Obra de Eça de Queiroz- Os Maias
Capítulo XVIII-O passeio final
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Índice
Resumo do capítulo
O Ramalhete
Caracterização de personagens
Marcas do estilo queirosiano
Critícas sociais
01
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Resumo do capítulo
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Capítulo XVIII
É o epílogo do romance, retrata o encontro entre dois velhos amigos, em Lisboa no ano de 1887, depois de uma viagem pelo Mundo fora, que durou dez anos para Carlos e somente um ano e meio para Ega.
Resumo do capítulo XVIII
- Sai na Gazeta ilustrada a notícia da partida de Carlos e Ega numa longa viagem pelo mundo.
- Passado apenas um ano e meio Ega regressa com a ideia de escrever um livro sobre a sua viagem.
- Dez anos depois, Carlos regressa a Lisboa,onde se encontra com Ega para colocarem a conversa em dia.
- Conhecemos a realidade que os personagens vivem passados 10 anos.
- Carlos descobre que Maria Eduarda casou novamente, e encara este casamento como uma conclusão de uma fase atribulada da sua vida.
- Os amigos concluem que são uns falhados, uns românticos.
02
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O Ramalhete
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O Ramalhete
Descrito de forma exaustiva, é descrito de uma maneira bastante diferente pois a maior parte do mobiliário que anteriormente se encontrava lá estava prestes a ser encaminhado para Paris, onde Carlos se estabilizara.
É retratado como solitário e amortalhado reiterando o fim e a ruína dos maias.
O Jardim doRamalhete
O Cedro e o cipestre envelhecem juntos
A estátua de Vénus coberta de ferrugem
A cascata com um fio de água
03
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Marcas do estilo queiroziano
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Marcas do estilo queirosiano
Metáfora
Antítese
"Os políticos hoje eram bonecos de engonços. que faziam gestos e tomavam atitudes porque dois ou três financeiros por trás lhes puxavam pelos cordéis..."
"E quem avistaram logo foi o Eusebiozinho.Parecia mais fúnebre, mais tísico, dando o braço a uma senhora muito forte, muito corada, que estalavam num vestido de seda cor de pinhão."
Múltipla adjectivação
Hipálage
"Não é a cidade, é a gente. Uma gente feiíssima. encardida, molenga, reles, amarelada, acabrunhada!..."
"Tomavam naquele fim de tarde um tom mais pensativo e triste."
04
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Caracterização das personagens
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João da Ega
Carlos Eduardo da Maia
“Vinha explêndido, mais forte, mais trigueiro, soberbo de verve, num alto apuro de toilette”,
“ – Nem uma branca, nem uma ruga , nem uma sombra de fadiga !... Tudo isto é Paris, menino! Lisboa arrasa. (…)”; Esta passagem mostra o quanto Carlos continuava igual mesmo passando 10 anos ,
O grande amigo do nosso protagonista: continuava também em muito bom estado,
“Neste quarto, durante noites, sofri a certeza de que tudo no mundo acabara para mim … pensei em me matar (…) Por fim dez anos passaram, e eu aqui outra vez…”; Podemos concluir assim que Carlos também é um homem reflexivo, sentimental e nostálgico;
Encontrava-se calvo,“E o que o aterrava sobretudo era a calva”
“Falhamos a vida ,menino” Mostra que Carlos da Maia fracassou na vida enquanto Homem;
Damâso
Tomás Alencar
:”barrigudo, nédio, mais pesado...”
Era um poeta de requinte e bom nome, “o glorioso poeta Tomás Alencar...”,
Mantinha-se muito bonito e com o seu ar poético, “Parecia-lhe mais bonito, mais poético, com a sua grenha inspirada e toda branca, e aquelas rugas fundas na face morena, cavadas como sulcos de carros pela tumultuosa passagem de emoções”,“longos bigodes românticos”.
