David Hume e a resposta empirista
Trabalho realizado por: Maria Lopes 11ºB nº 8
FILOSOFIA
Date
Index
03. A associação de ideias
01. Biografia
a)Relação de ideias e questões de facto
02. O conteudo da mente : -impressões e ideias
b) o principio da causalidade e o problema da indução
-o defeito dos sentidos - o poder da imaginação
c)o habito (costume)
d) a uniformidade da natureza e)o cecitismo de David Hume
David Hume (1711-1776)
David Hume nasceu em Edimburgo em 1711, e faleceu a 25 de agosto de 1776. Foi um filósofo, historiador e ensaísta que se tornou conhecido pelo seu empirismo radical e o seu ceticismo filosófico. Ao lado de John Locke e George Berkeley, Hume compõe a tríade do empirismo britânico e foi considerado um dos mais importantes pensadores do iluminismo escocês.
Para David Hume, a nossa experiência do mundo, inicia-se pelas sensações, a fonte a partir da qual podemos ambicionar alcançar algum conhecimento.
Hume defende que, não nos podemos atrever a querer conhecer tudo, nem com toda a certeza, como pretendia Descartes.
02. impressões e ideias
Em filosofia, a principal preocupação de Hume apoiava-se na tentativa de demonstrar que as nossas crenças acerca do mundo não são racionalmente justificáveis, uma vez que dependem de princípios que não podemos fundamentar. Apesar disso, Hume admitiu que somos naturalmente compelidos a aceita-los como verdadeiros, ou seja Hume não é um cético radical.
Hume chamou perceções aos diversos conteúdos mentais de que temos experiência: sentimentos, sensações, pensamentos, desejos, etc.. Em seguida, dividiu as perceções em impressões e ideias.
Segundo Hume, as ideias são cópias das impressões, mas esta tese é só aplicável a ideia
As ideias e as impressões distinguem-se não pelo conteúdo mas pela intensidade com que se apresentam na mente as ideias são menos intensas do que as impressões mais vividas do que a s ideias. Mas, mais importante, as impressões e as ideias não se distinguem pelo conteúdo porque as primeiras são uma cópia das segundas. Mas o aspeto indispensável da teoria de Hume é o facto de implicar que o conhecimento tenha uma origem nos sentidos, empiria, o que nos leva ao empirismo. O empirismo constitui uma corrente filosófica (do séc.XVII-XVIII) que defende que é a experiência, ou seja, limite do conhecimento deriva do conjunto de sensações ou impressões.
02. Hume dividiu os objetos que podem ser investigados pela razão humana em dois grupos: relações de ideias e conhecimentos de facto.
Relações de ideias
• São conhecimentos apriori
A verdade das proposições não depende
dos factos Ou da experiência
• Traduzem verdades necessárias e evidente, a sua negação é, logicamente, impossivel
• As proposições não nos dão qualquer conhecimento em relação ao que se passa no mundo
Conhecimentos de Facto • São conhecimentos a posteriori • A verdade das proposições depende de uma análise empírica • A verdade dos conhecimentos de facto é contingente • As proposições dão-nos qualquer conhecimento em relação ao que se passa no mundo
Baseia-se :
Baseia-se :
RACIOCÍNIO INDUTIVO e RELAÇÃO CAUSA-EFEITO
RACIOCÍNIO DEDUTIVO
03. Conhecimentos de facto e a relação de causalidade
A ordem e regularidade das nossas ideias assentam em princípios que permitem uni-las e associá-las. Estes princípios de associação de ideias são:
Há muitos factos que esperamos que se verifiquem no futuro. Esperamos que um papel se queime se o atirarmos ao fogo, ou que a roupa se molhe se a deitarmos à água. Estas certezas do que acontecerá têm por base uma inferência causal. O fogo e a água são as causas dos efeitos referidos.
Princípio da causalidade afirma que todo o efeito tem uma causa e que, nas mesmas circunstâncias, a mesma causa produz sempre os mesmos efeitos.
Assim, o nosso conhecimento acerca de factos futuros trata-se apenas de uma crença, no sentido de suposição ou de probabilidade. As nossas certezas de factos futuros, tem apenas um fundamento psicológico: o hábito ou o costume.
Como vemos, a ideia de causa é aquela que preside às nossas inferências acerca de factos futuros. Mas a relação de causa e efeito é geralmente entendida como sendo conexão necessária. Ou seja, é como se determinado efeito se produzisse necessariamente a partir do momento em que existe determinada causa. No entanto, não dispomos de qualquer impressão necessária entre fenómenos.
