Kahoot
"O Mostrengo"
Obra "Mensagem"- Fernando Pessoa
Estrutura de Mensagem
Brasão
1ª Parte
(A guerra sem guerra)
Fundação: -Nascimento -Heróis lendários e históricos
Mar Português
2ª Parte
Mensagem
(Aposse do mar)
Vida/Apogeu: -Ânsia do desconhecido -Domínio dos mares
O Encoberto
3ª Parte
(Paz no Céu)
Morte/Ressurreição: -Estagnação -Sebastianismo -Iminência da concretização do Quinto Império
Estrutura de Mensagem
2ª Parte da "Mensagem"
Mar Português
Abordam-se o esforço heróico na luta contra o mar e a ânsia do Desconhecido. Merecem especial atenção os navegadores que percorreram o mar em busca da imortalidade, cumprindo um dever individual e pátrio.
O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tetos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo;
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
Declamação do poema
Link Adamastor
Contextualização histórica
O Mostrengo
Surge durante a viagem á Índia na época dos Descobrimentos (na passagem do Cabo das Tormentas)
Os portugueses deparam-se com um suposto monstro (terrível, temível e perigoso) que impedia os barcos de dobrar o cabo
Os portugueses ultrapassam o medo e o cabo,enfrentando o Mostrengo para agradar a D.João II
Análise do título
O Mostrengo
- ser perigoso, assustador e horrendo - aquele que mostra/revela
Voa, chia, vê...
Sufixo com valor pejorativo
Personificação do medo e do receio Confere maior dinamismo à situação narrada
Cabo das Tormentas
- Local de passagem;
- paradigma de um dos maiores obstáculos à navegação portuguesa
Simbologia do Episódio
O Mostrengo é a personificação do medo e do receio que os navegadores revelam ao enfrentar o desconhecido.
Simboliza:
O mar desconhecido
Os segredos ocultos
O medo dos navegadores que enfrentam o desconhecido
Os perigos que os navegadores tiveram de enfrentar
Estrutura Externa
3 estrofes de 9 versos, com versos irregulares que variam entre as 7 e 10 sílabas métricas.
Esquema Rimático:
Rima emparelhada, cruzada e rima solta- AABAACDCD
Estrutura Interna
Assunto:
Relato de um episódio na a chegada ao cabo das Tormentas, quando os portugueses se deparam com um monstro voador que pretende aterrorizá-los e evitar que prossigam a viagem.Mesmo assim, marinheiro português enviado por D. João II embora hesitante enfrenta-o.
Tema:
Poder e os perigos do mar, representados pelo mostrengo.
Estrutura Interna
1ª estrofe
V.v 1-9
- Caracterização indireta do Mostrengo através das suas ações
O mostrengo que está no fim do mar Na noite de breu ergueu-se a voar; À roda da nau voou três vezes, Voou três vezes a chiar, E disse: «Quem é que ousou entrar Nas minhas cavernas que não desvendo, Meus tetos negros do fim do mundo?» E o homem do leme disse, tremendo: «El-Rei D. João Segundo!»
- Dinâmica agressiva do poema sugerida pelas formas verbais que traduzem movimentos violentos de terror
- Linguagem visual- apelo ás sensações visuais e auditivas
O mostrengo aparece personificado ("a voar", "a chiar", ameaça), ou seja, funciona como símbolo dos perigos e ameaças do mar tenebroso.
Estrutura Interna
2ª estrofe
V.v 10-18
- Dinâmica agressiva do poema
- Discurso narrativo do sujeito poético intercalado no discurso direto do mostrengo.