Conde Gouvarinho
Condessa Gouvarinho
”..aí continuava, palrador, escrevinhador, politicote, empertigadote, já grisalho, duas vezes ministro, e coberto de grã cruzes.” Cruges: desleixado “ Então continua o mesmo desleixo?” ,“sempre esguio, com o nariz mais agudo, a grenha caindo mais crespa sobre a gola do paletó.”
Mantinha a sua elegância, “Ainda elegante todavia, muito séria, uma terrível flor de pruderie”.
Conde Gouvarinho
Condessa Gouvarinho
”..aí continuava, palrador, escrevinhador, politicote, empertigadote, já grisalho, duas vezes ministro, e coberto de grã cruzes.”
Mantinha a sua elegância, “Ainda elegante todavia, muito séria, uma terrível flor de pruderie”.
Cruges
Taveira
Taveira:"Já um bocado grisalho""um ar doce e contente"
Cruges: desleixado “ Então continua o mesmo desleixo?” ,“sempre esguio, com o nariz mais agudo, a grenha caindo mais crespa sobre a gola do paletó.”
05
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Critícas
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Críticas á sociedade
Sociedade da alta burguesia
Apreciação do estrangeiro
O Diletantismo
O embevecimento perante tudo o que é estrangeiro atinge praticamente todos: Carlos ao fixar-se em Paris. O vocabulário das personagens também contém muitas vezes palavras estrangeiras.
E o diletantismo, ou a incapacidade de ação útil.Explicitamente mencionado por Eça, o dilentantismo afeta todas as personagens que não têm tacanhez (como Ega e Carlos)
Toda a ação decorre em ambientes com personagens identificáveis com a alta burguesia, ou com a elite portuguesa. Trata-se sempre de gente que não precisa de trabalhar para viver, e que vive sem problemas de ordem material.
Incapacidade de adaptar ao que é estrangeiro
Incapacidade de adaptar capazmente ao que vem de fora. "tendo abandonado o seu feitio antigo... este desgraçado Portugal decidiraa arranjar-se a moderna: mas sem originalidade, sem força, sem carácter para criar um feitio seu, um feitio próprio, manda vir modelos do estrangeiro...exagera o modelo, deforma-o, estraga-o até á caricatura.", capítulo XVIII
Fim
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Por Rafaela Torres, Nº22 Érica Barreto, Nº8
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Capítulo XVIII-Maias
Rafaela Torres
Created on March 4, 2023
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Obra de Eça de Queiroz- Os Maias
Capítulo XVIII-O passeio final
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Índice
Resumo do capítulo
O Ramalhete
Caracterização de personagens
Marcas do estilo queirosiano
Critícas sociais
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Capítulo XVIII
É o epílogo do romance, retrata o encontro entre dois velhos amigos, em Lisboa no ano de 1887, depois de uma viagem pelo Mundo fora, que durou dez anos para Carlos e somente um ano e meio para Ega.
Resumo do capítulo XVIII
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O Ramalhete
Descrito de forma exaustiva, é descrito de uma maneira bastante diferente pois a maior parte do mobiliário que anteriormente se encontrava lá estava prestes a ser encaminhado para Paris, onde Carlos se estabilizara.
É retratado como solitário e amortalhado reiterando o fim e a ruína dos maias.
O Jardim doRamalhete
O Cedro e o cipestre envelhecem juntos
A estátua de Vénus coberta de ferrugem
A cascata com um fio de água
03
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Marcas do estilo queiroziano
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Marcas do estilo queirosiano
Metáfora
Antítese
"Os políticos hoje eram bonecos de engonços. que faziam gestos e tomavam atitudes porque dois ou três financeiros por trás lhes puxavam pelos cordéis..."
"E quem avistaram logo foi o Eusebiozinho.Parecia mais fúnebre, mais tísico, dando o braço a uma senhora muito forte, muito corada, que estalavam num vestido de seda cor de pinhão."
Múltipla adjectivação
Hipálage
"Não é a cidade, é a gente. Uma gente feiíssima. encardida, molenga, reles, amarelada, acabrunhada!..."
