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"O Mostrengo"- "Mensagem": Fernando Pessoa

Beatriz Rodrigues

Created on January 31, 2023

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Transcript

Kahoot

"O Mostrengo"

Obra "Mensagem"- Fernando Pessoa

Estrutura de Mensagem
Brasão
1ª Parte

(A guerra sem guerra)

Fundação: -Nascimento -Heróis lendários e históricos

Mar Português
2ª Parte
Mensagem

(Aposse do mar)

Vida/Apogeu: -Ânsia do desconhecido -Domínio dos mares

O Encoberto
3ª Parte

(Paz no Céu)

Morte/Ressurreição: -Estagnação -Sebastianismo -Iminência da concretização do Quinto Império

Estrutura de Mensagem
2ª Parte da "Mensagem"
Mar Português

Abordam-se o esforço heróico na luta contra o mar e a ânsia do Desconhecido. Merecem especial atenção os navegadores que percorreram o mar em busca da imortalidade, cumprindo um dever individual e pátrio.

O mostrengo que está no fim do mar Na noite de breu ergueu-se a voar; À roda da nau voou três vezes, Voou três vezes a chiar, E disse: «Quem é que ousou entrar Nas minhas cavernas que não desvendo, Meus tetos negros do fim do mundo?» E o homem do leme disse, tremendo: «El-Rei D. João Segundo!» «De quem são as velas onde me roço? De quem as quilhas que vejo e ouço?» Disse o mostrengo, e rodou três vezes, Três vezes rodou imundo e grosso, «Quem vem poder o que só eu posso, Que moro onde nunca ninguém me visse E escorro os medos do mar sem fundo?» E o homem do leme tremeu, e disse: «El-Rei D. João Segundo!» Três vezes do leme as mãos ergueu, Três vezes ao leme as reprendeu, E disse no fim de tremer três vezes: «Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um Povo que quer o mar que é teu; E mais que o mostrengo, que me a alma teme E roda nas trevas do fim do mundo; Manda a vontade, que me ata ao leme, De El-Rei D. João Segundo!»

Declamação do poema

Link Adamastor

Contextualização histórica
O Mostrengo

Surge durante a viagem á Índia na época dos Descobrimentos (na passagem do Cabo das Tormentas)

Os portugueses deparam-se com um suposto monstro (terrível, temível e perigoso) que impedia os barcos de dobrar o cabo

Os portugueses ultrapassam o medo e o cabo,enfrentando o Mostrengo para agradar a D.João II

Análise do título

O Mostrengo

- ser perigoso, assustador e horrendo - aquele que mostra/revela

Voa, chia, vê...

Sufixo com valor pejorativo

Personificação do medo e do receio Confere maior dinamismo à situação narrada

Cabo das Tormentas

  • Local de passagem;
  • paradigma de um dos maiores obstáculos à navegação portuguesa
Simbologia do Episódio

O Mostrengo é a personificação do medo e do receio que os navegadores revelam ao enfrentar o desconhecido.

Simboliza:

O mar desconhecido

Os segredos ocultos

O medo dos navegadores que enfrentam o desconhecido

Os perigos que os navegadores tiveram de enfrentar

Estrutura Externa

3 estrofes de 9 versos, com versos irregulares que variam entre as 7 e 10 sílabas métricas.

Esquema Rimático:

Rima emparelhada, cruzada e rima solta- AABAACDCD

Estrutura Interna
Assunto:

Relato de um episódio na a chegada ao cabo das Tormentas, quando os portugueses se deparam com um monstro voador que pretende aterrorizá-los e evitar que prossigam a viagem.Mesmo assim, marinheiro português enviado por D. João II embora hesitante enfrenta-o.

Tema:

Poder e os perigos do mar, representados pelo mostrengo.

Estrutura Interna
1ª estrofe

V.v 1-9

  • Caracterização indireta do Mostrengo através das suas ações

O mostrengo que está no fim do mar Na noite de breu ergueu-se a voar; À roda da nau voou três vezes, Voou três vezes a chiar, E disse: «Quem é que ousou entrar Nas minhas cavernas que não desvendo, Meus tetos negros do fim do mundo?» E o homem do leme disse, tremendo: «El-Rei D. João Segundo!»

