimentos cronológicos históricos do país. N' Os Maias, o tempo histórico é dominado pelo encadeamento de três gerações de uma família, cujo último membro - Carlos, se destaca relativamente aos outros. A fronteira cronológica situa-se entre 1820 e 1887, aproximadamente. Assim, o tempo concreto da intriga compreende cerca de 70 anos.

+ info

Críticas de costumes presentes:

Crítica à situação social e política de Portugal: alude-se a "importação" que caracteriza o país - Ideias, filosofias, maneiras, estéticas, etc; Crítica à situação político-social do país.; O adultério e a condição feminina;

Crítica à classe política; Crítica à sociedade: a degradaçãodos costumes e da moral; a falta de cultura e ignorância dos jornalistas; situação decadente do país.

Linguagem e estilo:

  • Recursos expressivos:
1 - Ironia: " Grande coisa,ter um curso!" 2 - Hipaláge: " ... essa sussuração lenta de cidade preguiçosa ..." 3 - Sisnestesia - mistura de sensações visuais e tácteis : "... Numa vibração mais clara,por aquele ar fino de Novembro: uma luz macia ..."

Queirós através da narração, da descrição, do diálogo e do monólogo , apropria-se da linguagem de forma inovadora, atribuindo novos valores estéticos e literários. A narração ganha flexibilidade pela necessidade de relatar objetivamente os acontecimentos, como a estética realista; o diálogo enche-se de força coloquial; a descrição minuciosa, e pela análise dos acontecimentos sociais; o monólogo ajuda a estudar o mundo interior das personagens; o comentário permite a intervenção de um narrador que, ora adotando uma focalização omnisciente, ora uma focalização interna, tudo observa com olhar crítico e contundente.

  • Discurso indireto livre.

Obrigada pela atenção!