Crítica ao princípio da causalidade
Hábito ou Costume
Formam ideias na nossa mente, quando constatamos uma sequência de objetos ou acontecimentos. O hábito/costume leva-nos a passar de uma dada causa para um outro efeito por intermédio da imaginação que gera em nós uma expectativa que serve como ideia de conexão necessária
Crítica ao princípio da causalidade
Ou seja, o hábito (crenças e probabilidades) é um guia imprescindível da vida prática, mas não constitui um principio racional.
O facto de nos apoiarmos nas probabilidades, no que acontece habitualmente, leva-nos a crer que os nossos conhecimentos podem estar incorretos, nada nos garante que o que acontece geralmente acontece sempre, relativamente à ciência podemos também dizer que não é fundamentada racionalmente.
EMPIRISMO CONDUZ AO CETISMO
Apesar das conclusões a que Hume chegou em relação ao ceticismo, este não é um cético radical, uma vez que afirma que sem a ideia de regularidade dos fenómenos (hábitos/crenças) a vida seria impraticável, ou seja, estas ideias fictícias de regularidade de fenómenos são úteis para o dia-a-dia, mas não existe justificação racional para as mesmas.
O ceticismo de Hume revela duplo sentido :
Ceticismo relativamente às teorias metafísicas.Isto é, teorias que procuram ultrapassar o âmbito da experiência e da observação, o que Hume considera inaceitável;
Ceticismo mitigado ou moderado. Visto que Hume dá valor ás limitações das nossas capacidades cognitivas e à nossa propensão para o erro.
O ceticismo de Hume
Os limites do conhecimento:
- Não podemos conhecer algo de que não tenhamos impressão sensível.
O conhecimento científico não é objetivamente justificável:
- Os conhecimentos de questões de facto consiste em descobrir as causas;
- De certos efeitos mas a ideia de causa não deriva de uma impressão;
- Sensível, apenas da conjunção e sucessão temporal dos acontecimentos.
A ideia de causa é racional e empericamente injustificável:
- A ideia de causa é uma crença subjetiva que resulta de um hábito;
- (quando acontece A, daí resulta necessariamente B).
A ideia de causa é subjetivamente necessária:
- Acreditar que não há causa sem efeito é necessário para a vida que exige previsibilidade e segurança.
04.
Biografia
https://filosofianoliceu.blogs.sapo.pt/1797.html
https://enciclopedias.com/david-hume-2/
https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Hume
https://pt.scribd.com/document/572022704/Empirismo#
https://querobolsa.com.br/enem/filosofia/david-hume
https://criticanarede.com/anunesoempirismodedavidhume.html
EM SINTESE
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David Hume e a resposta empirista
Trabalho realizado por: Maria Lopes 11ºB nº 8
FILOSOFIA
Date
Index
03. A associação de ideias
01. Biografia
a)Relação de ideias e questões de facto
02. O conteudo da mente : -impressões e ideias
b) o principio da causalidade e o problema da indução
-o defeito dos sentidos - o poder da imaginação
c)o habito (costume)
d) a uniformidade da natureza e)o cecitismo de David Hume
David Hume (1711-1776)
David Hume nasceu em Edimburgo em 1711, e faleceu a 25 de agosto de 1776. Foi um filósofo, historiador e ensaísta que se tornou conhecido pelo seu empirismo radical e o seu ceticismo filosófico. Ao lado de John Locke e George Berkeley, Hume compõe a tríade do empirismo britânico e foi considerado um dos mais importantes pensadores do iluminismo escocês.
Para David Hume, a nossa experiência do mundo, inicia-se pelas sensações, a fonte a partir da qual podemos ambicionar alcançar algum conhecimento. Hume defende que, não nos podemos atrever a querer conhecer tudo, nem com toda a certeza, como pretendia Descartes.
02. impressões e ideias
Em filosofia, a principal preocupação de Hume apoiava-se na tentativa de demonstrar que as nossas crenças acerca do mundo não são racionalmente justificáveis, uma vez que dependem de princípios que não podemos fundamentar. Apesar disso, Hume admitiu que somos naturalmente compelidos a aceita-los como verdadeiros, ou seja Hume não é um cético radical. Hume chamou perceções aos diversos conteúdos mentais de que temos experiência: sentimentos, sensações, pensamentos, desejos, etc.. Em seguida, dividiu as perceções em impressões e ideias. Segundo Hume, as ideias são cópias das impressões, mas esta tese é só aplicável a ideia
As ideias e as impressões distinguem-se não pelo conteúdo mas pela intensidade com que se apresentam na mente as ideias são menos intensas do que as impressões mais vividas do que a s ideias. Mas, mais importante, as impressões e as ideias não se distinguem pelo conteúdo porque as primeiras são uma cópia das segundas. Mas o aspeto indispensável da teoria de Hume é o facto de implicar que o conhecimento tenha uma origem nos sentidos, empiria, o que nos leva ao empirismo. O empirismo constitui uma corrente filosófica (do séc.XVII-XVIII) que defende que é a experiência, ou seja, limite do conhecimento deriva do conjunto de sensações ou impressões.