  • Dinâmica agressiva do poema sugerida pelas formas verbais que traduzem movimentos violentos de terror
  • Linguagem visual- apelo ás sensações visuais e auditivas
  • Discurso a 3 vozes

O mostrengo aparece personificado ("a voar", "a chiar", ameaça), ou seja, funciona como símbolo dos perigos e ameaças do mar tenebroso.

Estrutura Interna
2ª estrofe

V.v 10-18

  • Dinâmica agressiva do poema
  • Discurso narrativo do sujeito poético intercalado no discurso direto do mostrengo.

«De quem são as velas onde me roço? De quem as quilhas que vejo e ouço?» Disse o mostrengo, e rodou três vezes, Três vezes rodou imundo e grosso, «Quem vem poder o que só eu posso, Que moro onde nunca ninguém me visse E escorro os medos do mar sem fundo?» E o homem do leme tremeu, e disse: «El-Rei D. João Segundo!»

  • Localização espácio-temporal
  • Emotividade agressiva acentua-se pelas interrogativas
  • Expressões que transmitem o terror de algumas atitudes do mostrengo
  • Linguagem visual- apelo ás sensações visuais e auditivas
Estrutura Interna
3ª estrofe

Vv. 19-27

  • Mostrengo neutralizado, devido à coragem do homem do leme

Três vezes do leme as mãos ergueu, Três vezes ao leme as reprendeu, E disse no fim de tremer três vezes: «Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um Povo que quer o mar que é teu; E mais que o mostrengo, que me a alma teme E roda nas trevas do fim do mundo; Manda a vontade, que me ata ao leme, De El-Rei D. João Segundo!»

  • Atitudes contraditórias e inseguras do marinheiro
  • Decisão de enfrentar o Mostrengo
Recursos Expressivos
  • Metáfora - “Meus tetos negros do fim do mundo” (v.7)
  • Anáfora - “De quem são as velas onde me roço/ De quem as quilhas que eu vejo e ouço” (vv. 10-11 )
  • Interrogação retórica - “E escorro os medos do mar sem fundo?” (v.16)
  • Anástrofe - “Três vezes do leme as mãos ergueu” (v.19)
  • Hipérbato - “Três vezes do leme as mãos ergueu” (v.19)
- “Três vezes ao leme as repreendeu” (v.20) - “E mais que o mostrengo, que me a alma teme” (v.24)
Característica épica
Característica lírica

Com o objetivo de salientar o clima de terror causado pelo mostrengo é utilizado um tom mais introspetivo, marcado pela expressão de sentimentos.

Relato de um episódio da história de Portugal – Com a passagem pelo Cabo das Tormentas com o objetivo de enaltecer a nação e a ousadia do povo português

Herói coletivo
Herói individual

Povo português

Homem do leme

“Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um povo que quer um mar que é teu” (v.22)

Comparação entre o Mostrengo e Adamastor

O Mostrengo aparece contruído à imagem do Adamastor de Camões, mas não representa um monstro disforme, mas antes toma um aspeto semelhante ao de um morcego

O Adamastor

O Mostrengo

  • Figura ameaçadora e agressiva;
  • Sem traços de humanidade;
  • Pretende provocar nos portugueses medo e levá-los a voltar para trás;
  • A coragem do Homem do leme leva ao seu desaparecimento.
  • Monstro dotado de capacidade de amar;
  • Recorda o desgosto de amor que lhe causara a bela Tétis;
  • Desaparece e dá passagem para o Oriente.

Ambos são símbolo dos problemas a enfrentar quando se pretende explorar o desconhecido, os segredos ocultos, o medo e os perigos.

Conclusão

Esperamos que vos tenhamos esclarecido relativamente ao poema “O Mostrengo”

Alguma dúvida?

Obrigado!

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Links

Aúdio "Adamastor" Escola Virtual

Khaoot:

Aúdio declamação do poema: