poríferos e cnidários
Por: Bruna, Giovanna, Júlia, Mirella e Murilo
1ª: Compreendendo a sistematização dos animais
O que é uma categoria taxonômica?
Devido à grande biodiversidade de seres vivos, um sistema de organização e classificação de tais seres, levando em consideração suas semelhanças – e não apenas morfológicas, faz-se necessário. Certamente o nome mais conhecido no “mundo da classificação e sistematização dos seres vivos” é Karl Von Linné (1707-1778), em português mais conhecido como Lineu. Ele propôs um sistema, utilizado até hoje, com algumas modificações, baseado nas categorias taxonômicas, no qual a unidade básica é a espécie.
poríferos
Os poríferos, também conhecidos como espongiários ou simplesmente esponjas, surgiram provavelmente há cerca de 1 bilhão de anos. Supõe-se que eles sejam originados de seres unicelulares e heterótrofos que se agrupam em colônias.Talvez ao tomar banho, você goste de se ensaboar usando uma esponja sintética, feita de plástico ou de borracha, ou uma bucha vegetal. Mas você já pensou em tomar banho ensaboando-se com o esqueleto de algum animal?
Bucha vegetal
Esponjas sintéticas de banho
Esses animais não possuem tecidos bem definidos e não apresentam órgãos e nem sistemas. São exclusivamente aquáticos, predominantemente marinhos, mas existem algumas espécies que vivem em água doce.Os poríferos vivem fixos a rochas ou a estruturas submersas, como conchas, onde podem formar colônias de coloração variadas. Podem ses encontrados desde as regiões mais rasas das praias até profundidades de aproximadamente 6 mil metros.
Alimentam-se de restos orgânicos ou de microorganismos que capturam filtrando a água que penetra em seu corpo, como veremos adiante. Por sua vez, servem de alimento para algumas espécies de animais, como certos moluscos, ouriços-do-mar, estrelas-do-mar, peixes e tartarugas.
Organização do corpo dos poríferos
O corpo de um porífero possui células que apresentam uma certa divisão de trabalho. Algumas dessas células são organizadas de tal maneira que formam pequenos orifícios, denominados poros, em todo o corpo do animal. é por isso que esses seres recebem o nome de poríferos (do latim porus: 'poro'; ferre: 'portador'). Observe no esquema abaixo que a água penetra no corpo do animal através dos vários poros existentes em seu corpo. Ela alcança então uma cavidade central denominada átrio. Observe também que a parede do corpo é revestida externamente por células achatadas que formam a epiderme. Já internamente, a parede do corpo é revestida por células denominadas coanócitos.
Os poríferos são animais filtradores, já que filtram a água que penetra em seu corpo, retirando dela alimento e gás oxigênio. Depois disso, a água com resíduos do metabolismo desses animais é eliminada para o ambiente por meio de uma abertura denominada ósculo.
Em certas esponjas, o esqueleto não possui espículas, mas tem a rede de espongina bastante desenvolvida. As esponjas desse tipo é que foram muito utilizadas no passado para banho e limpeza doméstica como no texto acima.
reprodução
A reprodução desses animais pode se dar de duas formas: assexuada e sexuada. Quando assexuada, pode ser de três maneiras:
Gemulação
Fragmentação
Brotamento
a reprodução assexuada por gemulação acontece nas esponjas de água doce. No interior do corpo da esponja formam-se as gêmulas, que são estruturas de resistência compostas por células indiferenciadas e protegidas por um envoltório rígido.
por meio de fragmentação, a reprodução acontece com os pequenos fragmentos que se soltam dando origem a novos indivíduos. Isso acontece devido à capacidade de regeneração que as esponjas possuem.
a reprodução assexuada por brotamento consiste no surgimento de um broto no corpo da esponja, que pode se soltar e dar origem ao novo indivíduo.
Em outra visão, analisamos que a maior parte das esponjas são hermafroditas. A reprodução sexuada, se forma por meio de gametas, formados em células chamadas gonócitos e saem da esponja pelo ósculo, penetrando em outra esponja por meio da corrente de água que passa pelos poros. Dessa forma, são captados os coanócitos que são transferidos até os óvulos – na mesogleia – que promovem a fecundação. Haverá um ovo, e dele surgirá uma larva de vida livre ciliada que sai da esponja e nada até fixar-se.
classificação
Tipo áscon ou asconoide: é o tipo mais simples de esponja. Sua parede é fina e com poros que se abrem na espongiocele, a qual se abre no ósculo.
