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Escalada e manobras de cordas

Joao Dinis

Created on February 28, 2023

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Transcript

Escalada e manobra de cordas-M15

Trabalho realizado por: João Coutinho / Nº10​ Leandro Quintela / Nº14​ Gonçalo Carvalho / Nº6​ Joana Tavares / Nº9

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Indíce

Escalada desportiva em boulder ou bloco

Escalada e segurança

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Escalada desportiva de “dificuldade”

Sistemas de segurança e auto-segurança

Materiais e equipamentos

Nós fundamentais

Noções de física aplicada à escalada-fator de queda e força de choque

Intrudução

Introdução

Neste trabalho damos a entender mais sobre a escalada e manobras que se têm de realizar para nos mantermos seguros. Esta modalidade de desporto no geral é bastante perigosa, então qualquer um que a pratique tem de ter mais que noções básicas.

Escalada e Segurança

Na escalada em rocha é necessário atenção e habilidade do segurador (a). Mesmo o (a) melhor dos escaladores (as), uma eventual queda pode acontecer e se o (a) segurador (a) não estiver atento pode acabar a atividade de escalada de maneira desagradável.

Escalada e Segurança

Alguns erros

1º erro comum: Acreditar grigri é milagroso

Um dos principais erros (talvez a raiz de todos os outros) é a ideia equivocada que muitos escaladores têm de que o Grigri é um dispositivo de seguro automático e à prova de erros. O grigri é um dispositivo de travagem ASSISTIDA, portanto, exige que SEMPRE mantenha a corda voltada para baixo. Além disso, é obrigatório a mão do escalador ficar segurando a corda.

Escalada e Segurança

2º erro comum: Não dinamizar quedas

O segurador deve sempre estar atento ao escalador e dinamizar as quedas adequadamente. Muitos confundem dinamizar quedas com deixar um grande “barriga” de corda. Dinamizar é muito mais que isso. Existem técnicas adequadas de dinamizar uma queda de um escalador, e que devem ser usadas para suavizar a queda. Quanto mais “barriga” se deixa em uma corda durante a segurança de um escalador, maior será o fator de queda.

Escalada e Segurança

3º erro comum: Ficar imediatamente abaixo do escalador

Parece óbvio, mas muitos seguradores não entendem que, se o escalador cair acima da primeira proteção, cairá sobre o segurador. Caso o segurador seja muito mais leve que o escalador, ambos irão chocar-se e magoar-se. O ideal é o segurador mover-se lentamente à medida que o escalador progride, não confundir“mover-se” com ficar a “dançar” e mudar constantemente de posição. A atitude irá incomodar outros seguradores à tua volta.

Escalada e Segurança

4º erro comum: Não fazer checagem do parceiro

Todo escalador tem a obrigação moral de fazer a checagem do escalador momentos antes de começar a escalada. Mesmo nos campeonatos mundiais, o fiscal observa vários itens de escaladores profissionais. Portanto, na rocha este tipo de rotina deve ser mandatória. Fazer checagem de nós, posicionamento dos mosquetoes, quantidade de proteções no Arnes, nó na extremidade da corda, etc.

Escalada desportiva de “dificuldade”

Materiais e equipamentos

Sapatilha de Escalada

Baudrier

Fita Solteira 100m

Escalada desportiva de “dificuldade”

Materiais e equipamentos

Mosquetões rosca 'D'

Travão tipo ATC

Mosquetões rosca HMS

Escalada desportiva de “dificuldade”

Materiais e equipamentos

Capacete

Saco de Magnésio

Nós Fundamentais

Nó de oito guiado

Utilizado para o encordoamento dos escaladores pela ponta da corda. O nó da figura oito é o primeiro nó de escalada que você precisará aprender. E você vai usá-lo todas as vezes que for escalar com uma corda, então vale a pena treinar este nó até você conseguir atingir a perfeição.

Nós Fundamentais

Nó azelha de oito ou nove

Utilizado para encordoamento, içamento de cargas e fixação de cordas em ancoragens. Mais indicados do que o AZELHA SIMPLES, pois comprometem menos a resistência da corda e são mais fáceis para desatar.

Nós Fundamentais

Nó azelha simples

Utilizado para fixar cordas e suspender cargas. Por ter apenas uma volta, este nó causa maior perda de resistência na corda e pode ser difícil de ser desfeito.

Nós Fundamentais

Nó dinâmico

Em um cenário de escalada em que você perdeu o seu freio, este nó (UIAA, dinâmico ou meia volta do fiel) pode ser usado na execução de rapel (descida). Também pode utilizado pelo guia para dar segurança ao participante. Importante observar para não confundir com o nó “volta do fiel”, que é um nó parecido, porém usado para fixação de corda.