02. Hume dividiu os objetos que podem ser investigados pela razão humana em dois grupos: relações de ideias e conhecimentos de facto.
Relações de ideias • São conhecimentos apriori A verdade das proposições não depende dos factos Ou da experiência • Traduzem verdades necessárias e evidente, a sua negação é, logicamente, impossivel • As proposições não nos dão qualquer conhecimento em relação ao que se passa no mundo
Conhecimentos de Facto • São conhecimentos a posteriori • A verdade das proposições depende de uma análise empírica • A verdade dos conhecimentos de facto é contingente • As proposições dão-nos qualquer conhecimento em relação ao que se passa no mundo
Baseia-se :
Baseia-se :
RACIOCÍNIO INDUTIVO e RELAÇÃO CAUSA-EFEITO
RACIOCÍNIO DEDUTIVO
03. Conhecimentos de facto e a relação de causalidade
A ordem e regularidade das nossas ideias assentam em princípios que permitem uni-las e associá-las. Estes princípios de associação de ideias são:
Há muitos factos que esperamos que se verifiquem no futuro. Esperamos que um papel se queime se o atirarmos ao fogo, ou que a roupa se molhe se a deitarmos à água. Estas certezas do que acontecerá têm por base uma inferência causal. O fogo e a água são as causas dos efeitos referidos.
Princípio da causalidade afirma que todo o efeito tem uma causa e que, nas mesmas circunstâncias, a mesma causa produz sempre os mesmos efeitos.
Assim, o nosso conhecimento acerca de factos futuros trata-se apenas de uma crença, no sentido de suposição ou de probabilidade. As nossas certezas de factos futuros, tem apenas um fundamento psicológico: o hábito ou o costume.
Como vemos, a ideia de causa é aquela que preside às nossas inferências acerca de factos futuros. Mas a relação de causa e efeito é geralmente entendida como sendo conexão necessária. Ou seja, é como se determinado efeito se produzisse necessariamente a partir do momento em que existe determinada causa. No entanto, não dispomos de qualquer impressão necessária entre fenómenos.
Crítica ao princípio da causalidade
Hábito ou Costume
Formam ideias na nossa mente, quando constatamos uma sequência de objetos ou acontecimentos. O hábito/costume leva-nos a passar de uma dada causa para um outro efeito por intermédio da imaginação que gera em nós uma expectativa que serve como ideia de conexão necessária
Crítica ao princípio da causalidade
Ou seja, o hábito (crenças e probabilidades) é um guia imprescindível da vida prática, mas não constitui um principio racional. O facto de nos apoiarmos nas probabilidades, no que acontece habitualmente, leva-nos a crer que os nossos conhecimentos podem estar incorretos, nada nos garante que o que acontece geralmente acontece sempre, relativamente à ciência podemos também dizer que não é fundamentada racionalmente.
EMPIRISMO CONDUZ AO CETISMO Apesar das conclusões a que Hume chegou em relação ao ceticismo, este não é um cético radical, uma vez que afirma que sem a ideia de regularidade dos fenómenos (hábitos/crenças) a vida seria impraticável, ou seja, estas ideias fictícias de regularidade de fenómenos são úteis para o dia-a-dia, mas não existe justificação racional para as mesmas.
O ceticismo de Hume revela duplo sentido :
Ceticismo relativamente às teorias metafísicas.Isto é, teorias que procuram ultrapassar o âmbito da experiência e da observação, o que Hume considera inaceitável; Ceticismo mitigado ou moderado. Visto que Hume dá valor ás limitações das nossas capacidades cognitivas e à nossa propensão para o erro.
O ceticismo de Hume
Os limites do conhecimento:
- Não podemos conhecer algo de que não tenhamos impressão sensível.
O conhecimento científico não é objetivamente justificável:- Os conhecimentos de questões de facto consiste em descobrir as causas;
- De certos efeitos mas a ideia de causa não deriva de uma impressão;
- Sensível, apenas da conjunção e sucessão temporal dos acontecimentos.
A ideia de causa é racional e empericamente injustificável:- A ideia de causa é uma crença subjetiva que resulta de um hábito;
- (quando acontece A, daí resulta necessariamente B).
A ideia de causa é subjetivamente necessária:04.
Biografia
https://filosofianoliceu.blogs.sapo.pt/1797.html
https://enciclopedias.com/david-hume-2/
https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Hume
https://pt.scribd.com/document/572022704/Empirismo#
https://querobolsa.com.br/enem/filosofia/david-hume
https://criticanarede.com/anunesoempirismodedavidhume.html
EM SINTESE
Filosofia 11º ano - O Modelo Empirista de David Hume em 2 minutos
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