«De quem são as velas onde me roço? De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
- Localização espácio-temporal
- Emotividade agressiva acentua-se pelas interrogativas
- Expressões que transmitem o terror de algumas atitudes do mostrengo
- Linguagem visual- apelo ás sensações visuais e auditivas
Estrutura Interna
3ª estrofe
Vv. 19-27
- Mostrengo neutralizado, devido à coragem do homem do leme
Três vezes do leme as mãos ergueu, Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo;
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
- Atitudes contraditórias e inseguras do marinheiro
- Decisão de enfrentar o Mostrengo
Recursos Expressivos
- Metáfora - “Meus tetos negros do fim do mundo” (v.7)
- Anáfora - “De quem são as velas onde me roço/ De quem as quilhas que eu vejo e ouço” (vv. 10-11 )
- Interrogação retórica - “E escorro os medos do mar sem fundo?” (v.16)
- Anástrofe - “Três vezes do leme as mãos ergueu” (v.19)
- Hipérbato - “Três vezes do leme as mãos ergueu” (v.19)
- “Três vezes ao leme as repreendeu” (v.20) - “E mais que o mostrengo, que me a alma teme” (v.24)
Característica épica
Característica lírica
Com o objetivo de salientar o clima de terror causado pelo mostrengo é utilizado um tom mais introspetivo, marcado pela expressão de sentimentos.
Relato de um episódio da história de Portugal – Com a passagem pelo Cabo das Tormentas com o objetivo de enaltecer a nação e a ousadia do povo português
Herói coletivo
Herói individual
Povo português
Homem do leme
“Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um povo que quer um mar que é teu” (v.22)
Comparação entre o Mostrengo e Adamastor
O Mostrengo aparece contruído à imagem do Adamastor de Camões, mas não representa um monstro disforme, mas antes toma um aspeto semelhante ao de um morcego
O Adamastor
O Mostrengo
- Figura ameaçadora e agressiva;
- Sem traços de humanidade;
- Pretende provocar nos portugueses medo e levá-los a voltar para trás;
- A coragem do Homem do leme leva ao seu desaparecimento.
- Monstro dotado de capacidade de amar;
- Recorda o desgosto de amor que lhe causara a bela Tétis;
- Desaparece e dá passagem para o Oriente.
Ambos são símbolo dos problemas a enfrentar quando se pretende explorar o desconhecido, os segredos ocultos, o medo e os perigos.
Conclusão
Esperamos que vos tenhamos esclarecido relativamente ao poema “O Mostrengo”
Alguma dúvida?
Obrigado!
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Aúdio "Adamastor" Escola Virtual
Khaoot:
Aúdio declamação do poema:
"O Mostrengo"- "Mensagem": Fernando Pessoa
Beatriz Rodrigues
Created on January 31, 2023
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Kahoot
"O Mostrengo"
Obra "Mensagem"- Fernando Pessoa
Estrutura de Mensagem
Brasão
1ª Parte
(A guerra sem guerra)
Fundação: -Nascimento -Heróis lendários e históricos
Mar Português
2ª Parte
Mensagem
(Aposse do mar)
Vida/Apogeu: -Ânsia do desconhecido -Domínio dos mares
O Encoberto
3ª Parte
(Paz no Céu)
Morte/Ressurreição: -Estagnação -Sebastianismo -Iminência da concretização do Quinto Império
Estrutura de Mensagem
2ª Parte da "Mensagem"
Mar Português
Abordam-se o esforço heróico na luta contra o mar e a ânsia do Desconhecido. Merecem especial atenção os navegadores que percorreram o mar em busca da imortalidade, cumprindo um dever individual e pátrio.
O mostrengo que está no fim do mar Na noite de breu ergueu-se a voar; À roda da nau voou três vezes, Voou três vezes a chiar, E disse: «Quem é que ousou entrar Nas minhas cavernas que não desvendo, Meus tetos negros do fim do mundo?» E o homem do leme disse, tremendo: «El-Rei D. João Segundo!» «De quem são as velas onde me roço? De quem as quilhas que vejo e ouço?» Disse o mostrengo, e rodou três vezes, Três vezes rodou imundo e grosso, «Quem vem poder o que só eu posso, Que moro onde nunca ninguém me visse E escorro os medos do mar sem fundo?» E o homem do leme tremeu, e disse: «El-Rei D. João Segundo!» Três vezes do leme as mãos ergueu, Três vezes ao leme as reprendeu, E disse no fim de tremer três vezes: «Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um Povo que quer o mar que é teu; E mais que o mostrengo, que me a alma teme E roda nas trevas do fim do mundo; Manda a vontade, que me ata ao leme, De El-Rei D. João Segundo!»