Nós Fundamentais

Nó volta do fiel

A volta do fiel é um nó de escalada bem simples, mas extremamente seguro e versátil. É um nó excelente para fazer a ancoragem, permitindo que você se amarre com segurança na posição perfeita para depois montar a parada.

Nós Fundamentais

Nó prussik

Nó blocante utilizado, principalmente, para a ascensão em corda fixa. Nós prussik são pontos de fricção que se agarram à corda quando o peso é aplicado. Quando não há tensão passando pelo nó, ele pode deslizar para cima e para baixo em uma corda estática com facilidade.

Nós Fundamentais

Nós blocante ou machard

O Autoblock é um nó de fricção rápida e fácil de amarrar que pode prender em qualquer direção. É mais comumente usado para fazer backup no rapel, dando mais segurança e eficiência ao escalador.

Nós Fundamentais

Nó boca de lobo

Por ser fácil de desatar, na escalada este nó é utilizado para fixar fitas e cordas nos pontos de ancoragem. Também é utilizado para prender a solteira (ou auto) a cadeirinha.

Nós Fundamentais

Nó borboleta alpino

Na escalada o nó borboleta alpino é utilizado, fundamentalmente, pra encordoamento de um participante no seio (meio) da corda. Também utilizado para distribuição de tensão na divisão das direções numa ancoragem.

Nós Fundamentais

Nó pescador duplo

Utilizado para fechamento de anel de cordelete e indicado para emenda de duas cordas com diâmetros diferentes.

Noções de física aplicada à escalada

O termo grego “physis” que significa “natureza”, e ele deu origem à palavra que conhecemos como Física. O conceito fundamental de Física consiste em ser a disciplina que estuda as leis que regem os fenômenos naturais suscetíveis de serem examinados pela observação experimentação enquadrando-os em esquemas lógicos.

Noções de física aplicada à escalada

Conseguir escalar bem, utilizando a menor força possível, sob a luz da razão é conseguir aplicar os conceitos básicos de mecânica de equilíbrio de forças à movimentação corporal. Portanto para cada tipo de agarra, vias e tipo de rocha há um conceito diferente de física a ser aplicado para otimizar a técnica de escalada.

Fator de queda e força de choque

O fator de queda trata-se da distância que existe entre a queda e a corda ou talabarte. Esse resultado é o valor referente à força do choque do desmoronamento. A partir dele, é possível calcular o impacto exercido pelo corpo do trabalhador no exato momento do tombo.

Fator de queda e força de choque

O fator de queda não sofre alteração pelo peso do objeto ou tempo. Ao realizar o cálculo, não se considera a força gravitacional da Terra. O que influencia de fato neste risco é a altura em que o objeto está.

Fator de queda e força de choque

Quando o método de cálculo do fator de queda não havia sido criado, por exemplo, os paraquedistas sofriam uma enorme frenagem ao abrirem seus dispositivos. Em muitos casos, eles passavam por lesões permanentes causadas pela força do tombo. A partir de sua criação, foi possível prever em que distância do solo seria melhor acionar o sistema. Houve uma redução dos riscos.

Fator de queda e força de choque

Como calcular o fator de queda? O cálculo do fator de queda deve ser feito em todos os casos que possam comprometer a segurança e saúde do trabalhador. Esta ação visa sempre proteger a integridade física do funcionário, bem como evita qualquer acidente que possa ocorrer durante o trabalho.

Fator de queda e força de choque

Tipos de fator de queda

0 a 0,5 Neste caso, o individuo terá um impacto menor no corpo devido à trava ou equipamento de talabarte. Este é fixado em um ponto de ancoragem bem acima da cabeça do indivíduo. Ou seja, há uma distância reduzida. Em casos com este, é imprescindível o emprego de absorvedores de impacto e talabartes de contenção de quedas, exceto em tombos inferiores a 0,9 cm.

Fator de queda e força de choque

Tipos de fator de queda

Para exemplificar, suponhamos que o trabalhador esteja utilizando um talabarte de 1,5 metros e a distância entre a queda seja 0,75 metros. O cálculo é feito do seguinte modo: FQ= 0,5/1,5 = 0,5

Fator de queda e força de choque

Tipos de fator de queda

Risco de 2,0 Dentre todos os fatores, este é o mais perigoso. Pois, nele, o equipamento de segurança é preso em um ponto de ancoragem abaixo dos pés, o que é extremamente arriscado. Isso porque, caso ocorra a queda, o trabalhador sofrerá um impacto que equivale a 2 vezes o tamanho do equipamento de proteção. Consequentemente, isso ocasionará um impacto ainda maior no corpo do indivíduo. O fator de queda igual a 2 é o limite máximo de impacto que o equipamento e o corpo podem suportar. Dessa forma, é obrigatório o uso de um absorvedor de impacto.