Tipo sícon ou siconoide: apresenta uma complexidade maior do que a do tipo áscon. Nesse caso, vemos dobras nas paredes do corpo do animal, e os coanócitos passam a ser observados em canais radiais e não revestindo a espongiocele, como no tipo áscon.
Tipo lêucon ou leuconoide: é o tipo mais complexo de esponja, o qual se destaca pela grande quantidade de dobras nas paredes do corpo. A espongiocele, nesse grupo, é geralmente reduzida ou não está presente.
curiosidades
Algumas substâncias produzidas pelos poríferos podem ser usados para fabricação de antibióticos e cosmédicos
como costumam vive em ambientes limpos, são otimos bioindicadores da qualidade da água
Acredita-se que existam mais de 10 mil espécies de esponjas no mundo todo!
Embora sejam fixos podem apresentar estágios larvais moveis
para saber mais, assista o video
cnidários
Cnidários ou celenterados (filo Cnidaria) são organismos pluricelulares que vivem em ambientes aquáticos, sendo a grande maioria marinha.
Existem mais de 11.000 espécies de cnidários em todo o mundo. Os principais representantes do grupo são as águas-vivas, os corais, as anêmonas-do-mar, as hidras e as caravelas.
características gerais
O habitat principal dos cnidários é o ambiente marinho de águas tropicais rasas. Poucas espécies vivem em água doce. Nenhum é terrestre.
Os cnidários apresentam um tipo específico de célula em seus tentáculos, o cnidócito. Essas células lançam o nematocisto, uma espécie de cápsula que contém um filamento com espinhos e um líquido urticante. O nematocisto é responsável por injetar substâncias tóxicas que auxiliam na captura de presa e na defesa. Em humanos, pode causar queimaduras.
Os cnidários apresentam dois tipos morfológicos, as medusas e os pólipos. Algumas espécies podem apresentar as duas formas em diferentes períodos da vida.
As medusas são representadas pelos organismos natantes, como as águas-vivas. Apresentam um corpo gelatinoso em forma de sino, com tentáculos em sua margem e a boca central.
Os pólipos constituem os organismos sésseis, ou seja, fixos a um substrato. Apresentam formato tubular, como as anêmonas-do-mar. Eles podem viver em colônias ou isolados.
Os cnidários não apresentam sistema circulatório, digestório e respiratório.
Alimentação
Os cnidários apresentam sistema digestório incompleto, eles não apresentam ânus.
O sistema digestivo dos cnidários é constituído por uma cavidade dotada de uma única abertura. Esse local serve tanto para a entrada de alimentos como para a saída de dejetos.
Ao capturarem o alimento, com auxílio dos tentáculos, o introduzem na cavidade digestiva. Daí, são parcialmente fracionados por ação das enzimas, sendo os nutrientes distribuídos por todas as partes do corpo.
O animal só volta a se alimentar depois de eliminar os dejetos.
Os cnidários são carnívoros. Alimentam-se de partículas em suspensão na água e pequenos animais aquáticos.
Respiração
Os cnidários não possuem sistema respiratório. As trocas gasosas ocorrem diretamente entre cada célula e o meio, através de difusão.
Sistema Nervoso
Os cnidários são os primeiros animais a apresentar neurônios, as células nervosas. Porém, o seu sistema nervoso é bastante simples. É caracterizado por ser do tipo difuso, as células nervosas formam uma rede que fica em contato direto com as células sensorias e contráteis.
Reprodução
Os cnidários podem apresentar reprodução assexuada e sexuada.
A reprodução assexuada ocorre por brotamento. Na superfície do corpo existem brotos que ao se desenvolverem, desprendem-se e originam novos indivíduos. Esse tipo de reprodução é comum em hidras de água doce e em algumas anêmonas marinhas.
A reprodução sexuada é possível graças a existência de cnidários dióicos (sexos separados) ou monóicos (hermafroditas). Nesse tipo de reprodução, há formação de gametas masculinos e femininos. O macho libera seus espermatozóides na água, os quais fecundam o óvulo feminino, presente na superfície corporal.
Porém, o mais comum é os gametas se encontrarem na água, ocorrendo a fecundação externa. O zigoto se desenvolve e não existe fase larval.
Alguns cnidários podem apresentar alternância de gerações. Eles apresentam uma fase de pólipo, em que apresentam reprodução assexuada e outra fase de medusa, com reprodução sexuada.
classes
Os cnidários são divididos em quatro classes: Anthozoa, Hydrozoa, Scyphozoa e Cubozoa.