Declamação do poema
Link Adamastor
Contextualização histórica
O Mostrengo
Surge durante a viagem á Índia na época dos Descobrimentos (na passagem do Cabo das Tormentas)
Os portugueses deparam-se com um suposto monstro (terrível, temível e perigoso) que impedia os barcos de dobrar o cabo
Os portugueses ultrapassam o medo e o cabo,enfrentando o Mostrengo para agradar a D.João II
Análise do título
O Mostrengo
- ser perigoso, assustador e horrendo - aquele que mostra/revela
Voa, chia, vê...
Sufixo com valor pejorativo
Personificação do medo e do receio Confere maior dinamismo à situação narrada
Cabo das Tormentas
Simbologia do Episódio
O Mostrengo é a personificação do medo e do receio que os navegadores revelam ao enfrentar o desconhecido.
Simboliza:
O mar desconhecido
Os segredos ocultos
O medo dos navegadores que enfrentam o desconhecido
Os perigos que os navegadores tiveram de enfrentar
Estrutura Externa
3 estrofes de 9 versos, com versos irregulares que variam entre as 7 e 10 sílabas métricas.
Esquema Rimático:
Rima emparelhada, cruzada e rima solta- AABAACDCD
Estrutura Interna
Assunto:
Relato de um episódio na a chegada ao cabo das Tormentas, quando os portugueses se deparam com um monstro voador que pretende aterrorizá-los e evitar que prossigam a viagem.Mesmo assim, marinheiro português enviado por D. João II embora hesitante enfrenta-o.
Tema:
Poder e os perigos do mar, representados pelo mostrengo.
Estrutura Interna
1ª estrofe
V.v 1-9
O mostrengo que está no fim do mar Na noite de breu ergueu-se a voar; À roda da nau voou três vezes, Voou três vezes a chiar, E disse: «Quem é que ousou entrar Nas minhas cavernas que não desvendo, Meus tetos negros do fim do mundo?» E o homem do leme disse, tremendo: «El-Rei D. João Segundo!»
O mostrengo aparece personificado ("a voar", "a chiar", ameaça), ou seja, funciona como símbolo dos perigos e ameaças do mar tenebroso.
Estrutura Interna
2ª estrofe
V.v 10-18
«De quem são as velas onde me roço? De quem as quilhas que vejo e ouço?» Disse o mostrengo, e rodou três vezes, Três vezes rodou imundo e grosso, «Quem vem poder o que só eu posso, Que moro onde nunca ninguém me visse E escorro os medos do mar sem fundo?» E o homem do leme tremeu, e disse: «El-Rei D. João Segundo!»
Estrutura Interna
3ª estrofe
Vv. 19-27
Três vezes do leme as mãos ergueu, Três vezes ao leme as reprendeu, E disse no fim de tremer três vezes: «Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um Povo que quer o mar que é teu; E mais que o mostrengo, que me a alma teme E roda nas trevas do fim do mundo; Manda a vontade, que me ata ao leme, De El-Rei D. João Segundo!»
Recursos Expressivos
- Hipérbato - “Três vezes do leme as mãos ergueu” (v.19)
- “Três vezes ao leme as repreendeu” (v.20) - “E mais que o mostrengo, que me a alma teme” (v.24)Característica épica
Característica lírica
Com o objetivo de salientar o clima de terror causado pelo mostrengo é utilizado um tom mais introspetivo, marcado pela expressão de sentimentos.
Relato de um episódio da história de Portugal – Com a passagem pelo Cabo das Tormentas com o objetivo de enaltecer a nação e a ousadia do povo português
Herói coletivo
Herói individual
Povo português
Homem do leme
“Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um povo que quer um mar que é teu” (v.22)
Comparação entre o Mostrengo e Adamastor
O Mostrengo aparece contruído à imagem do Adamastor de Camões, mas não representa um monstro disforme, mas antes toma um aspeto semelhante ao de um morcego
O Adamastor
O Mostrengo
Ambos são símbolo dos problemas a enfrentar quando se pretende explorar o desconhecido, os segredos ocultos, o medo e os perigos.
Conclusão
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