Mensagem
"A Ascensão de Vasco da gama"
Francisco Malojo 12ºB
- Contextualização na obra;
- Relação com a inscrição latina que abre a obra e com a parte na qual o poema se insere;
- Informação sobre a figura presente no poema;
- Coexistência do épico e do lírico;
- Simbologia presente;
- Presença dos mitos;
- Relacão do poema com o seu título;
- Análise da expressividade da linguagem e de conteúdo gramatical;
- Relação com outros poemas e com Os Lusíadas;
- Reflexão sobre a atualidade deste poema;
- Intertextualidade.
Índice
Contextualização na Obra
Mar Português
Realização da Pátria
- Refere personalidades e acontecimentos associados à saga dos descobrimentos;
- Tem como foco o apogeu portugês nessa época gloriosa.
IX. Ascensão de Vasco da Gama
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
1ª Estrofre
Interpretação Do poema
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.
Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam.
2ª Estrofre
Interpretação do poema
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
Epígrafes
"Benedictus Dominus Deus Noster Qui Dedit Nobis Signum" (Abertura da obra)
"Possesio Maris" (Mar Português)
Coexistência do épico e do lírico
LÍRICO
ÉPICO
No poema, é transmitido sentimentos e emoções ("Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando ao véus,")
O poema enaltece a figura de Vasco da Gama, que se torna um mito pela sua coragem, ousadia e esforço.("O céu abrir o abismo à alma do Argonauta")
vs
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
Vasco Da Gama
Relação do conteúdo com o título
Simbologia Presente
Pessoa engrandece Vasco da Gama não como figura individual, mas como herói coletivo, que representa a coragem dos portugueses. A sua ascensão para uma figura imortalizada na história e recordada na mente do povo Lusitano relaciona-se com os ideais do Quinto Império imortal e espiritual de Pessoa.
AnÁLise externa
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra ASuspendem de repente o ódio da sua guerra A E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus B Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, B Primeiro um movimento e depois um assombro. C Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, C E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. D Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta E Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, D O céu abrir o abismo à alma do Argonauta. E
Estrutura métrica (regular): 12 sílabas métricas (verso alexandrino). Rima: Emparelhada e Cruzada. Poema constituido por duas estrofes, uma sétima e um terceto.
Análise do conteúdo gramatical e da expressividade linguística
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
- Verbos de movimento;
- Aliteração;
- Hipérbato;
- Paradoxo;
- Metonímia
- Maiusculização
Jasão e os Argonautas
Jasão, filho do antigo Rei de Thessaly, Aeson, foi mandado numa missão impossível pelo rei Pelias, que usurpou o trono do seu pai. Pelias, ao mandar Jason nesta missão, pretendia livrar-se da sua presença para garantir a legitimidade ao trono. A missão de Jason é recuperar um Velo de Ouro que está na posse de outro reino. Sendo assim, Jason cria uma tripulação dos heróis mais poderosos na altura, os Argonautas. Com os Argonautas, este recupera o Velo de Ouro, cumprindo a missão impossível e derrota o Rei tirano Pelias.
RElação com Os Lusíadas
Canto V (est.37-60)
48 «E verão mais os olhos que escaparem De tanto mal, de tanta desventura, Os dous amantes míseros ficarem Na férvida, implacábil espessura. Ali, despois que as pedras abrandarem Com lágrimas de dor, de mágoa pura, Abraçados, as almas soltarão Da fermosa e misérrima prisão.»
50 – «Eu sou aquele oculto e grande Cabo A quem chamais vós outros Tormentório, Que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo, Plínio e quantos passaram fui notório. Aqui toda a Africana costa acabo Neste meu nunca visto Promontório, Que pera o Pólo Antártico se estende, A quem vossa ousadia tanto ofende.
49 «Mais ia por diante o monstro horrendo, Dizendo nossos Fados, quando, alçado, Lhe disse eu: «Quem és tu? Que esse estupendo Corpo, certo me tem maravilhado!» A boca e os olhos negros retorcendo E dando um espantoso e grande brado, Me respondeu, com voz pesada e amara, Como quem da pergunta lhe pesara:
Vasco da Gama desafia o Adamastor, opondo-se ao obstáculo que o impede de continuar na sua missão divina.