Anthozoa
A classe Anthozoa é a com o maior número de espécies. Neste grupo só existem pólipos marinhos. O principal representante do grupo é a anêmona-do-mar, um animal cilíndrico, cuja base é fixa em algum substrato. Na extremidade oposta fica a boca, rodeada por tentáculos flexíveis.
Os corais também pertencem a essa classe. Eles são colônias de pólipos que podem conter até 100 mil indivíduos. Por isso, os corais são caracterizados pela elevada biodiversidade.
Anêmona-do-mar
Hydrozoa
As hidras habitualmente permanecem imóveis, podendo ser confundida com a vegetação, principalmente pela cor esverdeada de seu corpo, a qual se deve pela presença de algas verdes unicelulares no seu interior.
Movimentando seus tentáculos, capturam suas presas, entre elas a pulga d’água. As poucas espécies de água doce pertencem a classe hydrozoa.
Hidra
Scyphozoa
A água-viva tem um aspecto de um prato invertido, com a boca em posição inferior e as bordas dotadas de muitos tentáculos.
Apresenta de 2 a 40 cm de diâmetro e as mais variadas cores. É móvel e possui o corpo bastante mole. Seus tentáculos não devem ser tocados, pois podem causar queimaduras graves.
Água-viva
As caravelas têm uma estrutura flutuante semelhante a uma bolsa de gás, com mais de 20 cm de diâmetro. Os tentáculos podem medir até 9 m de comprimento.
Eles possuem células urticantes, que podem causar uma dolorosa queimadura na pele ou até provocar a morte de alguns animais.
caravelas
Cubozoa
Os cubozoários são cnidários na forma de medusas de corpo incolor, altamente venenosos. São animais predadores e bons nadadores.
É o grupo menos estudado. Possuem apenas 20 espécies.
O representante mais conhecido é a vespa-do-mar (Chironex fleckeri), o animal com o veneno mais letal do mundo. Acredita-se que a sua toxina seja capaz de matar 60 humanos adultos.
Chironex fleckerio
curiosidades
Os cnidários são animais diblásticos (possuem dois folhetos germinativos) e possuem tecidos, simetria radial e apenas um orifício corporal: a boca.
Para saber mais, assista ao seguinte vídeo:
obrigado!
poríferos e cnídarios
Cristina
Created on January 27, 2023
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poríferos e cnidários
Por: Bruna, Giovanna, Júlia, Mirella e Murilo
1ª: Compreendendo a sistematização dos animais
O que é uma categoria taxonômica?
Devido à grande biodiversidade de seres vivos, um sistema de organização e classificação de tais seres, levando em consideração suas semelhanças – e não apenas morfológicas, faz-se necessário. Certamente o nome mais conhecido no “mundo da classificação e sistematização dos seres vivos” é Karl Von Linné (1707-1778), em português mais conhecido como Lineu. Ele propôs um sistema, utilizado até hoje, com algumas modificações, baseado nas categorias taxonômicas, no qual a unidade básica é a espécie.
poríferos
Os poríferos, também conhecidos como espongiários ou simplesmente esponjas, surgiram provavelmente há cerca de 1 bilhão de anos. Supõe-se que eles sejam originados de seres unicelulares e heterótrofos que se agrupam em colônias.Talvez ao tomar banho, você goste de se ensaboar usando uma esponja sintética, feita de plástico ou de borracha, ou uma bucha vegetal. Mas você já pensou em tomar banho ensaboando-se com o esqueleto de algum animal?
Bucha vegetal
Esponjas sintéticas de banho
Esses animais não possuem tecidos bem definidos e não apresentam órgãos e nem sistemas. São exclusivamente aquáticos, predominantemente marinhos, mas existem algumas espécies que vivem em água doce.Os poríferos vivem fixos a rochas ou a estruturas submersas, como conchas, onde podem formar colônias de coloração variadas. Podem ses encontrados desde as regiões mais rasas das praias até profundidades de aproximadamente 6 mil metros.
Alimentam-se de restos orgânicos ou de microorganismos que capturam filtrando a água que penetra em seu corpo, como veremos adiante. Por sua vez, servem de alimento para algumas espécies de animais, como certos moluscos, ouriços-do-mar, estrelas-do-mar, peixes e tartarugas.
