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As Cruzadas vistas pelos Árabe

Emílio Venceslau Banaru

Created on March 14, 2023

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Transcript

As Cruzadas vistas pelos Árabes

Amin Maalouf

Bibliografia do autor

Contexto da obra

Partes do livro

Índice

Restantes tópicos e conclusão

Leitura de um excerto

Gramática

Conclusão

editor: edições 70 tradutor: Germiano Cascais Franco

Amin Maalouf

O autor, Amin Maalouf, é um prestigiado escritor e jornalista libanês, que nasceu em Beirute em 1949 e que atualmente vive na França. Dedicou grande parte da sua produção ao romance - com vários títulos publicados e especial apetência pelo romance histórico -, entre os quais se destacam Leão, o Africano, Samarcana e o Périplo. Ele é um dos principais escritores árabes contemporâneos, e já recebeu diversos prêmios literários, incluindo o Prêmio Goncourt, o mais prestigioso prêmio literário francês.

Contexto da obra

O livro "As Cruzadas Vistas pelos Árabes" de Amin Maalouf é uma narrativa histórica que apresenta uma visão das Cruzadas a partir da perspetiva dos árabes. O autor explora o conflito entre o mundo cristão e o mundo muçulmano durante o período das Cruzadas, mostrando como as campanhas militares europeias afetaram profundamente a sociedade árabe, valorizando a cultura e a visão de mundo dos povos que foram afetados pelo conflito. O autor utiliza fontes históricas árabes para construir sua narrativa, o que mostra sua preocupação em resgatar a história e a cultura da região (pág.88)

01 A Invasão

02 A ocupação

03 A resposta

13 Capítulos

Partes

04 A vitória

05 A morotória

06 A expulsão

A Invasão (1096-1100)

O autor descreve como a chegada das cruzadas causou pânico e preocupação entre os habitantes árabes, que não entendiam bem as intenções dos invasores. O autor apresenta também alguns dos líderes das Cruzadas, como Godofredo de Bulhão, Saint-Gilles e Boemundo. Ele conta como as cruzadas conseguiram vencer os defensores muçulmanos após um longo cerco, utilizando táticas de guerra, como a escavação de túneis.

A ocupação (1100 - 1129)

Maalouf relata como a tomada da cidade pelas cruzadas foi acompanhada de muita violência e derramamento de sangue. No livro destaca que a presença cristã na região era vista com desconfiança e hostilidade pela população local. Maalouf evidência como as cidades e vilas foram modificadas para atender às necessidades dos invasores, com a construção de igrejas e fortificações.

A resposta (1128 - 1146)

A resposta muçulmana à invasão cristã incluiu a figura de Nureddin, sucessor de Zinki, que continuou a lutar contra as cruzadas após a morte de seu pai. Maalouf destaca a habilidade diplomática de Nureddin, que conseguiu estabelecer alianças com outros líderes muçulmanos e criar um exército forte o suficiente para enfrentar as cruzadas. Além disso, Maalouf apresenta a figura de Saladino, que se tornou um dos principais líderes muçulmanos na luta contra as cruzadas. Maalouf destaca que a resposta muçulmana à invasão cristã não foi apenas militar, mas também cultural.

A vitória (1146 - 1187)

Maalouf destaca como as cruzadas começaram a se preparar para novas batalhas e a buscar aliados para enfrentar os muçulmanos. A expedição foi mal-sucedida. Essa derrota mostrou a fragilidade das cruzadas e a força dos muçulmanos na região. Ele descreve como Saladino conseguiu unir diferentes grupos muçulmanos em torno de um objetivo comum e liderar um exército que eventualmente conseguiu retomar Jerusalém em 1187. A retomada de Jerusalém foi um momento decisivo na luta entre as cruzadas e os muçulmanos.

A moratória (1187 - 1244)

Esta parte começa com a descrição da situação na região após a vitória de Saladino sobre as cruzadas e a retomada de Jerusalém pelos muçulmanos em 1187. Maalouf destaca como essa vitória mudou a dinâmica da região e abriu espaço para um período de relativa paz e estabilidade. É também apresentado como esse período de relativa paz e estabilidade na região permitiu um florescimento da cultura e do comércio. Maalouf também descreve a ameaça mongol, que invadiu a região em 1244. Os mongóis destruíram a cidade de Bagdad e avançaram em direção ao Mediterrâneo, ameaçando a Síria e o Egito. Maalouf destaca como essa ameaça obrigou os muçulmanos a se unir para enfrentar um inimigo comum.

A expulsão (1244 - 1291)

A sexta parte e a última descreve a ascensão dos mongóis e como eles invadiram a Síria, devastando cidades e campos em seu caminho. Baibars liderou várias campanhas militares contra os cristãos, retomando cidades e fortalezas que haviam sido tomadas. Maalouf descreve a queda do Acre em 1291 como o fim da presença dos ocidentais no Oriente Médio, e apresenta algumas reflexões sobre as consequências das Cruzadas para a região e para as relações entre o mundo árabe e o Ocidente
Um dos subtemas mais presentes na obra é o choque cultural e religioso entre as duas civilizações envolvidas na obra: a cristã e a muçulmana. A narrativa apresenta personagens de ambos os lados do conflito, que representam diferentes visões e valores culturais e religiosos. Saladino é apresentado como um personagem complexo, que tem habilidades militares excecionais, mas também é um homem justo e generoso (pág.197, 198). Maalouf utiliza a figura de Saladino para comparar com a imagem dos líderes cristãos, que são apresentados como brutais e gananciosos (pág.57). Em vez de matá-los, Saladino os trata com honra e os liberta, para mostrar sua generosidade e sua clemência. Essa sequência ilustra a complexidade dos valores culturais e éticos envolvidos no conflito, e a habilidade de Maalouf em retratar personagens complexos e multidimensionais.Um breve momento que evidencia a apreciação estética e intelectual da obra é a descrição da cidade de Jerusalém.
A obra de Amin Maalouf também pode ser vista como uma crítica à intolerância e ao fanatismo religioso, que foram responsáveis por grande parte dos conflitos que marcaram as Cruzadas.Amin Maalouf é um escritor talentoso, que consegue combinar rigor histórico com uma narrativa envolvente e cativante. O livro é escrito de forma acessível.Em resumo, «As Cruzadas Vistas pelos Árabes» é uma obra que retrata um período histórico complexo e importante, e que ajuda a entender as melhor as origens.

Leitura de um excerto

"O destino espedaça-nos como se fôsssemos de vidro, E os nossos cacos nunca mais se ressoldam" pág.56

Gramática

"O chefe promete salvar a vida dos habitantes" - Modalidade epistémica de valor de certeza
"Marra não possui um exército, mas uma simples milícia urbana" 1. Marra não possui um exército - oração coordenada 2. mas uma simples milícia urbana - oração adversativa

Conclusão

"As Cruzadas Vistas pelos Árabes" é uma obra essencial para quem quer entender melhor a história das Cruzadas e as relações entre o mundo árabe e o mundo ocidental. O livro oferece uma visão original e detalhada do conflito, que é complementar às narrativas tradicionais ocidentais sobre o tema.