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JOGO DO ENFORCADO
PalmiraPaiva
Created on February 14, 2023
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Transcript
JOGO Do enforcado
Tens de completar 6 linhas de leitura da cena do Enforcado, respondendo a várias questões em cada uma delas.
Quando completas uma linha de leitura, é-te permitido retirar uma das partes do corpo do Enforcado, da forca para dentro da barca do Inferno.
O objetivo final é tirares o Enforcado da forca e conseguires colocá-lo na barca do Inferno, para que siga o seu caminho até ao inferno.
1. O baraço - um símbolo cénico especial
Ouve ou lê.
1.1
O Enforcado não traz consigo uma «carga» que represente os seus pecados e ações em vida, mas traz um baraço que é um símbolo
da condição de condenado pela justiça terrena.
do grupo profissional dos ladrões.
da classe social elevada do Enforcado.
1. O baraço - um símbolo cénico especial
CORRETO! O baraço que o Enforcado traz ao pescoço identifica a sua condição de condenado pela justiça terrena, focando a atenção nas ideias da época em relação à justiça.
1. O baraço - um símbolo cénico especial
1.2
Clica no botão e ouve um podcast do programa Lugares Comuns sobre a história e o significado da expressão «Estar com o baraço no pescoço e um pé no cadafalso».
Esta expressão também pode ser aplicada ao Enforcado e significa
estar surpreendido com algo que não se esperava.
estar numa situação sobre a qual já não se tem controlo.
ser julgado e receber como sentença o enforcamento.
1. O baraço - um símbolo cénico especial
CORRETO! O Enforcado está novamente «de baraço ao pescoço e com um pé no cadafalso».
Concluíste a primeira linha de leitura, podes arrastar a perna direita do Enforcado para a barca do Inferno.
2. Um Diabo menos irónico e mais didático
2.1
Quando enfrenta o Diabo, o Enforcado apresenta-se
convencido de que a condenação terrena lhe garante a salvação.
confuso e indeciso quanto ao seu destino final.
consciente de que pecou e não poderá ir para o Paraíso.
2. Um Diabo menos irónico e mais didático
CORRETO! O Enforcado deixou-se convencer por Garcia Moniz de que a condenação pela justiça terrena o santificaria perante a justiça divina. É o Diabo que o irá esclarecer e desanganar.
2. Um Diabo menos irónico e mais didático
2.2
2. Um Diabo menos irónico e mais didático
2.3
Os esclarecimentos do Diabo acabaram por convencer o Enforcado, por isso, o seu percurso cénico foi:
ir primeiro à barca do Anjo e depois entrar na barca do Diabo.
ir diretamente para a barca do Diabo.
exatamente igual ao da personagem Judeu.
Concluíste a segunda linha de leitura, podes arrastar a perna esquerda do Enforcado para a barca do Inferno.
3. A condenação de um condenado
3.1
Este condenado volta a ser condenado porque foi
surpesticioso e herege.
maldoso e falso.
ingénuo e crédulo.
ladrão e assassino.
3. A condenação de um condenado
CORRETO! O Enforcado acreditou sem refletir nas palavras de Garcia Moniz e convenceu-se de que estava a salvo, sem verdadeiramente se ter arrependido dos seus pecados.
3. A condenação de um condenado
3.2
O Enforcado passou pela condenação terrena, mas não cumpriu bem o ritual religioso de arrependimento dos seus crimes. Isso fica evidente nos versos:
«que em bo' hora eu cá nacera; / e que o Senhor m'escolhera»
«e diz que os feitos que eu fiz / me fazem canonizado.»
«Mas quem há de estar no ar / avorrece-lhe o sermão.»
3. A condenação de um condenado
CORRETO! O Enforcado assume que não ligou muito ao sermão e às orações, pois era difícil com o baraço no pescoço.
3. A condenação de um condenado
3.3
Com a condenação do Enforcado ao Inferno, Gil Vicente critica
a ideia de que a justiça terrena purificava os pecados e salvava as almas, chamando a atenção para a hipocrisia religiosa da sociedade do seu tempo.
a má atribuição de penas pela justiça terrena que não garantiam a salvação dos criminosos nem o seu arrependimento.
Concluíste a terceira linha de leitura, podes arrastar o tronco do Enforcado para a barca do Inferno.
4. Os alvos da sátira
4.1
Nesta cena também se critica a hipocrisia religiosa do Enforcado e é ainda possível identificar uma extensão da crítica à classe do Clero nos versos:
«Com o baraço no pescoço / mui mal presta a pregação... / E ele leva a devação / que há de tornar a jentar...»
«nem guardião de mosteiro / nom tinha tão santa gente / como Afonso Valente / que é agora carcereiro.»
«e que era mui notório / que àqueles diciprinados / eram horas de finados / e missas de São Gregório.»
4. Os alvos da sátira
CORRETO! O Enforcado considera que o carcereiro Afonso Valente tinha mais gente santa na sua prisão do que o guardião de um mosteiro, deixando uma insinuação sobre a falsa santidade do clero.
4. Os alvos da sátira
4.2
Apesar das referências a pessoas e circunstâncias muito particulares da época de Gil Vicente, é possível retirarmos desta cena uma crítica com atualidade
à ingenuidade e à credulidade inconsciente de algumas pessoas perante o que se diz ou noticia.
à crença de que ao sermos julgados por um crime em vida, teremos direito a um perdão depois da morte.
aos procedimentos inadequados e crueis das penas aplicadas pela justiça em alguns países.
4. Os alvos da sátira
CORRETO! Embora seja uma das cenas que contém mais referências que só o público da época poderia entender plenamente, a crítica aos ingénuos que facilmente acreditam em algo sem o cuidado de verificarem as fontes e a veracidade da informação é muito atual.
Concluíste a quarta linha de leitura, podes arrastar o braço direito do Enforcado para a barca do Inferno.
5. Os eufemismos
5.1
Em qual conjunto de versos é possível encontrar um eufemismo?
«Disse-me que com São Miguel / jentaria pão e mel / tanto que fosse enforcado.»
«E disse-me que a Deus prouvera / que fora ele o enforcado.»
«Mas quem há de estar no ar / avorrece-lhe o sermão.»
5. Os eufemismos
CORRETO! O eufemismo encontra-se na expressão «quem há de estar no ar», que é uma forma atenuada e suave de referir o facto de alguém estar enforcado.
Concluíste a quinta linha de leitura, podes arrastar o braço esquerdo do Enforcado para a barca do Inferno. Estás quase...
6. As comparações
6.1