IntertexTualidade
Padrão dos descobrimentos
O filme: Jasão e os Argonautas
A obra: Os Lusíadas
Obrigado!
"Ascensão de Vasco da Gama"
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Transcript
Mensagem
"A Ascensão de Vasco da gama"
Francisco Malojo 12ºB
Índice
Contextualização na Obra
Mar Português
Realização da Pátria
IX. Ascensão de Vasco da Gama
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
1ª Estrofre
Interpretação Do poema
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.
Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam.
2ª Estrofre
Interpretação do poema
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
Epígrafes
"Benedictus Dominus Deus Noster Qui Dedit Nobis Signum" (Abertura da obra)
"Possesio Maris" (Mar Português)
Coexistência do épico e do lírico
LÍRICO
ÉPICO
No poema, é transmitido sentimentos e emoções ("Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando ao véus,")
O poema enaltece a figura de Vasco da Gama, que se torna um mito pela sua coragem, ousadia e esforço.("O céu abrir o abismo à alma do Argonauta")
vs
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
Vasco Da Gama
Relação do conteúdo com o título
Simbologia Presente
Pessoa engrandece Vasco da Gama não como figura individual, mas como herói coletivo, que representa a coragem dos portugueses. A sua ascensão para uma figura imortalizada na história e recordada na mente do povo Lusitano relaciona-se com os ideais do Quinto Império imortal e espiritual de Pessoa.
AnÁLise externa
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra ASuspendem de repente o ódio da sua guerra A E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus B Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, B Primeiro um movimento e depois um assombro. C Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, C E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. D Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta E Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, D O céu abrir o abismo à alma do Argonauta. E
Estrutura métrica (regular): 12 sílabas métricas (verso alexandrino). Rima: Emparelhada e Cruzada. Poema constituido por duas estrofes, uma sétima e um terceto.
Análise do conteúdo gramatical e da expressividade linguística
Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
Jasão e os Argonautas
Jasão, filho do antigo Rei de Thessaly, Aeson, foi mandado numa missão impossível pelo rei Pelias, que usurpou o trono do seu pai. Pelias, ao mandar Jason nesta missão, pretendia livrar-se da sua presença para garantir a legitimidade ao trono. A missão de Jason é recuperar um Velo de Ouro que está na posse de outro reino. Sendo assim, Jason cria uma tripulação dos heróis mais poderosos na altura, os Argonautas. Com os Argonautas, este recupera o Velo de Ouro, cumprindo a missão impossível e derrota o Rei tirano Pelias.
RElação com Os Lusíadas
Canto V (est.37-60)
48 «E verão mais os olhos que escaparem De tanto mal, de tanta desventura, Os dous amantes míseros ficarem Na férvida, implacábil espessura. Ali, despois que as pedras abrandarem Com lágrimas de dor, de mágoa pura, Abraçados, as almas soltarão Da fermosa e misérrima prisão.»
50 – «Eu sou aquele oculto e grande Cabo A quem chamais vós outros Tormentório, Que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo, Plínio e quantos passaram fui notório. Aqui toda a Africana costa acabo Neste meu nunca visto Promontório, Que pera o Pólo Antártico se estende, A quem vossa ousadia tanto ofende.
49 «Mais ia por diante o monstro horrendo, Dizendo nossos Fados, quando, alçado, Lhe disse eu: «Quem és tu? Que esse estupendo Corpo, certo me tem maravilhado!» A boca e os olhos negros retorcendo E dando um espantoso e grande brado, Me respondeu, com voz pesada e amara, Como quem da pergunta lhe pesara:
Vasco da Gama desafia o Adamastor, opondo-se ao obstáculo que o impede de continuar na sua missão divina.
IntertexTualidade
Padrão dos descobrimentos
O filme: Jasão e os Argonautas
A obra: Os Lusíadas
Obrigado!