Organização do corpo dos poríferos
O corpo de um porífero possui células que apresentam uma certa divisão de trabalho. Algumas dessas células são organizadas de tal maneira que formam pequenos orifícios, denominados poros, em todo o corpo do animal. é por isso que esses seres recebem o nome de poríferos (do latim porus: 'poro'; ferre: 'portador'). Observe no esquema abaixo que a água penetra no corpo do animal através dos vários poros existentes em seu corpo. Ela alcança então uma cavidade central denominada átrio. Observe também que a parede do corpo é revestida externamente por células achatadas que formam a epiderme. Já internamente, a parede do corpo é revestida por células denominadas coanócitos.
Os poríferos são animais filtradores, já que filtram a água que penetra em seu corpo, retirando dela alimento e gás oxigênio. Depois disso, a água com resíduos do metabolismo desses animais é eliminada para o ambiente por meio de uma abertura denominada ósculo.
Em certas esponjas, o esqueleto não possui espículas, mas tem a rede de espongina bastante desenvolvida. As esponjas desse tipo é que foram muito utilizadas no passado para banho e limpeza doméstica como no texto acima.
reprodução
A reprodução desses animais pode se dar de duas formas: assexuada e sexuada. Quando assexuada, pode ser de três maneiras:
Gemulação
Fragmentação
Brotamento
a reprodução assexuada por gemulação acontece nas esponjas de água doce. No interior do corpo da esponja formam-se as gêmulas, que são estruturas de resistência compostas por células indiferenciadas e protegidas por um envoltório rígido.
por meio de fragmentação, a reprodução acontece com os pequenos fragmentos que se soltam dando origem a novos indivíduos. Isso acontece devido à capacidade de regeneração que as esponjas possuem.
a reprodução assexuada por brotamento consiste no surgimento de um broto no corpo da esponja, que pode se soltar e dar origem ao novo indivíduo.
Em outra visão, analisamos que a maior parte das esponjas são hermafroditas. A reprodução sexuada, se forma por meio de gametas, formados em células chamadas gonócitos e saem da esponja pelo ósculo, penetrando em outra esponja por meio da corrente de água que passa pelos poros. Dessa forma, são captados os coanócitos que são transferidos até os óvulos – na mesogleia – que promovem a fecundação. Haverá um ovo, e dele surgirá uma larva de vida livre ciliada que sai da esponja e nada até fixar-se.
classificação
Tipo áscon ou asconoide: é o tipo mais simples de esponja. Sua parede é fina e com poros que se abrem na espongiocele, a qual se abre no ósculo. Tipo sícon ou siconoide: apresenta uma complexidade maior do que a do tipo áscon. Nesse caso, vemos dobras nas paredes do corpo do animal, e os coanócitos passam a ser observados em canais radiais e não revestindo a espongiocele, como no tipo áscon. Tipo lêucon ou leuconoide: é o tipo mais complexo de esponja, o qual se destaca pela grande quantidade de dobras nas paredes do corpo. A espongiocele, nesse grupo, é geralmente reduzida ou não está presente.
curiosidades
Algumas substâncias produzidas pelos poríferos podem ser usados para fabricação de antibióticos e cosmédicos
como costumam vive em ambientes limpos, são otimos bioindicadores da qualidade da água
Acredita-se que existam mais de 10 mil espécies de esponjas no mundo todo!
Embora sejam fixos podem apresentar estágios larvais moveis
para saber mais, assista o video
cnidários
Cnidários ou celenterados (filo Cnidaria) são organismos pluricelulares que vivem em ambientes aquáticos, sendo a grande maioria marinha. Existem mais de 11.000 espécies de cnidários em todo o mundo. Os principais representantes do grupo são as águas-vivas, os corais, as anêmonas-do-mar, as hidras e as caravelas.
características gerais
O habitat principal dos cnidários é o ambiente marinho de águas tropicais rasas. Poucas espécies vivem em água doce. Nenhum é terrestre. Os cnidários apresentam um tipo específico de célula em seus tentáculos, o cnidócito. Essas células lançam o nematocisto, uma espécie de cápsula que contém um filamento com espinhos e um líquido urticante. O nematocisto é responsável por injetar substâncias tóxicas que auxiliam na captura de presa e na defesa. Em humanos, pode causar queimaduras. Os cnidários apresentam dois tipos morfológicos, as medusas e os pólipos. Algumas espécies podem apresentar as duas formas em diferentes períodos da vida.
As medusas são representadas pelos organismos natantes, como as águas-vivas. Apresentam um corpo gelatinoso em forma de sino, com tentáculos em sua margem e a boca central. Os pólipos constituem os organismos sésseis, ou seja, fixos a um substrato. Apresentam formato tubular, como as anêmonas-do-mar. Eles podem viver em colônias ou isolados. Os cnidários não apresentam sistema circulatório, digestório e respiratório.
