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A Fermosura desta fresca serra - Oralidade Português

Angelina Martins

Created on February 22, 2023

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Transcript

"A fermosura desta fresca serra"

Análise do poema de Luís Vaz de Camões

A FERMOSURA DESTA FRESCA SERRA

A fermosura desta fresca serra e a sombra dos verdes castanheiros, o manso caminhar destes ribeiros, donde toda a tristeza se desterra; o rouco som do mar, a estranha terra, o esconder do sol pelos outeiros, o recolher dos gados derradeiros, das nuvens pelo ar a branda guerra; enfim, tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos ofrece, me está, se não te vejo, magoando. Sem ti, tudo m'enjoa e m'avorrece; sem ti, perpetuamente estou passando, nas mores alegrias, mor tristeza.

AB B A A B B A C D E D E C

A fermosura desta fresca serra e a sombra dos verdes castanheiros, o manso caminhar destes ribeiros, donde toda a tristeza se desterra; o rouco som do mar, a estranha terra, o esconder do sol pelos outeiros, o recolher dos gados derradeiros, das nuvens pelo ar a branda guerra; enfim, tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos ofrece, me está, se não te vejo, magoando. Sem ti, tudo m'enjoa e m'avorrece; sem ti, perpetuamente estou passando, nas mores alegrias, mor tristeza.

Estrutura externa

» Este poema é um soneto, composto por duas quadras e dois tercetos. » Todos os versos deste poema são decassilábicos. » O esquema rimático do poema é: ABBA/ABBA/CDE/DEC, contendo rimas interpoladas, emparelhadas e cruzadas.

A fermosura desta fresca serra e a sombra dos verdes castanheiros, o manso caminhar destes ribeiros, donde toda a tristeza se desterra; o rouco som do mar, a estranha terra, o esconder do sol pelos outeiros, o recolher dos gados derradeiros, das nuvens pelo ar a branda guerra; enfim, tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos ofrece, me está, se não te vejo, magoando. Sem ti, tudo m'enjoa e m'avorrece; sem ti, perpetuamente estou passando, nas mores alegrias, mor tristeza.

tEMA DO POEMA

O tema do presente poema é o amor, mais especificamente a necessidade da presença da mulher amada, a saudade e a tristeza originadas pela ausência da mesma.

A fermosura desta fresca serra e a sombra dos verdes castanheiros, o manso caminhar destes ribeiros, donde toda a tristeza se desterra; o rouco som do mar, a estranha terra, o esconder do sol pelos outeiros, o recolher dos gados derradeiros, das nuvens pelo ar a branda guerra; enfim, tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos ofrece, me está, se não te vejo, magoando. Sem ti, tudo m'enjoa e m'avorrece; sem ti, perpetuamente estou passando, nas mores alegrias, mor tristeza.

Estrutura interna

1.ª Parte (as duas quadras): » descrição de uma natureza harmoniosa, verdejante, aprazível, propícia à felicidade amorosa, que circunda o sujeito poético. Os quadros da natureza camoniana seguem predominantemente as regras do locus amoenus clássico; 2.ª Parte (os dois tercetos): » enfatiza a irrelevância da beleza natural perante a ausência da amada. A saudade e o desgosto não permitem ao sujeito poético usufruir do que mais perfeito e belo existe na Natureza;

A fermosura desta fresca serra e a sombra dos verdes castanheiros, o manso caminhar destes ribeiros, donde toda a tristeza se desterra; o rouco som do mar, a estranha terra, o esconder do sol pelos outeiros, o recolher dos gados derradeiros, das nuvens pelo ar a branda guerra; enfim, tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos ofrece, me está, se não te vejo, magoando. Sem ti, tudo m'enjoa e m'avorrece; sem ti, perpetuamente estou passando, nas mores alegrias, mor tristeza.

Recursos expressivos

» Hipérbole: enfatiza a dor sentida pelo sujeito poético devido à ausência da sua amada; » Adjetivação: expressa a beleza do cenário natural, um espaço propício ao amor; » Antítese: remete para a amargura do sujeito poético pelo facto da amada não estar presente; » Personificação: ao personificar a Natureza, o sujeito poético pretende acentuar a sua beleza; » Anáfora: destaca a mágoa sentida pelo poeta.

OBRIGADA!

Trabalho realizado por:Angelina Ferreira Martins nº1 10ºA