Fator de queda e força de choque

Tipos de fator de queda

Qual fator de queda ideal para atividade? Para evitar riscos, é importante que a distância ou comprimento tenham o menor valor possível. Isso contribui para que o fator de queda seja minimizado. O FQ é ideal para atividade em altura quando possui o resultado menor ou igual a 1,0. Isso faz com que em caso de tombamento, a integridade física do trabalhador seja preservada. Além disso, evita-se um desgaste a mais do equipamento. Assim, garante um maior nível de segurança.

Escalada desportiva em Boulder ou bloco

Escalada em Boulder, Na escalada de bloco ou boulder, podem ser travessias ou não.Podem ser simplesmente 2 ou 3 passos verticais de dificuldade extrema. Este tipo de escalada tem a particularidade de se poder começar sentado no solo (mais dificil) ou em pé, normalmente tendo graus diferentes para ambas as formas de começar. Esta modalidade implica a utilização de colchões. A classificação dos graus de escalada em bloco ou boulder , normalmente, vai de VB a V14.30

Materiais e equipamentos

Arneses

Roldanas

Capacetes

Mosquetoes

Materiais e equipamentos

Cordas

Descensores

Manobra de cordas

Ancoragens

Os erros mais encontrados na prática de esportes outdoor, os quais precisam do auxílio de corda, encontram-se nas ancoragens. Isso porque não se trata somente de fazer um backup que “está tudo bem”. Muitas vezes os praticantes fazem as ancoragens de maneiras muito complicadas o que facilitam para que erros aconteçam. Portanto é de grande valia para o total entendimento de ancoragens algum conceitos da física.

Manobra de cordas

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Ancoragens

Os erros mais encontrados na prática de esportes outdoor, os quais precisam do auxílio de corda, encontram-se nas ancoragens. Isso porque não se trata somente de fazer um backup que “está tudo bem”. Muitas vezes os praticantes fazem as ancoragens de maneiras muito complicadas o que facilitam para que erros aconteçam. Portanto é de grande valia para o total entendimento de ancoragens algum conceitos da física.

Manobra de cordas

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Desvio

Este tipo de ancoragem é utilizado para posicionar cordas fora de perigos verticais como cantos, barras metálicas, etc. Deve considerar um máximo de dois metros do ponto de ancoragem ou outras técnicas devem ser aplicadas a fim de proteger a corda. O desvio, portanto, não é um ponto de ancoragem em nenhum. momento.

Manobra de cordas

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Oxidação dos pontos de ancoragens

Mistura de materiais causa oxidação, por exemplo parabolt de aço inox com chapeleta de aço carbono com tratamento de bicromatização (metais amarelos) ou zincados (metais prateados) ou vice e versa, causa uma oxidação eletrolítica. Porém vai demorar muito tempo para fragilizar o metal mas podendo usar tudo de inox seria a melhor pedida porém mais cara. Mas este assunto será abordado exclusivamente em uma outra matéria.

Manobra de cordas

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Corrosão galvânica

A corrosão galvânica ocorre quando entram em contato dois metais com diferentes potenciais eletrolíticos. Tanto a formação de pares galvânicos, como o aumento ou diminuição da corrosão, vão depender da corrosão dos elementos na escala eletrolítica de potenciais de oxirredução. Para eliminar os riscos deste tipo de corrosão, a superfície de contato dos aços deve ser isolada. O efeito do ataque também pode ser diminuído mantendo o contato entre uma grande superfície do metal nobre com uma superfície menor do metal menos nobre.

Manobra de cordas

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Ancoragens Nós

Para facilitar o entendimento, neste item iremos separar os nós por uso. Porém todos seguem algumas premissas: Devem ser de fácil execução em todas as circunstâncias e condições Devem permitir serem desfeitos facilmente mesmo depois de colocado em tração ou com a corda molhada Não podem soltar espontaneamente

Manobra de cordas

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Ancoragens Nós

Para dominar o trabalho com nós é preciso conhecer perfeitamente sua execução e a correta aplicação. Também é necessário ter consciência e conhecimento do seu mecanismo de funcionamento. Isso só é possível treinando constantemente e efetuá-lo periodicamente para não esquecer. Somente a repetição traz o aprendizado.