Alimentação
Os cnidários apresentam sistema digestório incompleto, eles não apresentam ânus. O sistema digestivo dos cnidários é constituído por uma cavidade dotada de uma única abertura. Esse local serve tanto para a entrada de alimentos como para a saída de dejetos. Ao capturarem o alimento, com auxílio dos tentáculos, o introduzem na cavidade digestiva. Daí, são parcialmente fracionados por ação das enzimas, sendo os nutrientes distribuídos por todas as partes do corpo. O animal só volta a se alimentar depois de eliminar os dejetos. Os cnidários são carnívoros. Alimentam-se de partículas em suspensão na água e pequenos animais aquáticos.
Respiração
Os cnidários não possuem sistema respiratório. As trocas gasosas ocorrem diretamente entre cada célula e o meio, através de difusão.
Sistema Nervoso
Os cnidários são os primeiros animais a apresentar neurônios, as células nervosas. Porém, o seu sistema nervoso é bastante simples. É caracterizado por ser do tipo difuso, as células nervosas formam uma rede que fica em contato direto com as células sensorias e contráteis.
Reprodução
Os cnidários podem apresentar reprodução assexuada e sexuada. A reprodução assexuada ocorre por brotamento. Na superfície do corpo existem brotos que ao se desenvolverem, desprendem-se e originam novos indivíduos. Esse tipo de reprodução é comum em hidras de água doce e em algumas anêmonas marinhas.
A reprodução sexuada é possível graças a existência de cnidários dióicos (sexos separados) ou monóicos (hermafroditas). Nesse tipo de reprodução, há formação de gametas masculinos e femininos. O macho libera seus espermatozóides na água, os quais fecundam o óvulo feminino, presente na superfície corporal. Porém, o mais comum é os gametas se encontrarem na água, ocorrendo a fecundação externa. O zigoto se desenvolve e não existe fase larval. Alguns cnidários podem apresentar alternância de gerações. Eles apresentam uma fase de pólipo, em que apresentam reprodução assexuada e outra fase de medusa, com reprodução sexuada.
classes
Os cnidários são divididos em quatro classes: Anthozoa, Hydrozoa, Scyphozoa e Cubozoa.
Anthozoa
A classe Anthozoa é a com o maior número de espécies. Neste grupo só existem pólipos marinhos. O principal representante do grupo é a anêmona-do-mar, um animal cilíndrico, cuja base é fixa em algum substrato. Na extremidade oposta fica a boca, rodeada por tentáculos flexíveis. Os corais também pertencem a essa classe. Eles são colônias de pólipos que podem conter até 100 mil indivíduos. Por isso, os corais são caracterizados pela elevada biodiversidade.
Anêmona-do-mar
Hydrozoa
As hidras habitualmente permanecem imóveis, podendo ser confundida com a vegetação, principalmente pela cor esverdeada de seu corpo, a qual se deve pela presença de algas verdes unicelulares no seu interior. Movimentando seus tentáculos, capturam suas presas, entre elas a pulga d’água. As poucas espécies de água doce pertencem a classe hydrozoa.
Hidra
Scyphozoa
A água-viva tem um aspecto de um prato invertido, com a boca em posição inferior e as bordas dotadas de muitos tentáculos. Apresenta de 2 a 40 cm de diâmetro e as mais variadas cores. É móvel e possui o corpo bastante mole. Seus tentáculos não devem ser tocados, pois podem causar queimaduras graves.
Água-viva
As caravelas têm uma estrutura flutuante semelhante a uma bolsa de gás, com mais de 20 cm de diâmetro. Os tentáculos podem medir até 9 m de comprimento. Eles possuem células urticantes, que podem causar uma dolorosa queimadura na pele ou até provocar a morte de alguns animais.
caravelas
Cubozoa
Os cubozoários são cnidários na forma de medusas de corpo incolor, altamente venenosos. São animais predadores e bons nadadores. É o grupo menos estudado. Possuem apenas 20 espécies. O representante mais conhecido é a vespa-do-mar (Chironex fleckeri), o animal com o veneno mais letal do mundo. Acredita-se que a sua toxina seja capaz de matar 60 humanos adultos.
Chironex fleckerio
curiosidades
Os cnidários são animais diblásticos (possuem dois folhetos germinativos) e possuem tecidos, simetria radial e apenas um orifício corporal: a boca.
Para saber mais, assista ao seguinte vídeo:
obrigado!