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Emancipação feminina

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Created on February 12, 2023

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Transcript

Emancipação

Feminina

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A emancipação das mulheres surgiu por volta do séc. XIX e ganhou mais força no séc. XX, especialmente a partir da lta das mulheres pelo direito ao voto.No dia 8 de março comemorou-se uma vez mais o Dia Internacional da Mulher. há mais de seiscentos anos, as mulheres deram início a manifestações contra a submissão a que estavam sujeitas ao longo de séculos pelos seus parceiros masculinos e a lutarem pelos seus direitos enquanto seres humanos inseridos na sociedade. A mulher foi desde sempre alvo de distinção, muitas das vezes subordinada pelo homem, de acordo com as várias culturas e sociedades, que muitas vezes se caraterizou por machista.

Julga-se que nas sociedades primitivas, consideradas de matrilineares (a descendência era definida pela linhagem materna), as mulheres eram consideradas seres superiores pelo facto de terem a capacidade gestacional, uma vez que o ato sexual não era conhecido como fator responsável pela reprodução. As tarefas eram distribuídas de acordo com a força física e a responsabilidade sobre as crianças era atribuída ao coletivo.

3 grandes mulheres que lutaram pela igualdade

O caso fez notícia de jornal cá dentro e lá fora, naquela primavera de 1911. Primeiro, na Ilustração Portuguesa, revista semanal publicada pelo jornal O Século – onde se destaca: “Uma nota curiosa das eleições foi a de votar uma senhora, a única eleitora portuguesa, a médica D. Carolina Beatriz Ângelo, inscrita com o número 2513 na freguesia de S. Jorge de Arroios.” Tornava-se assim, poucos meses antes de morrer, na primeira mulher no nosso País a conseguir exercer o direito de voto, alegando que reunia todas as condições estabelecidas na lei, em 1911. Formada em medicina, tinha sido já a primeira a realizar uma cirurgia. Mas votar, naquelas eleições, não foi uma conquista fácil.A participar em comités e associações ligadas às ideias republicanas desde 1906, era já também dirigente da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas quando se anunciaram as primeiras eleições – e não descansou enquanto não encontrou forma de utilizar a lei para votar, levando o caso a tribunal. Ganhou argumentando que o código eleitoral atribuía o direito de voto a “todos os portugueses maiores de vinte e um anos, à data de 1 de maio” (de 1911), fossem “residentes em território nacional”, soubessem “ler e escrever” e fossem “chefes de família” – o que se aplicava dado que enviuvara no ano anterior.

Carolina Beatriz Ângelo

Impedida de seguir para o ensino superior por ser mulher, procurou uma instituição de ensino clandestina e acabou por se tornar uma das mais importantes cientistas do mundo. Falamos de Marie Curie, nascida em Varsóvia, na Polónia, em 1867, e cujo percurso de vida surpreendeu até ao fim, em 1934 – depois de se ter tornado a primeira mulher a ganhar o Prémio Nobel, sendo também a primeira pessoa e a única mulher a ganhar aquele prémio duas vezes, além de ser a única pessoa que o alcançou em dois campos científicos diferentes. Foi a primeira mulher a ser professora na Universidade Paris e seria mais tarde a primeira a ser sepultada no Panteão de Paris.Filha de um professor de física e matemática e de uma pianista, esteve sempre contacto com as ciências, tendo mesmo iniciado os seus trabalhos numa universidade clandestina da sua cidade natal. Em 1891, seguiu a irmã mais velha até Paris, onde ingressou na Sorbonne e obteve os seus diplomas em Física e Matemática. Em 1894, conheceu Pierre Curie, com quem partilharia o Nobel da Física em 1903 – mas seria igualmente distinguida com o galardão da Química em 1911. Entre os seus feitos, estão o desenvolvimento da teoria da “radioatividade” –termo que cunhou –, técnicas para isolar isótopos radioativos e a descoberta de dois elementos químicos, o polónio e o rádio.

Marie Curie

Adelaide de Jesus Damas Brazão Cabete viveu entre 1867 e 1935 e foi pioneira no nosso país na reivindicação dos direitos das mulheres, como o voto e um período de descanso (um mês!) após o parto. Natural de Alcáçovas, no Alentejo, órfã de origem humilde, estudou depois de se casar.Concluiu o curso de Medicina no ano de 1900, na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, apresentando como dissertação de curso um estudo intitulado “Proteção às mulheres grávidas pobres como meio de promover o desenvolvimento físico das novas gerações”. Politicamente era uma republicana convicta e assumida, tendo sido ela quem organizou em Portugal as célebres Ligas da Bondade, obra voluntária de assistência social dirigida por mulheres.Além de fazer parte da Associação de Propaganda Feminista em Portugal (de cunho maçónico), dirigiu a revista Alma Feminina e foi ainda presidente da Cruzada Nacional das Mulheres Portuguesas – movimento à frente do qual organizou o I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, em Lisboa

Adelaide Cabete

feito por: diogo alberto, joarceline moreira, carolina coelho e martim gomes obrigado por assistir á nossa apresentação