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Os Lusíadas - Despedidas em Belém

Filomena Diegues

Created on March 4, 2023

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Transcript

Os Lusíadas

Episódio: Despedidas em Belém

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1. Que mensagem se pretende transmitir na metáfora: "Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal!"?

Mar Português Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu. Fernando Pessoa

A - As lágrimas (que são salgadas) foram a causa de o mar ser salgado.B - A associação entre o sal do mar e as lágrimas de Portugal enfatiza a dimensão do sofrimento do povo português. C - O sal era um bem muito caro na época e era preciso um grande esforço para o conseguir comprar.

2. A repetição do determinante indefinido ("quanto... quantas... Quantos... Quantas...") na primeira estrofe tem como objetivo... A - dar a conhecer o número de pessoas que choraram pelos que partiram. B - transmitir uma sensação de monotonia. C - intensificar o sofrimento do povo português.

3. Este recurso expressivo designa-se... a - personificação. b - anáfora. c - metáfora. 4. Divide o poema em duas partes lógicas e identifica o assunto de cada uma delas.

5. Faz a análise externa do poema.

Episódio "Despedidas em Belém"

84E já no porto da ínclita Ulisseia Cum alvoroço nobre e cum desejo, (Onde o licor mistura e branca areia Co salgado Neptuno o doce Tejo) As naus prestes estão; e não refreia Temor nenhum o juvenil despejo, Porque a gente marítima e a de Marte Estão para seguir-me a toda parte.

atenta nas informações do vídeo apresentado.

1. Descreve, com base no texto, o estado de espírito dos marinheiros.2. A quem se refere o narrador quando fala da "gente marítima e a de Marte"?

85Pelas praias vestidos os soldados De várias cores vêm e várias artes, E não menos de esforço aparelhados Pera buscar do mundo novas partes. Nas fortes naus os ventos sossegados Ondeiam os aéreos estandartes; Elas prometem, vendo os mares largos, De ser no Olimpo estrelas como a de Argos

2. Identifica o objetivo da viagem?

86Despois de aparelhados desta sorte De quanto tal viagem pede e manda, Aparelhámos a alma para a morte, Que sempre aos nautas ante os olhos anda. Para o sumo Poder que a etérea Corte Sustenta só coa vista veneranda, Implorámos favor que nos guiasse, E que nossos começos aspirasse.

3. Qual o significado do verso sublinhado? 4. A quem pedem auxílio?

87Partimo-nos assim do santo templo Que nas praias do mar está assentado, Que o nome tem da terra, pera exemplo, Donde Deus foi em carne ao mundo dado. Certifico-te, ó Rei, que se contemplo Como fui destas praias apartado, Cheio dentro de dúvida e receio, Que apenas nos meus olhos ponho o freio.

5. Identifica o narrador e o narratário e justifica com exemplos textuais.

Ouve com atenção a leitura das estâncias 88 a 93

88A gente da cidade aquele dia, (Uns por amigos, outros por parentes, Outros por ver somente) concorria, Saudosos na vista e descontentes. E nós co a virtuosa companhia De mil religiosos diligentes, Em procissão solene a Deus orando, Para os batéis viemos caminhando

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89 Em tão longo caminho e duvidoso Por perdidos as gentes nos julgavam, As mulheres cum choro piedoso, Os homens com suspiros que arrancavam; Mães, esposas, irmãs, que o temeroso Amor mais desconfia, acrescentavam A desesperação e frio medo De já nos não tornar a ver tão cedo.

Qual vai dizendo: -”Ó filho, a quem eu tinha Só para refrigério, e doce amparo Desta cansada já velhice minha, Que em choro acabará, penoso e amaro, Por que me deixas, mísera e mesquinha? Por que de mi te vás, ó filho caro, A fazer o funéreo enterramento, Onde sejas de pexes mantimento?”

Qual era o estado de espírito das pessoas que afluiam ao cais?

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91 Qual em cabelo: -”Ó doce e amado esposo, Sem quem não quis Amor que viver possa, Por que is aventurar ao mar iroso Essa vida que é minha, e não é vossa? Como por um caminho duvidoso Vos esquece a afeição tão doce nossa? Nosso amor, nosso vão contentamento Quereis que com as velas leve o vento?”

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Nestas e outras palavras que diziam De amor e de piedosa humanidade, Os velhos e os mininos os seguiam, Em quem menos esforço põe a idade. Os montes de mais perto respondiam, Quase movidos de alta piedade; A branca areia as lágrimas banhavam, Que em multidão com elas se igualavam.

De quem são as vozes que se ouvem nas estâncias 90 e 91?

Qual a reação da natureza à partida dos nautas?

Síntese final- Vasco da Gama continua o seu relato ao Rei de Melinde; - Nesta altura, Gama torna-se também personagem e narra a preparação da partida da armada e o ambiente vivido durante as despedidas em Belém. - Preparação das naus / vista geral da praia; - Preparação espiritual dos marinheiros (oração e pedido de auxílio). - Afluência da população à praia. - Reaçãodos dos que assistem à partida. - Estado de espírito de quem fica ("Mães, Esposas, Irmãs"). - Reações da Natureza à partida dos marinheiros (“...respondiam, quase movidos de alta piedade”) - Embarque dos nautas sem os despedimentos habituais, evitando maior dor para os que ficam e para os partem.

93 Nós outros sem a vista alevantarmos Nem a mãe, nem a esposa, neste estado, Por nos não magoarmos, ou mudarmos Do propósito firme começado, Determinei de assi nos embarcarmos Sem o despedimento costumado, Que, posto que é de amor usança boa, A quem se aparta, ou fica, mais magoa.

Síntese final Já no porto de Lisboa, onde o Tejo mistura as suas águas e areias com as do oceano, estavam preparadas as naus e os homens alvoroçados e animados de um nobre desejo. Nenhum receio impedia o atrevimento juvenil. Marinheiros e soldados (“gente marítima e a de Marte”), preparados para conhecer novas regiões do mundo, estavam prontos a seguir Vasco da Gama para onde quer que este fosse. Depois dos preparativos para viagem, prepararam a alma para a morte, porque esta está sempre presente na vida dos marinheiros. Imploraram o favor de Deus ("sumo Poder") para que os favorecesse no começo da viagem e foram em procissão até ao cais, onde se concentraram pessoas de toda a cidade, saudosas e tristes, para se despedirem de amigos, parentes ou só para ver.

As gentes davam-nos já por perdidos, tratando-se de uma viagem tão longa e incerta. As mulheres choravam, os homens suspiravam de maneira comovente. Nas mães, esposas e irmãs era maior ainda o desespero e o medo. Uma falava ao filho, queixando-se de que ele a deixava desamparada na velhice para ser comido pelos peixes.Outra falava ao marido, mostrando-se magoada por este ir arriscar no mar uma vida que lhe pertenceia a ela e por trocar o amor entre ambos pela incerteza. Por fim,Vasco da Gama deu ordem de embarque para poupar todos, os que ficavam e os que patiam, a maior sofrimento e para evitar que mudassem "do propósito firme começado".

Plano da narrativa

Sentimentos na despedida

Divisão do poema "Mar Português"

Valeu a pena? Tudo vale a penaSe a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.

Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar!

Apresentação dos sacrifícios do povo português para conquistar o mar.

Reflexão sobre a importância desses sacrifícios.