"Tomavam naquele fim de tarde um tom mais pensativo e triste."
04
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Caracterização das personagens
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João da Ega
Carlos Eduardo da Maia
“Vinha explêndido, mais forte, mais trigueiro, soberbo de verve, num alto apuro de toilette”,
“ – Nem uma branca, nem uma ruga , nem uma sombra de fadiga !... Tudo isto é Paris, menino! Lisboa arrasa. (…)”; Esta passagem mostra o quanto Carlos continuava igual mesmo passando 10 anos ,
O grande amigo do nosso protagonista: continuava também em muito bom estado,
“Neste quarto, durante noites, sofri a certeza de que tudo no mundo acabara para mim … pensei em me matar (…) Por fim dez anos passaram, e eu aqui outra vez…”; Podemos concluir assim que Carlos também é um homem reflexivo, sentimental e nostálgico;
Encontrava-se calvo,“E o que o aterrava sobretudo era a calva”
“Falhamos a vida ,menino” Mostra que Carlos da Maia fracassou na vida enquanto Homem;
Damâso
Tomás Alencar
:”barrigudo, nédio, mais pesado...”
Era um poeta de requinte e bom nome, “o glorioso poeta Tomás Alencar...”,
Mantinha-se muito bonito e com o seu ar poético, “Parecia-lhe mais bonito, mais poético, com a sua grenha inspirada e toda branca, e aquelas rugas fundas na face morena, cavadas como sulcos de carros pela tumultuosa passagem de emoções”,“longos bigodes românticos”.
Conde Gouvarinho
Condessa Gouvarinho
”..aí continuava, palrador, escrevinhador, politicote, empertigadote, já grisalho, duas vezes ministro, e coberto de grã cruzes.” Cruges: desleixado “ Então continua o mesmo desleixo?” ,“sempre esguio, com o nariz mais agudo, a grenha caindo mais crespa sobre a gola do paletó.”
Mantinha a sua elegância, “Ainda elegante todavia, muito séria, uma terrível flor de pruderie”.
Conde Gouvarinho
Condessa Gouvarinho
”..aí continuava, palrador, escrevinhador, politicote, empertigadote, já grisalho, duas vezes ministro, e coberto de grã cruzes.”
Mantinha a sua elegância, “Ainda elegante todavia, muito séria, uma terrível flor de pruderie”.
Cruges
Taveira
Taveira:"Já um bocado grisalho""um ar doce e contente"
Cruges: desleixado “ Então continua o mesmo desleixo?” ,“sempre esguio, com o nariz mais agudo, a grenha caindo mais crespa sobre a gola do paletó.”
05
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Critícas
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Críticas á sociedade
Sociedade da alta burguesia
Apreciação do estrangeiro
O Diletantismo
O embevecimento perante tudo o que é estrangeiro atinge praticamente todos: Carlos ao fixar-se em Paris. O vocabulário das personagens também contém muitas vezes palavras estrangeiras.
E o diletantismo, ou a incapacidade de ação útil.Explicitamente mencionado por Eça, o dilentantismo afeta todas as personagens que não têm tacanhez (como Ega e Carlos)
Toda a ação decorre em ambientes com personagens identificáveis com a alta burguesia, ou com a elite portuguesa. Trata-se sempre de gente que não precisa de trabalhar para viver, e que vive sem problemas de ordem material.
Incapacidade de adaptar ao que é estrangeiro
Incapacidade de adaptar capazmente ao que vem de fora. "tendo abandonado o seu feitio antigo... este desgraçado Portugal decidiraa arranjar-se a moderna: mas sem originalidade, sem força, sem carácter para criar um feitio seu, um feitio próprio, manda vir modelos do estrangeiro...exagera o modelo, deforma-o, estraga-o até á caricatura.", capítulo XVIII
Fim
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Por Rafaela Torres, Nº22 Érica Barreto, Nº8
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