Manobra de cordas

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Ancoragens Nós

Uma informação muito importante antes de entrarmos nos detalhes dos tipos de nós, é o cuidado para que não se desfaçam sozinhos quando submetidos a grandes trações. Para isso é imprescindível que a ponta seja deixada sobrando a uma proporção de, pelo menos, 10 vezes o diâmetro da corda.

Manobra de cordas

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Ancoragens Nós

Exemplificando para que fique claro, caso esteja usando um cordelete de 6 mm, após o nó deve ter uma sobra de ao menos 6 cm a 8 cm (caso seja o cordelete de 8 mm). Uma boa prática, para ter uma margem de segurança, deixe sempre 10 cm para cordeletes e 15 centímetros para cordas com diâmetro maior que 10 mm.

Manobra de cordas Uso geral- Nós

Orelha de coelho

Nó oito duplo

Manobra de cordas Uso geral- Nós

Lais de guia guiado

Borboleta

Manobra de cordas

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Noções de física aplicada à escalada-fator de queda e força de choque​

O FQ consiste na relação entre a altura de uma queda de um corpo e o comprimento do equipamento que vai suportar a energia cinética gerada pela mesma (corda, longe ou ambos) e varia entre valores de 0 e 2, podendo em casos específicos ser superior a 2. Para achar o valor do FQ é imperativo que ambas as parcelas estejam na mesma unidade métrica.​

Noções de física aplicada à escalada-fator de queda e força de choque​

Subjugada ao FQ está a força de choque que um praticante irá sofrer. Segundo CNFGRIMP (2004), um choque com forças superiores a 12 kN acarta danos irreversíveis ao ser humano. É importante perceber então, que quanto maior for o FQ, maior será o choque sofrido pelo praticante. ​

Manobra de cordas

Equipamento de ancoragens e amarrações de aparelhos de travessia

Ancoragens

Os erros mais encontrados na prática de esportes outdoor, os quais precisam do auxílio de corda, encontram-se nas ancoragens. Isso porque não se trata somente de fazer um backup que “está tudo bem”. Muitas vezes os praticantes fazem as ancoragens de maneiras muito complicadas o que facilitam para que erros aconteçam. Portanto é de grande valia para o total entendimento de ancoragens algum conceitos da física.

Noções de física aplicada à escalada-fator de queda e força de choque​

O tipo de equipamento no qual o praticante está conectado também vai influenciar diretamente a força inerente ao choque aquando da queda. Por exemplo, uma corda dinâmica absorve mais energia do que uma semi-estática, sendo por isso o único tipo de corda utilizado para fazer segurança em escalada.

Noções de física aplicada à escalada-fator de queda e força de choque​

Também é importante perceber que dentro do mesmo fator de queda, a altura da queda é irrelevante. Por exemplo, uma queda de FQ=2 de uma altura de 8m produz a mesma força de choque que uma queda de FQ=2 de uma altura de 40m, desde que em ambos os casos o equipamento utilizado possua as mesmas características.​

Noções de física aplicada à escalada-fator de queda e força de choque

Na presença de uma queda suspensa, o FQ, deverá ser principal aspeto a ter em conta para definir a gravidade da queda e não a altura. Uma queda de FQ=2 com uma altura de 2 metros é mais grave para o praticante do que uma queda de FQ=1 com 20m, sendo esta mais grave do que uma queda de FQ=0,3 com uma altura de 40m. ​ Embora esta última seja de uma altura superior, também possui maior quantidade de equipamento (neste caso corda) para dissipar a energia cinética gerada na queda.​

Noções de física aplicada à escalada-fator de queda e força de choque

Para além do choque sofrido pelo praticante, também é importante considerar o choque sofrido pelo equipamento. ​ Normalmente o elo mais fraco do sistema é o ponto da corda com um nó ou o arnês do praticante, que tem uma carga de rotura mínima de 15 kN e que poderá ceder aquando de uma queda de FQ=2 com uma corda semi-estática.

Noções de física aplicada à escalada-fator de queda e força de choque

Quando a queda é dura, o escalador e a cadeia de segurança (que incluí o assegurador) são muito solicitados. A duração da queda e as incidências sobre a cadeia de segurança são determinadas pelo fator de queda e a força de choque.

Conclusão

Com este trabalho percebemos que nesta modalidade de desporto no geral é bastante perigosa, então qualquer um que a pratique tem de ter mais que noções básicas.